{"id":20524,"date":"2016-03-04T23:20:54","date_gmt":"2016-03-05T02:20:54","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=20524"},"modified":"2016-03-04T23:44:44","modified_gmt":"2016-03-05T02:44:44","slug":"desigualdades-de-genero-a-luta-continua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/desigualdades-de-genero-a-luta-continua\/","title":{"rendered":"Desigualdades de g\u00eanero: a luta continua"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<figure id=\"attachment_20525\" aria-describedby=\"caption-attachment-20525\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/160304-H61.jpg\" rel=\"attachment wp-att-20525\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-20525\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/160304-H61-300x191.jpg\" alt=\"O \u00cdndice Global de Desigualdade de G\u00eanero de 2015 analisou 145 pa\u00edses, entre eles o Brasil (85\u00ba lugar)na equipara\u00e7\u00e3o entre os sexos\" width=\"300\" height=\"191\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20525\" class=\"wp-caption-text\">O \u00cdndice Global de Desigualdade de G\u00eanero de 2015 analisou 145 pa\u00edses, entre eles o Brasil (85\u00ba lugar)na equipara\u00e7\u00e3o entre os sexos<\/figcaption><\/figure>\n<p>Com origem nas manifesta\u00e7\u00f5es femininas por melhores condi\u00e7\u00f5es socais como trabalho digno, sal\u00e1rio justo e direito de voto, o Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de mar\u00e7o, existe desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Hoje a data \u00e9 dedicada a incentivar a sociedade a refletir sobre as principais conquistas e aos muitos desafios que as mulheres ainda enfrentam nos dias atuais. Apesar da participa\u00e7\u00e3o feminina cada vez maior na sociedade, a desigualdade entre homens e mulheres persiste ao redor do mundo.<\/p>\n<p>Dados divulgados pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial revelam que a equipara\u00e7\u00e3o entre os sexos s\u00f3 deve ocorrer daqui a mais de 100 anos, em 2133. O \u00cdndice Global de Desigualdade de G\u00eanero de 2015 analisou 145 pa\u00edses, entre eles o Brasil (85\u00ba lugar). Isl\u00e2ndia (1\u00ba), Noruega (2\u00ba) e Finl\u00e2ndia (3\u00ba) lideram o ranking, com S\u00edria (143\u00ba), Paquist\u00e3o (144\u00ba) e I\u00eamen (145\u00ba) nas \u00faltimas posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, a renda m\u00e9dia anual das mulheres no Brasil \u00e9 bem menor que a dos homens. Para as mulheres, \u00e9 estimada em US$ 12 mil por ano em m\u00e9dia (cerca de R$ 44,9 mil); para os homens, em US$ 20,4 mil anuais (cerca de R$ 76,3 mil). Os homens tamb\u00e9m t\u00eam maior participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, com 85% deles empregados ou procurando emprego. Entre as mulheres, esse n\u00famero cai para 65%. Al\u00e9m disso, os homens representam 63% dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos de alto escal\u00e3o, diretores e legisladores, contra 37% de participa\u00e7\u00e3o das mulheres.<\/p>\n<figure id=\"attachment_20526\" aria-describedby=\"caption-attachment-20526\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/160304-H61B.jpg\" rel=\"attachment wp-att-20526\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-20526\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/160304-H61B-300x198.jpg\" alt=\"As mulheres ganham espa\u00e7o na internet para denunciar agressores\" width=\"300\" height=\"198\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20526\" class=\"wp-caption-text\">As mulheres ganham espa\u00e7o na internet para denunciar agressores<\/figcaption><\/figure>\n<p>Por outro lado, o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial ressalta a igualdade de g\u00eaneros na sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o no Brasil. Entre as pessoas formadas em universidades, por exemplo, elas s\u00e3o maioria, com 61%. A entidade tamb\u00e9m afirma que, desde 2006, quando o \u00edndice foi criado, o pa\u00eds tem melhorado em todos os campos analisados, com maior destaque para o avan\u00e7o no campo pol\u00edtico. No \u00faltimo dia 24 de fevereiro, o voto feminino no Brasil completou 84 anos. A conquista foi assegurada ap\u00f3s intensa campanha nacional.