{"id":159597,"date":"2023-08-28T16:43:54","date_gmt":"2023-08-28T19:43:54","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=159597"},"modified":"2023-08-28T16:44:24","modified_gmt":"2023-08-28T19:44:24","slug":"juros-medios-dos-bancos-caem-para-443-ao-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/juros-medios-dos-bancos-caem-para-443-ao-ano\/","title":{"rendered":"Juros m\u00e9dios dos bancos caem para 44,3% ao ano"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p>Andreia Verd\u00e9lio \u2013 Ag\u00eancia Brasil &#8211; Nas novas contrata\u00e7\u00f5es para empresas, a taxa m\u00e9dia do cr\u00e9dito livre ficou em 23,3% ao ano, aumento de 0,3 pp no m\u00eas. De acordo com o BC, a alta decorre de um impacto sazonal no m\u00eas. Em 12 meses, a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 de 0,1 pp. Nas contrata\u00e7\u00f5es com as fam\u00edlias, a taxa m\u00e9dia de juros atingiu 58,5% ao ano, redu\u00e7\u00e3o de 0,6 pp no m\u00eas e alta de 5,1 pp em 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>No cr\u00e9dito livre, os bancos t\u00eam autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. J\u00e1 o cr\u00e9dito direcionado &#8211; com regras definidas pelo governo &#8211; \u00e9 destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do cr\u00e9dito direcionado, a taxa para pessoas f\u00edsicas ficou em 12% ao ano em julho, est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior e alta de 1,3 pp em 12 meses. Para empresas, a taxa caiu 1,6 pp no m\u00eas e teve redu\u00e7\u00e3o de 6,4 pp em 12 meses, indo para 10,3% ao ano. Assim, a taxa m\u00e9dia no cr\u00e9dito direcionado ficou em 11,6% ao ano, redu\u00e7\u00e3o de 0,4 pp no m\u00eas e 0,6 pp em 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Juros b\u00e1sicos<\/h2>\n\n\n\n<p>O comportamento dos juros banc\u00e1rios m\u00e9dios ocorre em um momento em que a expectativa do mercado financeiro \u00e9 de queda da taxa b\u00e1sica de juros da economia, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do BC. A Selic \u00e9 o principal instrumento usado pelo BC para alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da forte queda da infla\u00e7\u00e3o, o Copom iniciou, neste m\u00eas, um ciclo de&nbsp;<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2023-08\/copom-reduz-juros-basicos-da-economia-para-1325-ao-ano\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">redu\u00e7\u00e3o da Selic<\/a>. A \u00faltima vez em que o BC tinha diminu\u00eddo a Selic foi em agosto de 2020, quando a taxa caiu de 2,25% para 2% ao ano, em meio \u00e0 contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica gerada pela pandemia de covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois disso, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que come\u00e7ou em mar\u00e7o de 2021, em meio \u00e0 alta dos pre\u00e7os de alimentos, de energia e de combust\u00edveis, e, a partir de agosto do ano passado, manteve a taxa em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o fim do ano, a previs\u00e3o dos analistas \u00e9 que a Selic caia para 11,75%. Com isso, a taxa de capta\u00e7\u00e3o dos bancos (o quanto \u00e9 pago pelo cr\u00e9dito) vem recuando. Desde abril, ela est\u00e1 em queda e ficou em 11,3% em julho.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando o conjunto dos recursos livres e direcionados para pessoas f\u00edsicas, o pico dos juros aconteceu em maio: 38,2% ao ano. Para empresa, o pico foi em janeiro: juros a 22,2%. Desde ent\u00e3o, h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o nas taxas m\u00eas a m\u00eas, com flutua\u00e7\u00f5es, e desacelera\u00e7\u00e3o no crescimento em 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica ajuda a controlar a infla\u00e7\u00e3o porque causa de reflexos nos pre\u00e7os, j\u00e1 que juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a, contendo a demanda aquecida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cart\u00e3o de cr\u00e9dito<\/h2>\n\n\n\n<p>Para pessoas f\u00edsicas, as taxas do cart\u00e3o de cr\u00e9dito tiveram redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 