{"id":168687,"date":"2024-03-07T09:26:04","date_gmt":"2024-03-07T12:26:04","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=168687"},"modified":"2024-03-07T09:26:06","modified_gmt":"2024-03-07T12:26:06","slug":"a-cada-24-horas-ao-menos-oito-mulheres-sao-vitimas-de-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/a-cada-24-horas-ao-menos-oito-mulheres-sao-vitimas-de-violencia\/","title":{"rendered":"A cada 24 horas, ao menos oito mulheres s\u00e3o v\u00edtimas de viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p>No ano de 2023, ao menos oito mulheres foram v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica a cada 24 horas. Os dados referem-se a oito dos nove estados monitorados pela Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a (BA, CE, MA, PA, PE, PI, RJ, SP).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1583990&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1583990&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A informa\u00e7\u00e3o consta do novo boletim Elas Vivem: Liberdade de Ser e Viver, divulgado nesta quinta-feira (7). Ao todo, foram registradas 3.181 mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia, representando um aumento de 22,04% em rela\u00e7\u00e3o a 2022, quando Par\u00e1 e Amazonas ainda n\u00e3o faziam parte deste monitoramento.<\/p>\n\n\n\n<p>Amea\u00e7as, agress\u00f5es, torturas, ofensas, ass\u00e9dio, feminic\u00eddio. S\u00e3o in\u00fameras as viol\u00eancias sofridas que n\u00e3o come\u00e7am ou se esgotam nas mortes registradas. Os dados monitorados apontaram 586 v\u00edtimas de feminic\u00eddios. Isso significa dizer que, a cada 15 horas, uma mulher morreu em raz\u00e3o do g\u00eanero, majoritariamente pelas m\u00e3os de parceiros ou ex-parceiros (72,7%), que usaram armas brancas (em 38,12% dos casos), ou por armas de fogo (23,75%). &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA mobiliza\u00e7\u00e3o contra o feminic\u00eddio e outras formas de viol\u00eancia salva vidas. N\u00f3s j\u00e1 perdemos mulheres demais, e ainda perderemos. \u00c9 a den\u00fancia incans\u00e1vel que preservar\u00e1 a vida de tantas outras\u201d, disse a jornalista Isabela Reis, que assina o principal texto desta edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estados<\/h2>\n\n\n\n<p>O novo boletim ampliou a \u00e1rea de monitoramento. Pela primeira vez, o Par\u00e1 est\u00e1 entre as regi\u00f5es mapeadas, ocupando a quinta posi\u00e7\u00e3o no&nbsp;<em>ranking<\/em>&nbsp;entre os oito estados com 224 eventos de viol\u00eancia contra mulheres. No contexto da Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, est\u00e3o as desigualdades sociais e o garimpo, que agravam essas din\u00e2micas violentas, segundo o relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com 2022, os dados mostram S\u00e3o Paulo como o \u00fanico estado a ultrapassar mil eventos de viol\u00eancia \u2013 alta de 20,38% (de 898 para 1.081). Em seguida vem o Rio de Janeiro, que registrou 13,94% (de 545 para 621) a mais que no ano anterior. J\u00e1 o Piau\u00ed, embora registre menos casos em n\u00fameros absolutos, \u00e9 o estado que registrou a maior taxa de crescimento: quase 80% de alta em um ano (de 113 para 202).<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m no Nordeste, com 319 casos de viol\u00eancia, Pernambuco registrou 92 feminic\u00eddios. A Bahia lidera em n\u00famero de morte de mulheres (199), o Cear\u00e1 \u00e9 o estado com maior registro de transfeminic\u00eddios (7) e o Maranh\u00e3o lidera os crimes de viol\u00eancia sexual\/estupro (40 ocorr\u00eancias).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Metodologia<\/h2>\n\n\n\n<p>Os dados s\u00e3o produzidos a partir de um monitoramento di\u00e1rio do que circula nas m\u00eddias sobre viol\u00eancia e seguran\u00e7a. As informa\u00e7\u00f5es coletadas de diferentes fontes s\u00e3o confrontadas e registradas em um banco de dados que posteriormente \u00e9 revisado e consolidado.