{"id":144348,"date":"2022-11-15T14:23:50","date_gmt":"2022-11-15T16:23:50","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=144348"},"modified":"2022-11-15T14:23:52","modified_gmt":"2022-11-15T16:23:52","slug":"queijo-de-bufala-tesouro-da-ilha-do-marajo-ganha-mercado-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/queijo-de-bufala-tesouro-da-ilha-do-marajo-ganha-mercado-no-pais\/","title":{"rendered":"Queijo de b\u00fafala, tesouro da Ilha do Maraj\u00f3, ganha mercado no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/193364.mp3\"><\/h4>\n\n\n\n<p>Fl\u00e1via Grossi &#8211; TV Brasil &#8211; Envolta por um mar de \u00e1guas, a Ilha do Maraj\u00f3, no Par\u00e1, guardava um segredo que, aos poucos, ultrapassa os limites do arquip\u00e9lago e chega a outras regi\u00f5es do pa\u00eds. O queijo do Maraj\u00f3, produzido com leite de b\u00fafala desde o in\u00edcio do s\u00e9culo 20, \u00e9 premiado, apreciado por turistas e moradores, mas, at\u00e9 2020, ainda n\u00e3o podia ser comercializado fora do estado.<br><br>Com apoio de institui\u00e7\u00f5es como o Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a conquista do Selo de Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica em 2021, no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o queijo foi reconhecido como \u00fanico e tem sua tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e cultural preservada. O produto entrou no roteiro tur\u00edstico do Maraj\u00f3 e ganha mercado em todo o pa\u00eds.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1493701&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1493701&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>O selo abrange produtores certificados em sete munic\u00edpios da Ilha de Maraj\u00f3: Cachoeira do Arari, Chaves, Muan\u00e1, Ponta de Pedras, Salvaterra, Santa Cruz do Arari e Soure. Apenas quem produz nessa \u00e1rea geogr\u00e1fica, de forma artesanal e respeitando as especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas em todas as etapas da produ\u00e7\u00e3o \u2014 da cria\u00e7\u00e3o de b\u00fafalos at\u00e9 a comercializa\u00e7\u00e3o \u2014, tem o direito de usar o t\u00edtulo de queijo do Maraj\u00f3.<br><br>\u201cFoi feito um trabalho de capacita\u00e7\u00e3o dos empres\u00e1rios para que eles pudessem olhar seus produtos como algo que pode ser vendido em qualquer supermercado do Brasil\u201d, disse o superintendente do Sebrae no Par\u00e1, Rubens Magno. Antes, os produtores esbarravam em normas sanit\u00e1rias que regulam o com\u00e9rcio de alimentos de origem animal feitos de forma artesanal. Apenas em 2013, com uma portaria estadual, a venda do queijo se estendeu para todo o Par\u00e1. Outras regi\u00f5es, no entanto, s\u00f3 conheceram o queijo do Maraj\u00f3 em 2020, com a cria\u00e7\u00e3o do chamado Selo Arte, voltado para produtos feitos de forma artesanal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Capital brasileira do b\u00fafalo<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo registros hist\u00f3ricos, os primeiros b\u00fafalos chegaram ao Maraj\u00f3 em 1895, importados por um fazendeiro chamado Vicente Chermont, e encontraram no arquip\u00e9lago as condi\u00e7\u00f5es ideais para viver e se multiplicar. A regi\u00e3o de clima quente, \u00famido e chuvoso, com \u00e1reas alagadas e zonas de sombra criadas pela vegeta\u00e7\u00e3o, oferece o conforto t\u00e9rmico que o animal procura, explica produtor de queijo e agr\u00f4nomo Tonga Gouv\u00eaa. \u201cEles t\u00eam poucas gl\u00e2ndulas sudor\u00edparas e colora\u00e7\u00e3o escura, com poucos pelos. Ent\u00e3o, absorvem muito a luz solar e precisam fazer a transfer\u00eancia de calor.