{"id":234748,"date":"2026-07-18T20:35:36","date_gmt":"2026-07-18T23:35:36","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=234748"},"modified":"2026-07-18T20:35:59","modified_gmt":"2026-07-18T23:35:59","slug":"camelos-e-ambulantes-fazem-novo-ato-contra-tolerancia-zero-da-prefeitura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/camelos-e-ambulantes-fazem-novo-ato-contra-tolerancia-zero-da-prefeitura\/","title":{"rendered":"Camel\u00f4s e ambulantes fazem novo ato contra Toler\u00e2ncia Zero da prefeitura"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p><strong><em>Manifesta\u00e7\u00e3o alerta autoridades contra a criminaliza\u00e7\u00e3o da categoria<\/em><\/strong>  &#8211;  Camel\u00f4s, vendedores ambulantes e trabalhadores informais voltaram a se reunir neste s\u00e1bado (19), em frente ao Hotel Fasano, em Ipanema, para mais um&nbsp;<strong>protesto contra o programa Toler\u00e2ncia Zero, da Prefeitura do Rio de Janeiro<\/strong>, que intensificou a fiscaliza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio ambulante na orla da zona sul.&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1697030&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1697030&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o \u00e9 o quarto ato consecutivo realizado pela categoria esta semana e ocorre um dia ap\u00f3s o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) pedir \u00e0 Justi\u00e7a a&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2026-07\/mpf-pede-suspensao-do-programa-tolerancia-zero-na-orla-do-rio\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">suspens\u00e3o do programa<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com panelas, apitos, tambores e palavras de ordem como Unidos podemos trabalhar, os ambulantes pretendem chamar aten\u00e7\u00e3o para o que classificam como criminaliza\u00e7\u00e3o da categoria e cobrar abertura de uma mesa de negocia\u00e7\u00e3o com a prefeitura.<\/p>\n\n\n\n<p>A coordenadora do Movimento Unido dos Camel\u00f4s (Muca), Maria de Lourdes do Carmo, conhecida como Maria dos Camel\u00f4s, garantiu que as\u00a0mobiliza\u00e7\u00f5es continuar\u00e3o &#8220;enquanto n\u00e3o houver di\u00e1logo&#8221;.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Vai ter ato todos os dias. As pessoas j\u00e1 est\u00e3o se organizando para voltar \u00e0s ruas. Esse \u00e9 o quarto dia seguido de manifesta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da mobiliza\u00e7\u00e3o da semana passada. A gente n\u00e3o vai abaixar a cabe\u00e7a diante da criminaliza\u00e7\u00e3o que est\u00e3o fazendo com a categoria&#8221;, disse.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Segundo Maria, os trabalhadores defendem o ordenamento do com\u00e9rcio ambulante, mas\u00a0reivindicam que o munic\u00edpio diferencie vendedores informais de organiza\u00e7\u00f5es criminosas e avance na regulariza\u00e7\u00e3o de quem aguarda autoriza\u00e7\u00e3o para trabalhar.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nossa reivindica\u00e7\u00e3o \u00e9 simples, queremos trabalhar. Somos favor\u00e1veis ao ordenamento e ao combate \u00e0s irregularidades, mas n\u00e3o aceitamos que toda a categoria seja tratada como criminosa. H\u00e1 trabalhadores esperando h\u00e1 anos pela licen\u00e7a da prefeitura. \u00c9 preciso abrir esse di\u00e1logo e garantir o direito ao trabalho&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A\u00e7\u00e3o do MPF<\/h2>\n\n\n\n<p>Na sexta-feira (18), o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal ajuizou uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica pedindo a suspens\u00e3o imediata do programa Toler\u00e2ncia Zero.