{"id":31664,"date":"2016-09-13T21:57:13","date_gmt":"2016-09-14T00:57:13","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=31664"},"modified":"2016-09-13T21:57:13","modified_gmt":"2016-09-14T00:57:13","slug":"mais-de-32-milhoes-de-casas-nao-tem-acesso-a-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/mais-de-32-milhoes-de-casas-nao-tem-acesso-a-internet\/","title":{"rendered":"Mais de 32 milh\u00f5es de casas n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 internet"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<figure id=\"attachment_31666\" aria-describedby=\"caption-attachment-31666\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/160913-H62.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-31666\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/160913-H62-300x200.jpg\" alt=\"Nos domic\u00edlios da classe A, o \u00edndice de acesso \u00e9 de 97% e nos da classe B, 82% Foto: Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-31666\" class=\"wp-caption-text\">Nos domic\u00edlios da classe A, o \u00edndice de acesso \u00e9 de 97% e nos da classe B, 82%<br \/>Foto: Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p>O pre\u00e7o \u00e9 a maior barreira no acesso \u00e0 internet, segundo a 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o da pesquisa TIC Domic\u00edlios divulgada ontem. O valor do servi\u00e7o foi apontado como impedimento pelos moradores de 60% dos 32,8 milh\u00f5es de domic\u00edlios que n\u00e3o est\u00e3o conectados a rede. Entre as resid\u00eancias em que n\u00e3o h\u00e1 uso da internet, 30 milh\u00f5es pertencem \u00e0s classes C, D e E.<br \/>\nO estudo foi realizado pelo Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o (Cetic.br), e pelo N\u00facleo de Informa\u00e7\u00e3o e Coordena\u00e7\u00e3o do Ponto BR (NIC.br). Foram feitas entrevistas pessoais com abordagem em 23.465 domic\u00edlios em todo o territ\u00f3rio nacional, entre novembro de 2015 e junho de 2016.<br \/>\nEntre o \u00faltimo estudo, feito em 2014, e amostra atual, houve varia\u00e7\u00e3o de apenas 1 ponto percentual no n\u00famero de domic\u00edlios com acesso \u00e0 rede. Eram 50% e agora s\u00e3o 51%, totalizando 34,1 milh\u00f5es de resid\u00eancias. A barreira do custo \u00e9 uma das raz\u00f5es, segundo o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, para a qual n\u00e3o houve avan\u00e7o significativo no uso de 2014 para 2015 (base atual). O que pode significar, de acordo com ele, que a expans\u00e3o no modelo atual possa ter chegado ao limite.<br \/>\n\u201cNas classes A e B n\u00f3s podemos dizer que temos os mesmos \u00edndices de pa\u00edses europeus\u201d, acrescenta Barbosa. Nos domic\u00edlios da classe A, o \u00edndice de acesso \u00e9 de 97% e nos da classe B, 82%, enquanto nos de classe C o \u00edndice fica em 49% e nos de classes D e E, 16%.<br \/>\nOutro problema, segundo o gerente do Cetic, \u00e9 a indisponibilidade do servi\u00e7o em algumas regi\u00f5es. \u201cEm algumas \u00e1reas, como no Norte e \u00e1reas rurais, a segunda barreira \u00e9 a disponibilidade do acesso. A menos que voc\u00ea use uma conex\u00e3o via sat\u00e9lite, em muitas \u00e1reas do territ\u00f3rio nacional voc\u00ea n\u00e3o tem nenhuma operadora chegando\u201d, destaca.<br \/>\nPara contornar esses problemas, Barbosa defende uma regula\u00e7\u00e3o mais forte do mercado, como forma de reduzir os pre\u00e7os, e uma revis\u00e3o dos tributos que incidem sobre o servi\u00e7o. \u201cNo Brasil n\u00f3s carregamos, no que a gente paga no acesso, uma propor\u00e7\u00e3o muito significativa de impostos.\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Celulares<\/p>\n<p>Barbosa lembrou ainda a import\u00e2ncia de as pol\u00edticas p\u00fablicas levarem em considera\u00e7\u00e3o o uso do telefone m\u00f3vel como porta de entrada para a rede. A pesquisa mostra tamb\u00e9m que o telefone celular \u00e9 o dispositivo utilizado para o acesso individual da internet pela maioria dos usu\u00e1rios: 89%, seguido pelo computador de mesa (40%), computador port\u00e1til ou\u00a0notebook (39%),\u00a0tablet\u00a0(19%), televis\u00e3o (13%), e videogame (8%). De acordo com o levantamento, 56% da popula\u00e7\u00e3o brasileira usaram a internet no telefone celular nos tr\u00eas meses antes da pesquisa. A propor\u00e7\u00e3o era de 47%, em 2014, e de 31% em 2013.