{"id":241434,"date":"2026-10-09T07:50:00","date_gmt":"2026-10-09T10:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=241434"},"modified":"2026-10-09T08:35:06","modified_gmt":"2026-10-09T11:35:06","slug":"coluna-fernando-calmon-mercado-continua-a-crescer-mais-que-o-esperado-ate-mes-de-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/coluna-fernando-calmon-mercado-continua-a-crescer-mais-que-o-esperado-ate-mes-de-setembro\/","title":{"rendered":"Coluna Fernando Calmon | Mercado continua a crescer mais que o esperado at\u00e9 m\u00eas de setembro"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p>A ind\u00fastria automobil\u00edstica j\u00e1 comemora o crescimento acelerado das vendas este ano. Anfavea prev\u00ea agora que 3,1 milh\u00f5es de ve\u00edculos leves e pesados ser\u00e3o comercializados at\u00e9 o final do ano, um crescimento robusto de 15,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2025. At\u00e9 mesmo a Fenabrave que costuma ser conservadora em suas previs\u00f5es, admitiu que \u201ca demanda permanece forte\u201d, embora ainda v\u00e1 rever os n\u00fameros de fechamento do ano. Atribuiu ao aumento significativo da oferta de modelos h\u00edbridos convencionais e plug\u00e1veis, al\u00e9m de el\u00e9tricos, como umas das raz\u00f5es dos bons resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas passado foram emplacados 281,4 mil ve\u00edculos, um resultado que n\u00e3o se observava desde dezembro de 2014. Para ter ideia da acelera\u00e7\u00e3o do mercado em 2026, as primeiras previs\u00f5es da Anfavea estimavam um crescimento ano sobre ano de modestos 2,7%. Agora, s\u00e3o esperadas 3,1 milh\u00f5es de unidades vendidas no fechamento de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do otimismo de um ano muito bom, h\u00e1 algumas ressalvas. Enquanto o mercado cresceu 18%, a produ\u00e7\u00e3o nacional limitou-se a um avan\u00e7o de apenas 9%. As estat\u00edsticas apontam que as importa\u00e7\u00f5es avan\u00e7aram 30,4% na compara\u00e7\u00e3o de janeiro a setembro de 2026 frente ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Marcas chinesas captaram maior participa\u00e7\u00e3o ao crescerem 106,4%.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o local, o presidente da Anfavea Igor Calvet ressalvou que boa parte da alta se d\u00e1 por ve\u00edculos total ou parcialmente desmontados da China, sem recorrer ao parque brasileiro de autope\u00e7as e com pouca m\u00e3o de obra envolvida. De fato, ainda n\u00e3o se sabe como este cen\u00e1rio vai evoluir. O presidente da Pirelli para a Am\u00e9rica Latina, Cesar Alarcon, utilizou met\u00e1fora futebol\u00edstica em entrevista ao Jornal do Carro: \u201cEntramos em campo com tr\u00eas jogadores a menos contra pneus importados chineses\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Stellantis faz diagn\u00f3stico sobre competitividade<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Presidente da Stellantis Am\u00e9rica do Sul, Herlander Zola, foi sincero ao admitir que a ind\u00fastria automobil\u00edstica ocidental de um modo geral errou ao demorar a perceber o modelo verticalizado de produ\u00e7\u00e3o chinesa. Esse desenho resultou em custos bem menores e pavimentou o passo seguinte que foi a exporta\u00e7\u00e3o para o mundo, conforme lembrou em entrevista esta semana.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto os EUA quanto a Uni\u00e3o Europeia ergueram barreiras tarif\u00e1rias, ao contr\u00e1rio do Brasil que demorou a perceber as consequ\u00eancias. Solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 apenas em subir o imposto de importa\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 outros caminhos poss\u00edveis como incentivar os fabricantes de ve\u00edculos a comprar a\u00e7o, pneus, pl\u00e1sticos e outros componentes de fornecedores instalados no Pa\u00eds. S\u00f3 este ano ser\u00e3o importados 700.000 ve\u00edculos leves. Diante do que temos hoje, se nada for feito, \u00e9 melhor produzir carros na China, desmontar e trazer para c\u00e1. \u00c9 importante criar regras de est\u00edmulo\u201d, acrescentou Zola.