{"id":25188,"date":"2016-05-26T06:10:05","date_gmt":"2016-05-26T09:10:05","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=25188"},"modified":"2016-05-26T06:10:05","modified_gmt":"2016-05-26T09:10:05","slug":"dicas-de-portugues-2605","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/dicas-de-portugues-2605\/","title":{"rendered":"Dicas de Portugu\u00eas &#8211; 26\/05"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>Aprenda a fazer a reda\u00e7\u00e3o dissertativa argumentativa<\/p>\n<p>O formato de reda\u00e7\u00e3o escolhido pela grande parte dos vestibulares, inclusive pelo Enem, \u00e9 a disserta\u00e7\u00e3o-argumentativa. Esse g\u00eanero textual possibilita que o estudante construa uma tese inicial e a defenda diferentes pontos de vista ao longo do texto. Separamos aqui algumas dicas para voc\u00ea construir um bom texto.<\/p>\n<p>1\u00ba)\u00a0Veja o tema de reda\u00e7\u00e3o e fa\u00e7a uma leitura cuidadosa da prova\u00a0&#8211; Essa \u00e9 a principal dica e vai influenciar todo o seu desempenho. Leia e releia a proposta e os textos de apoio. D\u00ea uma lida tamb\u00e9m nas quest\u00f5es da prova. Pode ser que alguma informa\u00e7\u00e3o ajude no tema da reda\u00e7\u00e3o. Aten\u00e7\u00e3o: essa etapa \u00e9 essencial para que voc\u00ea n\u00e3o fuja do tema.<\/p>\n<p>2\u00ba)\u00a0Elabore o projeto de texto e escolha uma tese\u00a0&#8211; Esse \u00e9 o momento em que voc\u00ea deve escolher a sua abordagem e os argumentos que usar\u00e1 para defender sua tese. Separe as ideias principais sobre o assunto em um rascunho. Na tese, escolha um tema que voc\u00ea domine para argumentar e expor o seu ponto de vista.<\/p>\n<p>3\u00ba)\u00a0Fa\u00e7a a primeira vers\u00e3o do texto\u00a0&#8211; Nessa etapa do rascunho, preocupe-se com o conte\u00fado e n\u00e3o com a gram\u00e1tica. Foque sua aten\u00e7\u00e3o para organizar os argumentos da melhor forma. As ideias devem fazer sentido e devem estar ligadas entre si. Um texto bem amarrado valoriza a sua argumenta\u00e7\u00e3o e far\u00e1 com que o corretor n\u00e3o se sinta confuso ao l\u00ea-lo.<br \/>\nLembre-se da estrutura b\u00e1sica da disserta\u00e7\u00e3o-argumentativa|<\/p>\n<p>&gt;&gt;&gt;Introdu\u00e7\u00e3o<br \/>\nApresente o tema e o recorte que voc\u00ea far\u00e1 dele. Evite fazer rodeios. \u00c9 recomend\u00e1vel que a tese seja exposta para direcionar a leitura e mostrar sua linha de racioc\u00ednio. Lembre-se de que na disserta\u00e7\u00e3o seus argumentos devem ser usados para convencer quem estiver lendo.<\/p>\n<p>&gt;&gt;&gt;Desenvolvimento<br \/>\nDefenda a sua tese apresentando ideias que a justifiquem, de forma consistente, e apresente seus argumentos. Essa parte \u00e9 importante, por isso coloque tudo da forma mais clara poss\u00edvel para que o leitor compreenda seu ponto de vista. Para deixar organizado, uma dica \u00e9 reservar um par\u00e1grafo para cada argumento, analisando todos os aspectos que voc\u00ea quer abordar.