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Fortes, os b\u00fafalos s\u00e3o usados em muitas culturas no transporte de carga e, no Maraj\u00f3, est\u00e3o em toda parte. \u201cAqui n\u00f3s chamamos de Capital Brasileira do B\u00fafalo, toda a nossa economia gira em fun\u00e7\u00e3o do b\u00fafalo\u201d, disse Tonga.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, o estado do Par\u00e1 conta com o maior rebanho bubalino do Brasil, equivalente a 38% do total nacional, segundo o Censo Agro 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). \u201cO que ajuda a explicar esse protagonismo [do b\u00fafalo] \u00e9 justamente o aproveitamento do leite para a produ\u00e7\u00e3o de queijo&#8221;, afirma o professor de Geografia da Universidade Estadual do Par\u00e1 Benedito Ely Valente da Cruz.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cremoso e suave<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/vYQDzGbu8BGUAeYxfuNuL5_3tKI=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/o_queijo_do_marajo_.jpg?itok=yR0EUeiY\" alt=\"O queijo do Maraj\u00f3\" title=\"TV Brasil\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>As duas variedades do queijo do Maraj\u00f3, creme e manteiga, t\u00eam a mesma base: massa coalhada e leite &#8211;&nbsp;<strong>TV Brasil\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O queijo, de textura cremosa e paladar suave, tem duas variedades: creme e manteiga. A base dos dois \u00e9 a mesma, massa coalhada e leite. A diferen\u00e7a \u00e9 que o tipo creme leva creme de leite no preparo e o manteiga, manteiga de garrafa. Os dois ingredientes s\u00e3o obtidos do pr\u00f3prio soro que sai como subproduto da coalhada. Em vez do processo de cura ou matura\u00e7\u00e3o por que passam muitos queijos, o do Maraj\u00f3 \u00e9 cozido, num processo que se chama \u201cfritura\u201d.<br><br>Gabriela Gouv\u00eaa, que \u00e9 produtora de queijo assim como o pai, Tonga, explica que a suavidade do produto do Maraj\u00f3 vem da composi\u00e7\u00e3o f\u00edsico-qu\u00edmica do leite, que tem teores de prote\u00ednas superiores, de minerais, como c\u00e1lcio, ferro, e isso tem toda uma rela\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o do derivado.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de propriet\u00e1ria da Fazenda Mironga, Gabriela est\u00e1 \u00e0 frente da Associa\u00e7\u00e3o de Produtores de Leite e Queijo do Maraj\u00f3. Juntos, os produtores trabalham para que o queijo marajoara tenha destaque nos roteiros tur\u00edsticos de quem visita a regi\u00e3o. A chamada Rota do Queijo sugere ao turista servi\u00e7os e roteiros que se relacionam \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do latic\u00ednio, passando por queijarias, caf\u00e9s, restaurantes e sorveterias.<br><br>\u201cHavia restaurantes que serviam pratos com queijo do Maraj\u00f3, mas n\u00e3o destacavam o ingrediente no card\u00e1pio. \u00c9 um trabalho de valoriza\u00e7\u00e3o do produto\u201d, enfatiza Gabriela. A Mironga tamb\u00e9m recebe grupos de turistas para a chamada Viv\u00eancia, em que os visitantes s\u00e3o convidados a conhecer a hist\u00f3ria da fam\u00edlia, dos b\u00fafalos e do queijo; a tocar os animais; e a degustar os latic\u00ednios da fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 25 anos no mercado, o produtor Prud\u00eancio Paix\u00e3o n\u00e3o tira os olhos da produ\u00e7\u00e3o: vigia o leite dia e noite para acompanhar o momento exato em que o produto coalha, de