{"id":22576,"date":"2016-04-09T00:23:46","date_gmt":"2016-04-09T03:23:46","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=22576"},"modified":"2016-04-09T00:23:46","modified_gmt":"2016-04-09T03:23:46","slug":"mulheres-protestam-contra-criminalizacao-do-aborto-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/mulheres-protestam-contra-criminalizacao-do-aborto-no-rio\/","title":{"rendered":"Mulheres protestam contra criminaliza\u00e7\u00e3o do aborto no Rio"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<figure id=\"attachment_22580\" aria-describedby=\"caption-attachment-22580\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/160408-H54.jpg\" rel=\"attachment wp-att-22580\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-22580\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/160408-H54-300x200.jpg\" alt=\"Mulheres montam instala\u00e7\u00e3o em Copacabana contra a criminaliza\u00e7\u00e3o do aborto\u00a0 Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Finadas do Aborto\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-22580\" class=\"wp-caption-text\">Mulheres montam instala\u00e7\u00e3o em Copacabana contra a criminaliza\u00e7\u00e3o do aborto\u00a0<br \/>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Finadas do Aborto<\/figcaption><\/figure>\n<p>Velas, flores e caix\u00f5es para simbolizar milhares de mulheres que morreram em abortos clandestinos no pa\u00eds, fazem parte de uma instala\u00e7\u00e3o de protesto montada na sexta-feira (8), em frente \u00e0 12\u00aa Delegacia de Pol\u00edcia, em Copacabana, no Rio. A delegacia coordenou a\u00e7\u00e3o que prendeu, na semana passada, uma paciente e dois m\u00e9dicos em uma cl\u00ednica na cidade, sob acusa\u00e7\u00e3o de pr\u00e1tica do aborto, considerado crime no Brasil, com at\u00e9 3 anos de pris\u00e3o.<br \/>\nNa manifesta\u00e7\u00e3o, na porta da delegacia, as ativistas em defesa dos direitos das mulheres e contra a criminaliza\u00e7\u00e3o do aborto questionaram as condi\u00e7\u00f5es de pris\u00e3o da paciente da cl\u00ednica. As ativistas disseram que a gr\u00e1vida que esperava na recep\u00e7\u00e3o, levada para a delegacia, foi impedida de se alimentar durante horas, pr\u00e1tica que classificaram como tortura psicol\u00f3gica. Segundo a ativista Daniele Machado, o objetivo era que a mo\u00e7a confessasse a inten\u00e7\u00e3o de fazer o aborto, j\u00e1 que foi presa na sala de espera, portando R$ 4 mil.<br \/>\n\u201cComo a mulher n\u00e3o foi presa em flagrante, foi torturada na delegacia. Ficou sem comer para que confessasse alguma coisa, pegaram o dinheiro dela, R$ 4 mil, e ainda a obrigaram a assinar um documento comprometendo-se a testemunhar contra os m\u00e9dicos\u201d, disse Daniele, que participou da manifesta\u00e7\u00e3o ao lado de dezenas de mulheres em frente \u00e0 delegacia. A vers\u00e3o da gestante circulou em redes de mulheres que defendem o fim do crime de aborto e foi confirmada por outras ativistas.<br \/>\nNa avalia\u00e7\u00e3o das ativistas do grupo Finadas do Aborto, que organizou a manifesta\u00e7\u00e3o de sexta, a situa\u00e7\u00e3o \u00e0 qual a gestante foi submetida fez aumentar seu sofrimento. \u201cJ\u00e1 \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil quando a mulher decide abortar, ela vai para ilegalidade, para a clandestinidade, fica vulner\u00e1vel, corre risco de morrer. Da\u00ed, a pris\u00e3o, a exposi\u00e7\u00e3o, a tortura, com a press\u00e3o [dos policiais] e a estigmatiza\u00e7\u00e3o, torna tudo isso muito pior. A abordagem criminal do aborto n\u00e3o \u00e9 o caminho\u201d, disse Laura Molinari Barreto, do Finadas do Aborto.<br \/>\nPara as ativistas, a \u00fanica forma de reduzir as mortes de mulheres em decorr\u00eancia do aborto, e a pr\u00e1tica em si, \u00e9 acabar com a tipifica\u00e7\u00e3o como crime. \u201cUma brasileira morre a cada dois dias fazendo aborto por causa da ilegalidade. Defendemos que ela possa fazer esse procedimento de maneira segura, no servi\u00e7o p\u00fablico, para que ela n\u00e3o morra\u201d, disse Laura.<br \/>\nNo ato na porta da 12\u00ba DP, as feministas levaram fotos de mulheres que morreram recorrendo ao procedimento ilegal no estado do Rio, como\u00a0Jandira Magdalena dos Santos Cruz, de 27 anos. As ativistas penduraram cabides na instala\u00e7\u00e3o, em refer\u00eancias \u00e0s mulheres que n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de buscar uma cl\u00ednica e usam objetos para furar o \u00fatero para dar fim \u00e0 uma gesta\u00e7\u00e3o indesejada.<br \/>\nNo Brasil, segundo o\u00a0documento\u00a0Aborto e Sa\u00fade P\u00fablica no Brasil, de 2009, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a estimativa \u00e9 de que 1.054.242 abortos foram induzidos em 2005, passando de terceira para a quinta causa de mortalidade materna, de 1990 a 2012. No Rio, o Comit\u00ea Estadual de Mortalidade Materna divulgou que 8% das mortes maternas s\u00e3o em decorr\u00eancia do aborto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Velas, flores e caix\u00f5es para simbolizar milhares de mulheres que morreram em abortos clandestinos no pa\u00eds, fazem parte de uma instala\u00e7\u00e3o de protesto montada na sexta-feira (8), em frente \u00e0 12\u00aa Delegacia de Pol\u00edcia, em Copacabana, no Rio. 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