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o sustenta que a prefeitura implantou uma pol\u00edtica permanente de fiscaliza\u00e7\u00e3o da orla sem observar as normas federais que disciplinam a gest\u00e3o das praias e bens da Uni\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O MPF tamb\u00e9m pede que a Uni\u00e3o e o munic\u00edpio elaborem, em conjunto, um plano para compatibilizar o ordenamento urbano, o combate ao crime organizado e a prote\u00e7\u00e3o dos direitos dos trabalhadores ambulantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o procurador regional adjunto dos Direitos do Cidad\u00e3o Julio Araujo, a<strong>&nbsp;medida foi implementada sem di\u00e1logo com a Uni\u00e3o<\/strong>, sem participa\u00e7\u00e3o da sociedade e sem a apresenta\u00e7\u00e3o de alternativas para a regulariza\u00e7\u00e3o dos milhares de ambulantes que dependem da atividade para garantir renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a a\u00e7\u00e3o do MPF, o prefeito em exerc\u00edcio, <strong>Eduardo Cavaliere, afirmou<\/strong>, em publica\u00e7\u00e3o nas redes sociais, <strong>que<\/strong> <strong>o programa ser\u00e1 mantido<\/strong>.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Ele classifica o pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico como uma &#8220;absoluta invers\u00e3o de valores&#8221;\u00a0e defendeu que a prefeitura tem compet\u00eancia constitucional para atuar no ordenamento urbano e no combate \u00e0s estruturas criminosas que exploram ilegalmente o com\u00e9rcio ambulante na orla.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Cavaliere, a fiscaliza\u00e7\u00e3o busca enfrentar organiza\u00e7\u00f5es ligadas ao crime organizado e garantir a autoridade do poder p\u00fablico sobre o espa\u00e7o urbano.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria dos Camel\u00f4s criticou a resposta do prefeito e disse que o movimento considera insuficiente a aus\u00eancia de di\u00e1logo com a categoria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A resposta do prefeito foi desrespeitosa com o Minist\u00e9rio P\u00fablico e com o procurador Julio Araujo. Al\u00e9m disso, continua sem abrir uma mesa de negocia\u00e7\u00e3o com os trabalhadores e segue criminalizando um setor importante, que faz a roda da economia girar e tem papel relevante para a sociedade&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A coordenadora afirmou que o movimento pretende ampliar a articula\u00e7\u00e3o institucional nas pr\u00f3ximas semanas. Segundo ela,\u00a0representantes da categoria iniciaram contatos com a Secretaria do Patrim\u00f4nio da Uni\u00e3o (SPU)\u00a0e pretendem levar as reivindica\u00e7\u00f5es ao governo federal.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nosso pr\u00f3ximo passo \u00e9 fazer uma den\u00fancia ao governo federal. J\u00e1 come\u00e7amos a conversar com a SPU e queremos tratar diretamente desse assunto com o governo. Queremos um cessar-fogo nesta guerra entre a prefeitura e os trabalhadores&#8221;, disse.  &#8211;   <em>Anna Karina de Carvalho &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manifesta\u00e7\u00e3o alerta autoridades contra a criminaliza\u00e7\u00e3o da categoria &#8211; Camel\u00f4s, vendedores ambulantes e trabalhadores informais voltaram a se reunir neste s\u00e1bado (19), em frente ao Hotel Fasano, em Ipanema, para mais um&nbsp;protesto contra o programa Toler\u00e2ncia Zero, da Prefeitura do Rio de Janeiro, que intensificou a fiscaliza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio ambulante na orla da zona sul.&nbsp; A manifesta\u00e7\u00e3o \u00e9 o quarto ato consecutivo realizado pela categoria esta semana e ocorre um dia ap\u00f3s o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) pedir \u00e0 Justi\u00e7a a&nbsp;suspens\u00e3o do programa.