{"id":100563,"date":"2019-06-26T10:42:05","date_gmt":"2019-06-26T13:42:05","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=100563"},"modified":"2019-06-26T10:42:05","modified_gmt":"2019-06-26T13:42:05","slug":"exposicao-no-complexo-de-cultura-de-nova-iguacu-vai-ate-28-de-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/exposicao-no-complexo-de-cultura-de-nova-iguacu-vai-ate-28-de-setembro\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o no Complexo de Cultura de Nova Igua\u00e7u vai at\u00e9 28 de setembro"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-100565 alignleft\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/h1-2-2-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/h1-2-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/h1-2-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/h1-2-2-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Tigelas, pratos, bule de ch\u00e1, lou\u00e7a inglesa, caldeir\u00e3o de ferro, moedores de caf\u00e9, jarra, casti\u00e7al, rabeca, barril de cacha\u00e7a, orat\u00f3rio de jacarand\u00e1. Esses s\u00e3o alguns dos objetos utilizados ao longo de 300 anos de exist\u00eancia da localidade de Nossa Senhora da Piedade de Igua\u00e7u, que deu origem ao munic\u00edpio de Nova Igua\u00e7u, e que est\u00e3o expostos no Complexo de Cultura \/ Casa de Cultura Ney Alberto. A exposi\u00e7\u00e3o \u201cOlhares sobre os Lares \u2013 A vida dom\u00e9stica na \u201cvelha\u201d Iguass\u00fa \u2013 S\u00e9culos XVII, XVIII e XIX\u201d foi aberta segunda-feira (24). S\u00e3o mais de 200 utens\u00edlios e mobili\u00e1rios reunidos, que ficar\u00e3o expostos at\u00e9 o dia 28 de setembro.<\/p>\n<p>\u201cEstamos mostrando como as pessoas mais abastadas viviam dentro de seus lares e como os negros escravizados viviam nas senzalas. A proposta \u00e9 resgatar um pouco da hist\u00f3ria destas pessoas, como passavam o dia a dia, como cozinhavam, se amavam, dormiam, ou seja, seu cotidiano. Todo material \u00e9 aut\u00eantico e tamb\u00e9m mostramos fragmentos arqueol\u00f3gicos encontrados na Vila de Iguass\u00fa. \u00c9 uma viagem ao tempo independente da classe social\u201d, explica o secret\u00e1rio municipal de Cultura, Marcus Monteiro. Cerca de 200 pessoas participaram da abertura da exposi\u00e7\u00e3o, na noite de segunda-feira.<\/p>\n<p>A mostra oferece aos visitantes um acervo de objetos que remontam ao per\u00edodo entre os anos de 1600 (s\u00e9culo XVII) e 1891, ano em que a sede da Vila de Iguass\u00fa foi transferida para o Arraial de Maxambomba, na freguesia de Santo Antonio de Jacutinga. A Vila de Iguass\u00fa foi origin\u00e1ria da localidade de Nossa Senhora da Piedade de Igua\u00e7u, que em 1755 foi elevada \u00e0 categoria de freguesia.<\/p>\n<p>Entre os utens\u00edlios expostos est\u00e3o faian\u00e7as portuguesas do s\u00e9culo XVII, porcelanas chinesas dos s\u00e9culos XVI e XVII (Dinastia Ming), lou\u00e7a inglesa de inspira\u00e7\u00e3o chinesa, padr\u00e3o \u2018willow\u2019, conhecido no Brasil como \u2018Pombinhos\u2019, mesa de jacarand\u00e1, no per\u00edodo de D.Maria I (c.1800), objeto de estanho, como galheteiros do s\u00e9culo XVIII, garrafas de vidro, casti\u00e7al, tocheiro e palmat\u00f3ria. Quem for \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o ainda poder\u00e1 encontrar objetos de madeira antigos, como gamela, pil\u00e3o, descaro\u00e7ador de algod\u00e3o, ro\u00e7a de fiar, rabeca, ba\u00fa de viagem, entre outros. