{"id":136699,"date":"2022-05-09T14:37:25","date_gmt":"2022-05-09T17:37:25","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=136699"},"modified":"2022-05-09T14:55:40","modified_gmt":"2022-05-09T17:55:40","slug":"moradores-da-baixada-fluminense-sao-selecionados-para-produzir-filmes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/moradores-da-baixada-fluminense-sao-selecionados-para-produzir-filmes\/","title":{"rendered":"Moradores da Baixada s\u00e3o selecionados para produzir filmes"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p>Mariana Tokarnia \u2013 Ag\u00eancia Brasil &#8211; Cinco propostas de moradores da Baixada Fluminense, na regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro, sair\u00e3o do papel e se tornar\u00e3o curta metragens. Elas foram selecionadas pelo projeto Cinema Leva Eu, criado pela Escola Brasileira de Audiovisual (EBAV) e o Instituto Zeca Pagodinho.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1458762&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1458762&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>O projeto Cinema Leva Eu tem o objetivo de capacitar e incluir moradores da Baixada Fluminense na produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado para o cinema nacional. As hist\u00f3rias selecionadas participaram das aulas de pitching, que no audiovisual \u00e9 uma modalidade de apresenta\u00e7\u00e3o de projeto ou roteiro para uma plateia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a organiza\u00e7\u00e3o do projeto, inicialmente a ideia seria a escolha de tr\u00eas propostas, mas diante da qualidade dos conte\u00fados apresentados, esse n\u00famero foi ampliado para cinco.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os projetos selecionados est\u00e1 9 horas em Deodoro, de Dj Dorgo, de 27 anos, que aborda as movimenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas nos transportes do Rio de Janeiro e o impacto de sua proibi\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da trajet\u00f3ria dos coletivos Enraizados no Vag\u00e3o e N\u00f3s da Rua.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi selecionado tamb\u00e9m Ningu\u00e9m Via, de Gabriel Leal, de 26 anos, que narra a hist\u00f3ria de Julia que descobre uma doen\u00e7a degenerativa e que, ao sair desnorteada ap\u00f3s a not\u00edcia, volta para sua terra, Nova Igua\u00e7u, e conhece Adonis. O encontro de ambos muda a vida de Julia completamente, quando ela descobre que o que ningu\u00e9m via, apenas ela poderia ver.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro projeto selecionado foi Odisseia Fluminense, de Matheus de Carvalho, de 27 anos, que conta a hist\u00f3ria de uma m\u00e3e solo e prolet\u00e1ria, moradora de Nova Igua\u00e7u, que trabalha no Centro do Rio e, trazendo \u00e0 luz a rotina de diversas pessoas, pega o trem lotado \u00e0s cinco da manh\u00e3 para retornar ao lar ap\u00f3s \u00e0s 22h. Certo dia o patr\u00e3o pede que a trabalhadora fa\u00e7a hora extra e, por n\u00e3o poder negar, perde o \u00faltimo trem do ramal Japeri. O curta promete mostrar a realidade de muitos moradores da Baixada que trabalham no Rio de Janeiro e, para chegarem at\u00e9 l\u00e1, precisam enfrentar um meio de transporte prec\u00e1rio e lotado, al\u00e9m de uma longa viagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Carolina Gomes, 20 anos, moradora de Xer\u00e9m, ir\u00e1 resgatar, em FNM: A Vila de Oper\u00e1rios, um passado hist\u00f3rico de v\u00e1rias fam\u00edlias que possuem rela\u00e7\u00e3o com a FNM \u2013 F\u00e1brica Nacional de Motores, inaugurada em Xer\u00e9m no ano de 1942. A f\u00e1brica que, durante a Segunda Guerra Mundial, era respons\u00e1vel por produzir motores aeron\u00e1uticos, passou a ser, a partir da parceria com a marca italiana Isotta Fraschini, a primeira fabricante de caminh\u00f5es do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Marcelo dos Santos, 40 anos de idade, ir\u00e1 narrar em Uma quest\u00e3o de \u00e9tica a vida de C\u00e9sar, um t\u00edpico professor de filosofia que, ao dormir, sonha com uma imagem completamente diferente de um professor de Filosofia, que fora contratado para lecionar quest\u00f5es de \u00e9tica para seus alunos. No sonho, o professor entra em confronto com os propriet\u00e1rios da escola que o demitem por fazer com que seus alunos fossem al\u00e9m do b\u00e1sico e que, de fato, aplicassem as os assuntos abordados. No entanto, ao acordar, C\u00e9sar volta a sua pacata vida at\u00e9 ver uma manchete de um professor que foi demitido por ensinar aos alunos a ousar.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto Cinema Leva Eu conta com importantes nomes do \u00e1udio visual, do cinema e do meio art\u00edstico como Sergio Assis, Hsu Chien e Andr\u00e9 da Costa Pinto e Louiz Carlos da Silva, filho de Zeca Pagodinho e diretor-geral do Instituto que leva o nome do pai. Profissionais do mercado s\u00e3o os respons\u00e1veis por ensinarem aos alunos atua\u00e7\u00e3o, roteiro, dire\u00e7\u00e3o, argumento, produ\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o executiva, fotografia, capta\u00e7\u00e3o de som direto, edi\u00e7\u00e3o de som e p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o de som, pesquisa, direitos autorais, entre outros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mariana Tokarnia \u2013 Ag\u00eancia Brasil &#8211; Cinco propostas de moradores da Baixada Fluminense, na regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro, sair\u00e3o do papel e se tornar\u00e3o curta metragens. Elas foram selecionadas pelo projeto Cinema Leva Eu, criado pela Escola Brasileira de Audiovisual (EBAV) e o Instituto Zeca Pagodinho. 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