{"id":150672,"date":"2023-03-11T20:39:15","date_gmt":"2023-03-11T23:39:15","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=150672"},"modified":"2023-03-11T20:45:51","modified_gmt":"2023-03-11T23:45:51","slug":"estrutura-do-vlt-de-cuiaba-comeca-a-ser-desmontada-apos-abandono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/estrutura-do-vlt-de-cuiaba-comeca-a-ser-desmontada-apos-abandono\/","title":{"rendered":"Obra da Copa do Mundo abandonada: VLT de Cuiab\u00e1 come\u00e7a a ser desmontada"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p>Alex Rodrigues &#8211; Ag\u00eancia Brasil &#8211; Contratado pelo governo de Mato Grosso para construir a infraestrutura necess\u00e1ria ao funcionamento do futuro sistema de transporte r\u00e1pido por \u00f4nibus (BRT) que ligar\u00e1 a capital Cuiab\u00e1 \u00e0 cidade vizinha, V\u00e1rzea Grande, o Cons\u00f3rcio PN Pr\u00edncipe come\u00e7ou, nesta semana, a retirar os trilhos que dar\u00e3o lugar a um novo corredor vi\u00e1rio.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1515692&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1515692&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Os trilhos s\u00e3o fruto de um malsucedido projeto que previa interligar Cuiab\u00e1 e V\u00e1rzea Grande por meio de um outro sistema, o de Ve\u00edculos Leves Sobre Trilhos (VLT). A obra foi iniciada e deveria ter sido conclu\u00edda antes da abertura da Copa do Mundo de 2014, mas embora tenha consumido cerca de R$ 1 bilh\u00e3o dos cofres p\u00fablicos, nunca foi conclu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido ao atraso e, principalmente, \u00e0s den\u00fancias de irregularidades no projeto, o governo mato-grossense decidiu rescindir o contrato para constru\u00e7\u00e3o do VLT ainda em 2017. Tr\u00eas anos depois, com as obras abandonadas, o governador Mauro Mendes decidiu desmontar parte da estrutura rec\u00e9m-constru\u00edda e substituir o projeto original por outro, que prev\u00ea a implementa\u00e7\u00e3o do BRT.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que quase 80% do projeto inicial, do VLT, tenha sido executado, o governo estadual afirma que gastar\u00e1 menos dinheiro p\u00fablico desmontando parte da infraestrutura j\u00e1 instalada e erguendo em seu lugar as obras que o BRT exigem do que se optasse por reparar os estragos causados pelo tempo e conclu\u00edsse o que falta para o VLT poder operar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/euA2_mmuJRm3hit_AqUukrI-XeQ=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/vlt_mato_grosso_2_foto_assessoria.jpg?itok=IEPHpWSP\" alt=\"Obras do VLT de Mato Grosso passando por vistoria em julho de 2022.\" title=\"Assessoria Prefeitura de Cuiab\u00e1\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Obras do VLT de liga\u00e7\u00e3o entre Cuiab\u00e1 e V\u00e1rzea Grande&nbsp;passando por vistoria em julho de 2022. &#8211;&nbsp;<strong>Assessoria Prefeitura de Cuiab\u00e1\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>O governo mato-grossense tamb\u00e9m defende que a opera\u00e7\u00e3o do BRT \u00e9 menos custosa que a do VLT, o que permitir\u00e1 ao operador cobrar dos usu\u00e1rios uma \u201ctarifa mais acess\u00edvel\u201d. Ainda segundo o governo estadual, o sistema de \u00f4nibus pode ser mais facilmente expandido para atender outras regi\u00f5es. Al\u00e9m disso, argumenta, o corredor vi\u00e1rio que ser\u00e1 aberto poder\u00e1 ser usado pelos outros \u00f4nibus, garantindo a melhoria da mobilidade urbana.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do governo estadual n\u00e3o foi bem recebida pela prefeitura de Cuiab\u00e1, que acionou o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) e o Tribunal de Contas estadual (TCE-MT) para tentar impedir a constru\u00e7\u00e3o do BRT e garantir a conclus\u00e3o do VLT.