1,5 pp no m\u00eas, mas com alta de 17,5 pp em 12 meses, alcan\u00e7ando 102,7% ao ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s queda em junho, o cr\u00e9dito rotativo cresceu novamente, com alta de 8,7 pontos percentuais em julho e de 50,8 pp em 12 meses, indo para 445,7% ao ano. O rotativo \u00e9 o cr\u00e9dito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cart\u00e3o e dura 30 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>A modalidade \u00e9 uma das mais altas do mercado e o Banco Central j\u00e1 estuda o fim do&nbsp;<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2023-08\/banco-central-estuda-o-fim-do-credito-rotativo-do-cartao-de-credito\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cr\u00e9dito rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s os 30 dias, as institui\u00e7\u00f5es financeiras parcelam a d\u00edvida. Nesse caso do cart\u00e3o parcelado, os juros subiram 2,3 pp no m\u00eas e registraram alta de 16,7 pp em 12 meses, indo para 198,4% ao ano.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no cheque especial houve queda de 2 pp no m\u00eas e alta de 5,1 pp em 12 meses, chegando a 132,5% ao ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa do cr\u00e9dito consignado teve redu\u00e7\u00e3o de 0,5 pp no m\u00eas e aumento de 0,4 pp em 12 meses (25,4% ao ano). J\u00e1 no caso do cr\u00e9dito pessoal n\u00e3o consignado, os juros subiram 1,4 pp no m\u00eas de julho e apresentaram crescimento de 6,2 pp em 12 meses (92,7% ao ano).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Novas contrata\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o dos juros em alta &#8211; resultado do aperto monet\u00e1rio &#8211; e a pr\u00f3pria desacelera\u00e7\u00e3o da economia levaram tamb\u00e9m a uma desacelera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito banc\u00e1rio, em especial, para as fam\u00edlias. No m\u00eas passado, as concess\u00f5es de cr\u00e9dito subiram 3,1% para as pessoas f\u00edsicas e tiveram redu\u00e7\u00e3o de 15,5% para empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho, o estoque de todos os empr\u00e9stimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em R$ 5,405 trilh\u00f5es, com uma varia\u00e7\u00e3o negativa de 0,2% em rela\u00e7\u00e3o a junho. O resultado refletiu a diminui\u00e7\u00e3o de 1,1% no saldo das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito pactuadas com pessoas jur\u00eddicas (R$ 2,090 trilh\u00f5es) e o incremento de 0,4% no de pessoas f\u00edsicas (R$ 3,314 trilh\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o interanual, o cr\u00e9dito total cresceu 8,2% em julho, mantendo a trajet\u00f3ria de desacelera\u00e7\u00e3o observada desde meados de 2022. Na mesma base de compara\u00e7\u00e3o, o saldo com as empresas desacelerou para 2,7%, ante 3,5% em junho, assim como o volume de cr\u00e9dito \u00e0s fam\u00edlias passou de um crescimento de 13,2% em junho para 12,1% no m\u00eas passado.<\/p>\n\n\n\n<p>O cr\u00e9dito ampliado ao setor n\u00e3o financeiro, que \u00e9 o cr\u00e9dito dispon\u00edvel para empresas, fam\u00edlias e governos independentemente da fonte (banc\u00e1rio, mercado de t\u00edtulo ou d\u00edvida externa) alcan\u00e7ou R$ 15,170 trilh\u00f5es, com redu\u00e7\u00e3o de 0,5% no m\u00eas, por conta principalmente da queda de 2,1% no saldo da d\u00edvida externa, associada \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o cambial de 1,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o interanual, o cr\u00e9dito ampliado manteve a trajet\u00f3ria de desacelera\u00e7\u00e3o iniciada em mar\u00e7o com crescimento em 12 meses de 7% no m\u00eas passado, ante 7,8% registrado em julho deste ano.