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o aos objetos de senzala, dos s\u00e9culos XVII, XVIII e XIX, est\u00e3o o tronco, argola, gargalheira de parede, bota, viramundo, algema e libambos, entre outros.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 um \u00e1lbum de fotografias do s\u00e9culo XIX, com fotos do Comendador Bernardino Jos\u00e9 de Souza e Mello, construtor da Fazenda S\u00e3o Bernardino, na Vila de Iguass\u00fa, e sua esposa Cypriana Maria Soares de Mello, filha do Comendador Francisco Jos\u00e9 Soares, ambas de autoria do fot\u00f3grafo da Casa Imperial, Insley Pacheco, ativo no Rio de Janeiro a partir de 1854.<\/p>\n<p>Para a dona de casa Geraldina Magela, de 92 anos, a exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma verdadeira viagem ao tempo. \u201cFiquei encantada com as lou\u00e7as antigas. Lembrei um pouco da minha inf\u00e2ncia. Sou cearense, mas moro em Nova Igua\u00e7u h\u00e1 43 anos. Peguei amor por esta cidade e \u00e9 importante conhecer essa outra \u00e9poca, de como as pessoas viviam\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>J\u00e1 a professora Marilene da Fonseca, de 56 anos, se emocionou com os casti\u00e7ais expostos. Ela saiu de Mesquita para acompanhar a mostra na Casa de Cultura e disse que pretende ajudar a enriquecer ainda mais a exposi\u00e7\u00e3o. \u201cTenho dois casti\u00e7ais e vou trazer para a Casa da Cultura. Se quiserem expor eu empresto\u201d, brincou Marilene.<\/p>\n<p>Alice Aparecida da Silva, de 13 anos, trocou o uso constante do celular pela visita \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o e n\u00e3o se arrependeu. A jovem, que veio com os pais e uma irm\u00e3 de dois anos, disse que n\u00e3o imaginava como era o cotidiano dos moradores da \u2018Velha\u2019 Iguass\u00fa. \u201cMoramos perto, conhecemos a Fazenda S\u00e3o Bernardino, mas n\u00e3o sabia como era a vida destas pessoas. Essa exposi\u00e7\u00e3o me fez pegar mais gosto pela hist\u00f3ria. Valeu a pena deixar o celular de lado\u201d, contou a adolescente.<\/p>\n<p>Participara do evento de abertura da exposi\u00e7\u00e3o o vice-prefeito de Nova Igua\u00e7u Carlos Ferreira, o Ferreirinha, o secret\u00e1rio municipal de Meio Ambiente, Agricultura, Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Turismo, Fernando Cid, o presidente da Funda\u00e7\u00e3o Educacional e Cultural de Nova Igua\u00e7u, Miguel Ribeiro, o procurador-geral do munic\u00edpio, Rafael Alves, e o conselheiro da Ag\u00eancia Reguladora de Transporte do Estado do Rio, Vicente Loureiro, entre outros.<\/p>\n<p>O Complexo de Cultura \/ Casa de Cultura Ney Alberto fica na rua Get\u00falio Vargas, n\u00ba 51, no Centro de Nova Igua\u00e7u e funciona de ter\u00e7a-feira a domingo, das 10h \u00e0s 20h. Segundo o secret\u00e1rio municipal de Cultura, Marcus Monteiro, mais duas exposi\u00e7\u00f5es ser\u00e3o realizadas na cidade em breve. \u201cVamos ter uma exposi\u00e7\u00e3o coletiva de artistas igua\u00e7uanos e depois sobre \u2018Nova Igua\u00e7u no Tempo dos Laranjais\u2019, para contar um pouco da hist\u00f3ria da laranja no munic\u00edpio\u201d, explicou o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tigelas, pratos, bule de ch\u00e1, lou\u00e7a inglesa, caldeir\u00e3o de ferro, moedores de caf\u00e9, jarra, casti\u00e7al, rabeca, barril de cacha\u00e7a, orat\u00f3rio de jacarand\u00e1. 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