{"id":190460,"date":"2025-02-04T18:09:22","date_gmt":"2025-02-04T21:09:22","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=190460"},"modified":"2025-02-04T18:09:24","modified_gmt":"2025-02-04T21:09:24","slug":"divida-publica-pode-alcancar-ate-r-85-trilhoes-em-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/divida-publica-pode-alcancar-ate-r-85-trilhoes-em-2025\/","title":{"rendered":"D\u00edvida p\u00fablica pode alcan\u00e7ar at\u00e9 R$ 8,5 trilh\u00f5es em 2025"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p><strong><em>Plano de financiamento foi divulgado pelo Tesouro Nacional<\/em><\/strong>  &#8211; <em> <\/em>Depois de encerrar 2024\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-02\/divida-publica-sobe-122-em-2024-e-supera-r-73-trilhoes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">acima de R$ 7,3 trilh\u00f5es\u00a0<\/a>e em n\u00edvel recorde, a <strong>D\u00edvida P\u00fablica Federal<\/strong> (DPF) dever\u00e1 <strong>chegar<\/strong> ao fim deste ano entre <strong>R$ 8,1 trilh\u00f5es e R$ 8,5 trilh\u00f5es<\/strong>. Os n\u00fameros foram divulgados nesta ter\u00e7a-feira (4) pelo Tesouro Nacional, que apresentou o Plano Anual de Financiamento (PAF) da d\u00edvida p\u00fablica para 2025.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1629084&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1629084&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>O plano apresenta metas para a d\u00edvida p\u00fablica para este ano. Assim como no ano passado, governo criou um espa\u00e7o para diminuir a fatia de t\u00edtulos prefixados (com taxas de juros fixas e definidas antecipadamente) e aumentar a participa\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is corrigidos pela taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia). Isso ajudaria a atrair os investidores aos t\u00edtulos vinculados \u00e0 Selic, que est\u00e3o no&nbsp; n\u00edvel mais alto em quase dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o documento, a parcela da DPF vinculada \u00e0 Selic dever\u00e1 encerrar o ano numa faixa entre 48% e 52%, contra intervalo de 43% e 47%. Atualmente, est\u00e1 em 46,29%. A fatia dos t\u00edtulos prefixados dever\u00e1 encerrar o ano entre 22% e 26%, praticamente est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o aos 21,99% registrados atualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>A propor\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica corrigida por \u00edndices de pre\u00e7os dever\u00e1 ficar entre 25% e 29%. Hoje est\u00e1 em 26,96%. J\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o da d\u00edvida corrigida pelo c\u00e2mbio, considerando a d\u00edvida p\u00fablica externa, dever\u00e1 encerrar o ano entre 3% e 7%. O percentual atual est\u00e1 em 4,76%. Os n\u00fameros n\u00e3o levam em conta as opera\u00e7\u00f5es de compra e venda de d\u00f3lares no mercado futuro pelo Banco Central, que interferem no resultado.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, segundo a vers\u00e3o revisada em setembro, o PAF previa que a D\u00edvida P\u00fablica Federal poderia encerrar 2024 entre R$ 7 trilh\u00f5es e R$ 7,4 trilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Composi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Em 2024, a DPF teve grande aumento de t\u00edtulos corrigidos pela Selic, que subiram de 39,66% em dezembro de 2023 para 46,29% no m\u00eas retrasado, dentro da banda revisada de 43% a 47% em vigor para o \u00faltimo ano. Segundo o Tesouro, isso se deveu \u00e0 alta da taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia), que atraiu de volta os investidores desses pap\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is prefixados (com juros definidos no momento da emiss\u00e3o) caiu de 26,53% em 2023 para 21,99% em 2024. O percentual ficou pr\u00f3ximo do limite m\u00e1ximo estabelecido pelo PAF de 2024, que estimava que a participa\u00e7\u00e3o encerraria o ano entre 22% e 26%. Com o aumento da Selic, os investidores fugiram dos t\u00edtulos prefixados, mais sujeito \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es de mercado e que pode trazer preju\u00edzo se resgatado antes do prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>A fatia de t\u00edtulos corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o caiu de 29,76% para 26,96%, dentro do intervalo estabelecido entre 25% e 29%. A d\u00edvida corrigida pelo c\u00e2mbio, considerando a d\u00edvida p\u00fablica externa, fechou 2021 em 4,76%, tamb\u00e9m dentro da margem de 3% a 7% estimada no PAF.<\/p>\n\n\n\n<p>Os t\u00edtulos corrigidos por taxas flutuantes aumentam o risco da d\u00edvida p\u00fablica, porque a Selic pressiona mais o endividamento do governo quando os juros b\u00e1sicos da economia sobem. Quando o Banco Central reajusta os juros b\u00e1sicos, a parte da d\u00edvida interna corrigida pela Selic aumenta imediatamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tese, os pap\u00e9is prefixados trazem mais previsibilidade. Isso porque os juros desses t\u00edtulos s\u00e3o definidos no momento da emiss\u00e3o e n\u00e3o varia ao longo do tempo. Dessa forma, o Tesouro sabe exatamente quanto pagar\u00e1 de juros daqui a v\u00e1rios anos, quando os pap\u00e9is vencerem e os investidores tiverem de ser reembolsados. No entanto, os t\u00edtulos prefixados t\u00eam taxas mais altas que a da Selic e aumentam o custo da d\u00edvida p\u00fablica em momentos de instabilidade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Prazo<\/h2>\n\n\n\n<p>O Plano Anual de Financiamento tamb\u00e9m abriu uma margem para aumentar o prazo da DPF. No fim de 2024, o prazo m\u00e9dio ficou em 4,05 anos. O PAF estipulou que ficar\u00e1 entre 3,8 e 4,2 anos no fim de dezembro. O Tesouro divulga as estimativas em anos, n\u00e3o em meses. J\u00e1 a parcela da d\u00edvida que vence nos pr\u00f3ximos 12 meses encerrar\u00e1 2025 entre 17% e 21%. Atualmente, est\u00e1 em 17,9%.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Tesouro, o governo tem dois mecanismos de seguran\u00e7a para garantir a capacidade de financiamento em caso de crise econ\u00f4mica que n\u00e3o permita ao Tesouro lan\u00e7ar t\u00edtulos no mercado. Em primeiro lugar, o governo tem reservas internacionais suficientes para pagar os vencimentos da d\u00edvida p\u00fablica externa em 2025, que totalizam R$ 61,22 bilh\u00f5es. Al\u00e9m disso, o governo tem um colch\u00e3o de R$ 860,15 bilh\u00f5es para cobrir 6,24 meses dos vencimentos da d\u00edvida p\u00fablica interna.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio da d\u00edvida p\u00fablica, o Tesouro Nacional emite t\u00edtulos e pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos. Em troca, o governo compromete-se a devolver os recursos com alguma corre\u00e7\u00e3o, que pode seguir a taxa Selic, a infla\u00e7\u00e3o, o c\u00e2mbio ou ser prefixada, definida com anteced\u00eancia.      <em>Welton M\u00e1ximo \u2013 Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Plano de financiamento foi divulgado pelo Tesouro Nacional &#8211; Depois de encerrar 2024\u00a0acima de R$ 7,3 trilh\u00f5es\u00a0e em n\u00edvel recorde, a D\u00edvida P\u00fablica Federal (DPF) dever\u00e1 chegar ao fim deste ano entre R$ 8,1 trilh\u00f5es e R$ 8,5 trilh\u00f5es. 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