{"id":16311,"date":"2015-12-18T23:29:56","date_gmt":"2015-12-19T01:29:56","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=16311"},"modified":"2015-12-18T23:29:56","modified_gmt":"2015-12-19T01:29:56","slug":"instrutores-formam-pilotos-de-voo-livre-em-japeri","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/instrutores-formam-pilotos-de-voo-livre-em-japeri\/","title":{"rendered":"Instrutores formam pilotos de voo livre em Japeri"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/151218-H101.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-16304\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/151218-H101-300x203.jpg\" alt=\"151218 H101\" width=\"337\" height=\"228\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/151218-H102.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-16305\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/151218-H102-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a><\/p>\n<h6><em>M\u00e1scara (primeiro \u00e0 esquerda) e Puro Osso (terceiro) serviram de inspira\u00e7\u00e3o para Malton Garcia (direita). Abutre (C) \u00e9 o instrutor mais experiente do grupo<\/em><br \/>\n<em>Fotos: Marllon Guedes\/PMJ <\/em><\/h6>\n<p>\u201cQuer saber por que os p\u00e1ssaros cantam? Ent\u00e3o venha voar!\u201d. Estes s\u00e3o os dizeres do cart\u00e3o de visitas de F\u00e1bio Barbosa, funcion\u00e1rio p\u00fablico da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e praticante de voo livre h\u00e1 nove anos. Conhecido pelos amigos que fez no esporte como Abutre, ele aprendeu a voar com o instrutor Afonso Urbieta, um dos pioneiros do voo livre em Japeri.<br \/>\nHoje, Abutre e outros instrutores ensinam a pr\u00e1tica do esporte aos moradores da cidade, formando uma nova gera\u00e7\u00e3o de amantes da experi\u00eancia \u00fanica que \u00e9 voar sem asas. Os voos partem da rampa localizada no Pico da Coragem, em Japeri. \u201cMesmo com tantos anos de ?pr\u00e1tica, toda vez que chego \u00e0 rampa a adrenalina \u00e9 a mesma da primeira vez em que voei. Fico arrepiado quando lembro a sensa\u00e7\u00e3o\u201d, conta Abutre. \u201cMinha maior satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 ter conseguido formar no voo livre pilotos locais\u201d, completa o instrutor.<br \/>\nUm dos alunos que aprenderam a voar de parapente com os instrutores em Japeri \u00e9 o motorista de caminh\u00e3o F\u00e1bio Bastos, de 31 anos, morador do bairro Chacrinha. Batizado pelos colegas como M\u00e1scara, ele comemora a realiza\u00e7\u00e3o do sonho de voar. \u201cQuando era garoto, fazia asa delta com tampa de margarina para brinca?r,? enquanto via os parapentes sobrevoando o munic\u00edpio. Nunca pensei que iria praticar essa modalidade de esporte, pois achava que era coisa de gente rica. Muitos pensam desta forma, mas n\u00e3o \u00e9. Gra\u00e7as a Deus conheci o Abutre, o Afonso e todos os instrutores e hoje tenho o privil\u00e9gio de poder voar\u201d, vibra M\u00e1scara.<br \/>\nMorador de Nova Bel\u00e9m, o gar\u00e7om Jos\u00e9 Carlos Ara\u00fajo, o Puro Osso, de 40 anos, tem vis\u00e3o privilegiada da rampa da janela de sua casa e sempre almejou decolar em um parapente rumo a uma vida de aventuras. \u201cConheci o esporte em 2010 e foi uma experi\u00eancia muito boa. Formei-me como piloto e hoje tenho condi\u00e7\u00f5es de voar sozinho\u201d, conta.