{"id":159853,"date":"2023-09-02T11:16:34","date_gmt":"2023-09-02T14:16:34","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=159853"},"modified":"2023-09-02T11:16:35","modified_gmt":"2023-09-02T14:16:35","slug":"cinco-anos-apos-incendio-museu-no-rio-busca-restauracao-e-modernidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/cinco-anos-apos-incendio-museu-no-rio-busca-restauracao-e-modernidade\/","title":{"rendered":"Cinco anos ap\u00f3s inc\u00eandio, Museu no Rio busca restaura\u00e7\u00e3o e modernidade"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p>Noite de 2&nbsp;de setembro de 2018. Um inc\u00eandio de grandes propor\u00e7\u00f5es atingiu o Museu Nacional, em S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, zona norte do Rio de Janeiro.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1552747&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1552747&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte dos 20 milh\u00f5es de itens que o museu abrigava foi destru\u00edda, sendo a \u00e1rea expositiva totalmente afetada. Entre os destaques que se perderam estavam o dinossauro conhecido como Dinoprata, as m\u00famias eg\u00edpcias e o esqueleto de uma baleia cachalote. O Museu tamb\u00e9m guardava o cr\u00e2nio de Luzia, o f\u00f3ssil humano mais antigo j\u00e1 encontrado no Brasil, que foi encontrado, com danos, entre os escombros.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Agentes do corpo de bombeiros, com apoio de funcion\u00e1rios do museu, lutaram por horas para combater o fogo e salvar parte do acervo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/fMvpbOm0NVviztpc6RWiQrmluHA=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/incendio_museu.jpg?itok=GPAn68J_\" alt=\"Inc\u00eandio no Museu Nacional\" title=\"Vitor Abdala\/ Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Inc\u00eandio no Museu Nacional &#8211;&nbsp;<strong>Vitor Abdala\/ Arquivo Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A \u00e1rea mais afetada pelas chamas foi a de antropologia, segundo o curador das cole\u00e7\u00f5es etnogr\u00e1ficas do museu, Jo\u00e3o Pacheco Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO material que acabou sendo pesadamente afetado foi o do departamento de antropologia pela pr\u00f3pria caracter\u00edstica dos materiais. Mineralogia trabalha com meteoros que passam na estratosfera e resistem a temperaturas alt\u00edssimas. Os nossos objetos eram de madeira, palha, penas. Ent\u00e3o esse material foi quase todo dizimado\u201d, afirmou o antrop\u00f3logo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s um longo trabalho de restauro, felizmente, v\u00e1rios itens deste acervo foram recuperados, como mantos, armas, colares e objetos de reza.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/4lVcYCqzAI2Bx0iFvwcrMIOWtnk=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/trbr2178.jpg?itok=1K1ANEDA\" alt=\"O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, durante coletiva em que a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apresenta um  balan\u00e7o das obras de reconstru\u00e7\u00e3o do Museu Nacional e a programa\u00e7\u00e3o do bicenten\u00e1rio da independ\u00eancia. \" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner. &#8211;&nbsp;<strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Arquivo Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O diretor do museu, Alexander Kellner, explica que o investimento na recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 445 milh\u00f5es, e desse total j\u00e1 foram captados em torno de 60%. Ele tamb\u00e9m ressalta que o prazo final para a entrega da obra \u00e9 2028, mas v\u00e1rias etapas j\u00e1 est\u00e3o sendo conclu\u00eddas ao longo deste per\u00edodo, com uma proposta diferenciada de institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente n\u00e3o quer fazer um museu igual ao que era. Queremos fazer um museu moderno, sustent\u00e1vel, inclusivo e que, sobretudo, promova o di\u00e1logo com a sociedade\u201d, disse o professor Alexander Kellner, diretor da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/TnMT_cKjMQ-c8U9AvBeT25nwzMY=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/trbr2268.jpg?itok=1frZO9KH\" alt=\"Parte interna do Museu Nacional recuperada ap\u00f3s quatro anos do inc\u00eandio. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apresenta um  balan\u00e7o das obras de reconstru\u00e7\u00e3o do Museu Nacional e a programa\u00e7\u00e3o do bicenten\u00e1rio da independ\u00eancia. \" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Parte interna do Museu Nacional recuperada ap\u00f3s quatro anos do inc\u00eandio. &#8211;&nbsp;<strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Arquivo Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A fachada do Museu, entregue restaurada este ano, \u00e9 um dos primeiros resultados da revitaliza\u00e7\u00e3o. A obra envolveu em torno de 150 profissionais. Tamb\u00e9m j\u00e1 foram entregues grande parte da cobertura do primeiro bloco refeita e todas as esculturas de m\u00e1rmore restauradas. Para o ano de 2024, uma grande atra\u00e7\u00e3o prevista \u00e9 a abertura da sala do meteorito Bendeg\u00f3 e da escadaria monumental.