{"id":33102,"date":"2016-10-07T23:05:45","date_gmt":"2016-10-08T02:05:45","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=33102"},"modified":"2016-10-07T23:05:45","modified_gmt":"2016-10-08T02:05:45","slug":"lobista-compara-pagamento-de-propina-a-um-seguro-de-carro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/lobista-compara-pagamento-de-propina-a-um-seguro-de-carro\/","title":{"rendered":"Lobista compara pagamento de propina a um seguro de carro"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>Em depoimento prestado ao corregedor-geral da Justi\u00e7a Eleitoral, ministro Herman Benjamin, o lobista Zwi Skornicki confirmou o pagamento em contas no exterior de US$ 4,5 milh\u00f5es em nove parcelas a M\u00f4nica Moura, mulher do marqueteiro Jo\u00e3o Santana, respons\u00e1vel pelas campanhas eleitorais de Dilma Rousseff em 2010 e 2014. O lobista, ex-representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels, comparou o pagamento de propina a um seguro de carro. \u201c\u00c9 como se o senhor fizesse um seguro de carro: o senhor n\u00e3o quer nunca usar, mas paga. Basicamente era dessa forma\u201d, afirmou o lobista em depoimento prestado no m\u00eas passado, no \u00e2mbito do processo que pode levar \u00e0 cassa\u00e7\u00e3o da chapa que elegeu Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014.<br \/>\n\u201cSimplesmente o senhor Vaccari (Jo\u00e3o Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT) disse: eu preciso pagar \u00e0 senhora M\u00f4nica cinco milh\u00f5es de d\u00f3lares. Ent\u00e3o o senhor tira da minha conta corrente, vou dar o seu celular para ela e ela vai entrar em contato contigo e voc\u00eas se acertam\u201d, afirmou Skornicki.<br \/>\nQuestionado se haveria amea\u00e7a ou retalia\u00e7\u00e3o caso os pagamentos n\u00e3o fossem realizados, respondeu: \u201cO senhor sentia subliminarmente que, realmente, existia alguma coisa por tr\u00e1s. Que se n\u00e3o participasse, algu\u00e9m&#8230; um outro faria o gol no meu lugar. Quer dizer, no lugar da Keppel.\u201d<br \/>\nPress\u00e3o. Em outro depoimento, Ot\u00e1vio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, reafirmou que houve pedidos de propina de dirigentes e de pessoas ligadas ao PMDB e ao PT nas elei\u00e7\u00f5es de 2014. Ele afirmou que n\u00e3o tinha rela\u00e7\u00e3o de amizade com Dilma ou com Temer, mas que teve reuni\u00f5es formais com ambos em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, todas \u201camplas e divulgadas\u201d.<br \/>\nEle ressaltou que o esquema de propina n\u00e3o se limitou \u00e0 Petrobr\u00e1s. Parte do dinheiro desviado, de acordo com ele, foi referente \u00e0 usina de Belo Monte, sendo paga tamb\u00e9m por meio de doa\u00e7\u00f5es eleitorais. Nas elei\u00e7\u00f5es de 2014, a Andrade Gutierrez reservouR$ 104 milh\u00f5es para contribui\u00e7\u00f5es.<br \/>\nAzevedo citou acordos envolvendo ex-ministros como Antonio Palocci, preso em Curitiba, Edson Lob\u00e3o, atualmente senador e investigado no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ministro Delfim Netto, al\u00e9m de pessoas pr\u00f3ximas a Dilma, como Giles Azevedo, ex-secret\u00e1rio do gabinete pessoal da petista.<br \/>\nAs a\u00e7\u00f5es que contestam as contas da chapa que elegeu Dilma e Temer em 2014 foram impetradas pelo PSDB, que aponta abuso de poder econ\u00f4mico nas elei\u00e7\u00f5es. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, j\u00e1 indicou que o julgamento deve ocorrer apenas no ano que vem.<br \/>\nDilma tem negado irregularidades, enquanto a defesa de Temer tenta separar o processo por entender que n\u00e3o teve responsabilidade sobre as contas da campanha. (AE)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em depoimento prestado ao corregedor-geral da Justi\u00e7a Eleitoral, ministro Herman Benjamin, o lobista Zwi Skornicki confirmou o pagamento em contas no exterior de US$ 4,5 milh\u00f5es em nove parcelas a M\u00f4nica Moura, mulher do marqueteiro Jo\u00e3o Santana, respons\u00e1vel pelas campanhas eleitorais de Dilma Rousseff em 2010 e 2014. 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