forma totalmente natural. Em sua casa, o of\u00edcio \u00e9 passado de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, e hoje ele se orgulha de mudar a vida de outras fam\u00edlias da regi\u00e3o. \u201cO meu sonho \u00e9 ver todos os produtores de queijo aqui no Maraj\u00f3 certificados e vendendo um produto de qualidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O epis\u00f3dio&nbsp;<em>Uma Fatia de Maraj\u00f3<\/em>, do programa&nbsp;<em>Caminhos da Reportagem<\/em>, da&nbsp;<strong>TV Brasil<\/strong>, foi ao ar no \u00faltimo domingo (13). Confira:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Caminhos da Reportagem | Riquezas da nossa terra: Uma fatia de Maraj\u00f3\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hz6QxS8owCg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: N\u00e1dia Franco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fl\u00e1via Grossi &#8211; TV Brasil &#8211; Envolta por um mar de \u00e1guas, a Ilha do Maraj\u00f3, no Par\u00e1, guardava um segredo que, aos poucos, ultrapassa os limites do arquip\u00e9lago e chega a outras regi\u00f5es do pa\u00eds. O queijo do Maraj\u00f3, produzido com leite de b\u00fafala desde o in\u00edcio do s\u00e9culo 20, \u00e9 premiado, apreciado por turistas e moradores, mas, at\u00e9 2020, ainda n\u00e3o podia ser comercializado fora do estado. Com apoio de institui\u00e7\u00f5es como o Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a conquista do Selo de Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica em 2021, no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o queijo foi reconhecido como \u00fanico e tem sua tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e cultural preservada. O produto entrou no roteiro tur\u00edstico do Maraj\u00f3 e ganha mercado em todo o pa\u00eds. O selo abrange produtores certificados em sete munic\u00edpios da Ilha de Maraj\u00f3: Cachoeira do Arari, Chaves, Muan\u00e1, Ponta de Pedras, Salvaterra, Santa Cruz do Arari e Soure. Apenas quem produz nessa \u00e1rea geogr\u00e1fica, de forma artesanal e respeitando as especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas em todas as etapas da produ\u00e7\u00e3o \u2014 da cria\u00e7\u00e3o de b\u00fafalos at\u00e9 a comercializa\u00e7\u00e3o \u2014, tem o direito de usar o t\u00edtulo de queijo do Maraj\u00f3. \u201cFoi feito um trabalho de capacita\u00e7\u00e3o dos empres\u00e1rios para que eles pudessem olhar seus produtos como algo que pode ser vendido em qualquer supermercado do Brasil\u201d, disse o superintendente do Sebrae no Par\u00e1, Rubens Magno. Antes, os produtores esbarravam em normas sanit\u00e1rias que regulam o com\u00e9rcio de alimentos de origem animal feitos de forma artesanal. Apenas em 2013, com uma portaria estadual, a venda do queijo se estendeu para todo o Par\u00e1. Outras regi\u00f5es, no entanto, s\u00f3 conheceram o queijo do Maraj\u00f3 em 2020, com a cria\u00e7\u00e3o do chamado Selo Arte, voltado para produtos feitos de forma artesanal. Capital brasileira do b\u00fafalo Segundo registros hist\u00f3ricos, os primeiros b\u00fafalos chegaram ao Maraj\u00f3 em 1895, importados por um fazendeiro chamado Vicente Chermont, e encontraram no arquip\u00e9lago as condi\u00e7\u00f5es ideais para viver e se multiplicar. A regi\u00e3o de clima quente, \u00famido e chuvoso, com \u00e1reas alagadas e zonas de sombra criadas pela vegeta\u00e7\u00e3o, oferece o conforto t\u00e9rmico que o animal procura, explica produtor de queijo e agr\u00f4nomo Tonga Gouv\u00eaa. \u201cEles t\u00eam poucas gl\u00e2ndulas sudor\u00edparas e colora\u00e7\u00e3o escura, com poucos pelos. Ent\u00e3o, absorvem muito a luz solar e precisam fazer a transfer\u00eancia de calor.