{"id":160210,"date":"2023-09-12T10:54:54","date_gmt":"2023-09-12T13:54:54","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=160210"},"modified":"2023-09-12T10:56:21","modified_gmt":"2023-09-12T13:56:21","slug":"um-em-cada-dez-estudantes-brasileiros-cursa-ensino-profissional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/um-em-cada-dez-estudantes-brasileiros-cursa-ensino-profissional\/","title":{"rendered":"Um em cada dez estudantes brasileiros cursa ensino profissional"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p>Mariana Tokarnia &#8211; Ag\u00eancia Brasil\u00a0 &#8211; No Brasil, pelo menos um em\u00a0cada dez estudantes, ou seja, 11% daqueles com idade\u00a0entre 15 e 24 anos, fazem cursos profissionalizantes. Esse n\u00famero \u00e9 inferior \u00e0 m\u00e9dia dos pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), que varia de 35%\u00a0entre os estudantes de 15 a 19 anos\u00a0a 65% entre aqueles com 20 a 24 anos. Os dados s\u00e3o do relat\u00f3rio\u00a0<em>Education at a Glance 2023<\/em>, lan\u00e7ado nesta ter\u00e7a-feira (12), que re\u00fane dados da educa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses-membros da OCDE e de pa\u00edses parceiros, como o Brasil. \u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1554654&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1554654&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>O foco do relat\u00f3rio deste ano \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o profissional, considerando&nbsp;o \u201cm\u00ednimo necess\u00e1rio para uma participa\u00e7\u00e3o bem-sucedida no mercado de trabalho\u201d, de acordo com o estudo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, a educa\u00e7\u00e3o profissional e tecnol\u00f3gica \u00e9 uma modalidade prevista na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9394.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional<\/a>&nbsp;(LDB), com o objetivo de preparar para o exerc\u00edcio das profiss\u00f5es e para a inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. Essa modalidade pode ser cursada junto com a educa\u00e7\u00e3o de jovens e adultos (EJA), o ensino m\u00e9dio ou ap\u00f3s a conclus\u00e3o da etapa escolar. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, a educa\u00e7\u00e3o profissional varia bastante de pa\u00eds para pa\u00eds. Existem, no entanto, caracter\u00edsticas comuns que contribuem para uma educa\u00e7\u00e3o profissional de qualidade. \u201cUma das mais importantes \u00e9 a inclus\u00e3o da aprendizagem baseada no trabalho. Isso oferece muitas vantagens, inclusive permitir que os alunos apliquem suas habilidades em um ambiente pr\u00e1tico e facilitar a transi\u00e7\u00e3o da escola para o trabalho\u201d, diz a OCDE. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora&nbsp;a educa\u00e7\u00e3o profissional seja importante na transi\u00e7\u00e3o da escola para o mundo do trabalho, os dados mostram que, em toda a OCDE, menos da metade&nbsp;(44%) de todos os estudantes do ensino m\u00e9dio est\u00e1&nbsp;matriculada&nbsp;no ensino profissional. Em alguns pa\u00edses, como a Rep\u00fablica Tcheca e os Pa\u00edses Baixos, esse percentual&nbsp;sobe para mais de dois ter\u00e7os. \u201cApesar dessa elevada porcentagem, os programas profissionais em muitos pa\u00edses ainda s\u00e3o vistos como \u00faltimo recurso\u201d, diz o texto. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, de acordo com os dados da OCDE, 11% daqueles que t\u00eam de 15 a 19 anos&nbsp;cursam o ensino profissional. O mesmo \u00edndice, 11%, com idade&nbsp;entre 20 e 24 anos, est\u00e1 matriculado&nbsp;nesses cursos.&nbsp;A porcentagem de matr\u00edculas no Brasil nesses cursos chega a ser quase seis vezes menor do que a da m\u00e9dia dos pa\u00edses da organiza\u00e7\u00e3o, considerada a faixa de 20 a 24 anos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Forma\u00e7\u00e3o &nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>As taxas de conclus\u00e3o do ensino profissional junto com o ensino m\u00e9dio s\u00e3o semelhantes \u00e0 m\u00e9dia da OCDE. No Brasil, 62% dos estudantes concluem o ensino profissional dentro do prazo esperado e 70% concluem ap\u00f3s mais dois anos. Em m\u00e9dia, entre pa\u00edses da OCDE e outros participantes com dados dispon\u00edveis, 62% dos estudantes do ensino&nbsp;profissional&nbsp;concluem os estudos no tempo esperado e 73% dentro de mais dois anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio mostra ainda que, em m\u00e9dia, entre os pa\u00edses da OCDE, 14% dos jovens adultos n\u00e3o conclu\u00edram sequer o ensino m\u00e9dio. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil tem&nbsp;ainda alta taxa de jovens que n\u00e3o estudam e nem trabalham, os chamados&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2023-07\/de-37-paises-brasil-2-com-maior-proporcao-de%20jovens-nem-nem\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">nem-nem<\/a>. Em m\u00e9dia, nos pa\u00edses da OCDE, 14,7% dos jovens adultos com idade&nbsp;entre 18 e 24 anos n\u00e3o estudam, n\u00e3o trabalham nem seguem qualquer forma\u00e7\u00e3o, enquanto no Brasil o \u00edndice&nbsp;correspondente \u00e9 de 24,4%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA redu\u00e7\u00e3o das taxas de nem-nem entre os jovens adultos \u00e9 um desafio particularmente importante em todos os pa\u00edses, porque aqueles que se tornam nem-nem enfrentam piores resultados no mercado de trabalho mais tarde na vida do que os seus pares que permaneceram no ensino ou forma\u00e7\u00e3o nesta idade\u201d, diz o relat\u00f3rio. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As taxas s\u00e3o mais elevadas entre as mulheres. No Brasil, 30% das mulheres de 18 a 24 anos s\u00e3o nem-nem, enquanto 18,8% dos homens est\u00e3o nessa situa\u00e7\u00e3o. As taxas m\u00e9dias de nem-nem de jovens de 18 a 24 anos para mulheres e homens nos pa\u00edses da OCDE s\u00e3o, respectivamente, de 14% e 15%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Education at a Glance &nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.oecd.org\/education\/education-at-a-glance-19991487.htm\/?refcode=20190209ig\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Education at a Glance<\/em><\/a>&nbsp;re\u00fane informa\u00e7\u00f5es sobre o estado da educa\u00e7\u00e3o em todo o mundo. Fornece dados sobre estrutura, finan\u00e7as e o desempenho dos sistemas educativos nos pa\u00edses da OCDE e em pa\u00edses candidatos e parceiros da organiza\u00e7\u00e3o. A edi\u00e7\u00e3o de 2023 centra-se no ensino e forma\u00e7\u00e3o profissional. A edi\u00e7\u00e3o inclui tamb\u00e9m um novo cap\u00edtulo &#8211; Garantir a aprendizagem cont\u00ednua aos refugiados ucranianos &#8211; que apresenta os resultados de pesquisa feita este ano, que colheu dados sobre as medidas tomadas pelos pa\u00edses da organiza\u00e7\u00e3o para integrar os refugiados ucranianos nos seus sistemas educativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Adjuto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mariana Tokarnia &#8211; Ag\u00eancia Brasil\u00a0 &#8211; No Brasil, pelo menos um em\u00a0cada dez estudantes, ou seja, 11% daqueles com idade\u00a0entre 15 e 24 anos, fazem cursos profissionalizantes. Esse n\u00famero \u00e9 inferior \u00e0 m\u00e9dia dos pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), que varia de 35%\u00a0entre os estudantes de 15 a 19 anos\u00a0a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":160212,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[16,31],"tags":[],"class_list":["post-160210","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-principais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/160210","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=160210"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/160210\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":160211,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/160210\/revisions\/160211"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/160212"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=160210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=160210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=160210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}