<br \/>\nAs experi\u00eancias de M\u00e1scara e Puro Osso serviram de inspira\u00e7\u00e3o para Malton Garcia, 35 anos, vizinho de M\u00e1scara no bairro Chacrinha. Ele conheceu Urbieta ainda na d\u00e9cada de 1990 e subia at\u00e9 o Pico da Coragem para ajud\u00e1-lo a montar os equipamentos, mas nunca voava. \u201cTinha muito medo, me faltava coragem para decolar. Meus amigos me falaram sobre a sensa\u00e7\u00e3o de voar e me apresentaram seus instrutores. Ent\u00e3o decidi comprar os equipamentos necess\u00e1rios e iniciar o curso\u201d, conta Malton, que, embora ainda n\u00e3o tenha experi\u00eancia suficiente para voar sozinho, j\u00e1 \u00e9 conhecido no grupo como Piloto.<\/p>\n<p>Mais que um esporte, uma mudan\u00e7a de vida<\/p>\n<p>Morador do Rio de Janeiro, F\u00e1bio Abutre conta que a paix\u00e3o pelo voo livre nasceu quando conheceu o Pico da Coragem e revela que se tornou outra pessoa ap\u00f3s aprender a voar de parapente. \u201cEu era um cara muito estressado e o voo livre me acalmou, me deixou mais tranquilo, mudou minha vida\u201d, conta o instrutor.<br \/>\nCom ?pr\u00e1tica de voo em v\u00e1rios lugares do Brasil, Abutre afirma que Japeri \u00e9 o lugar perfeito para quem quer aprender a voar. \u201cA rampa do Pico da Coragem \u00e9 o que chamamos de rampa escola, ideal para quem est\u00e1 iniciando. Ela facilita o aprendizado de cada etapa, como decolagem e pouso e voo duplo, por exemplo\u201d.?<br \/>\nO Pico da coragem conta com tr\u00eas op\u00e7\u00f5es de rampas. A menor delas, a Sudoeste, tem cerca de 340 metros de altitude, a Sul\/Sudeste tem aproximadamente 445 metros de altura e se enquadra para decolagens tamb\u00e9m de Sudeste e Leste. S\u00e3o duas rampas: uma para asa-delta, com estrutura de madeira, e uma natural para decolagens de parapentes. A terceira e mais alta \u00e9 a rampa Leste, que fica a 500 metros de altitude.<br \/>\n\u201cO tempo de perman\u00eancia no ar depende das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, mas \u00e9 poss\u00edvel decolar de Japeri e pousar em Jaceruba, que fica a oito quil\u00f4metros daqui, ou at\u00e9 mesmo em cidades mais distantes, como Mangaratiba, Resende e Volta Redonda\u201d, afirma F\u00e1bio Abutre.<br \/>\n&gt;&gt; Voo livre gratuito &#8211; A Prefeitura de Japeri, atrav\u00e9s da Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer (SEMETULER), oferece voo livre gratuito aos cidad\u00e3os japerienses. Os interessados em fazer o voo duplo de parapente (voo com instrutor) podem se inscrever na pr\u00f3pria secretaria, na Avenida S\u00e3o Jo\u00e3o Evangelista, Centro de Engenheiro Pedreira. Outras informa\u00e7\u00f5es podem ser obtidas pelos telefones 3691-1851 e 2664-1394.<br \/>\n<em>por Raphael Bittencourt<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e1scara (primeiro \u00e0 esquerda) e Puro Osso (terceiro) serviram de inspira\u00e7\u00e3o para Malton Garcia (direita). Abutre (C) \u00e9 o instrutor mais experiente do grupo Fotos: Marllon Guedes\/PMJ \u201cQuer saber por que os p\u00e1ssaros cantam? Ent\u00e3o venha voar!