<\/p>\n\n\n\n<p>Acrescento que o Governo Federal ainda n\u00e3o se deu conta de que taxar a importa\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos desmontados (CKD) ou semidesmontados (SKD) em 35% \u00e9 uma barreira insuficiente. EUA e Uni\u00e3o Europeia reagiram com al\u00edquotas muito maiores como meio de salvar os empregos locais, dispensando a antiga norma da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Com\u00e9rcio que estipulou al\u00edquota m\u00e1xima em 35%. Marcas chinesas exportam com grande ajuda governamental, sem nenhuma transpar\u00eancia quanto a custos trabalhistas reais e outros subs\u00eddios. Mas, pressionados pela Europa, j\u00e1 come\u00e7am a instalar f\u00e1bricas no continente e talvez at\u00e9 nos EUA, se estes permitirem.<\/p>\n\n\n\n<p>Zola tamb\u00e9m comentou sobre a ascens\u00e3o de modelos el\u00e9tricos no mercado brasileiro. Admitiu que, em alguns estados, \u201cquem compra um carro de motor a combust\u00e3o precisa ganhar um pr\u00eamio\u201d. Ele se referia \u00e0 isen\u00e7\u00e3o total do IPVA por tempo indeterminado para modelos el\u00e9tricos em Pernambuco, por exemplo. Outros estados tamb\u00e9m criaram incentivos. Especificamente na capital paulista el\u00e9tricos e h\u00edbridos (mesmo os semi-h\u00edbridos) est\u00e3o dispensados do rod\u00edzio pelo final de placa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Lan\u00e7amento: Honda City 2027 traz boas mudan\u00e7as visuais<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fabricado no Brasil desde 2009, inicialmente apenas o sed\u00e3, o City nas vers\u00f5es sed\u00e3 e hatch chega ao ano-modelo 2027 com mais uma vers\u00e3o, hatch RS, com uma diferen\u00e7a de pre\u00e7o de R$ 2.100 em rela\u00e7\u00e3o ao sed\u00e3 Touring. As mudan\u00e7as concentram-se na dianteira. Far\u00f3is s\u00e3o novos, agora de LED, e n\u00e3o h\u00e1 mais os de neblina. Nas vers\u00f5es mais caras uma estreita faixa iluminada interliga os far\u00f3is. Para-choques s\u00e3o um pouco diferentes entre o hatch e o sed\u00e3. Visto de perfil n\u00e3o h\u00e1 mudan\u00e7as \u00e0 exce\u00e7\u00e3o das novas rodas de liga leve de 16 pol. (menos na vers\u00e3o de entrada onde continuam convencionais de a\u00e7o, de 15 pol. com calotas). Na traseira, para-choques novos para ambas as vers\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O City RS destaca-se pelo preto brilhante aplicado no teto, nas capas dos retrovisores e no defletor traseiro (n\u00e3o \u00e9 um aerof\u00f3lio). Rodas de liga leve receberam acabamento escurecido. No interior, esta vers\u00e3o conta com pedaleira de alum\u00ednio. H\u00e1 uma nova central multim\u00eddia de 10 pol. com espelhamento sem fio e portas USB-C para as vers\u00f5es Touring e RS com um pormenor interessante: ajusta-se o volume deslocando dois dedos verticalmente na tela para cima e para baixo e com os quatro dedos a fun\u00e7\u00e3o mudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi mantido o conjunto de assist\u00eancia semiaut\u00f4noma que a Honda batiza de Sensing, a partir da vers\u00e3o intermedi\u00e1ria EX. Al\u00e9m da frenagem aut\u00f4noma de emerg\u00eancia, destacam-se a c\u00e2mera no espelho retrovisor direito, a c\u00e2mera frontal de vis\u00e3o ampla, controle de cruzeiro adaptativo com fun\u00e7\u00e3o de parada e arrancada em baixa velocidade, mitiga\u00e7\u00e3o de evas\u00e3o de pista, assist\u00eancia de perman\u00eancia na faixa e comuta\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de farol alto.