{"id":125782,"date":"2021-08-19T17:14:38","date_gmt":"2021-08-19T20:14:38","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=125782"},"modified":"2021-08-19T17:14:38","modified_gmt":"2021-08-19T20:14:38","slug":"dono-da-precisa-se-nega-a-responder-a-perguntas-na-cpi-da-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/dono-da-precisa-se-nega-a-responder-a-perguntas-na-cpi-da-pandemia\/","title":{"rendered":"Dono da Precisa se nega a responder a perguntas na CPI da Pandemia"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<div class=\"col-lg-12 mb-3\">\n<div class=\"row\">\n<h3 class=\"col-10 offset-1 animated fadeInDown dealy-900 display-8 display-md-8 alt-font font-italic my-1 text-center\">Empres\u00e1rio est\u00e1 amparado por habeas corpus concedido pelo STF\u00a0 &#8211;<\/h3>\n<\/div>\n<p>Karine Melo &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Bras\u00edlia\u00a0 &#8211;\u00a0 Um dos depoimentos mais aguardados pelos senadores que integram a c\u00fapula da Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) da Pandemia do Senado, o do dono da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, acabou sem o efeito esperado nesta quinta-feira (19).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1419006&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1419006&amp;o=node\" \/><\/div>\n<div class=\"col-xl-7 offset-xl-1 col-lg-8 offset-lg-0 col-md-10 offset-md-1 mb-3\">\n<div class=\"post-item alt-font\">\n<div class=\"post-item-wrap\">\n<p>Diante dos parlamentares, depois de quatro tentativas de ouvi-lo na CPI, o empres\u00e1rio se recusou a firmar o compromisso de falar a verdade e abriu m\u00e3o de usar os 15 minutos iniciais antes de come\u00e7arem as perguntas dos senadores. Amparado por\u00a0<em>habeas corpus<\/em>, concedido pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, o empres\u00e1rio seguiu a estrat\u00e9gia usada ontem (18)\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2021-08\/advogado-da-precisa-se-cala-sobre-irregularidades-na-compra-de-vacina\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pelo advogado da Precisa Medicamentos<\/a>, T\u00falio Silveira e optou por exercer seu direito constitucional de ficar em sil\u00eancio.<\/p>\n<p>Na reuni\u00e3o, o empres\u00e1rio disse que o contrato de compra da vacina indiana Covaxin, produzida pelo laborat\u00f3rio Bharat Biotech, envolvia 20 milh\u00f5es de doses a US$ 15 por unidade. Perguntado pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), sobre o motivo de o valor da Covaxin ser cerca de 50% mais alto do que o das outras vacinas adquiridas pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o empres\u00e1rio disse que n\u00e3o foi o respons\u00e1vel pela precifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Quem determina o pre\u00e7o de venda da vacina n\u00e3o \u00e9 a Precisa, mas sim a Bharat Biotech. Tem uma pol\u00edtica internacional de pre\u00e7os e n\u00f3s conseguimos que ela fosse praticada no seu piso para o governo brasileiro, com frete, seguros e todas as despesas envolvidas&#8221;, argumentou Maximiano.<\/p>\n<p>Renan Calheiros lembrou que documentos do Itamaraty obtidos pela comiss\u00e3o estimam outros valores, bem inferiores, aos US$ 15 cobrados pela Precisa do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade na negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Precisa ganhou as aten\u00e7\u00f5es da comiss\u00e3o por ter sido a empresa que atuou como intermedi\u00e1ria entre a Bharat Biotech e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade na negocia\u00e7\u00e3o de 20 milh\u00f5es de doses da vacina Covaxin. Diante de suspeitas de irregularidades, o contrato foi cancelado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<h2>Barros<\/h2>\n<p>Entre as poucas perguntas que concordou em responder, Maximiano confirmou ao relator do colegiado que conhece o l\u00edder do governo na C\u00e2mara, Ricardo Barros (PP-PR). O s\u00f3cio da Precisa tamb\u00e9m reconheceu que a emenda apresentada pelo deputado para inclus\u00e3o da ag\u00eancia sanit\u00e1ria indiana na Medida Provis\u00f3ria (MP) 1.026\/2021, convertida na Lei 14.124, de 2021, era de interesse da empresa. Apesar disso, o empres\u00e1rio disse que n\u00e3o tratou sobre o assunto com Barros.<\/p>\n<p>\u201cQuando digo que era do interesse porque, por \u00f3bvio, ela tornava a Covaxin eleg\u00edvel tamb\u00e9m, assim como outras, de outras autoridades. Mas n\u00e3o houve absolutamente nenhum contato com o deputado Ricardo Barros, tampouco com outro para se fazer essa inclus\u00e3o\u201d, ressaltou Maximiano.<\/p>\n<h2>Sil\u00eancio<\/h2>\n<p>Ao longo do depoimento, Francisco Maximiano foi alertado diversas vezes por senadores por abusar do direito de ficar calado. O vice-presidente do colegiado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), chegou a pedir a suspens\u00e3o da reuni\u00e3o para nova consulta ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os limites do<em>\u00a0habeas corpus<\/em>\u00a0concedido ao depoente, mas foi convencido que n\u00e3o seria uma boa estrat\u00e9gia por outros senadores de oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com embargo declarat\u00f3rio sobre essa quest\u00e3o j\u00e1 expedido pelo presidente do STF, Luiz Fux, cabe ao presidente da CPI, senador Omar Aziz ( PSD-AM), a subjetividade para decidir o que deve ou n\u00e3o ser respondido pelo depoente respeitando o limite do que possa incrimin\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), a decis\u00e3o de Fux abre margem para dar voz de pris\u00e3o para testemunha que abuse do direito de ficar calado por crime de falso testemunho.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empres\u00e1rio est\u00e1 amparado por habeas corpus concedido pelo STF\u00a0 &#8211; Karine Melo &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Bras\u00edlia\u00a0 &#8211;\u00a0 Um dos depoimentos mais aguardados pelos senadores que integram a c\u00fapula da Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) da Pandemia do Senado, o do dono da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, acabou sem o efeito esperado nesta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[16,14,31],"tags":[],"class_list":["post-125782","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","category-politica","category-principais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125782","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=125782"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125782\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":125783,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125782\/revisions\/125783"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=125782"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=125782"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=125782"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}