Tiros no Chapéu Mangueira assustam comitiva do secretário de Defesa dos EUA

Acostumados a guerras, integrantes da comitiva militar de James Mattis, secretário de Defesa dos Estados Unidos, passaram por uma situação de alarme na noite do Rio. Eles foram acordados às 4h com os sons de um tiroteio nas favelas Chapéu Mangueira e Babilônia, no Leme, na Zona Sul do Rio. Hospedados no mesmo bairro, o tiroteio foi assunto do café da manhã da comitiva.

“Acordei pensando que era um pica-pau, depois ficou claro que não era um pássaro. Todos ouviram, certamente o secretário também”, disse uma fonte da comitiva que pediu para não ser identificada.

Alguns americanos chegaram a se preocupar e se indagaram se os tiros não eram uma “provocação” pela primeira visita do chefe do Pentágono de Donald Trump à cidade. Na véspera, em reuniões em Brasília, Mattis ofereceu mais cooperação ao Brasil na luta contra o narcotráfico internacional, como informações e dados de Inteligência.

No entanto, a avaliação dominante no fim foi de que se tratou de uma triste coincidência. O tema da violência do Rio, sob intervenção federal na segurança, foi tema das conversas dos americanos em Brasília. Mattis perguntou diretamente sobre isso ao ministro brasileiro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, no encontro de segunda-feira em Brasília.

Na manhã desta terça-feira, Mattis fará uma palestra na Escola Superior de a Guerra, na Urca, antes de visitar o Memorial da Segunda Guerra Mundial, no Aterro, e então seguir para Buenos Aires, terceira parada de sua viagem de estreia pela América do Sul.

 

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