{"id":190280,"date":"2025-02-03T08:59:13","date_gmt":"2025-02-03T11:59:13","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=190280"},"modified":"2025-02-03T09:33:25","modified_gmt":"2025-02-03T12:33:25","slug":"tecnologia-motores-a-hidrogenio-a-volta-dos-que-nao-foram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/tecnologia-motores-a-hidrogenio-a-volta-dos-que-nao-foram\/","title":{"rendered":"Tecnologia: Motores a hidrog\u00eanio, a volta dos que n\u00e3o foram!"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p><strong><em>Por Renato Pereira (texto e fotos)<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>PS \u2013 O objetivo desta mat\u00e9ria n\u00e3o \u00e9 unicamente avaliar um tipo de motoriza\u00e7\u00e3o que, do ponto de vista ambiental e tecnol\u00f3gico, \u00e9 a fina nata da engenharia, mas sim, tentar entender por qu\u00ea at\u00e9 hoje ainda n\u00e3o \u00e9 a cereja no bolo dos propulsores automotivos e de transportes!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"719\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0002-1024x719.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-190286\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0002-1024x719.jpg 1024w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0002-300x211.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0002-768x539.jpg 768w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0002.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Vamos come\u00e7ar com uma analogia. Para se formar uma mol\u00e9cula voc\u00ea vai colocando \u00e1tomos nela, mas existe um limite m\u00e1ximo desses \u00e1tomos para colocar sen\u00e3o a mol\u00e9cula pifa. \u00c9 por isso que se tem o hipoclorito, o clorito, o cloreto, o clorato e ent\u00e3o o perclorato, por exemplo, ou \u00f3xido e per\u00f3xido, por qu\u00ea est\u00e3o no n\u00edvel m\u00e1ximo de \u00e1tomos de oxig\u00eanio dentro da mol\u00e9cula. E, para defini-la, quando se est\u00e1 no limite m\u00e1ximo usa-se o prefixo PER. Trazendo para o mundo cotidiano, pode-se fazer ou PERfazer. Pode-se seguir e PERseguir; uma coisa pode ser feita, mas pode ser PERfeita. PER \u00e9 o n\u00edvel m\u00e1ximo. Deve ser por isso que ainda n\u00e3o se chegou a nenhuma defini\u00e7\u00e3o PER na engenharia motriz automotiva, n\u00e3o criaram ainda um PERengine?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"719\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0003-1024x719.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-190292\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0003-1024x719.jpg 1024w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0003-300x211.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0003-768x539.jpg 768w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0003.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea prestar aten\u00e7\u00e3o, de tempos em tempos surge uma onda, que se transforma em tsunami, sobre determinado segmento da engenharia automotiva. Em 99,9% desses casos essa onda diz respeito aos combust\u00edveis, seja porque \u201co petr\u00f3leo vai acabar em 10 anos\u201d, seja pela \u201ccamada de oz\u00f4nio\u201d, seja pela \u201cFloresta Amaz\u00f4nica\u201d, seja l\u00e1 pelo que for, mas via de regra o ciclo se repete, um monte de id\u00e9ias aparecem, a imprensa enlouquece, tudo \u00e9 novidade, tudo promete salvar o planeta e a humanidade. S\u00f3 que n\u00e3o. Nada \u00e9 novo, tudo \u00e9 requentado, nada acontece, o mundo e a humanidade (fora ficar cada dia mais chata) est\u00e3o iguais, e tudo volta \u00e0 normalidade for\u00e7ada dos mesmos propulsores movidos pelos mesmos combust\u00edveis, movimentando ve\u00edculos que rodam sobre pneus desde o comecinho do s\u00e9culo 19, onde talvez a maior inova\u00e7\u00e3o de l\u00e1 pr\u00e1 c\u00e1 tenha sido os limpadores de p\u00e1ra-brisas (&#8230; dizem que foi uma inven\u00e7\u00e3o portuguesa, que os alem\u00e3es aperfei\u00e7oaram e colocaram do lado de fora do carro&#8230;).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"719\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0004-1-1024x719.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-190291\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0004-1-1024x719.jpg 1024w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0004-1-300x211.