16 de julho de 2024
A Polícia Federal já havia apreendido um e-mail na sede da Odebrecht, em São Paulo Foto: Rodrigo Paiva/ A TARDE
A Polícia Federal já havia apreendido um e-mail na sede da Odebrecht, em São Paulo
Foto: Rodrigo Paiva/ A TARDE

A Polícia Federal (PF) apreendeu na última segunda-feira (22), um bilhete no qual o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, escreveu a frase “destruir e-mail sondas”. O bilhete foi endereçado aos advogados dele e foi interceptado pelos agentes da PF que fazem a vigilância da carceragem da Superintendência em Curitiba, onde o executivo está preso desde sexta, 19.
Entre as frase escritas no bilhete, aparecem os dizeres “destruir e-mail sondas RR”. Para a PF, Marcelo se referia a Roberto Prisco Ramos, executivo da petroquímica Braskem, controlada pela Odebrecht.
Após tomar ciência do ocorrido, o delegado responsável pela Operação Lava Jato pediu aos advogados do executivo que apresentassem o bilhete original e justificassem a expressão usada por Odebrecht, sendo que o bilhete original não foi retido pela PF.
Ao delegado, os advogados Rodrigo Sanches e Dora Cavalcanti alegaram que o verbo destruir se referia a “estratégia processual e não a supressão de provas”. Eles explicaram que o documento original foi levado para São Paulo, por outro advogado, onde fica a sede da empreiteira.
Para decretar a prisão dos executivos da Odebrecht, o juiz Sérgio Moro, baseou-se, entre outras provas, em outros e-mails trocados entre Marcelo Odebrecht e Roberto Prisco, nos quais é mencionado o pagamento de propina de US$ 25 mil por dia para operação de sondas de perfuração da Petrobras.