<\/p>\n\n\n\n<p>A diretora adjunta de integra\u00e7\u00e3o Museu e Sociedade, Juliana Say\u00e3o, ressalta que o Museu Nacional \u00e9 de grande import\u00e2ncia para a popula\u00e7\u00e3o. E que as atividades n\u00e3o pararam com o fechamento do local devido ao inc\u00eandio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente criou v\u00e1rios projetos educativos e de extens\u00e3o que permitiram esse contato. A gente teve Museu Nacional Vivo nas Escolas, em vez de receber as escolas no museu, a equipe do educativo ia at\u00e9 as escolas para desenvolver esse trabalho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A trajet\u00f3ria do Museu Nacional remonta \u00e0 hist\u00f3ria do Brasil. Criado em 1818 por D. Jo\u00e3o VI, \u00e9 a primeira institui\u00e7\u00e3o de pesquisa e o primeiro museu do pa\u00eds, constru\u00eddo com o objetivo de atender aos interesses de progresso cultural e econ\u00f4mico do Brasil na \u00e9poca. Seu acervo inclui pe\u00e7as de arqueologia, geologia, paleontologia, e zoologia, entre outras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Noite de 2&nbsp;de setembro de 2018. Um inc\u00eandio de grandes propor\u00e7\u00f5es atingiu o Museu Nacional, em S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, zona norte do Rio de Janeiro. A maior parte dos 20 milh\u00f5es de itens que o museu abrigava foi destru\u00edda, sendo a \u00e1rea expositiva totalmente afetada. Entre os destaques que se perderam estavam o dinossauro conhecido como Dinoprata, as m\u00famias eg\u00edpcias e o esqueleto de uma baleia cachalote. O Museu tamb\u00e9m guardava o cr\u00e2nio de Luzia, o f\u00f3ssil humano mais antigo j\u00e1 encontrado no Brasil, que foi encontrado, com danos, entre os escombros.&nbsp;&nbsp; Agentes do corpo de bombeiros, com apoio de funcion\u00e1rios do museu, lutaram por horas para combater o fogo e salvar parte do acervo.&nbsp; Inc\u00eandio no Museu Nacional &#8211;&nbsp;Vitor Abdala\/ Arquivo Ag\u00eancia Brasil A \u00e1rea mais afetada pelas chamas foi a de antropologia, segundo o curador das cole\u00e7\u00f5es etnogr\u00e1ficas do museu, Jo\u00e3o Pacheco Oliveira. \u201cO material que acabou sendo pesadamente afetado foi o do departamento de antropologia pela pr\u00f3pria caracter\u00edstica dos materiais. Mineralogia trabalha com meteoros que passam na estratosfera e resistem a temperaturas alt\u00edssimas. Os nossos objetos eram de madeira, palha, penas. Ent\u00e3o esse material foi quase todo dizimado\u201d, afirmou o antrop\u00f3logo. Ap\u00f3s um longo trabalho de restauro, felizmente, v\u00e1rios itens deste acervo foram recuperados, como mantos, armas, colares e objetos de reza. Diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner. &#8211;&nbsp;T\u00e2nia R\u00eago\/Arquivo Ag\u00eancia Brasil O diretor do museu, Alexander Kellner, explica que o investimento na recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 445 milh\u00f5es, e desse total j\u00e1 foram captados em torno de 60%. Ele tamb\u00e9m ressalta que o prazo final para a entrega da obra \u00e9 2028, mas v\u00e1rias etapas j\u00e1 est\u00e3o sendo conclu\u00eddas ao longo deste per\u00edodo, com uma proposta diferenciada de institui\u00e7\u00e3o. \u201cA gente n\u00e3o quer fazer um museu igual ao que era. Queremos fazer um museu moderno, sustent\u00e1vel, inclusivo e que, sobretudo, promova o di\u00e1logo com a sociedade\u201d, disse o professor Alexander Kellner, diretor da institui\u00e7\u00e3o. Parte interna do Museu Nacional recuperada ap\u00f3s quatro anos do inc\u00eandio. &#8211;&nbsp;T\u00e2nia R\u00eago\/Arquivo Ag\u00eancia Brasil A fachada do Museu, entregue restaurada este ano, \u00e9 um dos primeiros resultados da revitaliza\u00e7\u00e3o. A obra envolveu em torno de 150 profissionais. Tamb\u00e9m j\u00e1 foram entregues grande parte da cobertura do primeiro bloco refeita e todas as esculturas de m\u00e1rmore restauradas. Para o ano de 2024, uma grande atra\u00e7\u00e3o prevista \u00e9 a abertura da sala do meteorito Bendeg\u00f3 e da escadaria monumental. A diretora adjunta de integra\u00e7\u00e3o Museu e Sociedade, Juliana Say\u00e3o, ressalta que o Museu Nacional \u00e9 de grande import\u00e2ncia para a popula\u00e7\u00e3o. E que as atividades n\u00e3o pararam com o fechamento do local devido ao inc\u00eandio. \u201cA gente criou v\u00e1rios projetos educativos e de extens\u00e3o que permitiram esse contato. A gente teve Museu Nacional Vivo nas Escolas, em vez de receber as escolas no museu, a equipe do educativo ia at\u00e9 as escolas para desenvolver esse trabalho\u201d. A trajet\u00f3ria do Museu Nacional remonta \u00e0 hist\u00f3ria do Brasil. Criado em 1818 por D. Jo\u00e3o VI, \u00e9 a primeira institui\u00e7\u00e3o de pesquisa e o primeiro museu do pa\u00eds, constru\u00eddo com o objetivo de atender aos interesses de progresso cultural e econ\u00f4mico do Brasil na \u00e9poca. Seu acervo inclui pe\u00e7as de arqueologia, geologia, paleontologia, e zoologia, entre outras.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":159854,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[32,16,31],"tags":[],"class_list":["post-159853","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura-e-lazer","category-geral","category-principais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/159853","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=159853"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/159853\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":159855,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/159853\/revisions\/159855"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/159854"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=159853"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=159853"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=159853"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}