{"id":241982,"date":"2026-10-16T16:10:28","date_gmt":"2026-10-16T19:10:28","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=241982"},"modified":"2026-10-16T16:10:29","modified_gmt":"2026-10-16T19:10:29","slug":"artistas-da-baixada-realizam-exposicao-que-conecta-geracoes-de-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/artistas-da-baixada-realizam-exposicao-que-conecta-geracoes-de-mulheres\/","title":{"rendered":"Artistas da Baixada realizam exposi\u00e7\u00e3o que conecta gera\u00e7\u00f5es de mulheres"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\n<p><em>Mostra<\/em><strong><em> <\/em><\/strong><em>re\u00fane 27 obras de dez artistas contempor\u00e2neas e estabelece di\u00e1logos com a produ\u00e7\u00e3o de pioneiras das artes visuais do s\u00e9culo XX<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O que aproxima as obras de mulheres artistas que viveram e produziram no s\u00e9culo XX da produ\u00e7\u00e3o de uma nova gera\u00e7\u00e3o de artistas da Baixada Fluminense? Essa \u00e9 uma das perguntas que atravessam \u201cCorrespond\u00eancias\u201d, exposi\u00e7\u00e3o que re\u00fane dez artistas contempor\u00e2neas da regi\u00e3o e ser\u00e1 aberta no dia 7 de novembro, no <strong>Centro Municipal de Arte H\u00e9lio Oiticica (CMAHO)<\/strong>, na Pra\u00e7a Onze, no Rio de Janeiro. Com apoio da FAPERJ, a mostra permanece em cartaz at\u00e9 2 de janeiro, com visita\u00e7\u00e3o gratuita de segunda a s\u00e1bado, das 10h \u00e0s 18h.<\/p>\n\n\n\n<p>Pinturas, esculturas, instala\u00e7\u00f5es, gravuras, v\u00eddeos, fotocolagens e objetos comp\u00f5em a mostra, que re\u00fane artistas de <strong>Nova Igua\u00e7u, S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti, Belford Roxo, Mag\u00e9, Guapimirim e Mesquita<\/strong>. S\u00e3o produ\u00e7\u00f5es que partem de experi\u00eancias diversas, mas encontram pontos de contato em quest\u00f5es como identidade, ancestralidade, negritude, territ\u00f3rio, religiosidade, maternidade, viol\u00eancia, fam\u00edlia, cotidiano e mobilidade urbana.<\/p>\n\n\n\n<p>Participam da exposi\u00e7\u00e3o Asmahen Jaloul, Karine de Souza, Marina de Souza, Nicole Torres, Pietra Canle, Priscila Rooxo, Roberta Holiday, Thais Basilio, Val Pires (Xilopretura) e Juliana Cavalcanti di Siqueira. Entre elas est\u00e3o mulheres negras, uma artista trans, uma artista com defici\u00eancia e uma artista de origem libanesa-brasileira, compondo um panorama plural da produ\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o tem como fio condutor o conceito de tempo espiralar, da pesquisadora Leda Maria Martins, segundo o qual o passado n\u00e3o fica para tr\u00e1s, mas continua presente e ganha novos sentidos ao longo do tempo. A partir dessa ideia, as obras das artistas da Baixada Fluminense dialogam com a produ\u00e7\u00e3o de mulheres que atuaram no s\u00e9culo XX, aproximando diferentes gera\u00e7\u00f5es por meio de temas como ancestralidade, identidade e religiosidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta \u00e9 identificar correspond\u00eancias entre temas e quest\u00f5es que atravessaram a produ\u00e7\u00e3o de mulheres artistas no s\u00e9culo XX e que permanecem presentes \u2014 ainda que sob novas perspectivas \u2014 no trabalho das criadoras da Baixada. E tamb\u00e9m de reconhecer como essas experi\u00eancias continuam reverberando, transformando-se e produzindo novos sentidos a partir das viv\u00eancias e dos territ\u00f3rios de cada uma das artistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Procuramos tra\u00e7ar \u2018correspond\u00eancias&#8217; visuais que n\u00e3o enquadram as artistas em r\u00f3tulos, mas tensionam as narrativas oficiais. Unindo vozes contempor\u00e2neas da Baixada Fluminense a nomes femininos da nossa hist\u00f3ria da arte, apresentamos a mem\u00f3ria como um acontecimento vivo e em cont\u00ednua reinven\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, explica a pesquisadora Tamara Campos, coordenadora geral e curadora da mostra, ao lado de Jo\u00e3o Paulo Ov\u00eddio e Beatriz Roza.