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0004-1-768x539.jpg 768w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0004-1.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 pessimismo, negacionismo ou qualquer outro \u201cismo\u201d? N\u00e3o, \u00e9 realismo. Fora os exemplos citados \u2013 dos pneus a limpadores aparentemente insubstitu\u00edveis e ningu\u00e9m se mexe \u2013, a onda tsun\u00e2mica atual s\u00e3o \u2013 de novo \u2013 os combust\u00edveis, e d\u00e1-lhe \u201cinven\u00e7\u00f5es\u201d como carros 100% el\u00e9tricos, plug-ins e h\u00edbridos, combust\u00edveis sint\u00e9ticos, bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1 \u2013 tudo velho e requentado \u2013 e, eis que volta \u00e0 cena, e com for\u00e7a, os motores \u00e0 hidrog\u00eanio \u2013 que foi o combust\u00edvel do primeiro motor de combust\u00e3o interna produzido.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"719\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0005-1-1024x719.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-190290\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0005-1-1024x719.jpg 1024w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0005-1-300x211.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0005-1-768x539.jpg 768w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0005-1.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o d\u00e1 para se acreditar que, com tanta tecnologia de pol\u00edmeros, nanos, grafenos, cer\u00e2micas, grafites, carbonos, ni\u00f3bios e quetais com que a qu\u00edmica se meteu e evoluiu, a f\u00edsica impulsionada pela intelig\u00eancia artificial e o mundo quase cibern\u00e9tico dos Jetsons, n\u00edng\u00fcem tenha inventado (t\u00e1 bom, atualizado um projeto de 1801) um motor HICE \u2013 Hydrogen Internal Combustion Engine \u2013 categoria PER. Claro que j\u00e1 avan\u00e7aram anos-luz neste sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas existe uma PERf\u00eddia neste mundo da tecnologia automotiva e transporte. Voc\u00ea pode inventar o que quiser que interesses ocultos (ou nem t\u00e3o ocultos assim) v\u00e3o te barrar, de uma forma ou de outra. Te compram o sistema proibindo que voc\u00ea d\u00ea continuidade ou pense em fazer algo similar, ou criam um jeito de te esmagar no mundo industrial de forma que n\u00e3o tenha a menor credibilidade, ou voc\u00ea some. De qualquer maneira, j\u00e1 era a \u201cinova\u00e7\u00e3o\u201d que poderia mudar os rumos no setor. Um exemplo pr\u00e1tico disso \u00e9 ver quantos inventores e\/ou suas marcas foram incorporadas ou desapareceram ao longo do tempo. A lista \u00e9 infinitamente maior do que as que sobreviveram.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"719\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0006-1024x719.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-190293\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0006-1024x719.jpg 1024w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0006-300x211.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0006-768x539.jpg 768w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0006.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>No caso espec\u00edfico dos propulsores criados para impulsionar ve\u00edculos \u00e0 motor, as coisas andam exatamente como descrito acima. John Davidson Rockfeller era o bilion\u00e1rio que abastecia a ilumina\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos fornecendo querosene. John Pierpont Morgan e George Westinghouse entraram na dan\u00e7a da eletrifica\u00e7\u00e3o e Rockfeller n\u00e3o tinha mais o que fazer com o querosene, e ent\u00e3o come\u00e7ou a refinar a gasolina, que antes jogava fora, para abastecer motores \u00e0 combust\u00e3o Interna (ICE) que, at\u00e9 ent\u00e3o, eram movidos por&#8230; hidrog\u00eanio. Em um velado acordo de nada-cavalheiros, as coisas se dividiram com a turma da eletrifica\u00e7\u00e3o deixando os autom\u00f3veis com a gasolina e a turma do petr\u00f3leo deixando da eletrifica\u00e7\u00e3o com energia el\u00e9trica e luz. Cada um investiu bilh\u00f5es em seus setores e ningu\u00e9m queria