{"id":149718,"date":"2023-02-20T10:36:53","date_gmt":"2023-02-20T12:36:53","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=149718"},"modified":"2023-02-20T17:04:36","modified_gmt":"2023-02-20T19:04:36","slug":"sapucai-reune-historiografia-e-delirio-no-segundo-dia-de-desfiles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/sapucai-reune-historiografia-e-delirio-no-segundo-dia-de-desfiles\/","title":{"rendered":"Sapuca\u00ed re\u00fane historiografia e del\u00edrio no segundo dia de desfiles"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p>Vin\u00edcius Lisboa &#8211; Ag\u00eancia Brasil &#8211; A segunda noite de desfiles da Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed, nesta segunda-feira (20) trar\u00e1 hist\u00f3rias reais e imaginadas nos enredos das escolas de samba do Grupo Especial, com f\u00e1bulas delirantes, historiografia e casos dif\u00edceis de acreditar. Os desfiles come\u00e7am com a curiosa chegada dos b\u00fafalos \u00e0 Ilha de Maraj\u00f3, contada pela Para\u00edso do Tuiuti, que entra na avenida \u00e0s 22h.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1511275&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1511275&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A jornada dos animais contada pela escola come\u00e7a na \u00cdndia e est\u00e1 relacionada ao com\u00e9rcio de especiarias para o Ocidente. Um navio com b\u00fafalos e temperos viajava do pa\u00eds asi\u00e1tico para a Guiana Francesa, mas afundou bem diante da costa brasileira, onde os bovinos conseguiram chegar como n\u00e1ufragos e se tornaram s\u00edmbolo cultural. Um dos carnavalescos da Tuiuti, Jo\u00e3o Vitor Ara\u00fajo jura que foi assim.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA tripula\u00e7\u00e3o humana morreu, mas os bichos conseguiram nadar at\u00e9 a Ilha de Maraj\u00f3. Se voc\u00ea me perguntar como, n\u00e3o sei\u201d, confessa. \u201cS\u00f3 sabemos que chegaram \u00e0 costa, se adaptaram ao clima e vivem felizes at\u00e9 hoje. E hoje a Ilha de Maraj\u00f3 tem uma das maiores manadas do mundo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir dessa saga inacredit\u00e1vel, a escola descreve as belezas naturais da ilha e tamb\u00e9m a arte e o folclore marajoaras, famosos internacionalmente. O enredo homenageia ainda o compositor Mestre Damasceno e o carimb\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Centen\u00e1ria<\/h2>\n\n\n\n<p>O desfile de 2023 vai marcar o centen\u00e1rio da Portela, a maior campe\u00e3 da hist\u00f3ria do carnaval do Rio de Janeiro. A escola azul e branco de Madureira vai aproveitar a efem\u00e9ride para visitar sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, trazendo de volta cinco figuras marcantes, que no carnaval recebem o t\u00edtulo de baluartes: o sambista hist\u00f3rico Paulo da Portela; a porta-bandeira Tia Dod\u00f4; o bicheiro e patrono Natal da Portela, e os cantores e compositores David Corr\u00eaa e Monarco.<\/p>\n\n\n\n<p>Paulo da Portela ser\u00e1 interpretado na avenida pelo ator \u00cdcaro Silva, que considerou o convite uma grande honra pela import\u00e2ncia hist\u00f3rica do sambista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAjudou a tirar o samba da marginalidade, inventou o samba-enredo e trouxe para a nossa cultura popular o desfile de carnaval como a gente conhece hoje. Ent\u00e3o \u00e9 uma grande honraria n\u00e3o s\u00f3 pra mim como amante da escola, mas como artista e preto, e brasileiro, representar esse homem que tanto fez pela nossa popula\u00e7\u00e3o e pela tradi\u00e7\u00e3o da cultura afro-brasileira\u201d, disse o ator.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m azul e branca, a Vila Isabel vai falar das festas religiosas de diversas cren\u00e7as, destacando n\u00e3o apenas a espiritualidade, mas a divers\u00e3o que elas promovem. Est\u00e3o no enredo festas pag\u00e3s da antiguidade, festas dos padroeiros religiosos, festas populares como o S\u00e3o Jo\u00e3o e celebra\u00e7\u00f5es com origem ind\u00edgena como a de Parintins. O carnaval, \u00e9 claro, n\u00e3o fica de fora e ser\u00e1 o grand finale do desfile.