{"id":37798,"date":"2016-12-30T23:45:24","date_gmt":"2016-12-31T01:45:24","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=37798"},"modified":"2016-12-30T23:45:24","modified_gmt":"2016-12-31T01:45:24","slug":"giovani-planeja-homenagear-chapecoense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/giovani-planeja-homenagear-chapecoense\/","title":{"rendered":"Giovani planeja homenagear Chapecoense"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<figure id=\"attachment_37791\" aria-describedby=\"caption-attachment-37791\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/161230-H81.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-37791\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/161230-H81-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-37791\" class=\"wp-caption-text\">Corredor j\u00e1 subiu no p\u00f3dio em cinco edi\u00e7\u00f5es da S\u00e3o Silvestre e quer repetir a dose<\/figcaption><\/figure>\n<p>O atleta Giovani dos Santos n\u00e3o tinha o h\u00e1bito de acompanhar futebol. O cora\u00e7\u00e3o da principal esperan\u00e7a brasileira na 92\u00aa Corrida Internacional de S\u00e3o Silvestre, no entanto, acabou conquistado a partir do acidente com o avi\u00e3o que levava a Chapecoense a Medell\u00edn, onde seria disputada a primeira partida da decis\u00e3o da Copa Sul-Americana. A trag\u00e9dia matou 71 pessoas e deixou outras seis feridas.<br \/>\n\u201cN\u00e3o torcia por clube nenhum antes disso. Agora, sou torcedor da Chape. Quando completar a corrida \u2013 espero que em primeiro lugar \u2013, vou fazer uma homenagem para eles\u201d, avisou Giovani, que levou no peito o escudo da Chapecoense em sua \u00faltima vit\u00f3ria na Volta Internacional da Pampulha.<br \/>\nQuando saiu vitorioso em seu Estado, o atleta j\u00e1 adiantava que sua prioridade era a S\u00e3o Silvestre. Ele se poupou no \u00faltimo quil\u00f4metro da prova mineira com o intuito de alcan\u00e7ar a maior gl\u00f3ria da carreira neste 31 de dezembro.<br \/>\n\u201cVencendo a S\u00e3o Silvestre, trarei muitas alegrias para os brasileiros, ainda mais em um ano em que tivemos essa grande perda com o time de Chapec\u00f3. A minha vit\u00f3ria servir\u00e1 para amenizar um pouco a dor que estamos sentindo pelo que aconteceu\u201d, comentou.<br \/>\nO otimismo de Giovani para a S\u00e3o Silvestre contrasta com o rendimento dos brasileiros nas \u00faltimas edi\u00e7\u00f5es da mais tradicional prova de rua do Pa\u00eds. O Brasil n\u00e3o coloca um atleta no posto mais alto do p\u00f3dio desde 2010, quando Mar\u00edlson dos Santos levou a melhor sobre os favoritos africanos.<br \/>\n\u201cMas cada um vai dar o seu melhor. Estando junto deles, posso dar alegrias \u00e0 torcida brasileira\u201d, confiou Giovani dos Santos, sem se importar com a concorr\u00eancia do et\u00edope Dawit Admasu, campe\u00e3o da S\u00e3o Silvestre de 2014 e forte candidato a repetir o feito em 2016. \u201cTodos s\u00e3o favoritos. N\u00e3o d\u00e1 para apontar um s\u00f3 porque n\u00e3o sei como foi a prepara\u00e7\u00e3o deles\u201d, ponderou o torcedor da Chape.<br \/>\nT\u00e9cnico v\u00ea \u201cciumeira\u201d superada<\/p>\n<figure id=\"attachment_37792\" aria-describedby=\"caption-attachment-37792\" style=\"width: 226px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/161230-H82.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-37792\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/161230-H82-226x300.jpg\" alt=\"\" width=\"226\" height=\"300\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-37792\" class=\"wp-caption-text\">Moacir Coquinho \u00e9 o principal articulador da vinda dos atletas africanos \u00e0 corrida<\/figcaption><\/figure>\n<p>Respons\u00e1vel por agenciar e treinar muitos dos campe\u00f5es africanos da S\u00e3o Silvestre, o brasileiro Moacir Marconi, o Coquinho, j\u00e1 deixou no passado a pol\u00eamica que alimentava com os atletas do Pa\u00eds. Entre alguns deles, existia a reivindica\u00e7\u00e3o de que o n\u00famero de competidores estrangeiros na tradicional prova de 31 de dezembro fosse limitado.