<br \/>\nAs mulheres tamb\u00e9m t\u00eam dado passos importantes frente a sua qualifica\u00e7\u00e3o. Hoje as brasileiras estudam mais que os homens e representam 60% dos graduados brasileiros segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domic\u00edlios (PNAD). Al\u00e9m disso, s\u00e3o donas de 51,1% dos diplomas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o com os estudos e com a carreira, a maternidade tem ficado para depois. De acordo com o IBGE, em 2000 era mais comum encontrar adolescentes entre 15 e 19 anos gr\u00e1vidas que mulheres entre 30 a 34. No Censo de 2010, a realidade se inverteu, e o percentual de mulheres que engravidam no segundo intervalo passou de 14,4 para 18,3% do total. Al\u00e9m da varia\u00e7\u00e3o de idade, a quantidade de filhos tamb\u00e9m mudou. A m\u00e9dia de filhos das brasileiras hoje \u00e9 de 1,9 beb\u00ea por mulher.<br \/>\nA mulher assumiu tamb\u00e9m papel importante de chefe de fam\u00edlia. Em 2000, as mulheres comandavam 24,9% dos 44,8 milh\u00f5es de domic\u00edlios particulares. Em 2010, essa propor\u00e7\u00e3o cresceu para 38,7% dos 57,3 milh\u00f5es de domic\u00edlios \u2013 um aumento de 13,7 pontos percentuais. Quando analisados os dados das \u00e1reas rurais e urbanas verifica-se que no campo ainda \u00e9 mais comum o homem ser o chefe da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>As mulheres brasileiras j\u00e1 engravidam menos na adolesc\u00eancia, estudam mais do que os homens e tiveram aumento maior na renda m\u00e9dia mensal. Mas elas ainda ganham sal\u00e1rios menores e t\u00eam dificuldade de ascender na carreira. Entretanto, a luta ainda continua.<\/p>\n<p>Vozes femininas na internet<\/p>\n<p>Al\u00e9m das ruas, base de luta da classe feminista em busca da igualdade de direitos e respeito, as mulheres ganharam vozes poderosas na internet. Em fevereiro desde ano, em pouco mais de uma semana, alunas de escolas e universidades de todo o pa\u00eds enviaram para uma p\u00e1gina do Facebook mais de 750 relatos de agress\u00e3o moral e sexual que sofreram de seus professores. Dos depoimentos recebidos, mais de 500 foram publicados, ultrapassando 16 mil \u201ccurtidas\u201d na rede social em apenas sete dias. A p\u00e1gina \u201cMeu Professor Abusador\u201d foi criada no dia 9 de fevereiro por quatro jovens mulheres de Porto Alegre, que conclu\u00edram recentemente o Ensino M\u00e9dio, depois que uma delas descobriu um caso de ass\u00e9dio na escola que frequentou.<br \/>\nEm 2015, as redes sociais tamb\u00e9m e contribu\u00edram para debates que giram em torno de feminismo, preconceito e igualdade de sal\u00e1rios, entre outros. Na web hashtags como #PrimeiroAss\u00e9dio, #MeuAmigoSecreto e #Agora\u00c9queS\u00e3oElas viralizaram e ganharam destaque na luta das mulheres.<br \/>\nAinda no ano passado, a ONU divulgou o relat\u00f3rio Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016: Transformar as Economias para Realizar os Direitos. Conforme os dados levantados, a mulher faz quase duas vezes e meia mais trabalho dom\u00e9stico e de cuidados de outras pessoas n\u00e3o remunerados do que os homens. Al\u00e9m disso, o estudo constatou que no mundo, em m\u00e9dia, os sal\u00e1rios das mulheres s\u00e3o 24% menores aos dos homens na mesma fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com origem nas manifesta\u00e7\u00f5es femininas por melhores condi\u00e7\u00f5es socais como trabalho digno, sal\u00e1rio justo e direito de voto, o Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de mar\u00e7o, existe desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XX. 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