\u201d Fortes, os b\u00fafalos s\u00e3o usados em muitas culturas no transporte de carga e, no Maraj\u00f3, est\u00e3o em toda parte. \u201cAqui n\u00f3s chamamos de Capital Brasileira do B\u00fafalo, toda a nossa economia gira em fun\u00e7\u00e3o do b\u00fafalo\u201d, disse Tonga. Hoje, o estado do Par\u00e1 conta com o maior rebanho bubalino do Brasil, equivalente a 38% do total nacional, segundo o Censo Agro 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). \u201cO que ajuda a explicar esse protagonismo [do b\u00fafalo] \u00e9 justamente o aproveitamento do leite para a produ\u00e7\u00e3o de queijo&#8221;, afirma o professor de Geografia da Universidade Estadual do Par\u00e1 Benedito Ely Valente da Cruz. Cremoso e suave As duas variedades do queijo do Maraj\u00f3, creme e manteiga, t\u00eam a mesma base: massa coalhada e leite &#8211;&nbsp;TV Brasil\/Divulga\u00e7\u00e3o O queijo, de textura cremosa e paladar suave, tem duas variedades: creme e manteiga. A base dos dois \u00e9 a mesma, massa coalhada e leite. A diferen\u00e7a \u00e9 que o tipo creme leva creme de leite no preparo e o manteiga, manteiga de garrafa. Os dois ingredientes s\u00e3o obtidos do pr\u00f3prio soro que sai como subproduto da coalhada. Em vez do processo de cura ou matura\u00e7\u00e3o por que passam muitos queijos, o do Maraj\u00f3 \u00e9 cozido, num processo que se chama \u201cfritura\u201d. Gabriela Gouv\u00eaa, que \u00e9 produtora de queijo assim como o pai, Tonga, explica que a suavidade do produto do Maraj\u00f3 vem da composi\u00e7\u00e3o f\u00edsico-qu\u00edmica do leite, que tem teores de prote\u00ednas superiores, de minerais, como c\u00e1lcio, ferro, e isso tem toda uma rela\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o do derivado. Al\u00e9m de propriet\u00e1ria da Fazenda Mironga, Gabriela est\u00e1 \u00e0 frente da Associa\u00e7\u00e3o de Produtores de Leite e Queijo do Maraj\u00f3. Juntos, os produtores trabalham para que o queijo marajoara tenha destaque nos roteiros tur\u00edsticos de quem visita a regi\u00e3o. A chamada Rota do Queijo sugere ao turista servi\u00e7os e roteiros que se relacionam \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do latic\u00ednio, passando por queijarias, caf\u00e9s, restaurantes e sorveterias. \u201cHavia restaurantes que serviam pratos com queijo do Maraj\u00f3, mas n\u00e3o destacavam o ingrediente no card\u00e1pio. \u00c9 um trabalho de valoriza\u00e7\u00e3o do produto\u201d, enfatiza Gabriela. A Mironga tamb\u00e9m recebe grupos de turistas para a chamada Viv\u00eancia, em que os visitantes s\u00e3o convidados a conhecer a hist\u00f3ria da fam\u00edlia, dos b\u00fafalos e do queijo; a tocar os animais; e a degustar os latic\u00ednios da fazenda. H\u00e1 25 anos no mercado, o produtor Prud\u00eancio Paix\u00e3o n\u00e3o tira os olhos da produ\u00e7\u00e3o: vigia o leite dia e noite para acompanhar o momento exato em que o produto coalha, de forma totalmente natural. Em sua casa, o of\u00edcio \u00e9 passado de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, e hoje ele se orgulha de mudar a vida de outras fam\u00edlias da regi\u00e3o. \u201cO meu sonho \u00e9 ver todos os produtores de queijo aqui no Maraj\u00f3 certificados e vendendo um produto de qualidade.\u201d O epis\u00f3dio&nbsp;Uma Fatia de Maraj\u00f3, do programa&nbsp;Caminhos da Reportagem, da&nbsp;TV Brasil, foi ao ar no \u00faltimo domingo (13). 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