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das obras, a exposi\u00e7\u00e3o prop\u00f5e ao visitante uma experi\u00eancia de pesquisa e descoberta. QR codes distribu\u00eddos pela mostra permitem acessar informa\u00e7\u00f5es sobre trabalhos realizados por mulheres artistas ao longo do s\u00e9culo XX que estabelecem rela\u00e7\u00f5es com as obras expostas. Algumas das pe\u00e7as apresentadas s\u00e3o in\u00e9ditas ou foram concebidas especialmente para \u201cCorrespond\u00eancias\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta amplia, assim, o olhar sobre a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica feminina no estado do Rio de Janeiro e aproxima a hist\u00f3ria da arte de experi\u00eancias contempor\u00e2neas de territ\u00f3rios historicamente menos representados nos circuitos institucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A mostra fica em cartaz at\u00e9 2 de janeiro, com visita\u00e7\u00e3o de segunda a s\u00e1bado, das 10h \u00e0s 18h.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Servi\u00e7o Exposi\u00e7\u00e3o Correspond\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Abertura:<\/strong> 7 de novembro<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Per\u00edodo <\/strong>7 de novembro a 2 de janeiro. O espa\u00e7o n\u00e3o funcionar\u00e1 nos dias 24 e 25 de dezembro e 31 de dezembro e 1&nbsp; de janeiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Local:<\/strong> Centro Municipal de Arte H\u00e9lio Oiticica (CMAHO) \u2013 Pra\u00e7a Onze, Rio de Janeiro<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Visita\u00e7\u00e3o:<\/strong> segunda a s\u00e1bado, das 10h \u00e0s 18h<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entrada gratuita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conhe\u00e7a a artistas da exposi\u00e7\u00e3o \u201cCorrespond\u00eancias\u201d&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Asmahen Jaloul \u2014 Mesquita<\/strong><br>Artista visual libanesa-brasileira, desenvolve uma produ\u00e7\u00e3o que parte de experi\u00eancias pessoais e mem\u00f3rias familiares para investigar temas como imigra\u00e7\u00e3o, di\u00e1spora, identidade e pertencimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Karine de Souza \u2014 Nova Igua\u00e7u<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Artista visual brasileira negra, conhecida pelos trabalhos com tecido, bordado e objeto, desenvolve uma produ\u00e7\u00e3o que investiga temas como mem\u00f3ria, identidade, pertencimento e imagina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, a partir de perspectivas do afrofuturismo e do afropresentismo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Marina Souza \u2014 Duque de Caxias<\/strong><br>Sua produ\u00e7\u00e3o transita entre instala\u00e7\u00e3o, desenho, escrita e esculturas em argila, tendo-a como sua principal linguagem art\u00edstica. Artista visual, arte-educadora e historiadora da arte, sua trajet\u00f3ria art\u00edstica \u00e9 marcada por pesquisas sobre ancestralidade, mem\u00f3ria e identidade negra, temas que atravessam sua produ\u00e7\u00e3o e refletem experi\u00eancias pessoais, familiares e coletivas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Travadon4 \u2014 Belford Roxo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica \u00e9 marcada por investiga\u00e7\u00f5es sobre o corpo, identidade, territ\u00f3rio, religiosidade e as diferentes formas de exist\u00eancia constru\u00eddas por sujeitos historicamente marginalizados, especialmente com gravura e v\u00eddeo. Artista negra e trans, sua pesquisa questiona padr\u00f5es estabelecidos pela sociedade e busca compreender como categorias como ra\u00e7a, g\u00eanero e territ\u00f3rio influenciam a constru\u00e7\u00e3o das subjetividades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pietra Canle \u2014 Nova Igua\u00e7u<\/strong><br>Seu trabalho art\u00edstico \u00e9 fortemente ligado \u00e0 arte perif\u00e9rica, arte urbana e ao afrofuturismo com colagem e fotografia, atrav\u00e9s do lambe-lambe, buscando valorizar identidades negras e debater quest\u00f5es sociais por meio da arte. Sua trajet\u00f3ria art\u00edstica se desenvolve a partir das experi\u00eancias vividas na Baixada Fluminense, regi\u00e3o que inspira grande parte de suas obras e projetos culturais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Priscila Rooxo \u2014 S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti\/Mesquita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 artista visual e arte-educadora, com trabalhos sobre infraestruturas informais desenvolvidas por comunidades, especialmente por mulheres, que sustentam a vida cotidiana. A partir da pintura, aborda territ\u00f3rio, periferia, identidade e funk, formas de conhecimento, trabalho, manuten\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o mobilizadas diante das desigualdades sociais na Baixada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Roberta Holiday \u2014 Belford Roxo<\/strong><br>\u00c9 uma artista que desenvolve uma pesquisa art\u00edstica baseada na pintura, buscando recriar e ressignificar a presen\u00e7a negra na hist\u00f3ria da arte. Assim, identidade e territ\u00f3rio s\u00e3o temas importantes em suas obras. Portadora de uma defici\u00eancia, acredita que tal fato n\u00e3o \u00e9 uma limita\u00e7\u00e3o, mas sim uma pot\u00eancia e uma parte constituinte de seu ser.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Thais Basilio \u2014 Belford Roxo<\/strong><strong><br><\/strong>\u00c9 uma artista visual brasileira negra, educadora e curadora, cuja produ\u00e7\u00e3o se desenvolve no campo da arte contempor\u00e2nea, explorando linguagens como pintura, instala\u00e7\u00e3o e videoarte. Sua obra dialoga com o conceito de \u201ccorpos-m\u00e1quina\u201d, nascendo de uma vontade de representar esse corpo que est\u00e1 para o of\u00edcio, constantemente despersonificado no mundo neoliberal, em que subalternos s\u00e3o lidos apenas como for\u00e7a de trabalho e \u201calgoritmizados\u201d pela vida e rela\u00e7\u00f5es de trabalho a partir de marcadores raciais. Sua po\u00e9tica, no entanto, n\u00e3o denuncia apenas a explora\u00e7\u00e3o e esgotamento dos corpos, mas busca criar brechas, propor outras experi\u00eancias e a possibilidade dos \u201ccorpos-m\u00e1quinas\u201d perif\u00e9ricos e trabalhadores criarem outras formas de experimentar o mundo e lidar com o tempo. Em 2026, foi indicada ao Pr\u00eamio Pipa, um dos principais reconhecimentos da cena art\u00edstica brasileira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Val Pires (Xilopretura) \u2014 Mag\u00e9\/Guapimirim<\/strong><br>Valqu\u00edria Pires&nbsp; \u00e9 uma artista visual negra, gravadora e educadora brasileira. Nasceu na cidade do Rio de Janeiro e atualmente mora em Guapimirim&nbsp; na Baixada Fluminense. Entre as suas principais tem\u00e1ticas, ela explora representa\u00e7\u00f5es de mulheres que desempenham pap\u00e9is fundamentais na comunidade, mas muitas vezes n\u00e3o recebem visibilidade por isso, como curandeiras, doulas, m\u00e3es e tias. \u00c9 formada em Artes Visuais, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e criadora do projeto Xilopretura, com in\u00edcio em 2016, que une a abrevia\u00e7\u00e3o da palavra xilo (do grego, madeira) com a palavra \u201cpretura\u201d, cujo foco principal \u00e9 a mulher preta. A iniciativa tem como prop\u00f3sito evidenciar, por meio da t\u00e9cnica da xilogravura, a for\u00e7a, a presen\u00e7a e a import\u00e2ncia de mulheres negras \u2014 sejam elas pessoas conhecidas ou an\u00f4nimas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Juliana Cavalcanti di Siqueira \u2014 Baixada Fluminense<\/strong><br>\u00c9 uma artista pl\u00e1stica visual negra formada em design de moda e estamparia, tendo sua pesquisa focada na natureza, interse\u00e7\u00e3o do corpo feminino, padr\u00f5es de beleza e espiritualidade, tendo como materiais a pintura acr\u00edlica sobre tela, aquarela e escultura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mostra re\u00fane 27 obras de dez artistas contempor\u00e2neas e estabelece di\u00e1logos com a produ\u00e7\u00e3o de pioneiras das artes visuais do s\u00e9culo XX O que aproxima as obras de mulheres artistas que viveram e produziram no s\u00e9culo XX da produ\u00e7\u00e3o de uma nova gera\u00e7\u00e3o de artistas da Baixada Fluminense? 