{"id":13524,"date":"2015-10-31T07:30:42","date_gmt":"2015-10-31T09:30:42","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=13524"},"modified":"2015-10-31T07:30:42","modified_gmt":"2015-10-31T09:30:42","slug":"projeto-pedagogico-transforma-alunos-em-peritos-criminais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/projeto-pedagogico-transforma-alunos-em-peritos-criminais\/","title":{"rendered":"Projeto pedag\u00f3gico transforma alunos em peritos criminais"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/151030-H62.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-13528\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/151030-H62-300x225.jpg\" alt=\"151030 H62\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/151030-H62b.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-13529\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/151030-H62b-300x225.jpg\" alt=\"151030 H62b\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a><\/p>\n<h6><em>Os alunos da Escola Professor Joaquim de Freitas participam da premio de Educa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica do Rio incentivados pela professora Mytse Andrade<\/em><br \/>\n<em>Fotos Luiz Ambr\u00f3sio<\/em><\/h6>\n<p>Em Queimados, o caso do dia \u00e9 intrigante. Amostras foram levadas para uma an\u00e1lise, pois h\u00e1 suspeita que uma distribuidora de leite adultera o produto com amido, a\u00e7\u00e3o proibida pelos \u00f3rg\u00e3os reguladores. Tudo normal se esta fosse a rotina de um laborat\u00f3rio cient\u00edfico e se as an\u00e1lises estivessem sendo realizadas por peritos, correto? Mas na verdade trata-se de mais uma aula de Ci\u00eancias com alunos do oitavo ano da Escola Municipal Professor Joaquim de Freitas, localizada no bairro Vila S\u00e3o Jo\u00e3o, em Queimados. Foi desta forma, agu\u00e7ando a curiosidade e despertando o interesse de descobrir algo novo a cada li\u00e7\u00e3o, que a professora Mytse Andrade, conseguiu atrair a aplica\u00e7\u00e3o dos alunos e ainda ser a \u00fanica representante da Baixada Fluminense entre os tr\u00eas finalistas do II Pr\u00eamio de Educa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Com a conquista, se aproxima a hora de arrumar as malas, de olho na viagem para Londres, na Inglaterra, oferecida pela patrocinadora do concurso, em janeiro de 2016. O resultado final ser\u00e1 divulgado no pr\u00f3ximo dia 24 de novembro em uma cerim\u00f4nia realizada no Teatro do Amanh\u00e3, no Centro do Rio, mas a indica\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 motivo de orgulho para a profissional, colegas de trabalho, alunos e toda popula\u00e7\u00e3o queimadense. O projeto \u201cInvestiga\u00e7\u00e3o na sala de aula\u201d faz com que cada aluno seja, por alguns minutos, um perito criminal.<\/p>\n<p>De frente com o desafio de tornar as aulas de ci\u00eancias mais atrativas, Mytse trouxe para os adolescentes uma abordagem contextualizada, com experimentos que buscam construir uma liga\u00e7\u00e3o entre o conte\u00fado ensinado e o cotidiano de cada um. \u201cS\u00e3o temas que t\u00eam a ver com o dia a dia deles. Casos que tiveram grandes repercuss\u00f5es na imprensa ou que vivem em suas casas normalmente. A situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 novidade, mas o que agu\u00e7a a curiosidade deles \u00e9 que s\u00e3o eles os grandes descobridores dos resultados\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>As aulas acontecem duas vezes por semana. Na primeira, h\u00e1 uma abordagem conceitual. Na outra, a sala de aula vira um laborat\u00f3rio de an\u00e1lise criminal onde os alunos mostram na per\u00edcia o que aprenderam. Com os resultados em m\u00e3os, os adolescentes preenchem os relat\u00f3rios (laudos) com as indaga\u00e7\u00f5es propostas nas aulas de fixa\u00e7\u00e3o e provas. Mesmo n\u00e3o tendo um laborat\u00f3rio de inform\u00e1tica na unidade, os alunos curtem bastante a maneira diferente de aprender. Entre eles est\u00e1 a jovem Bianca dos Santos, de 14 anos, que se interessou mais pela mat\u00e9ria passada em sala de aula ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o dos novos m\u00e9todos de ensino. \u201cGosto muito. A gente aprende se divertindo e buscando descobrir algo novo sempre. Foge dos m\u00e9todos tradicionais\u201d ressaltou.<\/p>\n<p>Enquanto aguarda ansiosa pelo resultado final do pr\u00eamio, a professora Mytse j\u00e1 comemora o reconhecimento de seu trabalho e, \u00e9 claro, a t\u00e3o sonhada viagem \u00e0 Europa: \u201cEstou muito feliz em representar \u00e0 minha cidade, minha regi\u00e3o e minha escola neste pr\u00eamio. A viagem \u00e0 Londres \u00e9 a cereja do bolo. O que mais me motiva \u00e9 o reconhecimento e saber que o trabalho est\u00e1 conseguindo bons resultados\u201d, disse.<\/p>\n<p>O Pr\u00eamio objetiva reconhecer, valorizar e estimular o trabalho de professores nas \u00e1reas das Ci\u00eancias e Matem\u00e1tica, al\u00e9m de disseminar as iniciativas inovadoras e despertar o interesse dos alunos nas pr\u00e1ticas cient\u00edficas. Foram premiados tr\u00eas profissionais do Ensino Fundamental e tr\u00eas do Ensino M\u00e9dio. Com nota 4.9, a Escola Municipal Joaquim de Freitas ultrapassou a meta estipulada pelo o \u00faltimo IDEB prevista em 4.5. \u201cS\u00e3o projetos como esse que impulsionam a educa\u00e7\u00e3o e melhora o desempenho dos nossos alunos\u201d, concluiu a secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o, professora Mirian Motta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os alunos da Escola Professor Joaquim de Freitas participam da premio de Educa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica do Rio incentivados pela professora Mytse Andrade Fotos Luiz Ambr\u00f3sio Em Queimados, o caso do dia \u00e9 intrigante. 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