{"id":138302,"date":"2022-06-27T00:11:54","date_gmt":"2022-06-27T03:11:54","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=138302"},"modified":"2022-06-27T00:11:56","modified_gmt":"2022-06-27T03:11:56","slug":"familiares-se-despedem-de-dom-phillips-em-funeral-em-niteroi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/familiares-se-despedem-de-dom-phillips-em-funeral-em-niteroi\/","title":{"rendered":"Familiares se despedem de Dom Phillips em funeral em Niter\u00f3i"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p><audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/83490.mp3\"><\/audio><\/p>\n\n\n\n<p>Vin\u00edcius Lisboa &#8211; Ag\u00eancia Brasil &#8211; Familiares e amigos se despediram do jornalista Dom Phillips em um funeral realizado na manh\u00e3 de\u00a0hoje\u00a0(26), em Niter\u00f3i, na regi\u00e3o metropolitana do Rio\u00a0de Janeiro. O profissional de imprensa foi\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2022-06\/corpos-de-dom-e-bruno-sao-entregues-familias\" target=\"_blank\">assassinado no Vale do Javari<\/a>, no Amazonas, onde estava a trabalho acompanhado do indigenista Bruno Pereira, que tamb\u00e9m foi morto.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1467778&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1467778&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A fam\u00edlia do jornalista brit\u00e2nico chegou ao cemit\u00e9rio Parque da Colina por volta das 9h, quando come\u00e7ou o vel\u00f3rio de Phillips. A cerim\u00f4nia foi seguida da crema\u00e7\u00e3o de seus restos mortais, realizada no mesmo cemit\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A vi\u00fava de&nbsp;Dom, Alessandra Sampaio, e a irm\u00e3 do jornalista, Sian Phillips, leram pronunciamentos em portugu\u00eas e ingl\u00eas para a imprensa, destacando o amor do brit\u00e2nico pelo Brasil, seu compromisso com a conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e a necessidade de continuar sua luta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Alessandra Sampaio agradeceu o apoio que recebeu dos povos ind\u00edgenas, da imprensa, de amigos jornalistas e de todos que participaram das buscas e se solidarizaram com&nbsp;Dom, Bruno e suas fam\u00edlias.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Hoje,&nbsp;Dom&nbsp;ser\u00e1 cremado no pa\u00eds que amava, seu lar escolhido, o Brasil&#8221;, disse. &#8220;Dom&nbsp;era uma pessoa muito especial, n\u00e3o apenas por defender aquilo que acreditava como profissional, mas tamb\u00e9m por&nbsp;ter&nbsp;um cora\u00e7\u00e3o enorme e um grande amor pela humanidade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/QBZ6pc0iLADmGDq1Jt-4HtJG3rY=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/trbr6627.jpg?itok=_ifzLAiA\" alt=\"Alessandra Sampaio, mulher do correspondente, cercada de familiares, fala durante o funeral do jornalista ingl\u00eas Don Phillips, no Cemit\u00e9rio Parque da Colina, em Niter\u00f3i.\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Alessandra Sampaio, mulher do correspondente, cercada de familiares, fala durante o funeral do jornalista ingl\u00eas Don Phillips, no Cemit\u00e9rio Parque da Colina, em Niter\u00f3i. &#8211;&nbsp;<strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>A vi\u00fava disse que a fam\u00edlia seguir\u00e1 atenta a todos os desdobramentos das investiga\u00e7\u00f5es, &#8220;exigindo Justi\u00e7a no significado mais abrangente do termo&#8221;, destacou.