{"id":10649,"date":"2015-09-15T20:44:13","date_gmt":"2015-09-15T23:44:13","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=10649"},"modified":"2015-09-15T20:44:13","modified_gmt":"2015-09-15T23:44:13","slug":"aprendendo-a-gastar-alimentacao-mais-em-conta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/aprendendo-a-gastar-alimentacao-mais-em-conta\/","title":{"rendered":"Aprendendo a gastar: alimenta\u00e7\u00e3o mais em conta"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>*Ricardo Guerra<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos quatro anos, a infla\u00e7\u00e3o dos alimentos chegou perto dos 50%. Significa que o que custava R$ 10,00 em 2011, hoje, fica na casa dos R$ 15,00. O mesmo prato de comida ficou cerca de 50% mais caro. O Datafolha, em conjunto com a ASSERT, realizou uma pesquisa mostrando quanto o brasileiro paga pelo prato, bebida, sobremesa e cafezinho. A combina\u00e7\u00e3o custa, em m\u00e9dia, R$ 27,36. Para um trabalhador que almo\u00e7a fora de casa nos 22 dias \u00fateis de cada m\u00eas, a conta chega a R$ 601,92 \u2013 quase um sal\u00e1rio m\u00ednimo. O desafio para cada um dos brasileiros \u00e9 grande. Temos desemprego aumentando, infla\u00e7\u00e3o subindo, sal\u00e1rios congelados e a perspectiva de melhora est\u00e1 longe. Diante deste cen\u00e1rio, se quiser diminuir gastos, o brasileiro precisa iniciar uma mudan\u00e7a de h\u00e1bito mais ativa. Comprar com mais consci\u00eancia, buscar op\u00e7\u00f5es com melhor custo benef\u00edcio, explorar novas alternativas de consumo e, principalmente, fazer conta. Um trabalhador que economiza R$ 5,00 por dia em sua refei\u00e7\u00e3o chega a mais de R$ 100,00 por m\u00eas e pelo menos R$ 1.200,00 em um ano. Essa economia pode ser a manuten\u00e7\u00e3o de um carro, o pagamento de uma d\u00edvida, a viagem de final de ano, a compra de material escolar ou at\u00e9 mesmo um consumo maior para toda a fam\u00edlia no per\u00edodo das festas de final de ano. Todos podem e devem contribuir: uma fam\u00edlia com quatro membros, ao comer fora quatro vezes por m\u00eas, consegue reduzir seus gastos sem abrir m\u00e3o dos momentos de lazer. Os R$ 5,00 a menos por pessoa viram R$ 80,00 por m\u00eas ou R$ 960,00 ao ano. Cada centavo conta. No ramo da alimenta\u00e7\u00e3o, alguns segmentos t\u00eam estrat\u00e9gias e percep\u00e7\u00f5es que n\u00e3o facilitam a economia do consumidor. Nos restaurantes por quilo, muitas vezes, fica dif\u00edcil mensurar o pre\u00e7o final. Diversos estabelecimentos trabalham com o pre\u00e7o por cada 100 gramas, atraindo o consumidor por R$ 3,90, por exemplo. No entanto, o consumo de 700 gramas \u2013 valor aproximado de um Prato Feito \u2013 chegaria a R$ 27,30 e, adicionando uma bebida, o valor ultrapassaria R$ 30,00. Ou seja, um pre\u00e7o bem superior \u00e0 m\u00e9dia nacional. Um restaurante por quilo, para ficar abaixo da m\u00e9dia nacional, deveria cobrar R$ 2,90 por cada 100 gramas. Outra ferramenta utilizada pelos restaurantes \u00e9 atrair o consumidor pelo pre\u00e7o da prote\u00edna sem acompanhamentos. Imagine que uma picanha custa R$ 20,00 e que a adi\u00e7\u00e3o de cada acompanhamento equivale a R$ 3,00. Uma picanha com arroz, feij\u00e3o e fritas sairia por R$ 29,00 sem bebida. O importante \u00e9 ficar atento e, principalmente, calcular a compra. Para o consumidor, um dos destinos mais interessantes para economizar \u00e9 ir \u00e0 pra\u00e7a de alimenta\u00e7\u00e3o. A elevada concorr\u00eancia no local e a presen\u00e7a das grandes redes possibilitam ao brasileiro uma r\u00e1pida pesquisa e o aproveitamento de promo\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas do setor. H\u00e1, inclusive, op\u00e7\u00f5es de hamb\u00fargueres com pre\u00e7os abaixo de R$ 6,00 e peda\u00e7os de pizza por menos de R$ 10,00. Normalmente as grandes redes fazem bastante propaganda das mais saborosas e acess\u00edveis escolhas. Para o almo\u00e7o do dia a dia, os pratos saem na casa de R$ 11,00: s\u00e3o os Pratos Feitos completos, com prote\u00edna, arroz e feij\u00e3o, ou mesmo massas e saladas. \u00c9 poss\u00edvel combinar prato, refrigerante e sobremesa por menos de R$ 20,00. Os R$ 5,00 di\u00e1rios a menos se tornam uma economia saborosa. A variedade \u00e9 outro grande benef\u00edcio. Na pra\u00e7a, encontram-se asi\u00e1ticos, italianos, americanos e \u00e1rabes, al\u00e9m do aut\u00eantico arroz com feij\u00e3o brasileiro. Tempos dif\u00edceis s\u00e3o tempos de escolhas certas. Fazer a comida em casa seria uma outra op\u00e7\u00e3o, mas envolve tempo, compra de insumos, armazenamento e conhecimento de preparo. Nos dias de hoje, principalmente nas cidades grandes, a praticidade \u00e9 um bem valioso. Busca-se agilidade e facilidade para todas as tarefas. A melhor op\u00e7\u00e3o para o consumidor \u00e9 desfrutar da variedade, sabor e competitividade das grandes redes. Hoje, a melhor escolha para quem come fora de casa \u00e9 a pra\u00e7a de alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>*Ricardo Guerra \u00e9 Diretor de Marketing do Giraffas\u00ae.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Ricardo Guerra Nos \u00faltimos quatro anos, a infla\u00e7\u00e3o dos alimentos chegou perto dos 50%. Significa que o que custava R$ 10,00 em 2011, hoje, fica na casa dos R$ 15,00. O mesmo prato de comida ficou cerca de 50% mais caro. 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