\u201d. Estes s\u00e3o os dizeres do cart\u00e3o de visitas de F\u00e1bio Barbosa, funcion\u00e1rio p\u00fablico da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e praticante de voo livre h\u00e1 nove anos. Conhecido pelos amigos que fez no esporte como Abutre, ele aprendeu a voar com o instrutor Afonso Urbieta, um dos pioneiros do voo livre em Japeri. Hoje, Abutre e outros instrutores ensinam a pr\u00e1tica do esporte aos moradores da cidade, formando uma nova gera\u00e7\u00e3o de amantes da experi\u00eancia \u00fanica que \u00e9 voar sem asas. Os voos partem da rampa localizada no Pico da Coragem, em Japeri. \u201cMesmo com tantos anos de ?pr\u00e1tica, toda vez que chego \u00e0 rampa a adrenalina \u00e9 a mesma da primeira vez em que voei. Fico arrepiado quando lembro a sensa\u00e7\u00e3o\u201d, conta Abutre. \u201cMinha maior satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 ter conseguido formar no voo livre pilotos locais\u201d, completa o instrutor. Um dos alunos que aprenderam a voar de parapente com os instrutores em Japeri \u00e9 o motorista de caminh\u00e3o F\u00e1bio Bastos, de 31 anos, morador do bairro Chacrinha. Batizado pelos colegas como M\u00e1scara, ele comemora a realiza\u00e7\u00e3o do sonho de voar. \u201cQuando era garoto, fazia asa delta com tampa de margarina para brinca?r,? enquanto via os parapentes sobrevoando o munic\u00edpio. Nunca pensei que iria praticar essa modalidade de esporte, pois achava que era coisa de gente rica. Muitos pensam desta forma, mas n\u00e3o \u00e9. Gra\u00e7as a Deus conheci o Abutre, o Afonso e todos os instrutores e hoje tenho o privil\u00e9gio de poder voar\u201d, vibra M\u00e1scara. Morador de Nova Bel\u00e9m, o gar\u00e7om Jos\u00e9 Carlos Ara\u00fajo, o Puro Osso, de 40 anos, tem vis\u00e3o privilegiada da rampa da janela de sua casa e sempre almejou decolar em um parapente rumo a uma vida de aventuras. \u201cConheci o esporte em 2010 e foi uma experi\u00eancia muito boa. Formei-me como piloto e hoje tenho condi\u00e7\u00f5es de voar sozinho\u201d, conta. As experi\u00eancias de M\u00e1scara e Puro Osso serviram de inspira\u00e7\u00e3o para Malton Garcia, 35 anos, vizinho de M\u00e1scara no bairro Chacrinha. Ele conheceu Urbieta ainda na d\u00e9cada de 1990 e subia at\u00e9 o Pico da Coragem para ajud\u00e1-lo a montar os equipamentos, mas nunca voava. \u201cTinha muito medo, me faltava coragem para decolar. Meus amigos me falaram sobre a sensa\u00e7\u00e3o de voar e me apresentaram seus instrutores. Ent\u00e3o decidi comprar os equipamentos necess\u00e1rios e iniciar o curso\u201d, conta Malton, que, embora ainda n\u00e3o tenha experi\u00eancia suficiente para voar sozinho, j\u00e1 \u00e9 conhecido no grupo como Piloto. Mais que um esporte, uma mudan\u00e7a de vida Morador do Rio de Janeiro, F\u00e1bio Abutre conta que a paix\u00e3o pelo voo livre nasceu quando conheceu o Pico da Coragem e revela que se tornou outra pessoa ap\u00f3s aprender a voar de parapente. \u201cEu era um cara muito estressado e o voo livre me acalmou, me deixou mais tranquilo, mudou minha vida\u201d, conta o instrutor. Com ?pr\u00e1tica de voo em v\u00e1rios lugares do Brasil, Abutre afirma que Japeri \u00e9 o lugar perfeito para quem quer aprender a voar. \u201cA rampa do Pico da Coragem \u00e9 o que chamamos de rampa escola, ideal para quem est\u00e1 iniciando. Ela facilita o aprendizado de cada etapa, como decolagem e pouso e voo duplo, por exemplo\u201d.? O Pico da coragem conta com tr\u00eas op\u00e7\u00f5es de rampas. A menor delas, a Sudoeste, tem cerca de 340 metros de altitude, a Sul\/Sudeste tem aproximadamente 445 metros de altura e se enquadra para decolagens tamb\u00e9m de Sudeste e Leste. 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