{"id":141400,"date":"2022-09-12T14:57:16","date_gmt":"2022-09-12T17:57:16","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=141400"},"modified":"2022-09-12T14:58:27","modified_gmt":"2022-09-12T17:58:27","slug":"cerca-de-30-das-demissoes-no-brasil-foram-voluntarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/cerca-de-30-das-demissoes-no-brasil-foram-voluntarias\/","title":{"rendered":"Cerca de 30% das demiss\u00f5es no Brasil foram volunt\u00e1rias!"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p><em>Nova onda mundial: tem muita gente abrindo m\u00e3o do trabalho est\u00e1vel. Saiba mais sobre o fen\u00f4meno &#8220;the great resignation&#8221; e como ele traz desafios ao recrutamento e sele\u00e7\u00e3o no pa\u00eds<\/em> &#8211; Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) indicam quase 12 milh\u00f5es de desempregados no pa\u00eds. Mas, ao mesmo tempo, um ter\u00e7o das demiss\u00f5es tem sido volunt\u00e1rias \u2013 ou seja, gente que \u201cpediu a conta\u201d, de acordo com levantamento da LCA Consultores. Soa contradit\u00f3rio: h\u00e1 desemprego, mas pessoas est\u00e3o largando seu trabalho. E n\u00e3o se trata de um movimento pontual. \u00c9 que o Brasil vem experimentando o fen\u00f4meno \u201cthe great resignation\u201d, em expans\u00e3o em boa parte do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tradu\u00e7\u00e3o livre, o termo significa \u201cgrande ren\u00fancia\u201d. Na pr\u00e1tica, reflete o seguinte: pessoas insatisfeitas n\u00e3o exclusivamente com o trabalho, mas com o modo de vida que levam, decidem pedir a conta. \u201cAs pessoas est\u00e3o encontrando no abrir m\u00e3o do emprego e tentativa de novas experi\u00eancias um caminho para buscar satisfa\u00e7\u00e3o e felicidade\u201d, pontua o executivo M\u00e1rcio Monson, fundador e CEO da Selecty, empresa curitibana de tecnologia para recrutamento e sele\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>M\u00e1rcio Monson<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Com 15 anos de contato pr\u00f3ximo com a \u00e1rea de RH, Monson avalia que o fen\u00f4meno traz desafios \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es e, em particular, aos setores de recrutamento e sele\u00e7\u00e3o. \u201cOs dados, as not\u00edcias recentes e a viv\u00eancia pr\u00e1tica mostram que \u2018the great resignation\u2019, onda verificada nos Estados Unidos, na Europa, na China e na \u00cdndia, tamb\u00e9m j\u00e1 \u00e9 realidade no Brasil. &#8220;As organiza\u00e7\u00f5es precisam estar preparadas, identificando como tornar as vagas que oferecem n\u00e3o s\u00f3 atraentes do ponto de vista da empregabilidade, mas da satisfa\u00e7\u00e3o que proporcionam ao profissional.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>As express\u00f5es \u201cbig quit\u201d e \u201cgreat reshuffle\u201d (\u201cgrande debandada\u201d e \u201cgrande ren\u00fancia\u201d) s\u00e3o outras formas de nomear a onda. Todas tamb\u00e9m mostram o que est\u00e1 por tr\u00e1s desse movimento, observa o CEO da Selecty. \u201c\u00c9 uma migra\u00e7\u00e3o de pessoas, de seus trabalhos, muitas vezes bem remunerados e relativamente est\u00e1veis, para outros prop\u00f3sitos. Pessoas que consideram que certas atividades trazem menos dinheiro e status, mas geram mais felicidade, por exemplo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de um comportamento, ainda segundo Monson, bastante acentuado depois da pandemia da Covid-19. A crise fitossanit\u00e1ria for\u00e7ou a mudan\u00e7a de h\u00e1bitos, trouxe incertezas e medos, e fomentou reflex\u00f5es. Nesse caminho, vieram decis\u00f5es por rupturas, por alterar estilos de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cRecentemente, foi noticiado que, nos Estados Unidos, apenas entre setembro e outubro do ano passado, 8,5 milh\u00f5es de pessoas pediram demiss\u00e3o, sem ter outra vaga em perspectiva. E, aqui no Brasil, a constata\u00e7\u00e3o da LCA, de que, dos 1,8 milh\u00e3o de desligamentos registrados apenas em mar\u00e7o \u00faltimo, mais de 600 mil (ou 33%) foram volunt\u00e1rios. S\u00e3o dados para serem observados e acompanhados com aten\u00e7\u00e3o\u201d, sublinha o executivo da Selecty.<\/p>\n\n\n\n<p>Afinal, continua ele, al\u00e9m de engrossar as estat\u00edsticas de desemprego, \u201cthe great resignation\u201d costuma afetar principalmente postos-chaves, vagas que exigem qualifica\u00e7\u00e3o profissional e outros atributos muitas vezes dif\u00edceis de serem encontrados no mercado de trabalho. \u201cOs efeitos internos, nas organiza\u00e7\u00f5es, e externos \u2013 na conjuntura econ\u00f4mica \u2013 devem ser mensurados, e seguramente s\u00e3o significativos\u201d, projeta Monson.