{"id":28013,"date":"2016-07-13T20:43:19","date_gmt":"2016-07-13T23:43:19","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=28013"},"modified":"2016-07-13T20:43:19","modified_gmt":"2016-07-13T23:43:19","slug":"pode-o-homem-herdar-se-a-si-mesmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/pode-o-homem-herdar-se-a-si-mesmo\/","title":{"rendered":"Pode o homem herdar-se a si mesmo?"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>*Carlos B. Gonz\u00e1lez Pecotche<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m discutir\u00e1 que o t\u00edtulo que recebe o m\u00e9dico, o advogado ou o engenheiro, ao t\u00e9rmino de seu curso, \u00e9 heran\u00e7a de seu estudo, de seu esfor\u00e7o e desvelo; em uma palavra a heran\u00e7a de si mesmo em curto prazo, cuja proje\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, poderia manifestar-se, n\u00e3o obstante, como efetiva contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria linha heredit\u00e1ria. O mesmo ocorre com os que se empenham em conseguir um futuro econ\u00f4mico folgado, uma posi\u00e7\u00e3o social respeit\u00e1vel ou a culmina\u00e7\u00e3o feliz de algum projeto pr\u00f3prio das inquietudes humanas. Tais heran\u00e7as \u2013 repetimos \u2013 s\u00e3o limitadas, desde que empalidecem com a morte, e, portanto, intranscendentes. Empalidecem em virtude de sua descontinuidade, causa pela qual podem at\u00e9 desaparecer, pois tais realiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o t\u00eam a consist\u00eancia evolutiva das que concernem ao aperfei\u00e7oamento integral do indiv\u00edduo. N\u00e3o \u00e9 precisamente a esta heran\u00e7a que vamos nos referir.<br \/>\nPara poder conhecer uma verdade, \u00e9 necess\u00e1rio aproximar-se dela progressiva e continuadamente, com humildade, empenho e tato.<br \/>\nQuando dizemos que o homem se herda a si mesmo, estamos nos referindo a uma lei que, como todas as leis universais, encerra uma grande verdade, por\u00e9m, ser\u00e1 importante conhecer o mecanismo dessa lei at\u00e9 em seus m\u00ednimos pormenores, para poder apreciar sua insuper\u00e1vel import\u00e2ncia. Quem pense que isso \u00e9 coisa que se pode deixar ao acaso ou realizar-se sob o impulso de entusiasmos passageiros, engana-se e terminar\u00e1 decepcionado. Convenhamos, pois, que para conhecer esse mecanismo, \u00e9 imprescind\u00edvel a assist\u00eancia da consci\u00eancia, que se haver\u00e1 de dotar com conhecimentos que interpenetram o mist\u00e9rio dessa lei e esclare\u00e7am sua realidade.<br \/>\nSendo que a consci\u00eancia encara a heran\u00e7a superior do ser humano, teremos que admitir que o esp\u00edrito, tal como o define a concep\u00e7\u00e3o logos\u00f3fica, \u00e9 quem, observando dela os valores que o homem adquire, os prolonga atrav\u00e9s do tempo em cada uma das etapas da exist\u00eancia humana. O esp\u00edrito \u00e9, em suma, o deposit\u00e1rio da heran\u00e7a pessoal, com o que se entender\u00e1 que a heran\u00e7a \u00e9 espiritual por excel\u00eancia, n\u00e3o material; nem fruto, tampouco, da especula\u00e7\u00e3o intelectual, fato que a pr\u00f3pria lei recha\u00e7a, por n\u00e3o constituir express\u00e3o cabal das \u00e2nsias humanas do saber.<br \/>\n*Carlos B. Gonz\u00e1lez Pecotche &#8211; Autor da Logosofia &#8211; www.logosofia.org.br &#8211; rj-novaiguacu@logosofia.org.br &#8211; TeL.: (21) 27679713.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Carlos B. 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