<\/p>\n\n\n\n<p>O carnavalesco Paulo Barros lembra que o carnaval tamb\u00e9m \u00e9 uma festa com origem religiosa e adianta que o desfile ser\u00e1 uma grande miscel\u00e2nea de celebra\u00e7\u00f5es. \u201cO enredo est\u00e1 baseado na alegria e na divers\u00e3o. Depois de um longo tempo com a pandemia, que nos deixou muito tristes, a gente estudava um enredo para a Vila e s\u00f3 pensava em alegria e divers\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A literatura de cordel \u00e9 a grande inspira\u00e7\u00e3o da Imperatriz Leopoldinense para imaginar a chegada de Lampi\u00e3o \u00e0 vida ap\u00f3s a morte. C\u00e9u? Inferno? A Imperatriz vai contar que o cangaceiro n\u00e3o conseguiu abrigo em nenhum dos dois e voltou \u00e0 Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria fant\u00e1stica \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o de cord\u00e9is de Jos\u00e9 Pacheco, Guaipuan Vieira, Rodolfo Coelho Cavalcante e Moreira de Acopiara. O carnavalesco Leandro Vieira \u00e9 o respons\u00e1vel pela pesquisa e desenvolvimento e imaginou um Lampi\u00e3o arruaceiro demais para ser aceito pelo Tinhoso, e pecador demais para que S\u00e3o Pedro lhe abrisse as portas do c\u00e9u. Nem a intercess\u00e3o de Padre Ci\u00e7o resolve, e Virgulino termina se espalhando por todo o Brasil, na arte de Luiz Gonzaga e Mestre Vitalino.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cLampi\u00e3o \u00e9 esse personagem m\u00edtico do folclore brasileiro que em diversas \u00e1reas foi abra\u00e7ado como uma figura t\u00edpica da brasilidade. Ent\u00e3o, ao se debru\u00e7ar, nesses cord\u00e9is, a gente procura encontrar um destino delirante para essa figura t\u00e3o contradit\u00f3ria e fascinante da cultura brasileira\u201d, explica o carnavalesco Leandro Vieira. \u201cMeu interesse n\u00e3o \u00e9 saber se ele \u00e9 her\u00f3i ou vil\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 fazer um julgamento do Lampi\u00e3o nem apresentar sua biografia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da jornada de Lampi\u00e3o ap\u00f3s a morte, a Beija-Flor vai entrar na avenida falando de eventos hist\u00f3ricos reais, mas nem sempre lembrados. A escola de Nil\u00f3polis vai contar a \u201cverdadeira independ\u00eancia do Brasil\u201d, em 2 de julho de 1823, quando soldados brasileiros derrotaram tropas portuguesas que ainda estavam na Bahia, mesmo ap\u00f3s o grito de Dom Pedro I \u00e0s margens do Ipiranga.<\/p>\n\n\n\n<p>A sinopse do enredo, intitulada Convoca\u00e7\u00e3o, prop\u00f5e a revis\u00e3o do que \u00e9 considerado o marco hist\u00f3rico da Independ\u00eancia, o 7 de setembro. \u201cO triunfo popular de 1823 \u00e9 muito mais sobre n\u00f3s e sobre nossas disputas. O Dia da Independ\u00eancia que queremos \u00e9 comemorado ao som dos batuques de caboclo, cantando que at\u00e9 o sol \u00e9 brasileiro. Precisamos festejar os marcos populares em festas que tenham cheiro, cor e sabor de brasilidade, reconhecendo o protagonismo feminino e afro-amer\u00edndio. Somos aqueles e aquelas que, exclu\u00eddos dos espa\u00e7os de poder, ousam ter esperan\u00e7a no amanh\u00e3. O Brasil precisa reconhecer os muitos Brasis e suas verdadeiras batalhas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir dessa mudan\u00e7a, a escola prop\u00f5e uma releitura de toda a hist\u00f3ria brasileira, em um desfile que \u00e9 tamb\u00e9m um \u201cato c\u00edvico pela constru\u00e7\u00e3o de um Brasil livre, soberano e verdadeiramente independente. Fazemos festa porque esta \u00e9, tamb\u00e9m, manifesta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e na festa carnavalesca gritamos que outros Brasis s\u00e3o poss\u00edveis\u201d, convoca a Beija-Flor.<\/p>\n\n\n\n<p>Os desfiles do grupo especial terminam com uma homenagem da Viradouro a uma personagem pouco conhecida da hist\u00f3ria brasileira, Rosa Maria Egipc\u00edaca, uma mulher africana nascida no Benin e escravizada no Brasil, onde viveu uma vida marcada tamb\u00e9m por vis\u00f5es, profecias e f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>A escola de Niter\u00f3i vai contar como a autora de Sagrada teologia do amor de Deus luz brilhante das almas peregrinas, livro do qual pouco foi preservado, causou a ira da Igreja Cat\u00f3lica ao narrar experi\u00eancias extrasensoriais com Jesus Cristo e mesclar suas ra\u00edzes africanas aos ritos crist\u00e3os. Esse inc\u00f4modo terminou em persegui\u00e7\u00e3o, e Rosa Maria foi presa e levada pela Inquisi\u00e7\u00e3o para Lisboa, onde permaneceu at\u00e9 sua morte, em 1771.