{"id":155657,"date":"2023-06-18T19:19:56","date_gmt":"2023-06-18T22:19:56","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=155657"},"modified":"2023-06-18T19:19:58","modified_gmt":"2023-06-18T22:19:58","slug":"exposicao-ressalta-a-importancia-das-lanternas-para-a-cultura-coreana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/exposicao-ressalta-a-importancia-das-lanternas-para-a-cultura-coreana\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o ressalta a import\u00e2ncia das lanternas para a cultura coreana"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p>Na cultura coreana, as lanternas coloridas fazem parte de uma festa tradicional, celebrada todos os anos em algumas cidades do pa\u00eds. E s\u00e3o essas lanternas que agora ganham uma exposi\u00e7\u00e3o luminosa no Centro Cultural Coreano do Brasil (CCCB), na Avenida Paulista, em S\u00e3o Paulo. Intitulada&nbsp;<em>Luzes da Coreia &#8211; Exposi\u00e7\u00e3o da Cidade de Jinju<\/em>, a mostra \u00e9 gratuita, teve in\u00edcio neste domingo (18) e vai at\u00e9 o dia 20 de agosto.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1538830&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1538830&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA exposi\u00e7\u00e3o foi feita em colabora\u00e7\u00e3o com a cidade de Jinju, maior fabricante de seda coreana. As lanternas expostas aqui no centro s\u00e3o feitas de seda coreana, de Jinju. Al\u00e9m de fazer roupas, o chamado hanbok [roupa tradicional coreana], eles come\u00e7aram a utilizar a seda para fazer lanternas. Essa cidade tem um dos maiores festival de luzes da Coreia, que acontece em agosto\u201d, explicou Mideum Seo, respons\u00e1vel pela exposi\u00e7\u00e3o, em entrevista \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para essa exposi\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo foi criado um t\u00fanel com cerca de 1,2 mil lanternas coloridas, que culmina com uma lua cheia e extremamente iluminada onde se forma uma fila para fotos. \u201cElas [as lanternas] representam a luz, a esperan\u00e7a e a uni\u00e3o, e s\u00e3o um s\u00edmbolo ic\u00f4nico da tradi\u00e7\u00e3o do nosso pa\u00eds\u201d, disse Cheulhong Kim, diretor do CCCB, em nota.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/PBZc__6YRjPX0h_Butv1FC1nMuA=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/coreia_1.jpg?itok=UPVP6sDH\" alt=\"S\u00e3o Paulo (SP), 18.06.2023 - \u201cLuzes da Coreia \u2013 Exposi\u00e7\u00e3o da Cidade de Jinju\u201d, organizado pelo Centro Cultural Coreano no Brasil, em parceria com a cidade de Jinju. As lanternas s\u00e3o um s\u00edmbolo tradicional da cultura coreana e remontam \u00e0 Guerra Imjin. Foto: Elaine Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Elaine Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Luzes da Coreia \u2013 Exposi\u00e7\u00e3o da Cidade de Jinju, no Centro Cultural Coreano no Brasil &#8211; Foto Elaine Cruz\/Ag\u00eancia Brasil<\/h6>\n\n\n\n<p>Ao final da mostra, o visitante se depara ainda com fotos e v\u00eddeos mostrando como \u00e9 o festival em Jinju, com suas tradicionais lanternas flutuantes. \u201cPelo que sei, ali na cidade de Jinju o festival conta com cerca de 700 mil lanternas acesas\u201d, disse Mideum Seo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa tradi\u00e7\u00e3o remonta \u00e0 Guerra de Imjin, em 1592, quando a cidade foi palco de uma invas\u00e3o japonesa. Foi assim que, para proteger a cidade, as pessoas come\u00e7aram a iluminar o rio com lanternas. \u201cO p\u00fablico coloca as lanternas no rio da cidade de Jinju. Esse foi o in\u00edcio da tradi\u00e7\u00e3o\u201d, disse o respons\u00e1vel pela mostra.