{"id":14486,"date":"2015-11-17T22:28:25","date_gmt":"2015-11-18T00:28:25","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=14486"},"modified":"2015-11-17T22:28:25","modified_gmt":"2015-11-18T00:28:25","slug":"mortes-violentas-aumentam-553-em-38-areas-pacificadas-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/mortes-violentas-aumentam-553-em-38-areas-pacificadas-no-rio\/","title":{"rendered":"Mortes violentas aumentam 55,3% em 38 \u00e1reas pacificadas no Rio"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>O indicador de mortes violentas &#8211; soma de homic\u00eddio doloso, homic\u00eddio decorrente de interven\u00e7\u00e3o policial, roubo seguido de morte e les\u00e3o corporal seguida de morte &#8211; nas 38 unidades de Pol\u00edcia Pacificadora (UPPs) do Rio aumentou 55,3% no primeiro semestre de 2015 na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2014.<\/p>\n<p>De acordo com dados divulgados esta semana pelo Instituto de Seguran\u00e7a P\u00fablica (ISP), das 73 mortes violentas no primeiro semestre de 2015 nas \u00e1reas de UPP, 56 foram casos de homic\u00eddio doloso. Segundo o ISP, \u201co aumento dos homic\u00eddios dolosos ocorreu, em grande parte, pelo conflito entre fac\u00e7\u00f5es em maio nas comunidades da regi\u00e3o central do Rio (comunidades da Coroa, Fallet, Fogueteiro e S\u00e3o Carlos), quando 11 pessoas morreram\u201d.<\/p>\n<p>No primeiro semestre de 2015, seis policiais foram mortos em servi\u00e7o nas UPPs do Alem\u00e3o, da Cidade de Deus, da Fazendinha e de S\u00e3o Carlos. No primeiro semestre de 2014, cinco policiais morreram em servi\u00e7o.]<\/p>\n<p>Para o soci\u00f3logo da Universidade Federal Fluminense (UFF), Rodrigo Monteiro, o n\u00famero indica que h\u00e1 um esgotamento desse modelo de policiamento em decorr\u00eancia da aus\u00eancia de um projeto claro de transforma\u00e7\u00e3o, de mudan\u00e7a no comportamento da Pol\u00edcia Militar e na rela\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia com o morador das regi\u00f5es onde est\u00e3o as UPPs.<\/p>\n<p>\u201cA UPP n\u00e3o conseguiu acabar de vez com o tr\u00e1fico armado nem se estabelecer como poder leg\u00edtimo na favela, por causa de muitas falhas na forma\u00e7\u00e3o do policial. A rela\u00e7\u00e3o do policial com o morador, inclusive o traficante, se desgastou muito porque ele come\u00e7ou a tentar controlar a vida social da favela sem ter consentimento para isso. Por exemplo, proibir festas juninas e o baile funk, entre outros. N\u00e3o teve apoio de grande parte dos moradores para que o projeto fosse \u00e0 frente. Isso fortaleceu o tr\u00e1fico.\u201d<\/p>\n<p>Monteiro afirmou que o projeto da UPP \u00e9 falho porque n\u00e3o deu certo a ideia de o policial abandonar o uso do fuzil dentro da comunidade. \u201cA pr\u00f3pria ideia de uma pol\u00edcia com maior intera\u00e7\u00e3o com o morador n\u00e3o ocorreu. Eles continuam muito isolados na maioria das favelas. O morador acabou ficando irritado com a UPP na medida em que ela foi assumindo um poder que n\u00e3o deveria ter assumido, como regular a festa na rua. O policial resolveu controlar de forma arbitr\u00e1ria.\u201d<\/p>\n<p>O soci\u00f3logo acrescentou que \u00e9 necess\u00e1rio repensar o modelo de combate \u00e0s drogas, que ainda usa a l\u00f3gica do enfrentamento violento.<\/p>\n<p>\u201cO policial n\u00e3o desarmou a ideia de que o tipo de enfrentamento ao consumo e \u00e0 venda de drogas n\u00e3o produz o resultado desejado pelo conjunto da sociedade. Enfrentar a droga dessa forma n\u00e3o resolve o problema porque continua matando muita gente, continua gerando muita corrup\u00e7\u00e3o. Essa proibi\u00e7\u00e3o irrestrita tem de ser repensada.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O indicador de mortes violentas &#8211; soma de homic\u00eddio doloso, homic\u00eddio decorrente de interven\u00e7\u00e3o policial, roubo seguido de morte e les\u00e3o corporal seguida de morte &#8211; nas 38 unidades de Pol\u00edcia Pacificadora (UPPs) do Rio aumentou 55,3% no primeiro semestre de 2015 na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2014. 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