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira o hor\u00e1rio em que cada desfile come\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<p>Para\u00edso do Tuiut\u00ed: 22h<\/p>\n\n\n\n<p>Portela: 23h<\/p>\n\n\n\n<p>Vila Isabel: 0h<\/p>\n\n\n\n<p>Imperatriz: 1h<\/p>\n\n\n\n<p>Beija-Flor: 2h<\/p>\n\n\n\n<p>Viradouro: 3h<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Fernando Fraga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vin\u00edcius Lisboa &#8211; Ag\u00eancia Brasil &#8211; A segunda noite de desfiles da Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed, nesta segunda-feira (20) trar\u00e1 hist\u00f3rias reais e imaginadas nos enredos das escolas de samba do Grupo Especial, com f\u00e1bulas delirantes, historiografia e casos dif\u00edceis de acreditar. Os desfiles come\u00e7am com a curiosa chegada dos b\u00fafalos \u00e0 Ilha de Maraj\u00f3, contada pela Para\u00edso do Tuiuti, que entra na avenida \u00e0s 22h. A jornada dos animais contada pela escola come\u00e7a na \u00cdndia e est\u00e1 relacionada ao com\u00e9rcio de especiarias para o Ocidente. Um navio com b\u00fafalos e temperos viajava do pa\u00eds asi\u00e1tico para a Guiana Francesa, mas afundou bem diante da costa brasileira, onde os bovinos conseguiram chegar como n\u00e1ufragos e se tornaram s\u00edmbolo cultural. Um dos carnavalescos da Tuiuti, Jo\u00e3o Vitor Ara\u00fajo jura que foi assim. \u201cA tripula\u00e7\u00e3o humana morreu, mas os bichos conseguiram nadar at\u00e9 a Ilha de Maraj\u00f3. Se voc\u00ea me perguntar como, n\u00e3o sei\u201d, confessa. \u201cS\u00f3 sabemos que chegaram \u00e0 costa, se adaptaram ao clima e vivem felizes at\u00e9 hoje. E hoje a Ilha de Maraj\u00f3 tem uma das maiores manadas do mundo\u201d. A partir dessa saga inacredit\u00e1vel, a escola descreve as belezas naturais da ilha e tamb\u00e9m a arte e o folclore marajoaras, famosos internacionalmente. O enredo homenageia ainda o compositor Mestre Damasceno e o carimb\u00f3. Centen\u00e1ria O desfile de 2023 vai marcar o centen\u00e1rio da Portela, a maior campe\u00e3 da hist\u00f3ria do carnaval do Rio de Janeiro. A escola azul e branco de Madureira vai aproveitar a efem\u00e9ride para visitar sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, trazendo de volta cinco figuras marcantes, que no carnaval recebem o t\u00edtulo de baluartes: o sambista hist\u00f3rico Paulo da Portela; a porta-bandeira Tia Dod\u00f4; o bicheiro e patrono Natal da Portela, e os cantores e compositores David Corr\u00eaa e Monarco. Paulo da Portela ser\u00e1 interpretado na avenida pelo ator \u00cdcaro Silva, que considerou o convite uma grande honra pela import\u00e2ncia hist\u00f3rica do sambista. \u201cAjudou a tirar o samba da marginalidade, inventou o samba-enredo e trouxe para a nossa cultura popular o desfile de carnaval como a gente conhece hoje. Ent\u00e3o \u00e9 uma grande honraria n\u00e3o s\u00f3 pra mim como amante da escola, mas como artista e preto, e brasileiro, representar esse homem que tanto fez pela nossa popula\u00e7\u00e3o e pela tradi\u00e7\u00e3o da cultura afro-brasileira\u201d, disse o ator. Tamb\u00e9m azul e branca, a Vila Isabel vai falar das festas religiosas de diversas cren\u00e7as, destacando n\u00e3o apenas a espiritualidade, mas a divers\u00e3o que elas promovem. Est\u00e3o no enredo festas pag\u00e3s da antiguidade, festas dos padroeiros religiosos, festas populares como o S\u00e3o Jo\u00e3o e celebra\u00e7\u00f5es com origem ind\u00edgena como a de Parintins. O carnaval, \u00e9 claro, n\u00e3o fica de fora e ser\u00e1 o grand finale do desfile. O carnavalesco Paulo Barros lembra que o carnaval tamb\u00e9m \u00e9 uma festa com origem religiosa e adianta que o desfile ser\u00e1 uma grande miscel\u00e2nea de celebra\u00e7\u00f5es. \u201cO enredo est\u00e1 baseado na alegria e na divers\u00e3o. Depois de um longo tempo com a pandemia, que nos deixou muito tristes, a gente estudava um enredo para a Vila e s\u00f3 pensava em alegria e divers\u00e3o\u201d. A literatura de cordel \u00e9 a grande inspira\u00e7\u00e3o da Imperatriz