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Centro Cultural Coreano, as lanternas flutuantes foram utilizadas como estrat\u00e9gia militar para impedir que as tropas atravessassem o Rio Namgang.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas al\u00e9m da prote\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade, essas lanternas tamb\u00e9m passaram a servir para espalhar mensagens ou para fazer a comunica\u00e7\u00e3o entre familiares que estavam separados pelo rio. \u201cA m\u00e3e que estava longe do filho soldado fazia flutuar uma lanterna com cartas\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras informa\u00e7\u00f5es sobre a exposi\u00e7\u00e3o podem ser obtidas no&nbsp;<a href=\"https:\/\/brazil.korean-culture.org\/pt\/438\/board\/183\/read\/123448\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">site do CCCB<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Fernando Fraga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na cultura coreana, as lanternas coloridas fazem parte de uma festa tradicional, celebrada todos os anos em algumas cidades do pa\u00eds. E s\u00e3o essas lanternas que agora ganham uma exposi\u00e7\u00e3o luminosa no Centro Cultural Coreano do Brasil (CCCB), na Avenida Paulista, em S\u00e3o Paulo. Intitulada&nbsp;Luzes da Coreia &#8211; Exposi\u00e7\u00e3o da Cidade de Jinju, a mostra \u00e9 gratuita, teve in\u00edcio neste domingo (18) e vai at\u00e9 o dia 20 de agosto. \u201cA exposi\u00e7\u00e3o foi feita em colabora\u00e7\u00e3o com a cidade de Jinju, maior fabricante de seda coreana. As lanternas expostas aqui no centro s\u00e3o feitas de seda coreana, de Jinju. Al\u00e9m de fazer roupas, o chamado hanbok [roupa tradicional coreana], eles come\u00e7aram a utilizar a seda para fazer lanternas. Essa cidade tem um dos maiores festival de luzes da Coreia, que acontece em agosto\u201d, explicou Mideum Seo, respons\u00e1vel pela exposi\u00e7\u00e3o, em entrevista \u00e0&nbsp;Ag\u00eancia Brasil. Para essa exposi\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo foi criado um t\u00fanel com cerca de 1,2 mil lanternas coloridas, que culmina com uma lua cheia e extremamente iluminada onde se forma uma fila para fotos. \u201cElas [as lanternas] representam a luz, a esperan\u00e7a e a uni\u00e3o, e s\u00e3o um s\u00edmbolo ic\u00f4nico da tradi\u00e7\u00e3o do nosso pa\u00eds\u201d, disse Cheulhong Kim, diretor do CCCB, em nota. Luzes da Coreia \u2013 Exposi\u00e7\u00e3o da Cidade de Jinju, no Centro Cultural Coreano no Brasil &#8211; Foto Elaine Cruz\/Ag\u00eancia Brasil Ao final da mostra, o visitante se depara ainda com fotos e v\u00eddeos mostrando como \u00e9 o festival em Jinju, com suas tradicionais lanternas flutuantes. \u201cPelo que sei, ali na cidade de Jinju o festival conta com cerca de 700 mil lanternas acesas\u201d, disse Mideum Seo. Essa tradi\u00e7\u00e3o remonta \u00e0 Guerra de Imjin, em 1592, quando a cidade foi palco de uma invas\u00e3o japonesa. Foi assim que, para proteger a cidade, as pessoas come\u00e7aram a iluminar o rio com lanternas. \u201cO p\u00fablico coloca as lanternas no rio da cidade de Jinju. Esse foi o in\u00edcio da tradi\u00e7\u00e3o\u201d, disse o respons\u00e1vel pela mostra. Segundo o Centro Cultural Coreano, as lanternas flutuantes foram utilizadas como estrat\u00e9gia militar para impedir que as tropas atravessassem o Rio Namgang. Mas al\u00e9m da prote\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade, essas lanternas tamb\u00e9m passaram a servir para espalhar mensagens ou para fazer a comunica\u00e7\u00e3o entre familiares que estavam separados pelo rio. \u201cA m\u00e3e que estava longe do filho soldado fazia flutuar uma lanterna com cartas\u201d, disse. Outras informa\u00e7\u00f5es sobre a exposi\u00e7\u00e3o podem ser obtidas no&nbsp;site do CCCB. 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