{"id":171259,"date":"2024-04-30T14:57:50","date_gmt":"2024-04-30T17:57:50","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=171259"},"modified":"2024-04-30T15:01:24","modified_gmt":"2024-04-30T18:01:24","slug":"hgni-bate-recorde-de-atendimentos-a-vitimas-de-acidentes-de-moto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/hgni-bate-recorde-de-atendimentos-a-vitimas-de-acidentes-de-moto\/","title":{"rendered":"HGNI bate recorde de atendimentos a v\u00edtimas de acidentes de moto"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p>Os atendimentos \u00e0s v\u00edtimas de acidentes de moto bateram o triste recorde no Hospital Geral de Nova Igua\u00e7u pelo segundo ano consecutivo. Em compara\u00e7\u00e3o aos 3.282 casos registrados em 2022, que j\u00e1 havia sido o maior nos \u00faltimos cinco anos, 2023 fechou com 3.634 acidentados atendidos na emerg\u00eancia, representando um aumento de 10,7%. De janeiro a mar\u00e7o de 2024, j\u00e1 foram anotados 945 atendimentos, indicando uma tend\u00eancia de aumento para o restante do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do HGNI, em 2023, 368 v\u00edtimas de acidentes por moto precisaram ser internadas, representando cerca de 10,1% do total de atendimentos. Nos tr\u00eas primeiros meses de 2024, esse percentual j\u00e1 subiu para 21,4%, com 203 interna\u00e7\u00f5es. Se a tend\u00eancia se mantiver, \u00e9 poss\u00edvel que aconte\u00e7a um novo recorde para o hospital, com aumento de 4% no n\u00famero de atendimentos e alarmantes 123% nas interna\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que, infelizmente, muitos motociclistas ainda dirigem sem utilizar os equipamentos de prote\u00e7\u00e3o como os capacetes, cal\u00e7ados, luvas e roupas adequadas, que podem prevenir ou reduzir a gravidade dos ferimentos em acidentes. Essas medidas simples, unidas ao respeito \u00e0s leis de tr\u00e2nsito, ajudam a salvar vidas\u201d, destaca o m\u00e9dico ortopedista e secret\u00e1rio municipal de Sa\u00fade de Nova Igua\u00e7u, Luiz Carlos Nobre Cavalcanti.<\/p>\n\n\n\n<p>Os acidentes de moto lideram as estat\u00edsticas de atendimentos do HGNI, superando casos como Acidente Vascular Cerebral (AVC), infartos e outros traumas. Cerca de 80% das v\u00edtimas acidentadas t\u00eam fraturas nos bra\u00e7os ou nas pernas e 20% apresentam traumatismos complexos, como de cr\u00e2nio, coluna ou face. Homens entre 20 e 40 anos, que chegam sem utilizar nenhum tipo de equipamento de prote\u00e7\u00e3o, como o capacete e cal\u00e7ados adequados, s\u00e3o o perfil mais comum de v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 triste ver que temos um n\u00famero t\u00e3o grande de acidente de moto e de interna\u00e7\u00f5es. S\u00e3o casos que poderiam ser evitados com o uso dos equipamentos de prote\u00e7\u00e3o e podem ter um desfecho complexo para a vida dos pacientes e suas fam\u00edlias, j\u00e1 que uma v\u00edtima deste tipo de acidente pode ter sequelas para a vida inteira e pode at\u00e9 mesmo precisar mudar a sua rotina\u201d, ressalta o diretor-geral do HGNI, Ulisses Melo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Equipe mobilizada no centro de trauma<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No centro de trauma do HGNI, os acidentados de moto s\u00e3o atendidos por m\u00e9dicos especialistas em ortopedia, cirurgia geral, vascular, neurocirurgia e bucomaxilofacial, que realizam uma avalia\u00e7\u00e3o completa de cada caso, incluindo exames de imagem e laboratoriais para checar a extens\u00e3o das les\u00f5es. Dependendo da gravidade, o paciente pode ficar internado por dias ou meses, passar por um longo processo de reabilita\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo ter sequelas pelo resto da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que \u00e9 mais comum s\u00e3o pessoas com fraturas de membros inferiores que sofreram acidentes de moto. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o fato de quebrar o osso, tamb\u00e9m tem les\u00f5es de pele e m\u00fasculo, que dependem de tratamento com medicamentos, at\u00e9 mesmo os graves traumatismos cr\u00e2nio-encef\u00e1licos, que acontecem em sua maioria pela falta do capacete\u201d, diz Kleber Santos, m\u00e9dico coordenador da emerg\u00eancia do HGNI.