{"id":199108,"date":"2025-05-15T10:19:02","date_gmt":"2025-05-15T13:19:02","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=199108"},"modified":"2025-05-15T10:19:04","modified_gmt":"2025-05-15T13:19:04","slug":"gm-apresenta-bateria-lmr-para-ampliar-autonomia-e-reduzir-custo-dos-eletricos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/gm-apresenta-bateria-lmr-para-ampliar-autonomia-e-reduzir-custo-dos-eletricos\/","title":{"rendered":"GM apresenta bateria LMR para ampliar autonomia e reduzir custo dos el\u00e9tricos"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p>A General Motors desenvolve uma nova tecnologia de bateria chamada LMR, sigla em ingl\u00eas para \u201cl\u00edtio com alto teor de mangan\u00eas\u201d. Pesquisadores estudam esse tipo de bateria desde os anos 1990, por acreditarem no seu potencial de oferecer ve\u00edculos el\u00e9tricos com boa autonomia e custo mais acess\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 agora, nenhum carro el\u00e9trico foi lan\u00e7ado com essa bateria &#8211; e h\u00e1 uma raz\u00e3o para isso: as baterias LMR enfrentavam limita\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, como menor longevidade e perda progressiva de capacidade de armazenamento de energia. Isso fazia com que elas n\u00e3o se mostrassem adequadas para aplica\u00e7\u00e3o em ve\u00edculos de produ\u00e7\u00e3o. At\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A GM, com sua parceira LG Energy Solution, conseguiu superar essas limita\u00e7\u00f5es. Gra\u00e7as a novas solu\u00e7\u00f5es de engenharia, ser\u00e1 poss\u00edvel lan\u00e7ar carros el\u00e9tricos que combinam \u00f3tima autonomia com pre\u00e7o convidativo. Hoje, por exemplo, temos a picape el\u00e9trica com maior alcance do mercado: a Chevrolet Silverado EV Work Truck roda at\u00e9 792 km com uma carga completa no ciclo EPA.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ela \u00e9 a caminhonete com recarga mais r\u00e1pida dispon\u00edvel, 350 kW, capacidade de carregamento at\u00e9 sete vezes maior que a de ve\u00edculos el\u00e9tricos tradicionais. E com as baterias LMR, podemos ir ainda mais longe em termos de custo-benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>A GM e a LG t\u00eam planos para produzir comercialmente as baterias LMR com formato prism\u00e1tico j\u00e1 para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es de ve\u00edculos el\u00e9tricos, incluindo SUVs de grande porte. A GM pretende ser a primeira fabricante a usar&nbsp;esse tipo de tecnologia no segmento automotivo. A produ\u00e7\u00e3o deve come\u00e7ar em 2028 nos Estados Unidos, por meio da Ultium Cells, a joint venture entre as duas empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, carros el\u00e9tricos como o Blazer EV e o Equinox EV utilizam baterias NMCA, que misturam n\u00edquel, mangan\u00eas, cobalto e alum\u00ednio. Essa composi\u00e7\u00e3o, com alto teor de n\u00edquel, garante boa autonomia. Mas ao combinar a nova bateria LMR com o formato prism\u00e1tico &#8211; que \u00e9 mais eficiente na hora de montar o carro -, a GM quer superar os 640 km de capacidade com custo inferior ao das baterias atuais.<\/p>\n\n\n\n<p>As pesquisas com baterias LMR come\u00e7aram na GM em 2015, mas ganharam for\u00e7a mesmo a partir de 2020. At\u00e9 o fim de 2024, a empresa j\u00e1 havia testado centenas de prot\u00f3tipos de c\u00e9lulas prism\u00e1ticas, usando diferentes tamanhos e formatos, totalizando o equivalente a 2,2 milh\u00f5es de quil\u00f4metros rodados em testes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Veja os principais motivos pelos quais essa nova bateria promete transformar o mercado de ve\u00edculos el\u00e9tricos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mais acess\u00edveis e com constru\u00e7\u00e3o mais simples<\/strong><br>Enquanto as baterias tradicionais s\u00e3o compostas por cerca de 85% de n\u00edquel, 10% de mangan\u00eas e 5% de cobalto, as LMR t\u00eam uma composi\u00e7\u00e3o bem diferente: aproximadamente 35% de n\u00edquel, 65% de mangan\u00eas e quase nada de cobalto. E por que isso importa? Porque o mangan\u00eas \u00e9 um elemento qu\u00edmico mais barato e abundante. Al\u00e9m disso, essa formula\u00e7\u00e3o permite a fabrica\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas maiores, o que tamb\u00e9m ajuda a reduzir o n\u00famero de pe\u00e7as e o custo total do sistema.