{"id":22949,"date":"2016-04-15T23:57:57","date_gmt":"2016-04-16T02:57:57","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=22949"},"modified":"2016-04-15T23:57:57","modified_gmt":"2016-04-16T02:57:57","slug":"a-comuna-de-brasilia-gerou-panico-e-maioria-para-o-impeachment","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/a-comuna-de-brasilia-gerou-panico-e-maioria-para-o-impeachment\/","title":{"rendered":"A comuna de Bras\u00edlia gerou p\u00e2nico  e maioria para o impeachment"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>*Cesar Maia<\/p>\n<p>1. Quando aceito o pedido de Impeachment de Dilma e aberto o varejo de cargos, se esperava que Dilma, Lula e seu n\u00facleo duro suavizassem sua comunica\u00e7\u00e3o e seus discursos, de forma a n\u00e3o gerar inseguran\u00e7a nos deputados do baixo clero que procurava atrair.<br \/>\n2. Ou seja, para ter votos suficientes, deveriam caminhar em dire\u00e7\u00e3o ao Centro. Mas fizeram exatamente o contr\u00e1rio. Se encantaram pelo slogan que seus comunicadores criaram, &#8220;n\u00e3o vai ter golpe&#8221;, e subiram o tom.<br \/>\n3. Se alguns deles imaginavam que esse slogan apontaria para um debate suave e jur\u00eddico sobre quest\u00f5es de constitucionalidade, o que ocorreu foi exatamente o contr\u00e1rio. O slogan &#8220;n\u00e3o vai ter golpe&#8221; foi sendo interpretado como algo do tipo &#8220;se for necess\u00e1rio pegaremos em armas para defender o mandato de Dilma&#8221;.<br \/>\n4. Os dois lados interpretaram assim, a come\u00e7ar pelos apoiadores de Dilma, deputados, senadores, ministros da casa, lideran\u00e7as do PT, da CUT e por a\u00ed foi. Os discursos no Planalto, no Congresso e nos Com\u00edcios subiram o tom como um slogan latino-americano das esquerdas em diversas situa\u00e7\u00f5es: &#8220;N\u00e3o passar\u00e3o&#8221;. Ou parafraseando: &#8220;Governo Dilma ou morte&#8221;.<br \/>\n5. As caras e bocas dos deputados escalados para falar, ministros da casa, de Dilma, Lula, parlamentares do n\u00facleo duro, etc., foram ganhando fei\u00e7\u00f5es e express\u00f5es crescentemente raivosas. As fotos e v\u00eddeos mostravam isso todos os dias. Era como se fosse um alerta de &#8220;guerra civil&#8221;. Claro, um blefe, mas que os militantes exaltados acreditaram.<br \/>\n6. Os que defendiam o impeachment de Dilma passaram a ser chamados de golpistas, fascistas, nazistas e coisas no estilo.<br \/>\n7. Toda essa coreografia foi percebida pela opini\u00e3o p\u00fablica difusa, pelos deputados e senadores que est\u00e3o fora da esgrima ideol\u00f3gica como se, n\u00e3o passando o impeachment, nos dois e meio \u00faltimos anos de governo, Dilma radicalizaria \u00e0 esquerda. A distribui\u00e7\u00e3o de cargos n\u00e3o seria redistribui\u00e7\u00e3o de poder, muito pelo contr\u00e1rio.<br \/>\n8. O poder estaria mais centralizado ainda e sob a batuta dos raivosos oradores, na \u00f3pera bufa do &#8220;n\u00e3o vai ter golpe&#8221;. Ao tempo que convenceu os seus, assustou os demais. Nem precisava mais de argumentos para que os deputados -acompanhando e presenciando esta escalada- se assustassem. E comentassem: \u00c9, desse jeito vir\u00e1 um novo governo, mas agora sem coopta\u00e7\u00e3o, sem coaliz\u00e3o e sem pactua\u00e7\u00e3o alguma, nem no \u00faltimo escal\u00e3o. Ser\u00e1 a integra\u00e7\u00e3o completa governo-partido.<br \/>\n9. E lembraram os conselhos de Ch\u00e1vez a Lula: &#8220;Rompa logo esse impasse e radicalize em defesa do povo&#8221;. Esse \u00e9 o entusiasmo dos lulistas e \u00e9 o p\u00e2nico dos demais.<br \/>\n*Cesar Maia \u00e9 vereador do Rio de Janeiro (Pesquisa e Edi\u00e7\u00e3o: JCM do Ex-Blog do Cesar Maia)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Cesar Maia 1. 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