<\/p>\n<p>&gt;&gt;&gt;Conclus\u00e3o<br \/>\nRetome as ideias expostas na introdu\u00e7\u00e3o, junto com os principais argumentos que a justificam para confirmar a tese e encerrar o debate. Diferente das outras reda\u00e7\u00f5es, no Enem \u00e9 nessa parte que voc\u00ea deve propor a solu\u00e7\u00e3o ao problema, a partir dos pontos j\u00e1 levantados durante sua reda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>4\u00ba)\u00a0Revise o texto:\u00a0Agora \u00e9 hora de corrigir a gram\u00e1tica e encontrar outros errinhos na sua reda\u00e7\u00e3o. Caso tenha d\u00favida na grafia de alguma palavra, tente substituir por outra express\u00e3o. Preste aten\u00e7\u00e3o se n\u00e3o existe alguma frase sem sentido perdida pelo texto e avalie se h\u00e1 coer\u00eancia entre as ideias.<\/p>\n<p>5\u00ba)\u00a0Passe o texto a limpo:\u00a0Finalmente, essa \u00e9 a \u00faltima etapa da reda\u00e7\u00e3o. Por isso a import\u00e2ncia de preparar seu texto em um rascunho. Respeite o limite de linhas e n\u00e3o coloque informa\u00e7\u00f5es fora da \u00e1rea de corre\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uso dos &#8220;porqu\u00eas&#8221;<\/p>\n<p>Por que tantos porqu\u00eas? Ou seria: Por qu\u00ea tantos porques? Comumente, suscitam-se d\u00favidas concernentes ao emprego adequado das diferentes formas gr\u00e1ficas da palavra \u201cporque\u201d. Com o intuito de serem sanadas as referidas d\u00favidas, s\u00e3o apresentadas as explica\u00e7\u00f5es, acompanhadas de diversificados exemplos:<br \/>\n&gt;&gt;&gt;Por que<br \/>\n1. Interrogativas Diretas:<br \/>\nPor que\u00a0houve o rompimento das barragens de rejeito de min\u00e9rio em Mariana, Minas Gerais?<br \/>\nA forma \u201cpor que\u201d \u00e9 utilizada no in\u00edcio da frase para introduzir uma pergunta, feita de maneira direta. Note que a palavra \u201craz\u00e3o\u201d fica subentendida logo ap\u00f3s essa forma interrogativa.<br \/>\nPor que\u00a0[raz\u00e3o] houve o rompimento das barragens&#8230;<br \/>\nMas, aten\u00e7\u00e3o: A forma \u201cPor que\u201d pode ser colocada, tamb\u00e9m, no meio da frase, mesmo em perguntas diretas:<br \/>\nMatheus n\u00e3o explicou\u00a0por que\u00a0n\u00e3o compareceu \u00e0 aula hoje?<br \/>\n2. Pergunta Indireta:<br \/>\nAinda n\u00e3o se sabe\u00a0por que\u00a0houve o rompimento das barragens de rejeito de min\u00e9rio em Mariana.<br \/>\nN\u00e3o sabemos\u00a0por que\u00a0Matheus n\u00e3o compareceu \u00e0 aula hoje.<br \/>\nObserve que o questionamento foi feito de modo indireto, sinalizado pela aus\u00eancia do sinal de interroga\u00e7\u00e3o.<br \/>\n3. Por que = pelo qual (e varia\u00e7\u00f5es)<br \/>\nPode soar um pouco estranho, uma vez que os falantes da l\u00edngua n\u00e3o a utilizam ou n\u00e3o o fazem de modo recorrente. No entanto, a forma \u201cpor que\u201d pode ser empregada, se houver prefer\u00eancia por parte do usu\u00e1rio, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 express\u00e3o \u201cpelo qual\u201d e suas varia\u00e7\u00f5es:<br \/>\nOs bairros\u00a0por que\u00a0(pelos quais) passamos estavam bastante movimentados.<br \/>\nA raz\u00e3o\u00a0por que\u00a0(pela qual) aceitei o convite n\u00e3o lhe interessa.