<\/p>\n\n\n\n<p>Mecanicamente, sem novidades. Mantido o motor flex, aspira\u00e7\u00e3o natural, 1,5 L, inje\u00e7\u00e3o direta, 126 cv (etanol ou gasolina) e uma diferen\u00e7a m\u00ednima de torque (15,8 kgf\u00b7m com o combust\u00edvel vegetal e 15,5 kgf\u00b7m com o derivado de petr\u00f3leo). Quanto ao consumo 9,1 km\/l na cidade e 10,8 km\/l na estrada com etanol e s\u00e3o 12,9 km\/l e 15,3 km\/l, quando abastecido com gasolina. O c\u00e2mbio \u00e9 sempre autom\u00e1tico CVT.<\/p>\n\n\n\n<p>Pre\u00e7os: R$ 118.800 a 157.500 (hatch) e 118.800 a 156.400 (sed\u00e3)<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Impress\u00f5es: Leapmotor B10 REEV \u00e9 alternativa inteligente<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma das melhores op\u00e7\u00f5es em termos de desempenho, sil\u00eancio e aus\u00eancia de vibra\u00e7\u00f5es, sem se preocupar em planejar longas paradas para recarregar a bateria. Com a arquitetura REEV (sigla em ingl\u00eas para Ve\u00edculo El\u00e9trico de Alcance Estendido), o motor a combust\u00e3o interna (MCI) atua exclusivamente para acionar o gerador que carrega a bateria, sem qualquer liga\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica com as rodas. O novo Leapmotor B10 Ultra-H\u00edbrido, marca do grupo Stellantis, soma-se \u00e0 vers\u00e3o 100% el\u00e9trica (BEV) lan\u00e7ada h\u00e1 quase um ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A grande vantagem do sistema REEV \u00e9 a simplifica\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o aos h\u00edbridos convencionais ou plug\u00e1veis, suprime-se a caixa de c\u00e2mbio e a complexa tecnologia de sincroniza\u00e7\u00e3o entre motores. Como resultado pr\u00e1tico uma experi\u00eancia de condu\u00e7\u00e3o inerente aos el\u00e9tricos puros.<\/p>\n\n\n\n<p>No B10 REEV, a propuls\u00e3o est\u00e1 exclusivamente a cargo de um motor el\u00e9trico traseiro de 218 cv e 24,5 kgf\u00b7m de torque. O conjunto garante acelera\u00e7\u00e3o de 0 a 100 km\/h em bons 7,8 s. Sua bateria LFP (l\u00edtio-ferro-fosfato) de 18,8 kW\u22c5h permite 68 km de alcance 100% el\u00e9trico, no rigoroso padr\u00e3o Inmetro. Quando necess\u00e1rio, o motogerador dianteiro de 1,5 L a gasolina (quatro cilindros, ciclo Atkinson, 88 cv e 12,7 kgf\u00b7m) entra em a\u00e7\u00e3o para gerar energia. Com o tanque de 50 litros, consumo Inmetro de 13,5 km\/l, em uso urbano e 12,3 km\/l, no rodovi\u00e1rio, o alcance \u00e9 muito bom: 675 km e 615 km, respectivamente. No otimista ciclo europeu WLTP at\u00e9 900 km, por\u00e9m n\u00e3o conv\u00e9m confiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um percurso b\u00e1sico de avalia\u00e7\u00e3o de 63 km, mesclando cidade e estrada, a voca\u00e7\u00e3o do B10 REEV ficou evidente. A din\u00e2mica \u00e9 a de um el\u00e9trico pleno com entrega imediata de pot\u00eancia e rodagem suave. A entrada do MCI \u00e9 sutil. Como este opera apenas para tocar o gerador, sua rota\u00e7\u00e3o varia conforme a velocidade do carro, o que elimina o excesso de ru\u00eddo cont\u00ednuo comum em outros sistemas h\u00edbridos.<\/p>\n\n\n\n<p>As assist\u00eancias \u00e0 condu\u00e7\u00e3o (Adas, N\u00edvel 2) mostram efici\u00eancia e boa calibra\u00e7\u00e3o. Comandos f\u00edsicos para fun\u00e7\u00f5es essenciais foram eliminados. Todavia, em caso de ajuste do ar-condicionado, por exemplo, exige navegar pela central multim\u00eddia, o que desvia a aten\u00e7\u00e3o do motorista.<\/p>\n\n\n\n<p>Pre\u00e7o bastante competitivo: R$ 179.990.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Coluna Fernando Calmon aborda temas de variado interesse na \u00e1rea automobil\u00edstica: comportamento, mercado, avalia\u00e7\u00f5es de ve\u00edculos, segredos, t\u00e9cnica, seguran\u00e7a, legisla\u00e7\u00e3o, tecnologia e economia. A coluna semanal \u00e9 reproduzida em mais de 80 sites, portais, jornais e revistas brasileiros. Come\u00e7ou em 1\u00ba de maio de 1999.