&nbsp;&#8220;Renovamos nossa luta para que a nossa dor e a da fam\u00edlia de Bruno Pereira n\u00e3o se repitam, como tamb\u00e9m das fam\u00edlias de outros jornalistas e defensores do meio ambiente, que seguem em risco&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Casal planejava ado\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Sian Phillips contou que Alessandra e o jornalista planejavam adotar duas crian\u00e7as brasileiras e lembrou que&nbsp;Dom&nbsp;era apaixonado pelo futebol, m\u00fasica e paisagens naturais do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ao lembramos&nbsp;Dom&nbsp;como um am\u00e1vel, divertido e legal irm\u00e3o mais velho, ficamos tristes que foi negada a ele a chance de compartilhar essas qualidades, como pai, \u00e0 pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o.&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A irm\u00e3 do jornalista destacou que ele foi um profissional que compartilhou um leque diverso de hist\u00f3rias sobre os brasileiros, de ricos e poderosos a moradores de favelas e povos ind\u00edgenas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ele foi morto porque tentou dizer ao mundo o que estava acontecendo com a floresta e seus habitantes. Sua miss\u00e3o confrontou os interesses de indiv\u00edduos que est\u00e3o determinados a explorar a Floresta Amaz\u00f4nica sem se preocupar com o impacto destrutivo de suas atividades ilegais&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" alt=\"Sian Phillips, irm\u00e3 do correspondente, cercada de familiares, fala durante o funeral do jornalista ingl\u00eas Don Phillips, no Cemit\u00e9rio Parque da Colina, em Niter\u00f3i.\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Sian Phillips, irm\u00e3 do correspondente, cercada de familiares, fala durante o funeral do jornalista ingl\u00eas Don Phillips, no Cemit\u00e9rio Parque da Colina, em Niter\u00f3i. &#8211;&nbsp;<strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>Sian contou que&nbsp;Dom&nbsp;trabalhava no projeto de um livro sobre modelos de desenvolvimento sustent\u00e1veis que podem assegurar a preserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, tanto como lar dos povos tradicionais como fator estabilizante para o clima global.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Dom&nbsp;entendeu a necessidade de uma mudan\u00e7a urgente tanto na abordagem pol\u00edtica quanto econ\u00f4mica da conserva\u00e7\u00e3o. Fam\u00edlia e amigos estamos comprometidos a continuar este trabalho, mesmo nesse momento de trag\u00e9dia. A hist\u00f3ria precisa ser contada&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mortos a tiros<\/h2>\n\n\n\n<p>Do lado de fora do cemit\u00e9rio, um grupo de manfestantes levou uma faixa que questionava: &#8220;Quem mandou matar&nbsp;Dom&nbsp;e Bruno?&#8221;. Segundo o inqu\u00e9rito da Pol\u00edcia Federal,&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2022-06\/pf-diz-nao-haver-mandante-das-mortes-de-bruno-pereira-e-dom-phillips\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">n\u00e3o h\u00e1 ind\u00edcios de que haja mandantes<\/a>&nbsp;na a\u00e7\u00e3o criminosa que matou os dois.<\/p>\n\n\n\n<p>O jornalista e o indigenista foram vistos no Vale do Javari pela \u00faltima vez no dia&nbsp;5 de junho, e, ap\u00f3s buscas, restos mortais foram encontrados no dia&nbsp;15 de junho. No dia seguinte, os corpos foram levados para Bras\u00edlia, onde foram periciados e identificados pelo Instituto Nacional de Criminal\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>Os restos mortais foram localizados em um local indicado pelo pescador Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como &#8220;Pelado\u201d, que \u00e9 um dos suspeitos do crime, confessou sua participa\u00e7\u00e3o e foi preso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota divulgada no \u00faltimo dia 18, a Pol\u00edcia Federal informou que Bruno Pereira foi morto com dois tiros na regi\u00e3o abdominal e tor\u00e1cica, e um na cabe\u00e7a, enquanto&nbsp;Dom&nbsp;Phillips levou um tiro no abd\u00f4men\/t\u00f3rax.