<\/p>\n\n\n\n<p>O TCE-MT rejeitou o pedido da prefeitura, mas o TCU o acolheu, determinando a suspens\u00e3o das obras que estavam sendo executadas para trocar os sistemas de transporte p\u00fablico. No entanto, em 20 de dezembro do ano passado, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu n\u00e3o haver motivos para o TCU atuar no processo, j\u00e1 que o empreendimento n\u00e3o conta com verbas p\u00fablicas federais desde 2017, quando o contrato com o Cons\u00f3rcio VLT foi rescindido e o governo estadual, na sequ\u00eancia, quitou as d\u00edvidas de financiamento contra\u00eddas com a Caixa Econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, a prefeitura de Cuiab\u00e1 segue criticando a substitui\u00e7\u00e3o do modal de transporte. Membros do Executivo municipal afirmam que o projeto \u201cn\u00e3o possui nenhuma consist\u00eancia t\u00e9cnica\u201d e apresentaram ao Minist\u00e9rio P\u00fablico estadual uma den\u00fancia sobre supostas irregularidades na licita\u00e7\u00e3o \u2013 vale lembrar que, em 2017, ou seja, tr\u00eas anos ap\u00f3s iniciar as obras, o ex-governador Silval Barbosa foi investigado e admitiu ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) ter recebido cerca de R$ 18 milh\u00f5es do cons\u00f3rcio anteriormente selecionado para instalar o VLT.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 o menor bom-senso em dizer que o BRT, que est\u00e1 come\u00e7ando do zero, \u00e9 mais barato que o VLT, que j\u00e1 tinha [mais de] 70% das obras executadas e boa parte dos seus recursos pagos\u201d, afirma o prefeito de Cuiab\u00e1, Emanuel Pinheiro, defendendo a conclus\u00e3o do VLT.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota divulgada neste s\u00e1bado (11), o Sindicato Interestadual da Ind\u00fastria de Materiais e Equipamentos Ferrovi\u00e1rios e Rodovi\u00e1rios (Simefre) tamb\u00e9m questionou a op\u00e7\u00e3o do governo estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Estado do Mato Grosso j\u00e1 tinha desembolsado vultosos valores com o projeto de VLT (da ordem de R$ 1 bilh\u00e3o), fruto de uma escolha p\u00fablica e oficial, adquirindo grande parte da estrutura do modal que atualmente j\u00e1 se encontra projetada e instalada\u201d, aponta a entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O Simefre lembra ainda que mal haviam iniciado as obras do VLT, o cons\u00f3rcio respons\u00e1vel comprou os trens que seriam usados no sistema. Posteriormente, com o rompimento do contrato, a Justi\u00e7a decidiu que os vag\u00f5es, pagos com o dinheiro p\u00fablico destinado \u00e0 obra, pertenciam ao governo estadual. Desde ent\u00e3o, os trens, assim como outros equipamentos adquiridos com recursos p\u00fablicos, est\u00e3o parados, demandando manuten\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o sindicato, o projeto inicial, de instala\u00e7\u00e3o do VLT, \u201cpoderia e deveria ser finalizado, independentemente de ter havido algum ato de corrup\u00e7\u00e3o durante a execu\u00e7\u00e3o do contrato \u2013 os quais certamente n\u00e3o diminuem a relev\u00e2ncia e necessidade da obra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a entidade, a op\u00e7\u00e3o pelo BRT, conforme proposta pelo governo estadual, \u201ctraz grande inseguran\u00e7a jur\u00eddica, tanto para esse projeto espec\u00edfico quanto para futuros projetos de mobilidade no pa\u00eds, que n\u00e3o podem ser modificados ou cancelados aos sabores de decis\u00f5es pol\u00edticas sem fundamentos t\u00e9cnicos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;procurou os representantes da secretaria estadual de Infraestrutura e Log\u00edstica (Sinfra), mas n\u00e3o conseguiu contato at\u00e9 o fechamento da reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Marcelo Brand\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alex Rodrigues &#8211; Ag\u00eancia Brasil &#8211; Contratado pelo governo de Mato Grosso para construir a infraestrutura necess\u00e1ria ao funcionamento do futuro sistema de transporte r\u00e1pido por \u00f4nibus (BRT) que ligar\u00e1 a capital Cuiab\u00e1 \u00e0 cidade vizinha, V\u00e1rzea Grande, o Cons\u00f3rcio PN Pr\u00edncipe come\u00e7ou, nesta semana, a retirar os trilhos que dar\u00e3o lugar a um novo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":150678,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[16,31],"tags":[],"class_list":["post-150672","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-principais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150672","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=150672"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150672\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":150680,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150672\/revisions\/150680"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/150678"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=150672"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=150672"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=150672"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}