{"id":207980,"date":"2025-08-15T16:59:36","date_gmt":"2025-08-15T19:59:36","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=207980"},"modified":"2025-08-15T17:00:25","modified_gmt":"2025-08-15T20:00:25","slug":"numero-de-pessoas-em-busca-de-emprego-cai-21-no-segundo-trimestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/numero-de-pessoas-em-busca-de-emprego-cai-21-no-segundo-trimestre\/","title":{"rendered":"N\u00famero de pessoas em busca de emprego cai no segundo trimestre"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p><strong><em>Segundo IBGE, 1,9 milh\u00e3o de pessoas buscavam ocupa\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de 1 ano<\/em><\/strong>  &#8211;  O Brasil alcan\u00e7ou, no segundo trimestre de 2025, o menor n\u00famero de pessoas desempregadas h\u00e1 mais de um ano j\u00e1 registrado.\u00a0O recorde est\u00e1 na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua)\u00a0Trimestral,\u00a0divulgada nesta sexta-feira\u00a0(15).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1654551&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1654551&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja,\u00a0o n\u00famero de trabalhadores (1,913 milh\u00e3o) em busca de emprego\u00a0nos meses de abril, maio e junho\u00a0deste ano \u00e9 o menor\u00a0desde 2012,\u00a0quando come\u00e7ou a s\u00e9rie do\u00a0Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica\u00a0(IBGE).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O dado representa redu\u00e7\u00e3o de 21% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado,\u00a0quando esse contingente somava 2,4 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais de idade e leva em conta todas as formas de ocupa\u00e7\u00e3o, seja emprego com ou sem carteira assinada, tempor\u00e1rio e por conta pr\u00f3pria, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 \u00e9 considerada desocupada a pessoa que efetivamente procura emprego.\u00a0O IBGE visita 211 mil domic\u00edlios em todos os estados e no Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tempos de procura<\/h2>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores detalham quatro estratos de tempo em busca de trabalho. Em todas as faixas, houve redu\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre de 2024:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>menos de um m\u00eas: -16,7%;<\/li>\n\n\n\n<li>de um m\u00eas a menos de um ano: -10,7%;<\/li>\n\n\n\n<li>de um a menos de dois anos: -16,6%;\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>dois anos ou mais: &#8211; 23,6%.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>No grupo que est\u00e1 em busca por uma vaga de um m\u00eas a menos de um ano, o contingente de 3,2 milh\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 o menor j\u00e1 registrado desde 2012 (queda de 18,5% desde ent\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>No estrato de um ano a menos de dois, os 659 mil desocupados tamb\u00e9m s\u00e3o o menor contingente da s\u00e9rie (queda de 34,8% ante 2012).<\/p>\n\n\n\n<p>O analista da pesquisa, William Kratochwill, aponta que h\u00e1 tend\u00eancia de queda no percentual de pessoas que est\u00e3o em uma longa busca por ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO mercado est\u00e1 gerando oportunidades que est\u00e3o absorvendo as muitas pessoas, inclusive aquelas que tinham mais dificuldade de encontrar um posto de trabalho\u201d, diz.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mercado aquecido e recordes<\/h2>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo dia 31, o IBGE tinha anunciado que a taxa\u00a0de desemprego no pa\u00eds no segundo trimestre ficou em 5,8%, a menor da s\u00e9rie hist\u00f3rica. A Pnad mensal havia apontado tamb\u00e9m recordes no emprego com carteira assinada (39 milh\u00f5es de pessoas) e rendimento m\u00e9dio mensal do trabalhador (R$ 3.477).<\/p>\n\n\n\n<p>A Pnad trimestral desta sexta-feira traz detalhes referentes \u00e0s unidades de federa\u00e7\u00e3o e perfil da popula\u00e7\u00e3o. A pesquisa apontou que, no segundo trimestre, o\u00a0desemprego caiu em 18 das 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o, ante o primeiro trimestre. Nos estados, a taxa varia de 2,2% (Santa Catarina) a 10,4% (Pernambuco).<\/p>\n\n\n\n<p>Outro dado de destaque \u00e9 que 12 estados atingiram o menor n\u00edvel de desemprego para um segundo trimestre em toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica: Amap\u00e1 (6,9%), Rio Grande do Norte (7,5%), Para\u00edba (7%), Alagoas (7,5%), Sergipe (8,1%), Bahia (9,1%), Minas Gerais (4%), Esp\u00edrito Santo (3,1%), S\u00e3o Paulo (5,1%), Santa Catarina (2,2%), Rio Grande do Sul (4,3%) e Mato Grosso do Sul (2,9%).<\/p>\n\n\n\n<p>Kratochwill avalia que o ano de 2025 tem se mostrado diferente dos anteriores, quando o desemprego costuma subir no in\u00edcio do ano, por causa da dispensa dos contratados tempor\u00e1rios do fim do ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEste ano, o primeiro trimestre mostrou que o mercado estava disposto a absorver grande parte dessa m\u00e3o de obra tempor\u00e1ria\u201d, afirma.