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Endividamento<\/h2>\n\n\n\n<p>Para o Banco Central, a inadimpl\u00eancia &#8211; considerados atrasos acima de 90 dias &#8211; tem se mantido est\u00e1vel h\u00e1 bastante tempo, com pequenas oscila\u00e7\u00f5es e registrou 3,6% em junho. Nas opera\u00e7\u00f5es para pessoas f\u00edsicas, ela est\u00e1 em 4,2% e para pessoas jur\u00eddicas em 2,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>O endividamento das fam\u00edlias &#8211; rela\u00e7\u00e3o entre o saldo das d\u00edvidas e a renda acumulada em 12 meses &#8211; ficou em 48,3% em junho, queda de 0,5% no m\u00eas e com recuo de 1,6% em 12 meses. Com a exclus\u00e3o do financiamento imobili\u00e1rio, que pega um montante consider\u00e1vel da renda, o endividamento ficou em 30,5% no sexto m\u00eas do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o comprometimento da renda &#8211; rela\u00e7\u00e3o entre o valor m\u00e9dio para pagamento das d\u00edvidas e a renda m\u00e9dia apurada no per\u00edodo &#8211; ficou em 28,3% em junho, aumento de 0,2 na passagem do m\u00eas e com alta de 1,5% em 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses dois \u00faltimos indicadores s\u00e3o apresentados com uma defasagem maior do m\u00eas de divulga\u00e7\u00e3o, pois o Banco Central usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andreia Verd\u00e9lio \u2013 Ag\u00eancia Brasil &#8211; Nas novas contrata\u00e7\u00f5es para empresas, a taxa m\u00e9dia do cr\u00e9dito livre ficou em 23,3% ao ano, aumento de 0,3 pp no m\u00eas. De acordo com o BC, a alta decorre de um impacto sazonal no m\u00eas. Em 12 meses, a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 de 0,1 pp. Nas contrata\u00e7\u00f5es com as fam\u00edlias, a taxa m\u00e9dia de juros atingiu 58,5% ao ano, redu\u00e7\u00e3o de 0,6 pp no m\u00eas e alta de 5,1 pp em 12 meses. No cr\u00e9dito livre, os bancos t\u00eam autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. J\u00e1 o cr\u00e9dito direcionado &#8211; com regras definidas pelo governo &#8211; \u00e9 destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcr\u00e9dito. No caso do cr\u00e9dito direcionado, a taxa para pessoas f\u00edsicas ficou em 12% ao ano em julho, est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior e alta de 1,3 pp em 12 meses. Para empresas, a taxa caiu 1,6 pp no m\u00eas e teve redu\u00e7\u00e3o de 6,4 pp em 12 meses, indo para 10,3% ao ano. Assim, a taxa m\u00e9dia no cr\u00e9dito direcionado ficou em 11,6% ao ano, redu\u00e7\u00e3o de 0,4 pp no m\u00eas e 0,6 pp em 12 meses. Juros b\u00e1sicos O comportamento dos juros banc\u00e1rios m\u00e9dios ocorre em um momento em que a expectativa do mercado financeiro \u00e9 de queda da taxa b\u00e1sica de juros da economia, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do BC. A Selic \u00e9 o principal instrumento usado pelo BC para alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o. Diante da forte queda da infla\u00e7\u00e3o, o Copom iniciou, neste m\u00eas, um ciclo de&nbsp;redu\u00e7\u00e3o da Selic. A \u00faltima vez em que o BC tinha diminu\u00eddo a Selic foi em agosto de 2020, quando a taxa caiu de 2,25% para 2% ao ano, em meio \u00e0 contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica gerada pela pandemia de covid-19. Depois disso, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que come\u00e7ou em mar\u00e7o de 2021, em meio \u00e0 alta dos pre\u00e7os de alimentos, de energia e de combust\u00edveis, e, a partir de agosto do ano passado, manteve a taxa em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas. At\u00e9 o fim do ano, a previs\u00e3o dos analistas \u00e9 que a Selic caia para 11,75%. Com isso, a taxa de capta\u00e7\u00e3o dos bancos (o quanto \u00e9 pago pelo cr\u00e9dito) vem recuando. Desde abril, ela est\u00e1 em queda e ficou em 11,3% em julho. Considerando o conjunto dos recursos livres e direcionados para pessoas f\u00edsicas, o pico dos juros aconteceu em maio: 38,2% ao ano. Para empresa, o pico foi em janeiro: juros a 22,2%. Desde ent\u00e3o, h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o nas taxas m\u00eas a m\u00eas, com flutua\u00e7\u00f5es, e desacelera\u00e7\u00e3o no crescimento em 12 meses. A eleva\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica ajuda a controlar a infla\u00e7\u00e3o porque causa de reflexos nos pre\u00e7os, j\u00e1 que juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a, contendo a demanda aquecida. Cart\u00e3o de cr\u00e9dito Para pessoas f\u00edsicas, as