{"id":181545,"date":"2024-10-12T10:38:48","date_gmt":"2024-10-12T13:38:48","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=181545"},"modified":"2024-10-12T10:38:50","modified_gmt":"2024-10-12T13:38:50","slug":"dia-das-criancas-na-flip-sesc-propoe-mais-historias-e-menos-telas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/dia-das-criancas-na-flip-sesc-propoe-mais-historias-e-menos-telas\/","title":{"rendered":"Dia das Crian\u00e7as na Flip: Sesc prop\u00f5e mais hist\u00f3rias e menos telas"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p><em><strong>Programa\u00e7\u00e3o tem conta\u00e7\u00e3o para crian\u00e7as e debate para adultos<\/strong><\/em> &#8211;   Livros em tr\u00eas dimens\u00f5es, que s\u00e3o vividos por meio de diferentes sentidos: vis\u00e3o, tato, audi\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 a proposta da Companhia Costurando Hist\u00f3rias, que usa tecidos na hora de construir personagens e cen\u00e1rios em tapetes. A narrativa \u00e9 acompanhada de m\u00fasicas e coreografias, que prendem a aten\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1615179&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1615179&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente coloca o tapete no centro. E se forma uma roda, o que \u00e9 uma forma bem intimista de contar a hist\u00f3ria. Olho no olho. Depois que as crian\u00e7as e os jovens escutam as hist\u00f3rias, eles podem mexer nesses materiais que a gente costura, nos personagens e folhear os livros\u201d, conta Daniela Fossaluza, atriz, artes\u00e3 e diretora da companhia.<\/p>\n\n\n\n<p>A atividade faz parte de uma programa\u00e7\u00e3o especial do Servi\u00e7o Social do Com\u00e9rcio (Sesc) dedicada ao p\u00fablico infantil na 22\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty \u2013 Flip. E converge com um dos focos da institui\u00e7\u00e3o para esse ano: mostrar que a literatura e a arte podem ser alternativas ao uso excessivo de telas e dispositivos eletr\u00f4nicos na inf\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/f-Xq7EJdU2Ouryu_ZgJZe3tDYMU=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/10\/12\/flip4.jpg?itok=MQkJ9fQ1\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ) 12\/10\/2024 - Na Flip, Sesc apresenta literatura infantil como alternativa \u00e0s telas\nFoto: Flip\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"lip\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Na Flip, Sesc apresenta literatura infantil como alternativa \u00e0s telas Foto: Flip\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A Companhia Costurando Hist\u00f3rias \u00e9 um coletivo de artistas em atua\u00e7\u00e3o h\u00e1 25 anos. Eles visitam escolas, recebem turmas de crian\u00e7as em unidades do Sesc e participam de feiras liter\u00e1rias. Com mais de 60 tapetes, eles costumam adequar o repert\u00f3rio nos espet\u00e1culos de acordo com a faixa et\u00e1ria. Hoje (12), Dia das Crian\u00e7as, o cen\u00e1rio \u00e9 sobre o \u2018Mapa de Pindorama\u2019, nome dado pelos povos tupis-guaranis \u00e0 regi\u00e3o que hoje \u00e9 o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA partir do mapa vamos trazer contos e lendas do Brasil. Apresentar hist\u00f3rias dos povos origin\u00e1rios, lendas populares, monstros do folclore. Fizemos um pacote que visita as regi\u00f5es do Brasil, os biomas, a fauna. Tudo \u00e9 representado no tapete\u201d, diz Fossaluza.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Programa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Para os pais e outros respons\u00e1veis, est\u00e3o previstas rodas de conversa com o tema \u201cTelas e seus impactos na inf\u00e2ncia\u201d. Paralelamente, crian\u00e7as e adolescentes v\u00e3o poder participar de outras atividades, como a Maratona de Hist\u00f3rias, que apresenta contos de diferentes tradi\u00e7\u00f5es do Brasil e do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o do Palha\u00e7o Xuxu, interpretado pelo ator e diretor Luis Carlos Vasconcelos. O personagem brinca com a simplicidade do cotidiano e a delicadeza das emo\u00e7\u00f5es humanas. E tem ainda a BiblioSesc, biblioteca m\u00f3vel que traz conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias e atividades sensoriais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs bibliotecas m\u00f3veis t\u00eam uma programa\u00e7\u00e3o o ano inteiro dedicada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de leitores, lidando com o p\u00fablico infantil, trazendo um entretenimento de qualidade. Elas ajudam a desenvolver habilidades pedag\u00f3gicas, socioemocionais e relacionais. Tudo isso se faz por meio da literatura, e dessa disponibilidade de proporcionar para a crian\u00e7a e para o adolescente uma experi\u00eancia diferente da que se tem no uso das telas\u201d, diz Janaina Cunha, Diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda nesse tema, a programa\u00e7\u00e3o do Sesc j\u00e1 teve o lan\u00e7amento ontem (11) da revista em quadrinhos da Turma da Monica intitulada \u201cO que aconteceu no Limoeiro?\u201d, que aborda os aspectos negativos do uso descontrolado dos dispositivos eletr\u00f4nicos, e a import\u00e2ncia de valorizar brincadeiras e intera\u00e7\u00f5es presenciais. Para a diretora do Sesc, n\u00e3o se trata de proibir o uso das telas, mas de qualificar o tempo de exposi\u00e7\u00e3o e ofertar outras experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA arte de contar hist\u00f3rias \u00e9 importante nesse sentido. \u00c9 algo que voc\u00ea pode acompanhar em algum lugar, por meio de um profissional das artes c\u00eanicas. Mas voc\u00ea pode levar isso para dentro de casa ou para uma pra\u00e7a. E outra coisa que \u00e9 muito legal, as crian\u00e7as podem ser convidadas a serem narradoras. Porque elas t\u00eam muitas hist\u00f3rias para contar, basta que a gente se interesse por elas. Esse movimento da n\u00e3o exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s telas \u00e9 um movimento bilateral, porque tamb\u00e9m n\u00e3o adianta s\u00f3 proibir, sem ter o que ofertar\u201d, analisa Janaina.<\/p>\n\n\n\n<p>A diretora da Companhia Costurando Hist\u00f3rias complementa: \u00e9 poss\u00edvel colocar em di\u00e1logo os diferentes meios e linguagens, para que as crian\u00e7as e adolescentes tenham um desenvolvimento emocional e intelectual mais saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s estamos imersos no mundo contempor\u00e2neo, onde n\u00f3s temos muitos meios e plataformas. E o livro tem o seu lugar especial, ele \u00e9 insubstitu\u00edvel. Quando a gente consegue fazer esse alinhava, essa costura do livro com outros meios e linguagens, valoriza a literatura\u201d, reflete Fossaluza. \u201c\u00c9 importante considerar a realidade que crian\u00e7as e jovens t\u00eam hoje das telas, sem abrir m\u00e3o de apresentar para eles a artesania e a transmiss\u00e3o de narrativas. Acho que precisamos apostar nisso: n\u00e3o abandonar as tecnologias, mas costur\u00e1-las com o artesanal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Rafael Cardoso &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Programa\u00e7\u00e3o tem conta\u00e7\u00e3o para crian\u00e7as e debate para adultos &#8211; Livros em tr\u00eas dimens\u00f5es, que s\u00e3o vividos por meio de diferentes sentidos: vis\u00e3o, tato, audi\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 a proposta da Companhia Costurando Hist\u00f3rias, que usa tecidos na hora de construir personagens e cen\u00e1rios em tapetes. 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