<br \/>\n\u201cEssa ciumeira foi superada. Era algo que eu via at\u00e9 de uma forma infantil. Quem reclamava estava pensando no lado financeiro, nas premia\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o no esportivo\u201d, comentou Coquinho. \u201cMas hoje os atletas brasileiros j\u00e1 deram uma acalmada. Eles entenderam o esp\u00edrito da coisa\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio ainda se lembrou dos seus tempos de atleta ao comentar a pol\u00eamica. \u201cNa minha \u00e9poca, eu sa\u00eda do Brasil para poder correr com os caras (africanos). Hoje, trago os caras para todo o mundo correr com eles, melhorando os seus resultados, e ficam com essa ciumeira e tal. Se voc\u00ea quer alguma coisa ol\u00edmpica, algo maior, s\u00e3o esses caras que v\u00e3o te ajudar a chegar l\u00e1\u201d, argumentou.<br \/>\n\u201cOs caras\u201d de Coquinho na S\u00e3o Silvestre de 2016 s\u00e3o sete, sendo cinco homens e duas mulheres. Ele destaca as presen\u00e7as dos et\u00edopes Dawit Admasu, que ganhou a prova em 2014, e Yimer Wude Ayalew, vencedora em 2008, 2014 e 2015. Entre as mulheres, o favoritismo ainda recai sobre Jemima Sumgong, campe\u00e3 da maratona nos Jogos Ol\u00edmpicos do Rio de Janeiro.<br \/>\n\u201cTodos esses atletas africanos trazem prest\u00edgio para a S\u00e3o Silvestre, proporcionam bons resultados. O lado financeiro \u00e9 consequ\u00eancia do esportivo. Sempre pensei assim\u201d, concluiu Coquinho.<br \/>\nEt\u00edopes prometem vit\u00f3rias em Sampa<\/p>\n<p>Com personalidades bastante distintas, Dawit Admasu e Yimer Wude Ayalew s\u00e3o dois dos principais favoritos \u00e0 conquista da 92\u00aa S\u00e3o Silvestre nas provas masculina e feminina, respectivamente, e a esperan\u00e7a da Eti\u00f3pia de repetir hist\u00f3ria nas ruas de S\u00e3o Paulo. Em 2014, a dupla subiu no lugar mais alto do p\u00f3dio montado na Avenida Paulista. \u201cSim, quero fazer hist\u00f3ria\u201d, assentiu Yimer, bastante t\u00edmida. Al\u00e9m de campe\u00e3 em 2014, ela ganhou a S\u00e3o Silvestre em 2008 e em 2015, mas ainda n\u00e3o se acostumou com a fama constru\u00edda na capital paulista. Costuma abaixar a cabe\u00e7a quando v\u00ea um microfone, encolhida, e quase sempre solicita os servi\u00e7os de Dawit como int\u00e9rprete.<br \/>\nO compatriota de Yimer, ao contr\u00e1rio, \u00e9 bastante descontra\u00eddo. Em um treinamento realizado no Ibirapuera, na quarta-feira, Dawit comandou as brincadeiras com o grupo de africanos agenciado pelo t\u00e9cnico brasileiro Moacir Marconi, o Coquinho. Ele fez gra\u00e7a ao se alongar, puxou a fila dos corredores pelo parque e at\u00e9 interagiu com alguns transeuntes. \u201cEstou preparado para ganhar novamente. Treinei bastante\u201d, sorriu Dawit, que coloca os atletas africanos como os seus principais advers\u00e1rios. \u201cO campe\u00e3o est\u00e1 aqui, entre n\u00f3s. O nosso time inteiro tem chances\u201d, avisou.<\/p>\n<p><em>por Jota Carvalho<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O atleta Giovani dos Santos n\u00e3o tinha o h\u00e1bito de acompanhar futebol. O cora\u00e7\u00e3o da principal esperan\u00e7a brasileira na 92\u00aa Corrida Internacional de S\u00e3o Silvestre, no entanto, acabou conquistado a partir do acidente com o avi\u00e3o que levava a Chapecoense a Medell\u00edn, onde seria disputada a primeira partida da decis\u00e3o da Copa Sul-Americana. A trag\u00e9dia matou 71 pessoas e deixou outras seis feridas. \u201cN\u00e3o torcia por clube nenhum antes disso. Agora, sou torcedor da Chape. Quando completar a corrida \u2013 espero que em primeiro lugar \u2013, vou fazer uma homenagem para eles\u201d, avisou Giovani, que levou no peito o escudo da Chapecoense em sua \u00faltima vit\u00f3ria na Volta Internacional da Pampulha. Quando saiu vitorioso em seu Estado, o atleta j\u00e1 adiantava que sua prioridade era a S\u00e3o Silvestre. 