taxas do cart\u00e3o de cr\u00e9dito tiveram redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 1,5 pp no m\u00eas, mas com alta de 17,5 pp em 12 meses, alcan\u00e7ando 102,7% ao ano. Ap\u00f3s queda em junho, o cr\u00e9dito rotativo cresceu novamente, com alta de 8,7 pontos percentuais em julho e de 50,8 pp em 12 meses, indo para 445,7% ao ano. O rotativo \u00e9 o cr\u00e9dito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cart\u00e3o e dura 30 dias. A modalidade \u00e9 uma das mais altas do mercado e o Banco Central j\u00e1 estuda o fim do&nbsp;cr\u00e9dito rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Ap\u00f3s os 30 dias, as institui\u00e7\u00f5es financeiras parcelam a d\u00edvida. Nesse caso do cart\u00e3o parcelado, os juros subiram 2,3 pp no m\u00eas e registraram alta de 16,7 pp em 12 meses, indo para 198,4% ao ano. J\u00e1 no cheque especial houve queda de 2 pp no m\u00eas e alta de 5,1 pp em 12 meses, chegando a 132,5% ao ano. A taxa do cr\u00e9dito consignado teve redu\u00e7\u00e3o de 0,5 pp no m\u00eas e aumento de 0,4 pp em 12 meses (25,4% ao ano). J\u00e1 no caso do cr\u00e9dito pessoal n\u00e3o consignado, os juros subiram 1,4 pp no m\u00eas de julho e apresentaram crescimento de 6,2 pp em 12 meses (92,7% ao ano). Novas contrata\u00e7\u00f5es A manuten\u00e7\u00e3o dos juros em alta &#8211; resultado do aperto monet\u00e1rio &#8211; e a pr\u00f3pria desacelera\u00e7\u00e3o da economia levaram tamb\u00e9m a uma desacelera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito banc\u00e1rio, em especial, para as fam\u00edlias. No m\u00eas passado, as concess\u00f5es de cr\u00e9dito subiram 3,1% para as pessoas f\u00edsicas e tiveram redu\u00e7\u00e3o de 15,5% para empresas. Em julho, o estoque de todos os empr\u00e9stimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em R$ 5,405 trilh\u00f5es, com uma varia\u00e7\u00e3o negativa de 0,2% em rela\u00e7\u00e3o a junho. O resultado refletiu a diminui\u00e7\u00e3o de 1,1% no saldo das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito pactuadas com pessoas jur\u00eddicas (R$ 2,090 trilh\u00f5es) e o incremento de 0,4% no de pessoas f\u00edsicas (R$ 3,314 trilh\u00f5es). Na compara\u00e7\u00e3o interanual, o cr\u00e9dito total cresceu 8,2% em julho, mantendo a trajet\u00f3ria de desacelera\u00e7\u00e3o observada desde meados de 2022. Na mesma base de compara\u00e7\u00e3o, o saldo com as empresas desacelerou para 2,7%, ante 3,5% em junho, assim como o volume de cr\u00e9dito \u00e0s fam\u00edlias passou de um crescimento de 13,2% em junho para 12,1% no m\u00eas passado. O cr\u00e9dito ampliado ao setor n\u00e3o financeiro, que \u00e9 o cr\u00e9dito dispon\u00edvel para empresas, fam\u00edlias e governos independentemente da fonte (banc\u00e1rio, mercado de t\u00edtulo ou d\u00edvida externa) alcan\u00e7ou R$ 15,170 trilh\u00f5es, com redu\u00e7\u00e3o de 0,5% no m\u00eas, por conta principalmente da queda de 2,1% no saldo da d\u00edvida externa, associada \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o cambial de 1,6%. Na compara\u00e7\u00e3o interanual, o cr\u00e9dito ampliado manteve a trajet\u00f3ria de desacelera\u00e7\u00e3o iniciada em mar\u00e7o com crescimento em 12 meses de 7% no m\u00eas passado, ante 7,8% registrado em julho deste ano. Endividamento Para o Banco Central, a inadimpl\u00eancia &#8211; considerados atrasos acima de 90 dias &#8211; tem se mantido est\u00e1vel h\u00e1 bastante tempo, com pequenas oscila\u00e7\u00f5es e registrou 3,6% em<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-159597","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/159597","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=159597"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/159597\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":159598,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/159597\/revisions\/159598"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=159597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=159597"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=159597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}