&nbsp; Com panelas, apitos, tambores e palavras de ordem como Unidos podemos trabalhar, os ambulantes pretendem chamar aten\u00e7\u00e3o para o que classificam como criminaliza\u00e7\u00e3o da categoria e cobrar abertura de uma mesa de negocia\u00e7\u00e3o com a prefeitura. A coordenadora do Movimento Unido dos Camel\u00f4s (Muca), Maria de Lourdes do Carmo, conhecida como Maria dos Camel\u00f4s, garantiu que as\u00a0mobiliza\u00e7\u00f5es continuar\u00e3o &#8220;enquanto n\u00e3o houver di\u00e1logo&#8221;.\u00a0 &#8220;Vai ter ato todos os dias. As pessoas j\u00e1 est\u00e3o se organizando para voltar \u00e0s ruas. Esse \u00e9 o quarto dia seguido de manifesta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da mobiliza\u00e7\u00e3o da semana passada. A gente n\u00e3o vai abaixar a cabe\u00e7a diante da criminaliza\u00e7\u00e3o que est\u00e3o fazendo com a categoria&#8221;, disse. Segundo Maria, os trabalhadores defendem o ordenamento do com\u00e9rcio ambulante, mas\u00a0reivindicam que o munic\u00edpio diferencie vendedores informais de organiza\u00e7\u00f5es criminosas e avance na regulariza\u00e7\u00e3o de quem aguarda autoriza\u00e7\u00e3o para trabalhar.\u00a0 &#8220;Nossa reivindica\u00e7\u00e3o \u00e9 simples, queremos trabalhar. Somos favor\u00e1veis ao ordenamento e ao combate \u00e0s irregularidades, mas n\u00e3o aceitamos que toda a categoria seja tratada como criminosa. H\u00e1 trabalhadores esperando h\u00e1 anos pela licen\u00e7a da prefeitura. \u00c9 preciso abrir esse di\u00e1logo e garantir o direito ao trabalho&#8221;, afirmou. A\u00e7\u00e3o do MPF Na sexta-feira (18), o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal ajuizou uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica pedindo a suspens\u00e3o imediata do programa Toler\u00e2ncia Zero.&nbsp; O \u00f3rg\u00e3o sustenta que a prefeitura implantou uma pol\u00edtica permanente de fiscaliza\u00e7\u00e3o da orla sem observar as normas federais que disciplinam a gest\u00e3o das praias e bens da Uni\u00e3o.\u00a0 O MPF tamb\u00e9m pede que a Uni\u00e3o e o munic\u00edpio elaborem, em conjunto, um plano para compatibilizar o ordenamento urbano, o combate ao crime organizado e a prote\u00e7\u00e3o dos direitos dos trabalhadores ambulantes. Para o procurador regional adjunto dos Direitos do Cidad\u00e3o Julio Araujo, a&nbsp;medida foi implementada sem di\u00e1logo com a Uni\u00e3o, sem participa\u00e7\u00e3o da sociedade e sem a apresenta\u00e7\u00e3o de alternativas para a regulariza\u00e7\u00e3o dos milhares de ambulantes que dependem da atividade para garantir renda. Ap\u00f3s a a\u00e7\u00e3o do MPF, o prefeito em exerc\u00edcio, Eduardo Cavaliere, afirmou, em publica\u00e7\u00e3o nas redes sociais, que o programa ser\u00e1 mantido.\u00a0 Ele classifica o pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico como uma &#8220;absoluta invers\u00e3o de valores&#8221;\u00a0e defendeu que a prefeitura tem compet\u00eancia constitucional para atuar no ordenamento urbano e no combate \u00e0s estruturas criminosas que exploram ilegalmente o com\u00e9rcio ambulante na orla. Segundo Cavaliere, a fiscaliza\u00e7\u00e3o busca enfrentar organiza\u00e7\u00f5es ligadas ao crime organizado e garantir a autoridade do poder p\u00fablico sobre o espa\u00e7o urbano. Maria dos Camel\u00f4s criticou a resposta do prefeito e disse que o movimento considera insuficiente a aus\u00eancia de di\u00e1logo com a categoria.\u00a0 &#8220;A resposta do prefeito foi desrespeitosa com o Minist\u00e9rio P\u00fablico e com o procurador Julio Araujo. Al\u00e9m disso, continua sem abrir uma mesa de negocia\u00e7\u00e3o com os trabalhadores e segue criminalizando um setor importante, que faz a roda da economia girar e tem papel relevante para a sociedade&#8221;, disse. A coordenadora afirmou que o movimento pretende ampliar a articula\u00e7\u00e3o institucional nas pr\u00f3ximas semanas. 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