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Campanha Maio Amarelo<br><\/strong><br>Para conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de prevenir acidentes de tr\u00e2nsito, o HGNI refor\u00e7a a import\u00e2ncia da campanha Maio Amarelo. Ao longo do m\u00eas, a fachada da unidade ser\u00e1 iluminada na cor amarela para chamar a aten\u00e7\u00e3o de quem passa pelo local e as equipes estar\u00e3o orientando acompanhantes e pacientes, quanto ao uso de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o adequados \u2013 para motociclistas \u2013 e os h\u00e1bitos que devem ser evitados por condutores de carro e outros ve\u00edculos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fotos: Renato Fonseca \/ PMNI<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os atendimentos \u00e0s v\u00edtimas de acidentes de moto bateram o triste recorde no Hospital Geral de Nova Igua\u00e7u pelo segundo ano consecutivo. Em compara\u00e7\u00e3o aos 3.282 casos registrados em 2022, que j\u00e1 havia sido o maior nos \u00faltimos cinco anos, 2023 fechou com 3.634 acidentados atendidos na emerg\u00eancia, representando um aumento de 10,7%. De janeiro a mar\u00e7o de 2024, j\u00e1 foram anotados 945 atendimentos, indicando uma tend\u00eancia de aumento para o restante do ano. Segundo dados do HGNI, em 2023, 368 v\u00edtimas de acidentes por moto precisaram ser internadas, representando cerca de 10,1% do total de atendimentos. Nos tr\u00eas primeiros meses de 2024, esse percentual j\u00e1 subiu para 21,4%, com 203 interna\u00e7\u00f5es. Se a tend\u00eancia se mantiver, \u00e9 poss\u00edvel que aconte\u00e7a um novo recorde para o hospital, com aumento de 4% no n\u00famero de atendimentos e alarmantes 123% nas interna\u00e7\u00f5es. \u201cO que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que, infelizmente, muitos motociclistas ainda dirigem sem utilizar os equipamentos de prote\u00e7\u00e3o como os capacetes, cal\u00e7ados, luvas e roupas adequadas, que podem prevenir ou reduzir a gravidade dos ferimentos em acidentes. Essas medidas simples, unidas ao respeito \u00e0s leis de tr\u00e2nsito, ajudam a salvar vidas\u201d, destaca o m\u00e9dico ortopedista e secret\u00e1rio municipal de Sa\u00fade de Nova Igua\u00e7u, Luiz Carlos Nobre Cavalcanti. Os acidentes de moto lideram as estat\u00edsticas de atendimentos do HGNI, superando casos como Acidente Vascular Cerebral (AVC), infartos e outros traumas. Cerca de 80% das v\u00edtimas acidentadas t\u00eam fraturas nos bra\u00e7os ou nas pernas e 20% apresentam traumatismos complexos, como de cr\u00e2nio, coluna ou face. Homens entre 20 e 40 anos, que chegam sem utilizar nenhum tipo de equipamento de prote\u00e7\u00e3o, como o capacete e cal\u00e7ados adequados, s\u00e3o o perfil mais comum de v\u00edtimas. \u201c\u00c9 triste ver que temos um n\u00famero t\u00e3o grande de acidente de moto e de interna\u00e7\u00f5es. S\u00e3o casos que poderiam ser evitados com o uso dos equipamentos de prote\u00e7\u00e3o e podem ter um desfecho complexo para a vida dos pacientes e suas fam\u00edlias, j\u00e1 que uma v\u00edtima deste tipo de acidente pode ter sequelas para a vida inteira e pode at\u00e9 mesmo precisar mudar a sua rotina\u201d, ressalta o diretor-geral do HGNI, Ulisses Melo. Equipe mobilizada no centro de trauma No centro de trauma do HGNI, os acidentados de moto s\u00e3o atendidos por m\u00e9dicos especialistas em ortopedia, cirurgia geral, vascular, neurocirurgia e bucomaxilofacial, que realizam uma avalia\u00e7\u00e3o completa de cada caso, incluindo exames de imagem e laboratoriais para checar a extens\u00e3o das les\u00f5es. Dependendo da gravidade, o paciente pode ficar internado por dias ou meses, passar por um longo processo de reabilita\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo ter sequelas pelo resto da vida. \u201cO que \u00e9 mais comum s\u00e3o pessoas com fraturas de membros inferiores que sofreram acidentes de moto. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o fato de quebrar o osso, tamb\u00e9m tem les\u00f5es de pele e m\u00fasculo, que dependem de tratamento com medicamentos, at\u00e9 mesmo os graves traumatismos cr\u00e2nio-encef\u00e1licos, que acontecem em sua maioria pela falta do capacete\u201d, diz Kleber Santos, m\u00e9dico coordenador da emerg\u00eancia do HGNI. Campanha Maio AmareloPara conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de prevenir acidentes de tr\u00e2nsito, o HGNI refor\u00e7a a import\u00e2ncia da campanha Maio Amarelo. 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