<\/p>\n\n\n\n<p>Reverter o fen\u00f4meno passa por combater culturas t\u00f3xicas nas empresas, excesso de press\u00e3o, inseguran\u00e7a e falta de reconhecimento profissional. Costumam ser raz\u00f5es como essas \u2013 e menos aquelas ligadas ao sal\u00e1rio, por exemplo \u2013 que motivam as \u201cren\u00fancias\u201d, considera o CEO da Selecty. Ou seja, motiva\u00e7\u00f5es de ordem psicol\u00f3gica e comportamental, acima daquelas ligadas a fatores materiais. \u201cAs organiza\u00e7\u00f5es, de um modo geral, e os profissionais de recrutamento e sele\u00e7\u00e3o, em particular, precisam estar atentos a isso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SERVI\u00c7O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a Selecty:&nbsp;<a href=\"https:\/\/selecty.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/selecty.com.br\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova onda mundial: tem muita gente abrindo m\u00e3o do trabalho est\u00e1vel. Saiba mais sobre o fen\u00f4meno &#8220;the great resignation&#8221; e como ele traz desafios ao recrutamento e sele\u00e7\u00e3o no pa\u00eds &#8211; Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) indicam quase 12 milh\u00f5es de desempregados no pa\u00eds. Mas, ao mesmo tempo, um ter\u00e7o das demiss\u00f5es tem sido volunt\u00e1rias \u2013 ou seja, gente que \u201cpediu a conta\u201d, de acordo com levantamento da LCA Consultores. Soa contradit\u00f3rio: h\u00e1 desemprego, mas pessoas est\u00e3o largando seu trabalho. E n\u00e3o se trata de um movimento pontual. \u00c9 que o Brasil vem experimentando o fen\u00f4meno \u201cthe great resignation\u201d, em expans\u00e3o em boa parte do planeta. Em tradu\u00e7\u00e3o livre, o termo significa \u201cgrande ren\u00fancia\u201d. Na pr\u00e1tica, reflete o seguinte: pessoas insatisfeitas n\u00e3o exclusivamente com o trabalho, mas com o modo de vida que levam, decidem pedir a conta. \u201cAs pessoas est\u00e3o encontrando no abrir m\u00e3o do emprego e tentativa de novas experi\u00eancias um caminho para buscar satisfa\u00e7\u00e3o e felicidade\u201d, pontua o executivo M\u00e1rcio Monson, fundador e CEO da Selecty, empresa curitibana de tecnologia para recrutamento e sele\u00e7\u00e3o. M\u00e1rcio Monson Com 15 anos de contato pr\u00f3ximo com a \u00e1rea de RH, Monson avalia que o fen\u00f4meno traz desafios \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es e, em particular, aos setores de recrutamento e sele\u00e7\u00e3o. \u201cOs dados, as not\u00edcias recentes e a viv\u00eancia pr\u00e1tica mostram que \u2018the great resignation\u2019, onda verificada nos Estados Unidos, na Europa, na China e na \u00cdndia, tamb\u00e9m j\u00e1 \u00e9 realidade no Brasil. &#8220;As organiza\u00e7\u00f5es precisam estar preparadas, identificando como tornar as vagas que oferecem n\u00e3o s\u00f3 atraentes do ponto de vista da empregabilidade, mas da satisfa\u00e7\u00e3o que proporcionam ao profissional.\u201d As express\u00f5es \u201cbig quit\u201d e \u201cgreat reshuffle\u201d (\u201cgrande debandada\u201d e \u201cgrande ren\u00fancia\u201d) s\u00e3o outras formas de nomear a onda. Todas tamb\u00e9m mostram o que est\u00e1 por tr\u00e1s desse movimento, observa o CEO da Selecty. \u201c\u00c9 uma migra\u00e7\u00e3o de pessoas, de seus trabalhos, muitas vezes bem remunerados e relativamente est\u00e1veis, para outros prop\u00f3sitos. Pessoas que consideram que certas atividades trazem menos dinheiro e status, mas geram mais felicidade, por exemplo.\u201d Trata-se de um comportamento, ainda segundo Monson, bastante acentuado depois da pandemia da Covid-19. A crise fitossanit\u00e1ria for\u00e7ou a mudan\u00e7a de h\u00e1bitos, trouxe incertezas e medos, e fomentou reflex\u00f5es. Nesse caminho, vieram decis\u00f5es por rupturas, por alterar estilos de vida. \u201cRecentemente, foi noticiado que, nos Estados Unidos, apenas entre setembro e outubro do ano passado, 8,5 milh\u00f5es de pessoas pediram demiss\u00e3o, sem ter outra vaga em perspectiva. E, aqui no Brasil, a constata\u00e7\u00e3o da LCA, de que, dos 1,8 milh\u00e3o de desligamentos registrados apenas em mar\u00e7o \u00faltimo, mais de 600 mil (ou 33%) foram volunt\u00e1rios. S\u00e3o dados para serem observados e acompanhados com aten\u00e7\u00e3o\u201d, sublinha o executivo da Selecty. Afinal, continua ele, al\u00e9m de engrossar as estat\u00edsticas de desemprego, \u201cthe great resignation\u201d costuma afetar principalmente postos-chaves, vagas que exigem qualifica\u00e7\u00e3o profissional e outros atributos muitas vezes dif\u00edceis de serem encontrados no mercado de trabalho. \u201cOs efeitos internos, nas organiza\u00e7\u00f5es, e externos \u2013 na conjuntura econ\u00f4mica \u2013 devem ser mensurados, e seguramente s\u00e3o significativos\u201d, projeta Monson. Reverter o fen\u00f4meno passa por combater culturas t\u00f3xicas nas empresas, excesso de press\u00e3o, inseguran\u00e7a e falta de reconhecimento profissional. 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