Paes nega Carnaval-teste em novembro no Sambódromo, mas confirma festa em 2022

Primeiro grande evento da cidade após a pandemia pode ser o Réveillon

   
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, descartou a realização de um Carnaval-teste na Marquês de Sapucaí em novembro deste ano, já que, segundo ele, é praticamente impossível fazer qualquer evento no Sambódromo ainda em 2021. A declaração de Paes aconteceu nesta terça-feira (22), durante a entrega de títulos de propriedades a moradores reassentados no Canal das Tachas, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.
Paes esclareceu que a Cidade do Samba deve ser reaberta em breve e que a prefeitura está fechando um projeto com o carnavalesco Leandro Vieira para ajudar as escolas. Apesar de negar o evento-teste na Sapucaí em novembro, o prefeito do Rio confirmou a realização do Carnaval em 2022.

“A Cidade do Samba está caminhando nessa direção (ser reaberta). O que a gente tem é um projeto que a gente está fechando com o Leandro Vieira, mas é um projeto muito mais para ajudar as escolas, o pessoal do chão de fábrica da escola de samba. Mas, eu diria que é impossível fazer qualquer evento no Sambódromo esse ano, pelo menos, à princípio. Vamos ver com calma. Nós vamos ter Carnaval em 2022, vamos celebrar a vida e nos abraçar”, declarou o prefeito.
A expectativa da prefeitura é que, com o calendário de vacinação contra a covid-19 seguindo como o esperado, o primeiro grande evento da cidade após a pandemia seja o Réveillon. Paes também reforçou que o evento-teste em Paquetá será apenas para moradores da Ilha, e que haverá fiscalização para impedir a entrada de turistas, mas não deu detalhes de como vai funcionar o esquema. A imunização contra o novo coronavírus já atingiu 96,3% da população local adulta.
“A gente está caminhando para isso (Réveillon). A gente vai fazer o evento-teste em Paquetá, só para os moradores de Paquetá. Não se animem aqueles que imaginam que vão pegar a barca e vão para Paquetá, não vão poder. O único turista que vai para Paquetá nesse dia, sou eu. A gente ainda vai definir o que vai ser, uma coisa exclusiva para os moradores de Paquetá”, ressaltou Paes.
Nesta terça-feira, a cidade de São Paulo não aplicou a primeira dose da vacina contra a covid-19, por não receber remessas de imunizante suficientes do Governo do Estado, que atribui a falta de doses ao atraso nas entregas do Ministério da Saúde. Questionado se o Rio poderia ficar sem imunizantes, o prefeito disse que há possibilidade, mas que o município está em uma situação equilibrada.
“Não chegando vacina, pode. Mas, estamos em uma situação, eu diria, equilibrada. Agora, é importante que o Ministério da Saúde permaneça entregando as vacinas na plenitude. A gente consegue, se tiver vacina, fazer duas idades por dia. A gente faz dois dias (por idade), porque não tem o número de vacina suficiente. A gente faz a reserva da segunda dose e faz nosso planejamento, eu diria, conservador, a partir daquilo que anuncia o Ministério da Saúde como entregas do Plano Nacional de Imunização.”
Ao ser perguntado sobre o estoque da cidade, disse que “está sob controle” e que pretende acelerar ainda mais o calendário. Nesta segunda, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio anunciou que a imunização de pessoas maiores de 18 anos com a primeira acontecerá até 31 de agosto. “Se chegar (mais vacinas), eu acelero correndo. O que eu puder fazer para acelerar essa vacinação, a gente vai fazer”, completou Paes.

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