<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria automobil\u00edstica j\u00e1 comemora o crescimento acelerado das vendas este ano. Anfavea prev\u00ea agora que 3,1 milh\u00f5es de ve\u00edculos leves e pesados ser\u00e3o comercializados at\u00e9 o final do ano, um crescimento robusto de 15,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2025. At\u00e9 mesmo a Fenabrave que costuma ser conservadora em suas previs\u00f5es, admitiu que \u201ca demanda permanece forte\u201d, embora ainda v\u00e1 rever os n\u00fameros de fechamento do ano. Atribuiu ao aumento significativo da oferta de modelos h\u00edbridos convencionais e plug\u00e1veis, al\u00e9m de el\u00e9tricos, como umas das raz\u00f5es dos bons resultados. No m\u00eas passado foram emplacados 281,4 mil ve\u00edculos, um resultado que n\u00e3o se observava desde dezembro de 2014. Para ter ideia da acelera\u00e7\u00e3o do mercado em 2026, as primeiras previs\u00f5es da Anfavea estimavam um crescimento ano sobre ano de modestos 2,7%. Agora, s\u00e3o esperadas 3,1 milh\u00f5es de unidades vendidas no fechamento de 2026. Apesar do otimismo de um ano muito bom, h\u00e1 algumas ressalvas. Enquanto o mercado cresceu 18%, a produ\u00e7\u00e3o nacional limitou-se a um avan\u00e7o de apenas 9%. As estat\u00edsticas apontam que as importa\u00e7\u00f5es avan\u00e7aram 30,4% na compara\u00e7\u00e3o de janeiro a setembro de 2026 frente ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Marcas chinesas captaram maior participa\u00e7\u00e3o ao crescerem 106,4%. Quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o local, o presidente da Anfavea Igor Calvet ressalvou que boa parte da alta se d\u00e1 por ve\u00edculos total ou parcialmente desmontados da China, sem recorrer ao parque brasileiro de autope\u00e7as e com pouca m\u00e3o de obra envolvida. De fato, ainda n\u00e3o se sabe como este cen\u00e1rio vai evoluir. O presidente da Pirelli para a Am\u00e9rica Latina, Cesar Alarcon, utilizou met\u00e1fora futebol\u00edstica em entrevista ao Jornal do Carro: \u201cEntramos em campo com tr\u00eas jogadores a menos contra pneus importados chineses\u201d. Stellantis faz diagn\u00f3stico sobre competitividade Presidente da Stellantis Am\u00e9rica do Sul, Herlander Zola, foi sincero ao admitir que a ind\u00fastria automobil\u00edstica ocidental de um modo geral errou ao demorar a perceber o modelo verticalizado de produ\u00e7\u00e3o chinesa. Esse desenho resultou em custos bem menores e pavimentou o passo seguinte que foi a exporta\u00e7\u00e3o para o mundo, conforme lembrou em entrevista esta semana. Tanto os EUA quanto a Uni\u00e3o Europeia ergueram barreiras tarif\u00e1rias, ao contr\u00e1rio do Brasil que demorou a perceber as consequ\u00eancias. Solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 apenas em subir o imposto de importa\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 outros caminhos poss\u00edveis como incentivar os fabricantes de ve\u00edculos a comprar a\u00e7o, pneus, pl\u00e1sticos e outros componentes de fornecedores instalados no Pa\u00eds. S\u00f3 este ano ser\u00e3o importados 700.000 ve\u00edculos leves. Diante do que temos hoje, se nada for feito, \u00e9 melhor produzir carros na China, desmontar e trazer para c\u00e1. \u00c9 importante criar regras de est\u00edmulo\u201d, acrescentou Zola. Acrescento que o Governo Federal ainda n\u00e3o se deu conta de que taxar a importa\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos desmontados (CKD) ou semidesmontados (SKD) em 35% \u00e9 uma barreira insuficiente. EUA e Uni\u00e3o Europeia reagiram com al\u00edquotas muito maiores como meio de salvar os empregos locais, dispensando a