perder o que gastou. Em resumo, \u00e9 isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso tudo parou no tempo. Aqui e ali as grandes montadoras continuaram pesquisas e avan\u00e7aram nas tecnologias alternativas ao combust\u00edvel f\u00f3ssil (que n\u00e3o, n\u00e3o vai acabar daqui h\u00e1 10 anos&#8230;), por\u00e9m l\u00e1 se vai mais de um s\u00e9culo de investimentos em infra-estrutura para ve\u00edculos com esta motoriza\u00e7\u00e3o em todo o planeta. A pr\u00f3pria gasolina, o diesel e o etanol vem sendo constantemente aprimorados. S\u00e3o bilh\u00f5es de d\u00f3lares investidos em todo esse retro-sistema, e n\u00e3o vai ser agora, assim do nada, no estalo, que vai acabar o motor de combust\u00e3o interna como conhecemos e tudo ser\u00e1 el\u00e9trico, combust\u00edvel sint\u00e9tico ou \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"719\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0007-1024x719.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-190294\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0007-1024x719.jpg 1024w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0007-300x211.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0007-768x539.jpg 768w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0007.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os motivos supra-citados devem incluir, tamb\u00e9m, o custo do desenvolvimento pleno destas alternativas, o que torna o produto final invi\u00e1vel economicamente para a ind\u00fastria. Veja os EVs, os HEVs e os PHEVs. S\u00e3o tecnologias car\u00edssimas, com manuten\u00e7\u00f5es car\u00edssimas, problemas a m\u00e9dio e longo prazo inimagin\u00e1veis e certamente car\u00edssimos, enfim, sai muito mais caro o molho do que o peixe, e o primeiro-mundo j\u00e1 descobriu isso. Duvida? Tente revender um \u201cusado\u201d desses com mais de 3 anos por l\u00e1. Se conseguir vender, ser\u00e1 por uma ninharia para se livrar e o preju\u00edzo ser\u00e1 tamb\u00e9m car\u00edssimo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"719\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0008-1024x719.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-190295\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0008-1024x719.jpg 1024w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0008-300x211.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0008-768x539.jpg 768w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0008.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Como em terra de esqueleto toda fratura \u00e9 exposta, os \u201cgrandes\u201d da ind\u00fastria automotiva j\u00e1 se mancaram, v\u00e3o reaver tudo o que investiram produzindo ao vender e consertar o que conseguirem, mas j\u00e1 voltaram o olhar para os HICEs. De novo. Porqu\u00ea de novo? Por qu\u00ea o franco-su\u00ed\u00e7o Fran\u00e7ois Issac de Rivaz projetou em 1806 o motor de Rivaz, primeiro motor \u00e0 combust\u00e3o interna, abastecido com hidrog\u00eanio\/oxig\u00eanio; em 1863 o franc\u00eas \u00c9tienne Lenoir produziu o Hippomobile, em 1970 Paul Dieges patenteou um motor de combust\u00e3o interna modificado que permite que um motor movido a gasolina funcione com hidrog\u00eanio. General Motors, Toyota, Honda, Hyundai, Ford, Daimler, Nissan, BMW, Ferrari, Volkswagen etc j\u00e1 se aventuraram no mercado com modelos com motoriza\u00e7\u00e3o HICE, em sua maioria a vers\u00e3o mais cara do neg\u00f3cio, a Fuel Cell, e a diferen\u00e7a entre um ve\u00edculo Fuel Cell e um Hidrog\u00eanio Molecular \u00e9 que o processo Fuel Cell converte quimicamente o hidrog\u00eanio em eletricidade, enquanto o Hidrog\u00eanio Molecular \u00e9 um combust\u00edvel de combust\u00e3o oxidativa (combust\u00e3o oxidativa&nbsp;\u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica que ocorre quando um combust\u00edvel \u00e9 oxidado pelo oxig\u00eanio, gerando calor e luz, como a gasolina), como em qualquer motor ICE, e seu abastecimento tamb\u00e9m acontece da mesma forma \u2013 uma mangueira carrega o tanque com Hidrog\u00eanio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"719\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0009-1024x719.