{"id":169414,"date":"2024-03-21T14:55:53","date_gmt":"2024-03-21T17:55:53","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=169414"},"modified":"2024-03-21T14:56:34","modified_gmt":"2024-03-21T17:56:34","slug":"violencia-nao-letal-contra-mulheres-aumenta-19-em-5-anos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/violencia-nao-letal-contra-mulheres-aumenta-19-em-5-anos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia n\u00e3o letal contra mulheres aumenta 19% em 5 anos no Brasil"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p>Entre 2018 e 2022, todos os tipos n\u00e3o letais de viol\u00eancia contra mulheres cresceram 19% no Brasil. Essas formas de agress\u00e3o incluem a patrimonial, a f\u00edsica, a sexual, a psicol\u00f3gica e a moral e, com exce\u00e7\u00e3o da \u00faltima, foram acompanhadas pelo Instituto Igarap\u00e9, que realizou levantamento sobre o assunto, em parceria com a Uber.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1586670&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1586670&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Instituto Igarap\u00e9, na \u00faltima d\u00e9cada, tais &nbsp;ocorr\u00eancias aumentaram 92%. Para elaborar o relat\u00f3rio que cont\u00e9m esses dados, foram extra\u00eddas estat\u00edsticas dos sistemas oficiais de sa\u00fade e dos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>No apanhado dos pesquisadores, contabilizam-se ocorr\u00eancias, o que significa que uma mesma mulher pode ter sido v\u00edtima de mais de uma das formas de viol\u00eancia registradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo da apura\u00e7\u00e3o dos dados, constatou-se que as mulheres negras s\u00e3o os principais alvos da viol\u00eancia de g\u00eanero n\u00e3o letais, independentemente da forma que as agress\u00f5es assumem. Em 2018, mulheres pretas e pardas apareciam em 52% dos registros. No ano passado, elas eram as v\u00edtimas em 56,5% das ocorr\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os respons\u00e1veis pelo levantamento, somente no ano passado, em m\u00e9dia, quatro mulheres foram v\u00edtimas de feminic\u00eddio, que \u00e9 o homic\u00eddio motivado por \u00f3dio contra o g\u00eanero feminino, ou seja, contra mulheres, pelo fato de serem mulheres. Em 2018, os feminic\u00eddios representavam cerca de 27% das mortes violentas, porcentagem que subiu para 35% em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia patrimonial, que se configura quando o parceiro da v\u00edtima restringe, por exemplo, o acesso a contas banc\u00e1rias, ou se apropria do dinheiro ganho por ela, foi a que &nbsp;mais aumentou nos \u00faltimos cinco anos, 56,4%. Em 2022, seis mulheres a cada 100 sofreram esse tipo de viol\u00eancia, a maior taxa j\u00e1 registrada na s\u00e9rie hist\u00f3rica sistematizada pelo levantamento, que se iniciou em 2009.<br><br>O segundo maior crescimento foi o da viol\u00eancia sexual: 45,7%. Na \u00faltima d\u00e9cada, os casos que envolveram esse tipo de agress\u00e3o duplicaram.<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia psicol\u00f3gica aumentou 23,2%, entre 2018 e 2022. Nesse caso, o que os pesquisadores ressaltam \u00e9 o fato de que companheiros e ex-companheiros das mulheres s\u00e3o tamb\u00e9m seus principais agressores, correspondendo a mais da metade dos registros.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora seja o tipo mais comum entre os quatro analisados no&nbsp; estudo, a viol\u00eancia f\u00edsica, que representa 53% dos casos registrados, cresceu 8,3% no per\u00edodo. Somente em 2022, foram notificadas mais de 140 mil agress\u00f5es do tipo, gerando uma m\u00e9dia de 16 por hora.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: N\u00e1dia Franco -Letycia Bond &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 2018 e 2022, todos os tipos n\u00e3o letais de viol\u00eancia contra mulheres cresceram 19% no Brasil. Essas formas de agress\u00e3o incluem a patrimonial, a f\u00edsica, a sexual, a psicol\u00f3gica e a moral e, com exce\u00e7\u00e3o da \u00faltima, foram acompanhadas pelo Instituto Igarap\u00e9, que realizou levantamento sobre o assunto, em parceria com a Uber. 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