&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2022-06\/bruno-e-dom-foram-mortos-com-tiros-na-cabeca-e-no-torax\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A muni\u00e7\u00e3o usada no assassinato foi t\u00edpica de ca\u00e7a<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dom&nbsp;Phillips era colaborador do jornal brit\u00e2nico The Guardian e j\u00e1 havia produzido reportagens sobre desmatamento na Floresta Amaz\u00f4nica. Bruno Pereira, por sua vez, era servidor licenciado da Funai e denunciava amea\u00e7as sofridas na regi\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o confirmada pela PF. Ele atuava como colaborador da Univaja, uma entidade mantida pelos pr\u00f3prios ind\u00edgenas da regi\u00e3o, que tinha como foco impedir invas\u00e3o da reserva por pescadores, ca\u00e7adores e narcotraficantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima&nbsp;quinta-feira,&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2022-06\/aviao-com-corpos-de-dom-e-bruno-deixa-brasilia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">a Pol\u00edcia Federal transportou os corpos<\/a>&nbsp;de Bruno e&nbsp;Dom&nbsp;de Bras\u00edlia para os estados em que seriam realizados seus funerais.&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2022-06\/corpo-de-indigenista-e-velado-em-pernambuco\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O corpo de Bruno Pereira foi velado e cremado na \u00faltima&nbsp;sexta-feira<\/a>, em Paulista, na regi\u00e3o metropolitana do Recife (PE).&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vin\u00edcius Lisboa &#8211; Ag\u00eancia Brasil &#8211; Familiares e amigos se despediram do jornalista Dom Phillips em um funeral realizado na manh\u00e3 de\u00a0hoje\u00a0(26), em Niter\u00f3i, na regi\u00e3o metropolitana do Rio\u00a0de Janeiro. O profissional de imprensa foi\u00a0assassinado no Vale do Javari, no Amazonas, onde estava a trabalho acompanhado do indigenista Bruno Pereira, que tamb\u00e9m foi morto.\u00a0 A fam\u00edlia do jornalista brit\u00e2nico chegou ao cemit\u00e9rio Parque da Colina por volta das 9h, quando come\u00e7ou o vel\u00f3rio de Phillips. A cerim\u00f4nia foi seguida da crema\u00e7\u00e3o de seus restos mortais, realizada no mesmo cemit\u00e9rio. A vi\u00fava de&nbsp;Dom, Alessandra Sampaio, e a irm\u00e3 do jornalista, Sian Phillips, leram pronunciamentos em portugu\u00eas e ingl\u00eas para a imprensa, destacando o amor do brit\u00e2nico pelo Brasil, seu compromisso com a conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e a necessidade de continuar sua luta.&nbsp; Alessandra Sampaio agradeceu o apoio que recebeu dos povos ind\u00edgenas, da imprensa, de amigos jornalistas e de todos que participaram das buscas e se solidarizaram com&nbsp;Dom, Bruno e suas fam\u00edlias.&nbsp;&nbsp; &#8220;Hoje,&nbsp;Dom&nbsp;ser\u00e1 cremado no pa\u00eds que amava, seu lar escolhido, o Brasil&#8221;, disse. &#8220;Dom&nbsp;era uma pessoa muito especial, n\u00e3o apenas por defender aquilo que acreditava como profissional, mas tamb\u00e9m por&nbsp;ter&nbsp;um cora\u00e7\u00e3o enorme e um grande amor pela humanidade&#8221;. Alessandra Sampaio, mulher do correspondente, cercada de familiares, fala durante o funeral do jornalista ingl\u00eas Don Phillips, no Cemit\u00e9rio Parque da Colina, em Niter\u00f3i. &#8211;&nbsp;T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil A vi\u00fava disse que a fam\u00edlia seguir\u00e1 atenta a todos os desdobramentos das investiga\u00e7\u00f5es, &#8220;exigindo Justi\u00e7a no significado mais abrangente do termo&#8221;, destacou.