<br \/>\nO tipo de conex\u00e3o mais utilizada nos celulares passou a ser o wifi, com 87% dos usu\u00e1rios, seguido pelo 3G ou 4G (72%). Em 2014, o\u00a0wifi\u00a0correspondia a 74%, e o 3G ou 4G, a 82%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Daniel Mello &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/em><br \/>\n<em>Edi\u00e7\u00e3o:\u00a0Juliana Andrade<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pre\u00e7o \u00e9 a maior barreira no acesso \u00e0 internet, segundo a 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o da pesquisa TIC Domic\u00edlios divulgada ontem. O valor do servi\u00e7o foi apontado como impedimento pelos moradores de 60% dos 32,8 milh\u00f5es de domic\u00edlios que n\u00e3o est\u00e3o conectados a rede. Entre as resid\u00eancias em que n\u00e3o h\u00e1 uso da internet, 30 milh\u00f5es pertencem \u00e0s classes C, D e E. O estudo foi realizado pelo Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o (Cetic.br), e pelo N\u00facleo de Informa\u00e7\u00e3o e Coordena\u00e7\u00e3o do Ponto BR (NIC.br). Foram feitas entrevistas pessoais com abordagem em 23.465 domic\u00edlios em todo o territ\u00f3rio nacional, entre novembro de 2015 e junho de 2016. Entre o \u00faltimo estudo, feito em 2014, e amostra atual, houve varia\u00e7\u00e3o de apenas 1 ponto percentual no n\u00famero de domic\u00edlios com acesso \u00e0 rede. Eram 50% e agora s\u00e3o 51%, totalizando 34,1 milh\u00f5es de resid\u00eancias. A barreira do custo \u00e9 uma das raz\u00f5es, segundo o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, para a qual n\u00e3o houve avan\u00e7o significativo no uso de 2014 para 2015 (base atual). O que pode significar, de acordo com ele, que a expans\u00e3o no modelo atual possa ter chegado ao limite. \u201cNas classes A e B n\u00f3s podemos dizer que temos os mesmos \u00edndices de pa\u00edses europeus\u201d, acrescenta Barbosa. Nos domic\u00edlios da classe A, o \u00edndice de acesso \u00e9 de 97% e nos da classe B, 82%, enquanto nos de classe C o \u00edndice fica em 49% e nos de classes D e E, 16%. Outro problema, segundo o gerente do Cetic, \u00e9 a indisponibilidade do servi\u00e7o em algumas regi\u00f5es. \u201cEm algumas \u00e1reas, como no Norte e \u00e1reas rurais, a segunda barreira \u00e9 a disponibilidade do acesso. A menos que voc\u00ea use uma conex\u00e3o via sat\u00e9lite, em muitas \u00e1reas do territ\u00f3rio nacional voc\u00ea n\u00e3o tem nenhuma operadora chegando\u201d, destaca. Para contornar esses problemas, Barbosa defende uma regula\u00e7\u00e3o mais forte do mercado, como forma de reduzir os pre\u00e7os, e uma revis\u00e3o dos tributos que incidem sobre o servi\u00e7o. \u201cNo Brasil n\u00f3s carregamos, no que a gente paga no acesso, uma propor\u00e7\u00e3o muito significativa de impostos.\u201d, ressalta. Celulares Barbosa lembrou ainda a import\u00e2ncia de as pol\u00edticas p\u00fablicas levarem em considera\u00e7\u00e3o o uso do telefone m\u00f3vel como porta de entrada para a rede. A pesquisa mostra tamb\u00e9m que o telefone celular \u00e9 o dispositivo utilizado para o acesso individual da internet pela maioria dos usu\u00e1rios: 89%, seguido pelo computador de mesa (40%), computador port\u00e1til ou\u00a0notebook (39%),\u00a0tablet\u00a0(19%), televis\u00e3o (13%), e videogame (8%). De acordo com o levantamento, 56% da popula\u00e7\u00e3o brasileira usaram a internet no telefone celular nos tr\u00eas meses antes da pesquisa. A propor\u00e7\u00e3o era de 47%, em 2014, e de 31% em 2013. O tipo de conex\u00e3o mais utilizada nos celulares passou a ser o wifi, com 87% dos usu\u00e1rios, seguido pelo 3G ou 4G (72%). 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