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-190296\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0009-1024x719.jpg 1024w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0009-300x211.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0009-768x539.jpg 768w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0009.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Um motor HICE \u00e9 simplesmente uma vers\u00e3o modificada do motor tradicional ICE a gasolina, e a aus\u00eancia total de Carbono no Hidrog\u00eanio Molecular garante que nenhum CO2 (Mon\u00f3xido de Carbono, Hidrocarbonetos e Di\u00f3xido de Carbono) \u00e9 produzido e lan\u00e7ado na atmosfera, diferentemente do uso de derivados de petr\u00f3leo e do Etanol em todas as suas varia\u00e7\u00f5es. A combust\u00e3o do Hidrog\u00eanio ocorre em uma atmosfera de Nitrog\u00eanio e Oxig\u00eanio, por\u00e9m produz Di\u00f3xido de Nitrog\u00eanio, o que o tira da categoria \u201cemiss\u00e3o zero\u201d, mas \u00e9 o mais pr\u00f3ximo disso, muito mais barato do que o sistema Fuel Cell, muito mais barato ainda do que qualquer sistema \u201celetrificado\u201d \u2013 tanto na produ\u00e7\u00e3o quanto na manuten\u00e7\u00e3o \u2013 e, de novo, seu calcanhar-de-aquiles est\u00e1 na rede de abastecimento em todo o mundo, que ofertam apenas gasolina, diesel e etanol \u2013 as vezes tamb\u00e9m o GNV (G\u00e1s Natural Veicular), uma op\u00e7\u00e3o comum no Brasil, cujo valor \u00e9 mais barato do que os combust\u00edveis citados, maior autonomia e baixa emiss\u00e3o de poluentes, por\u00e9m, motores movidos \u00e0 GNV oferecem pouca pot\u00eancia, desgaste excessivo das v\u00e1lvulas e trincas de cabe\u00e7otes. Ou seja, ajuda at\u00e9 a hora que atrapalha.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"719\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0010-1024x719.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-190297\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0010-1024x719.jpg 1024w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0010-300x211.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0010-768x539.jpg 768w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/0010.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Resumindo, o motor tipo HICE \u00e9 o mais pr\u00f3ximo da categoria PERengine at\u00e9 o momento. Existem navios, trens, submarinos e tentativas de fazer avi\u00f5es voarem com esse tipo de unidade motriz. Se v\u00e3o entrar na onda dos ve\u00edculos h\u00edbridos \u2013 o que continua parecendo estupidez misturar 2 tecnologias distintas \u2013 ningu\u00e9m ainda sabe. Se os interesses geopol\u00edticos e financeiros do mundo que det\u00e9m o poder v\u00e3o deixar as tecnologias chegarem, a pre\u00e7os terrestres, ao mercado, tamb\u00e9m ningu\u00e9m sabe. O que se sabe \u00e9 que nada \u00e9 pelo planeta ou pela humanidade, tudo \u00e9 por dinheiro e poder.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Renato Pereira (texto e fotos) PS \u2013 O objetivo desta mat\u00e9ria n\u00e3o \u00e9 unicamente avaliar um tipo de motoriza\u00e7\u00e3o que, do ponto de vista ambiental e tecnol\u00f3gico, \u00e9 a fina nata da engenharia, mas sim, tentar entender por qu\u00ea at\u00e9 hoje ainda n\u00e3o \u00e9 a cereja no bolo dos propulsores automotivos e de transportes! [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":190283,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"none","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[2412,2413],"class_list":["post-190280","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-veiculos","tag-a-volta-dos-que-nao-foram","tag-tecnologia-motores-a-hidrogenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/190280","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=190280"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/190280\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":190299,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/190280\/revisions\/190299"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/190283"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=190280"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=190280"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=190280"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}