&nbsp;&#8220;Renovamos nossa luta para que a nossa dor e a da fam\u00edlia de Bruno Pereira n\u00e3o se repitam, como tamb\u00e9m das fam\u00edlias de outros jornalistas e defensores do meio ambiente, que seguem em risco&#8221;.&nbsp; Casal planejava ado\u00e7\u00e3o Sian Phillips contou que Alessandra e o jornalista planejavam adotar duas crian\u00e7as brasileiras e lembrou que&nbsp;Dom&nbsp;era apaixonado pelo futebol, m\u00fasica e paisagens naturais do Brasil. &#8220;Ao lembramos&nbsp;Dom&nbsp;como um am\u00e1vel, divertido e legal irm\u00e3o mais velho, ficamos tristes que foi negada a ele a chance de compartilhar essas qualidades, como pai, \u00e0 pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o.&#8221;, disse. A irm\u00e3 do jornalista destacou que ele foi um profissional que compartilhou um leque diverso de hist\u00f3rias sobre os brasileiros, de ricos e poderosos a moradores de favelas e povos ind\u00edgenas.&nbsp; &#8220;Ele foi morto porque tentou dizer ao mundo o que estava acontecendo com a floresta e seus habitantes. Sua miss\u00e3o confrontou os interesses de indiv\u00edduos que est\u00e3o determinados a explorar a Floresta Amaz\u00f4nica sem se preocupar com o impacto destrutivo de suas atividades ilegais&#8221;, disse. Sian Phillips, irm\u00e3 do correspondente, cercada de familiares, fala durante o funeral do jornalista ingl\u00eas Don Phillips, no Cemit\u00e9rio Parque da Colina, em Niter\u00f3i. &#8211;&nbsp;T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil Sian contou que&nbsp;Dom&nbsp;trabalhava no projeto de um livro sobre modelos de desenvolvimento sustent\u00e1veis que podem assegurar a preserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, tanto como lar dos povos tradicionais como fator estabilizante para o clima global.&nbsp; &#8220;Dom&nbsp;entendeu a necessidade de uma mudan\u00e7a urgente tanto na abordagem pol\u00edtica quanto econ\u00f4mica da conserva\u00e7\u00e3o. Fam\u00edlia e amigos estamos comprometidos a continuar este trabalho, mesmo nesse momento de trag\u00e9dia. A hist\u00f3ria precisa ser contada&#8221;. Mortos a tiros Do lado de fora do cemit\u00e9rio, um grupo de manfestantes levou uma faixa que questionava: &#8220;Quem mandou matar&nbsp;Dom&nbsp;e Bruno?&#8221;. Segundo o inqu\u00e9rito da Pol\u00edcia Federal,&nbsp;n\u00e3o h\u00e1 ind\u00edcios de que haja mandantes&nbsp;na a\u00e7\u00e3o criminosa que matou os dois. O jornalista e o indigenista foram vistos no Vale do Javari pela \u00faltima vez no dia&nbsp;5 de junho, e, ap\u00f3s buscas, restos mortais foram encontrados no dia&nbsp;15 de junho. No dia seguinte, os corpos foram levados para Bras\u00edlia, onde foram periciados e identificados pelo Instituto Nacional de Criminal\u00edstica. Os restos mortais foram localizados em um local indicado pelo pescador Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como &#8220;Pelado\u201d, que \u00e9 um dos suspeitos do crime, confessou sua participa\u00e7\u00e3o e foi preso.&nbsp; Em nota divulgada no \u00faltimo dia 18, a Pol\u00edcia Federal informou que Bruno Pereira foi morto com dois tiros na regi\u00e3o abdominal e tor\u00e1cica, e um na cabe\u00e7a, enquanto&nbsp;Dom&nbsp;Phillips levou um tiro no abd\u00f4men\/t\u00f3rax.&nbsp;A muni\u00e7\u00e3o usada no assassinato foi t\u00edpica de ca\u00e7a. Dom&nbsp;Phillips era colaborador do jornal brit\u00e2nico The Guardian e j\u00e1 havia produzido reportagens sobre desmatamento na Floresta Amaz\u00f4nica. Bruno Pereira, por sua vez, era servidor licenciado da Funai e denunciava amea\u00e7as sofridas na regi\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o confirmada pela PF. 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