antiga norma da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Com\u00e9rcio que estipulou al\u00edquota m\u00e1xima em 35%. Marcas chinesas exportam com grande ajuda governamental, sem nenhuma transpar\u00eancia quanto a custos trabalhistas reais e outros subs\u00eddios. Mas, pressionados pela Europa, j\u00e1 come\u00e7am a instalar f\u00e1bricas no continente e talvez at\u00e9 nos EUA, se estes permitirem. Zola tamb\u00e9m comentou sobre a ascens\u00e3o de modelos el\u00e9tricos no mercado brasileiro. Admitiu que, em alguns estados, \u201cquem compra um carro de motor a combust\u00e3o precisa ganhar um pr\u00eamio\u201d. Ele se referia \u00e0 isen\u00e7\u00e3o total do IPVA por tempo indeterminado para modelos el\u00e9tricos em Pernambuco, por exemplo. Outros estados tamb\u00e9m criaram incentivos. Especificamente na capital paulista el\u00e9tricos e h\u00edbridos (mesmo os semi-h\u00edbridos) est\u00e3o dispensados do rod\u00edzio pelo final de placa. Lan\u00e7amento: Honda City 2027 traz boas mudan\u00e7as visuais Fabricado no Brasil desde 2009, inicialmente apenas o sed\u00e3, o City nas vers\u00f5es sed\u00e3 e hatch chega ao ano-modelo 2027 com mais uma vers\u00e3o, hatch RS, com uma diferen\u00e7a de pre\u00e7o de R$ 2.100 em rela\u00e7\u00e3o ao sed\u00e3 Touring. As mudan\u00e7as concentram-se na dianteira. Far\u00f3is s\u00e3o novos, agora de LED, e n\u00e3o h\u00e1 mais os de neblina. Nas vers\u00f5es mais caras uma estreita faixa iluminada interliga os far\u00f3is. Para-choques s\u00e3o um pouco diferentes entre o hatch e o sed\u00e3. Visto de perfil n\u00e3o h\u00e1 mudan\u00e7as \u00e0 exce\u00e7\u00e3o das novas rodas de liga leve de 16 pol. (menos na vers\u00e3o de entrada onde continuam convencionais de a\u00e7o, de 15 pol. com calotas). Na traseira, para-choques novos para ambas as vers\u00f5es. O City RS destaca-se pelo preto brilhante aplicado no teto, nas capas dos retrovisores e no defletor traseiro (n\u00e3o \u00e9 um aerof\u00f3lio). Rodas de liga leve receberam acabamento escurecido. No interior, esta vers\u00e3o conta com pedaleira de alum\u00ednio. H\u00e1 uma nova central multim\u00eddia de 10 pol. com espelhamento sem fio e portas USB-C para as vers\u00f5es Touring e RS com um pormenor interessante: ajusta-se o volume deslocando dois dedos verticalmente na tela para cima e para baixo e com os quatro dedos a fun\u00e7\u00e3o mudo. Foi mantido o conjunto de assist\u00eancia semiaut\u00f4noma que a Honda batiza de Sensing, a partir da vers\u00e3o intermedi\u00e1ria EX. Al\u00e9m da frenagem aut\u00f4noma de emerg\u00eancia, destacam-se a c\u00e2mera no espelho retrovisor direito, a c\u00e2mera frontal de vis\u00e3o ampla, controle de cruzeiro adaptativo com fun\u00e7\u00e3o de parada e arrancada em baixa velocidade, mitiga\u00e7\u00e3o de evas\u00e3o de pista, assist\u00eancia de perman\u00eancia na faixa e comuta\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de farol alto. Mecanicamente, sem novidades. Mantido o motor flex, aspira\u00e7\u00e3o natural, 1,5 L, inje\u00e7\u00e3o direta, 126 cv (etanol ou gasolina) e uma diferen\u00e7a m\u00ednima de torque (15,8 kgf\u00b7m com o combust\u00edvel vegetal e 15,5 kgf\u00b7m com o derivado de petr\u00f3leo). Quanto ao consumo 9,1 km\/l na cidade e 10,8 km\/l na estrada com etanol e s\u00e3o 12,9 km\/l e 15,3 km\/l, quando abastecido com gasolina. O c\u00e2mbio \u00e9 sempre autom\u00e1tico CVT. Pre\u00e7os: R$ 118.800 a 157.500 (hatch) e 118.800 a 156.400 (sed\u00e3) Impress\u00f5es: Leapmotor B10 REEV \u00e9 alternativa inteligente Trata-se de uma das melhores op\u00e7\u00f5es em termos de desempenho, sil\u00eancio e aus\u00eancia de vibra\u00e7\u00f5es, sem se preocupar em planejar longas paradas para recarregar a bateria. 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