Leopoldinense para imaginar a chegada de Lampi\u00e3o \u00e0 vida ap\u00f3s a morte. C\u00e9u? Inferno? A Imperatriz vai contar que o cangaceiro n\u00e3o conseguiu abrigo em nenhum dos dois e voltou \u00e0 Terra. A hist\u00f3ria fant\u00e1stica \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o de cord\u00e9is de Jos\u00e9 Pacheco, Guaipuan Vieira, Rodolfo Coelho Cavalcante e Moreira de Acopiara. O carnavalesco Leandro Vieira \u00e9 o respons\u00e1vel pela pesquisa e desenvolvimento e imaginou um Lampi\u00e3o arruaceiro demais para ser aceito pelo Tinhoso, e pecador demais para que S\u00e3o Pedro lhe abrisse as portas do c\u00e9u. Nem a intercess\u00e3o de Padre Ci\u00e7o resolve, e Virgulino termina se espalhando por todo o Brasil, na arte de Luiz Gonzaga e Mestre Vitalino. \u201cLampi\u00e3o \u00e9 esse personagem m\u00edtico do folclore brasileiro que em diversas \u00e1reas foi abra\u00e7ado como uma figura t\u00edpica da brasilidade. Ent\u00e3o, ao se debru\u00e7ar, nesses cord\u00e9is, a gente procura encontrar um destino delirante para essa figura t\u00e3o contradit\u00f3ria e fascinante da cultura brasileira\u201d, explica o carnavalesco Leandro Vieira. \u201cMeu interesse n\u00e3o \u00e9 saber se ele \u00e9 her\u00f3i ou vil\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 fazer um julgamento do Lampi\u00e3o nem apresentar sua biografia\u201d. Depois da jornada de Lampi\u00e3o ap\u00f3s a morte, a Beija-Flor vai entrar na avenida falando de eventos hist\u00f3ricos reais, mas nem sempre lembrados. A escola de Nil\u00f3polis vai contar a \u201cverdadeira independ\u00eancia do Brasil\u201d, em 2 de julho de 1823, quando soldados brasileiros derrotaram tropas portuguesas que ainda estavam na Bahia, mesmo ap\u00f3s o grito de Dom Pedro I \u00e0s margens do Ipiranga. A sinopse do enredo, intitulada Convoca\u00e7\u00e3o, prop\u00f5e a revis\u00e3o do que \u00e9 considerado o marco hist\u00f3rico da Independ\u00eancia, o 7 de setembro. \u201cO triunfo popular de 1823 \u00e9 muito mais sobre n\u00f3s e sobre nossas disputas. O Dia da Independ\u00eancia que queremos \u00e9 comemorado ao som dos batuques de caboclo, cantando que at\u00e9 o sol \u00e9 brasileiro. Precisamos festejar os marcos populares em festas que tenham cheiro, cor e sabor de brasilidade, reconhecendo o protagonismo feminino e afro-amer\u00edndio. Somos aqueles e aquelas que, exclu\u00eddos dos espa\u00e7os de poder, ousam ter esperan\u00e7a no amanh\u00e3. O Brasil precisa reconhecer os muitos Brasis e suas verdadeiras batalhas\u201d. A partir dessa mudan\u00e7a, a escola prop\u00f5e uma releitura de toda a hist\u00f3ria brasileira, em um desfile que \u00e9 tamb\u00e9m um \u201cato c\u00edvico pela constru\u00e7\u00e3o de um Brasil livre, soberano e verdadeiramente independente. Fazemos festa porque esta \u00e9, tamb\u00e9m, manifesta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e na festa carnavalesca gritamos que outros Brasis s\u00e3o poss\u00edveis\u201d, convoca a Beija-Flor. Os desfiles do grupo especial terminam com uma homenagem da Viradouro a uma personagem pouco conhecida da hist\u00f3ria brasileira, Rosa Maria Egipc\u00edaca, uma mulher africana nascida no Benin e escravizada no Brasil, onde viveu uma vida marcada tamb\u00e9m por vis\u00f5es, profecias e f\u00e9. A escola de Niter\u00f3i vai contar como a autora de Sagrada teologia do amor de Deus luz brilhante das almas peregrinas, livro do qual pouco foi preservado, causou a ira da Igreja Cat\u00f3lica ao narrar<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":149720,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-149718","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149718","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=149718"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149718\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":149719,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149718\/revisions\/149719"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/149720"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=149718"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=149718"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=149718"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}