<\/p>\n\n\n\n<p>O monitoramento da Rede de Observat\u00f3rios permite que crimes que t\u00eam evid\u00eancias mas n\u00e3o s\u00e3o tipificados pela pol\u00edcia, como viol\u00eancia contra mulheres (les\u00e3o corporal, amea\u00e7as e outros), possam ser nomeados corretamente. Dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel reduzir a subnotifica\u00e7\u00e3o comum a esses casos e produzir an\u00e1lises mais seguras sobre o que ocorre na realidade, complementando e enriquecendo os dados oficiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Denise Griesinger &#8211; Ana Cristina Campos \u2013 Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano de 2023, ao menos oito mulheres foram v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica a cada 24 horas. Os dados referem-se a oito dos nove estados monitorados pela Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a (BA, CE, MA, PA, PE, PI, RJ, SP). A informa\u00e7\u00e3o consta do novo boletim Elas Vivem: Liberdade de Ser e Viver, divulgado nesta quinta-feira (7). Ao todo, foram registradas 3.181 mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia, representando um aumento de 22,04% em rela\u00e7\u00e3o a 2022, quando Par\u00e1 e Amazonas ainda n\u00e3o faziam parte deste monitoramento. Amea\u00e7as, agress\u00f5es, torturas, ofensas, ass\u00e9dio, feminic\u00eddio. S\u00e3o in\u00fameras as viol\u00eancias sofridas que n\u00e3o come\u00e7am ou se esgotam nas mortes registradas. Os dados monitorados apontaram 586 v\u00edtimas de feminic\u00eddios. Isso significa dizer que, a cada 15 horas, uma mulher morreu em raz\u00e3o do g\u00eanero, majoritariamente pelas m\u00e3os de parceiros ou ex-parceiros (72,7%), que usaram armas brancas (em 38,12% dos casos), ou por armas de fogo (23,75%). &nbsp; \u201cA mobiliza\u00e7\u00e3o contra o feminic\u00eddio e outras formas de viol\u00eancia salva vidas. N\u00f3s j\u00e1 perdemos mulheres demais, e ainda perderemos. \u00c9 a den\u00fancia incans\u00e1vel que preservar\u00e1 a vida de tantas outras\u201d, disse a jornalista Isabela Reis, que assina o principal texto desta edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio. Estados O novo boletim ampliou a \u00e1rea de monitoramento. Pela primeira vez, o Par\u00e1 est\u00e1 entre as regi\u00f5es mapeadas, ocupando a quinta posi\u00e7\u00e3o no&nbsp;ranking&nbsp;entre os oito estados com 224 eventos de viol\u00eancia contra mulheres. No contexto da Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, est\u00e3o as desigualdades sociais e o garimpo, que agravam essas din\u00e2micas violentas, segundo o relat\u00f3rio. Na compara\u00e7\u00e3o com 2022, os dados mostram S\u00e3o Paulo como o \u00fanico estado a ultrapassar mil eventos de viol\u00eancia \u2013 alta de 20,38% (de 898 para 1.081). Em seguida vem o Rio de Janeiro, que registrou 13,94% (de 545 para 621) a mais que no ano anterior. J\u00e1 o Piau\u00ed, embora registre menos casos em n\u00fameros absolutos, \u00e9 o estado que registrou a maior taxa de crescimento: quase 80% de alta em um ano (de 113 para 202). Tamb\u00e9m no Nordeste, com 319 casos de viol\u00eancia, Pernambuco registrou 92 feminic\u00eddios. A Bahia lidera em n\u00famero de morte de mulheres (199), o Cear\u00e1 \u00e9 o estado com maior registro de transfeminic\u00eddios (7) e o Maranh\u00e3o lidera os crimes de viol\u00eancia sexual\/estupro (40 ocorr\u00eancias). Metodologia Os dados s\u00e3o produzidos a partir de um monitoramento di\u00e1rio do que circula nas m\u00eddias sobre viol\u00eancia e seguran\u00e7a. As informa\u00e7\u00f5es coletadas de diferentes fontes s\u00e3o confrontadas e registradas em um banco de dados que posteriormente \u00e9 revisado e consolidado. O monitoramento da Rede de Observat\u00f3rios permite que crimes que t\u00eam evid\u00eancias mas n\u00e3o s\u00e3o tipificados pela pol\u00edcia, como viol\u00eancia contra mulheres (les\u00e3o corporal, amea\u00e7as e outros), possam ser nomeados corretamente. 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