{"id":11473,"date":"2015-09-28T21:09:13","date_gmt":"2015-09-29T00:09:13","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=11473"},"modified":"2015-09-28T21:09:13","modified_gmt":"2015-09-29T00:09:13","slug":"defesa-do-consumidor-2909","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/defesa-do-consumidor-2909\/","title":{"rendered":"Defesa do Consumidor &#8211; 29\/09"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>Justi\u00e7a do Rio pro\u00edbe cobran\u00e7a abusiva no cancelamento de passagens a\u00e9reas<\/p>\n<p>TAM, Gol, Azul e Trip Linhas A\u00e9reas tomaram um pux\u00e3o de orelha da Justi\u00e7a fluminense, que determinou \u00e0s companhias que retenham no m\u00e1ximo 5% do valor da passagem em caso de cancelamento ou altera\u00e7\u00e3o. Caso descumpram a determina\u00e7\u00e3o, as a\u00e9reas podem sofrer multa di\u00e1ria de R$ 2.000 por infra\u00e7\u00e3o, limitada ao dobro do pre\u00e7o pago pela passagem.<br \/>\nAl\u00e9m disso, as a\u00e9reas foram condenadas por danos materiais e morais, causados aos consumidores, individualmente considerados, a serem apurados em fase de liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a, bem como a ressarcir na forma simples os consumidores pelos valores pagos indevidamente.<br \/>\nA senten\u00e7a foi pronunciada pelo juiz Paulo Assed Estefan, da 4\u00aa Vara Empresarial do Rio, e exige o cumprimento do artigo 740 do C\u00f3digo Civil, que estabelece neste \u00edndice (5%) o teto de cobran\u00e7a sobre a import\u00e2ncia a ser restitu\u00edda ao passageiro, a t\u00edtulo de multa compensat\u00f3ria, quando da necessidade de se efetuar cancelamentos ou altera\u00e7\u00f5es nas passagens a\u00e9reas compradas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Envio de cart\u00e3o de cr\u00e9dito sem solicita\u00e7\u00e3o do cliente \u00e9 pr\u00e1tica abusiva<\/p>\n<p>Muitas empresas insistem no envio de cart\u00f5es de cr\u00e9dito a clientes sem avisar, apesar de a proibi\u00e7\u00e3o desta pr\u00e1tica estar expressa em lei.<br \/>\n\u2014 A pr\u00e1tica de encaminhar cart\u00e3o de cr\u00e9dito sem a solicita\u00e7\u00e3o do cliente \u00e9 considerada abusiva, n\u00e3o podendo a administradora cobrar qualquer quantia do consumidor por algo n\u00e3o solicitado \u2014 explica Marco Antonio Araujo Junior, presidente da Comiss\u00e3o de Defesa do Consumidor da OAB\/SP e vice-presidente acad\u00eamico do Dam\u00e1sio Educacional.<br \/>\nEm seu artigo 39, inciso III, o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor veda aos fornecedores de servi\u00e7os, dentre outras pr\u00e1ticas, &#8220;enviar ou entregar ao consumidor, sem solicita\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, qualquer produto ou fornecer qualquer servi\u00e7o&#8221;.<br \/>\nE mais: o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) aprovou, em junho \u00faltimo, a s\u00famula 532, confirmando que considera pr\u00e1tica abusiva o envio de cart\u00e3o de cr\u00e9dito sem pr\u00e9via e expressa solicita\u00e7\u00e3o do consumidor, \u201cconfigurando-se ato il\u00edcito indeniz\u00e1vel e sujeito \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de multa administrativa\u201d. Para o relator, ministro Mauro Campbell Marques, o simples envio do cart\u00e3o sem pedido expresso do cliente configura pr\u00e1tica abusiva independente do bloqueio. Ou seja: quem receber cart\u00f5es de cr\u00e9dito n\u00e3o solicitados podem recorrer \u00e0 justi\u00e7a para ser indenizado, ressalta a coordenadora institucional da Proteste, Maria In\u00eas Dolci .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Justi\u00e7a do Rio pro\u00edbe cobran\u00e7a abusiva no cancelamento de passagens a\u00e9reas TAM, Gol, Azul e Trip Linhas A\u00e9reas tomaram um pux\u00e3o de orelha da Justi\u00e7a fluminense, que determinou \u00e0s companhias que retenham no m\u00e1ximo 5% do valor da passagem em caso de cancelamento ou altera\u00e7\u00e3o. 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