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u201cO mercado de trabalho est\u00e1 resistente a pioras, e os dados do segundo trimestre confirmam isso\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador acrescenta que a din\u00e2mica de emprego fortalecida causa outros efeitos na economia, como redu\u00e7\u00e3o de informalidade (propor\u00e7\u00e3o de pessoas sem registro e garantias trabalhistas, 37,8% da popula\u00e7\u00e3o ocupada), aumento de postos com carteira assinada e do sal\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso traz um certo vigor para o mercado de trabalho, que apresenta melhora de condi\u00e7\u00f5es dos trabalhadores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele aponta ainda que os dados regionais mostram que essa melhora \u00e9 regionalizada no pa\u00eds. \u201cMuitos estados apresentaram rea\u00e7\u00f5es muito positivas, acompanhando os dados do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perfil do trabalhador<\/h2>\n\n\n\n<p>A Pnad revelou que no segundo trimestre, o desemprego pesava mais para mulheres e pretos e pardos.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa entre mulheres foi de 6,9%, enquanto a dos homens, 4,8%. Entre os brancos, a taxa tamb\u00e9m foi de 4,8%, abaixo da de pretos (7%) e pardos (6,4%).<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa para as pessoas com ensino m\u00e9dio incompleto (9,4%) foi maior que as dos demais n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o analisados. Entre quem tem n\u00edvel superior incompleto, foi de 5,9%, quase o dobro de quem tem n\u00edvel superior completo (3,2%).    &#8211;    <em>Bruno de Freitas Moura \u2013  Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo IBGE, 1,9 milh\u00e3o de pessoas buscavam ocupa\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de 1 ano &#8211; O Brasil alcan\u00e7ou, no segundo trimestre de 2025, o menor n\u00famero de pessoas desempregadas h\u00e1 mais de um ano j\u00e1 registrado.\u00a0O recorde est\u00e1 na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua)\u00a0Trimestral,\u00a0divulgada nesta sexta-feira\u00a0(15). Ou seja,\u00a0o n\u00famero de trabalhadores (1,913 milh\u00e3o) em busca de emprego\u00a0nos meses de abril, maio e junho\u00a0deste ano \u00e9 o menor\u00a0desde 2012,\u00a0quando come\u00e7ou a s\u00e9rie do\u00a0Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica\u00a0(IBGE).\u00a0 O dado representa redu\u00e7\u00e3o de 21% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado,\u00a0quando esse contingente somava 2,4 milh\u00f5es de pessoas. A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais de idade e leva em conta todas as formas de ocupa\u00e7\u00e3o, seja emprego com ou sem carteira assinada, tempor\u00e1rio e por conta pr\u00f3pria, por exemplo. S\u00f3 \u00e9 considerada desocupada a pessoa que efetivamente procura emprego.\u00a0O IBGE visita 211 mil domic\u00edlios em todos os estados e no Distrito Federal. Tempos de procura Os pesquisadores detalham quatro estratos de tempo em busca de trabalho. Em todas as faixas, houve redu\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre de 2024: No grupo que est\u00e1 em busca por uma vaga de um m\u00eas a menos de um ano, o contingente de 3,2 milh\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 o menor j\u00e1 registrado desde 2012 (queda de 18,5% desde ent\u00e3o). No estrato de um ano a menos de dois, os 659 mil desocupados tamb\u00e9m s\u00e3o o menor contingente da s\u00e9rie (queda de 34,8% ante 2012). O analista da pesquisa, William Kratochwill, aponta que h\u00e1 tend\u00eancia de queda no percentual de pessoas que est\u00e3o em uma longa busca por ocupa\u00e7\u00e3o. \u201cO mercado est\u00e1 gerando oportunidades que est\u00e3o absorvendo as muitas pessoas, inclusive aquelas que tinham mais dificuldade de encontrar um posto de trabalho\u201d, diz.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mercado aquecido e recordes No \u00faltimo dia 31, o IBGE tinha anunciado que a taxa\u00a0de desemprego no pa\u00eds no segundo trimestre ficou em 5,8%, a menor da s\u00e9rie hist\u00f3rica. A Pnad mensal havia apontado tamb\u00e9m recordes no emprego com carteira assinada (39 milh\u00f5es de pessoas) e rendimento m\u00e9dio mensal do trabalhador (R$ 3.477). A Pnad trimestral desta sexta-feira traz detalhes referentes \u00e0s unidades de federa\u00e7\u00e3o e perfil da popula\u00e7\u00e3o. A pesquisa apontou que, no segundo trimestre, o\u00a0desemprego caiu em 18 das 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o, ante o primeiro trimestre. Nos estados, a taxa varia de 2,2% (Santa Catarina) a 10,4% (Pernambuco). Outro dado de destaque \u00e9 que 12 estados atingiram o menor n\u00edvel de desemprego para um segundo trimestre em toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica: Amap\u00e1 (6,9%), Rio Grande do Norte (7,5%), Para\u00edba (7%), Alagoas (7,5%), Sergipe (8,1%), Bahia (9,1%), Minas Gerais (4%), Esp\u00edrito Santo (3,1%), S\u00e3o Paulo (5,1%), Santa Catarina (2,2%), Rio Grande do Sul (4,3%) e Mato Grosso do Sul (2,9%). 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