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A partir dessa ideia, as obras das artistas da Baixada Fluminense dialogam com a produ\u00e7\u00e3o de mulheres que atuaram no s\u00e9culo XX, aproximando diferentes gera\u00e7\u00f5es por meio de temas como ancestralidade, identidade e religiosidade.&nbsp; A proposta \u00e9 identificar correspond\u00eancias entre temas e quest\u00f5es que atravessaram a produ\u00e7\u00e3o de mulheres artistas no s\u00e9culo XX e que permanecem presentes \u2014 ainda que sob novas perspectivas \u2014 no trabalho das criadoras da Baixada. E tamb\u00e9m de reconhecer como essas experi\u00eancias continuam reverberando, transformando-se e produzindo novos sentidos a partir das viv\u00eancias e dos territ\u00f3rios de cada uma das artistas.&nbsp; \u201cProcuramos tra\u00e7ar \u2018correspond\u00eancias&#8217; visuais que n\u00e3o enquadram as artistas em r\u00f3tulos, mas tensionam as narrativas oficiais. 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Artista visual, arte-educadora e historiadora da arte, sua trajet\u00f3ria art\u00edstica \u00e9 marcada por pesquisas sobre ancestralidade, mem\u00f3ria e identidade negra, temas que atravessam sua produ\u00e7\u00e3o e refletem experi\u00eancias pessoais, familiares e coletivas. Travadon4 \u2014 Belford Roxo Sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica \u00e9 marcada por investiga\u00e7\u00f5es sobre o corpo, identidade, territ\u00f3rio, religiosidade e as diferentes formas de exist\u00eancia constru\u00eddas por sujeitos historicamente marginalizados, especialmente com gravura e v\u00eddeo. Artista negra e trans, sua pesquisa questiona padr\u00f5es estabelecidos pela sociedade e busca compreender como categorias como ra\u00e7a, g\u00eanero e territ\u00f3rio influenciam a constru\u00e7\u00e3o das subjetividades.&nbsp; Pietra Canle \u2014 Nova Igua\u00e7uSeu trabalho art\u00edstico \u00e9 fortemente ligado \u00e0 arte perif\u00e9rica, arte urbana e ao afrofuturismo com colagem e fotografia, atrav\u00e9s do lambe-lambe, buscando valorizar identidades negras e debater quest\u00f5es sociais por meio da arte. Sua trajet\u00f3ria art\u00edstica se desenvolve a partir das experi\u00eancias vividas na Baixada Fluminense, regi\u00e3o que inspira grande parte de suas obras e projetos culturais. Priscila Rooxo \u2014 S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti\/Mesquita \u00c9 artista visual e arte-educadora, com trabalhos sobre infraestruturas informais desenvolvidas por comunidades, especialmente por mulheres, que sustentam a vida cotidiana. A partir da pintura, aborda territ\u00f3rio, periferia, identidade e funk, formas de conhecimento, trabalho, manuten\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o mobilizadas diante das desigualdades sociais na Baixada.&nbsp; Roberta Holiday \u2014 Belford Roxo\u00c9 uma artista que desenvolve uma pesquisa art\u00edstica baseada na pintura, buscando recriar e ressignificar a presen\u00e7a negra na hist\u00f3ria da arte. Assim, identidade e territ\u00f3rio s\u00e3o temas importantes em suas obras. Portadora de uma defici\u00eancia, acredita que tal fato n\u00e3o \u00e9 uma limita\u00e7\u00e3o, mas sim uma pot\u00eancia e uma parte constituinte de seu ser. Thais Basilio \u2014 Belford Roxo\u00c9 uma artista visual brasileira negra, educadora e curadora, cuja produ\u00e7\u00e3o se desenvolve no campo da arte contempor\u00e2nea, explorando linguagens como pintura, instala\u00e7\u00e3o e videoarte. 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