<\/p>\n<p>&gt;&gt;&gt;Porque<br \/>\n1. Em afirma\u00e7\u00f5es:<br \/>\nO desmatamento daquela \u00e1rea cresce vertiginosamente\u00a0porque\u00a0n\u00e3o h\u00e1 fiscaliza\u00e7\u00f5es efetivas.<br \/>\nNesse caso, \u201cporque\u201d \u00e9 colocado no interior da frase, com o objetivo de estabelecer o elo entre o problema (desmatamento vertiginoso) e a sua causa (inexist\u00eancia de fiscaliza\u00e7\u00f5es efetivas). A forma \u201cporque\u201d apresenta o sentido equivalente ao da palavra \u201cpois\u201d, introduzindo a ideia de causa.<br \/>\n2. Em respostas:<br \/>\nCheguei atrasada ao trabalho\u00a0porque\u00a0(pois) houve um acidente, que interditou a estrada por tr\u00eas horas.<br \/>\nAo ser perguntada: \u201cPor que se atrasou?\u201d, respondo por meio da utiliza\u00e7\u00e3o da forma \u201cporque\u201d.<\/p>\n<p>&gt;&gt;&gt;Por qu\u00ea<br \/>\nEmprega-se \u201cpor qu\u00ea\u201d ao final de frases interrogativas. Nesse contexto, a referida forma \u00e9 cercada por um sinal de pontua\u00e7\u00e3o (ponto de interroga\u00e7\u00e3o ou final):<br \/>\n1. Em interrogativa direta:<br \/>\nDurante a reuni\u00e3o com o chefe, eles demonstraram preocupa\u00e7\u00e3o\u00a0por qu\u00ea?<br \/>\n2. Em interrogativa indireta:<br \/>\nNaquele dia, ela n\u00e3o estava se sentindo bem e eu n\u00e3o sei\u00a0por qu\u00ea.<br \/>\nPara comparar: As duas formas \u201cPor que\u201d e \u201cPor qu\u00ea\u201d s\u00e3o utilizadas em interrogativas, realizadas direta ou indiretamente. A diferen\u00e7a reside no fato de que a forma com o acento circunflexo, somente \u00e9 empregada ao final de frases e, por isso mesmo, acompanhada por um sinal de pontua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&gt;&gt;&gt;Porqu\u00ea<br \/>\nA grafia \u201cPorqu\u00ea\u201d funciona como\u00a0substantivo, uma vez que \u00e9 precedida pelo artigo definido \u201co\u201d, e tem o seu significado equivalente ao da palavra \u201cmotivo\u201d:<br \/>\nTodos sabem o\u00a0porqu\u00ea\u00a0(motivo) de sua revolta.<br \/>\nNota explicativa: qualquer palavra precedida de um artigo definido (o, a, os, as) ou indefinido (um, uma, uns, umas) passa a funcionar como um substantivo, num processo gramatical denominado \u201csubstantiva\u00e7\u00e3o\u201d. Veja um exemplo:<br \/>\nO alvorecer\u00a0foi contemplado por todos os h\u00f3spedes daquela pousada.<br \/>\n(artigo \u201co\u201d + verbo \u201calvorecer\u201d = substantivo).<br \/>\nPara encerrar: Por que tantos por qu\u00eas? Porque a grafia de nossa l\u00edngua \u00e9 muito diversificada! Para compreendermos o porqu\u00ea de cada forma e o seu respectivo emprego, basta estudarmos com bastante aten\u00e7\u00e3o!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aprenda a fazer a reda\u00e7\u00e3o dissertativa argumentativa O formato de reda\u00e7\u00e3o escolhido pela grande parte dos vestibulares, inclusive pelo Enem, \u00e9 a disserta\u00e7\u00e3o-argumentativa. Esse g\u00eanero textual possibilita que o estudante construa uma tese inicial e a defenda diferentes pontos de vista ao longo do texto. Separamos aqui algumas dicas para voc\u00ea construir um bom texto. 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