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mais densidade energ\u00e9tica do que as baterias LFP<\/strong><br>A GM estima que as c\u00e9lulas LMR podem entregar um ter\u00e7o a mais de energia do que as baterias LFP (l\u00edtio-ferro-fosfato), bastante usadas atualmente em carros el\u00e9tricos de entrada &#8211; especialmente por serem consideradas de menor custo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Formato prism\u00e1tico: espa\u00e7o e conjunto otimizados<\/strong><br>As c\u00e9lulas LMR ter\u00e3o formato prism\u00e1tico &#8211; s\u00e3o retangulares &#8211; em vez do tipo \u201cpouch\u201d (parecido com um sach\u00ea), usado hoje nas baterias com alto percentual de n\u00edquel. Esse novo formato \u00e9 mais eficiente para ve\u00edculos de maior porte, como picapes e SUVs. Ele tamb\u00e9m permite reduzir em 75% o n\u00famero de pe\u00e7as do m\u00f3dulo da bateria, e em 50% o n\u00famero de componentes do sistema como um todo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Antigos desafios resolvidos<\/strong><br>Como dito, as baterias LMR apresentavam dois grandes entraves: menor longevidade e perda progressiva de capacidade de armazenamento de energia. A GM conseguiu solucionar isso com formula\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas avan\u00e7adas, uso de componentes com revestimentos especiais e melhorias no processo de fabrica\u00e7\u00e3o. Agora, as novas c\u00e9lulas LMR t\u00eam vida \u00fatil e desempenho semelhantes \u00e0s baterias atuais com alto teor de n\u00edquel, mas com custo muito mais baixo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tecnologia patenteada e protegida<\/strong><br>A GM e a LG j\u00e1 possuem muitas patentes relacionadas \u00e0 manufatura e uso das baterias LMR. O montante de propriedade intelectual segue crescendo, especialmente nas \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pesquisa e desenvolvimento de ponta<\/strong><br>Tudo isso est\u00e1 sendo desenvolvido na GM por uma equipe dedicada no Wallace Battery Cell Innovation Center, em Warren (Michigan, EUA). L\u00e1, a empresa trabalha junto com parceiros para desenvolver baterias com formula\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas que tragam ainda mais benef\u00edcios aos ve\u00edculos, balanceando quesitos como custo e desempenho. Ao lado desse pr\u00e9dio, est\u00e1 sendo constru\u00eddo o novo Centro de Desenvolvimento de C\u00e9lulas, que vai acelerar a jornada entre os experimentos em laborat\u00f3rio e a produ\u00e7\u00e3o em larga escala.<\/p>\n\n\n\n<p>A tecnologia LMR vai permitir que a GM ofere\u00e7a ao consumidor carros el\u00e9tricos com grande autonomia e pre\u00e7os bem mais acess\u00edveis. Estamos animados com o que vem por a\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: GM Am\u00e9rica do Sul<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A General Motors desenvolve uma nova tecnologia de bateria chamada LMR, sigla em ingl\u00eas para \u201cl\u00edtio com alto teor de mangan\u00eas\u201d. Pesquisadores estudam esse tipo de bateria desde os anos 1990, por acreditarem no seu potencial de oferecer ve\u00edculos el\u00e9tricos com boa autonomia e custo mais acess\u00edvel. 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