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Estando junto deles, posso dar alegrias \u00e0 torcida brasileira\u201d, confiou Giovani dos Santos, sem se importar com a concorr\u00eancia do et\u00edope Dawit Admasu, campe\u00e3o da S\u00e3o Silvestre de 2014 e forte candidato a repetir o feito em 2016. \u201cTodos s\u00e3o favoritos. N\u00e3o d\u00e1 para apontar um s\u00f3 porque n\u00e3o sei como foi a prepara\u00e7\u00e3o deles\u201d, ponderou o torcedor da Chape. T\u00e9cnico v\u00ea \u201cciumeira\u201d superada Respons\u00e1vel por agenciar e treinar muitos dos campe\u00f5es africanos da S\u00e3o Silvestre, o brasileiro Moacir Marconi, o Coquinho, j\u00e1 deixou no passado a pol\u00eamica que alimentava com os atletas do Pa\u00eds. Entre alguns deles, existia a reivindica\u00e7\u00e3o de que o n\u00famero de competidores estrangeiros na tradicional prova de 31 de dezembro fosse limitado. \u201cEssa ciumeira foi superada. Era algo que eu via at\u00e9 de uma forma infantil. Quem reclamava estava pensando no lado financeiro, nas premia\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o no esportivo\u201d, comentou Coquinho. \u201cMas hoje os atletas brasileiros j\u00e1 deram uma acalmada. Eles entenderam o esp\u00edrito da coisa\u201d, acrescentou. O empres\u00e1rio ainda se lembrou dos seus tempos de atleta ao comentar a pol\u00eamica. \u201cNa minha \u00e9poca, eu sa\u00eda do Brasil para poder correr com os caras (africanos). Hoje, trago os caras para todo o mundo correr com eles, melhorando os seus resultados, e ficam com essa ciumeira e tal. Se voc\u00ea quer alguma coisa ol\u00edmpica, algo maior, s\u00e3o esses caras que v\u00e3o te ajudar a chegar l\u00e1\u201d, argumentou. \u201cOs caras\u201d de Coquinho na S\u00e3o Silvestre de 2016 s\u00e3o sete, sendo cinco homens e duas mulheres. Ele destaca as presen\u00e7as dos et\u00edopes Dawit Admasu, que ganhou a prova em 2014, e Yimer Wude Ayalew, vencedora em 2008, 2014 e 2015. Entre as mulheres, o favoritismo ainda recai sobre Jemima Sumgong, campe\u00e3 da maratona nos Jogos Ol\u00edmpicos do Rio de Janeiro. \u201cTodos esses atletas africanos trazem prest\u00edgio para a S\u00e3o Silvestre, proporcionam bons resultados. O lado financeiro \u00e9 consequ\u00eancia do esportivo. Sempre pensei assim\u201d, concluiu Coquinho. Et\u00edopes prometem vit\u00f3rias em Sampa Com personalidades bastante distintas, Dawit Admasu e Yimer Wude Ayalew s\u00e3o dois dos principais favoritos \u00e0 conquista da 92\u00aa S\u00e3o Silvestre nas provas masculina e feminina, respectivamente, e a esperan\u00e7a da Eti\u00f3pia de repetir hist\u00f3ria nas ruas de S\u00e3o Paulo. Em 2014, a dupla subiu no lugar mais alto do p\u00f3dio montado na Avenida Paulista. \u201cSim, quero fazer hist\u00f3ria\u201d, assentiu Yimer, bastante t\u00edmida. Al\u00e9m de campe\u00e3 em 2014, ela ganhou a S\u00e3o Silvestre em 2008 e em 2015, mas ainda n\u00e3o se acostumou com a fama constru\u00edda na capital paulista. Costuma abaixar a cabe\u00e7a quando v\u00ea um microfone, encolhida, e quase sempre solicita os servi\u00e7os de Dawit como int\u00e9rprete. O compatriota de Yimer, ao contr\u00e1rio, \u00e9 bastante descontra\u00eddo. Em um treinamento realizado no Ibirapuera, na quarta-feira, Dawit comandou as brincadeiras com o grupo de africanos agenciado pelo t\u00e9cnico brasileiro Moacir Marconi, o Coquinho. Ele fez gra\u00e7a ao se alongar, puxou a fila dos corredores pelo parque e at\u00e9 interagiu com alguns transeuntes. \u201cEstou preparado para ganhar novamente. Treinei bastante\u201d, sorriu Dawit, que coloca os atletas africanos como os seus principais advers\u00e1rios. \u201cO campe\u00e3o est\u00e1 aqui, entre n\u00f3s. 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