{"id":159804,"date":"2023-08-31T17:40:34","date_gmt":"2023-08-31T20:40:34","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=159804"},"modified":"2023-08-31T17:40:35","modified_gmt":"2023-08-31T20:40:35","slug":"vila-olimpica-ajuda-na-recuperacao-de-pessoas-com-deficiencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/vila-olimpica-ajuda-na-recuperacao-de-pessoas-com-deficiencia\/","title":{"rendered":"Vila Ol\u00edmpica ajuda na recupera\u00e7\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p>&nbsp;Fotos: Renato Fonseca \/ PMNI<\/p>\n\n\n\n<p>O esporte salvou a vida de Emelly Moraes Nunes, de 17 anos. H\u00e1 tr\u00eas anos, a menina foi v\u00edtima de uma doen\u00e7a conhecida como S\u00edndrome de Adem, uma infec\u00e7\u00e3o bacteriana que a deixou tetrapl\u00e9gica. Ela passou a usar cadeira de rodas, e, h\u00e1 dois anos, quando come\u00e7ou a praticar lan\u00e7amento de disco e de dardo, al\u00e9m de arremesso de peso na Vila Ol\u00edmpica de Nova Igua\u00e7u, hoje anda apenas com o aux\u00edlio de uma muleta. O esporte foi seu divisor de \u00e1guas, que a fez evoluir f\u00edsica e emocionalmente, melhorando sua coordena\u00e7\u00e3o motora.<\/p>\n\n\n\n<p>Emelly e outros 42 atletas PCDs (Pessoas com Defici\u00eancia) que treinam no local v\u00e3o disputar a Olimpede Nacional, em Volta Redonda, a partir de 1\u00ba de setembro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO esporte mudou minha vida. Era cadeirante e voltei a andar gra\u00e7as a ele. O esporte significa tudo pra mim. Quando arremesso a bola, o sentimento \u00e9 de paz, de cura\u201d, disse emocionada Emelly.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas Paral\u00edmpiadas Escolares Nacional de 2022, Emelly foi campe\u00e3 no lan\u00e7amento de dardo, conquistando ainda excelentes resultados em outras modalidades, como o vice-campeonato de lan\u00e7amento de disco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e3e coruja, Marcia de Araujo Nunes, de 51, v\u00ea a filha como um verdadeiro exemplo de supera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAntes de come\u00e7ar a treinar aqui, Emilly chegou a ficar tr\u00eas meses internada no Hospital Geral de Nova Igua\u00e7u. Ela entrou nessa vila numa cadeira de rodas e agora est\u00e1 usando uma muleta. Foi uma evolu\u00e7\u00e3o gradativa e r\u00e1pida, pois ela sempre treinou muito, nunca desistiu. At\u00e9 mesmo na escola houve mudan\u00e7a. Ela n\u00e3o frequentava as aulas, sofria bullying e vivia triste, mas o esporte salvou a vida dela. Agora ela \u00e9 feliz!\u201d, garante a m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>A Vila Ol\u00edmpica de Nova Igua\u00e7u, que funciona na Avenida Governador Portela, de segunda-feira a s\u00e1bado, das 6h \u00e0s 21h, oferece aos atletas PCDs, atividades como arremessos de peso e dardo, lan\u00e7amento de disco, salto em dist\u00e2ncia e corrida de 100, 400 e 800 metros.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro atleta PCD que treina na Vila \u00e9 M\u00e1rcio Miranda Nunes, de 47 anos. V\u00edtima de uma descarga el\u00e9trica de 13 mil volts em 2011, ele teve que amputar os dois bra\u00e7os. Para n\u00e3o entrar em depress\u00e3o, ele escolheu o esporte como aliado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTive tr\u00eas paradas card\u00edacas, mas sobrevivi. Escolhi seguir minha vida. Tem gente que perde o dedo e o bra\u00e7o, e acha que deve parar. Conheci o atletismo e hoje estou em alto n\u00edvel. J\u00e1 conquistei medalhas em competi\u00e7\u00f5es fora do pa\u00eds. Me adaptei e o esporte foi fundamental, pois ele \u00e9 o caminho\u201d, contou.<\/p>\n\n\n\n<p>Professor de atletismo paral\u00edmpico, ol\u00edmpico e estudantil na Vila, Irani Silva Filho, de 57 anos, treina alunos de baixa vis\u00e3o e pessoas com outras defici\u00eancias. Al\u00e9m de descobrir novos talentos, durante a pr\u00e1tica do esporte, ele percebeu que os alunos passaram a ter mais autoestima, liberdade e autonomia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitos n\u00e3o saiam de casa sem as m\u00e3es, eram muito dependentes e hoje est\u00e3o passando a vir treinar sozinhos. Alguns se tornam profissionais e buscam no esporte uma profiss\u00e3o, sentem-se mais \u00fateis. Est\u00e3o preparados para fazer bonito nesta competi\u00e7\u00e3o em Volta Redonda\u201d, espera o treinador.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o secret\u00e1rio de Esporte e Lazer de Nova Igua\u00e7u, Fernandinho Moquet\u00e1, essa ser\u00e1 a maior delega\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da cidade a competir num grande torneio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos levando 64 pessoas, sendo 43 paratletas. Nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 de inclus\u00e3o e todos t\u00eam o direito de praticar esporte. Estamos valorizando as pessoas com defici\u00eancia\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>Foto: Renato Fonseca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;Fotos: Renato Fonseca \/ PMNI O esporte salvou a vida de Emelly Moraes Nunes, de 17 anos. H\u00e1 tr\u00eas anos, a menina foi v\u00edtima de uma doen\u00e7a conhecida como S\u00edndrome de Adem, uma infec\u00e7\u00e3o bacteriana que a deixou tetrapl\u00e9gica. 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