{"id":4429,"date":"2015-06-09T23:03:04","date_gmt":"2015-06-10T02:03:04","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=4429"},"modified":"2015-06-09T23:03:04","modified_gmt":"2015-06-10T02:03:04","slug":"20-anos-de-internet-no-brasil-da-rede-discada-a-internet-das-coisas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/20-anos-de-internet-no-brasil-da-rede-discada-a-internet-das-coisas\/","title":{"rendered":"20 anos de internet no Brasil: da rede discada \u00e0 internet das coisas"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>*Dane Avanzi<\/p>\n<p>Recentemente, comemoramos os 20 anos da internet comercial no Brasil. O projeto que originou a rede surgiu na d\u00e9cada de 60, durante a Guerra Fria, marcado pela disputa militar entre Estados Unidos e a extinta Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. No entanto, a internet s\u00f3 deixou de ser privil\u00e9gio das universidades e da iniciativa privada no Brasil em maio de 1995.<br \/>\nNaquele mesmo ano, nos EUA, uma pesquisa realizada pelo Pew Research mostrou que 42% dos adultos norte-americanos nunca tinham ouvido falar na rede. Outros 21% tinham um vago conceito. Vinte anos depois, somos tr\u00eas bilh\u00f5es de pessoas conectadas pelo mundo. S\u00f3 em 2014, o equivalente a toda a popula\u00e7\u00e3o dos EUA entraram para o universo online.<br \/>\nNo \u00e2mbito dom\u00e9stico, vimos computadores \u201ctub\u00f5es\u201d entrarem na internet pela primeira vez, com uma conex\u00e3o discada, lenta e inst\u00e1vel. N\u00e3o demorou para que logo come\u00e7\u00e1ssemos a usar a rede para conhecer pessoas novas ou mesmo para nos comunicarmos com as que j\u00e1 conhec\u00edamos no mundo real. Em especial os brasileiros, logo se renderam ao advendo das m\u00eddias sociais.<br \/>\nOs computadores diminuiram de tamanho e tornaram-se notebooks, sendo pela primeira vez, port\u00e1teis. Conhecemos a banda larga. Mais um pouco se passou e, a necessidade de se manter sempre online invadiu o celular, transformando-os de meros telefones m\u00f3veis a smartphones completos, onde sua fun\u00e7\u00e3o menos importante \u00e9 fazer ou receber chamadas.<br \/>\nSe a internet mudou a maneira das pessoas se relacionarem, imagine ent\u00e3o o que ela fez na seara das corpora\u00e7\u00f5es e governos. Profiss\u00f5es deixaram de existir e muitas outras surgiram. Documentos que levam dias e at\u00e9 meses, hoje podem ser obtidos em segundos.<br \/>\nIneg\u00e1vel reconhecer todos os avan\u00e7os que tivemos na sociedade em fun\u00e7\u00e3o das facilidades que a rede mundial de computadores no trouxe. No entanto, engana-se quem pensa que j\u00e1 vimos a revolu\u00e7\u00e3o e que daqui para a frente, nada mais nos surpreender\u00e1.<br \/>\nRelembrar o passado \u00e9 bom e importante. Isso nos ajuda a avaliar nosso progresso, nossa evolu\u00e7\u00e3o. Contudo, precisamos mesmo \u00e9 olhar para a frente. E, quando fazemos isso em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 internet e \u00e0 tecnologia como um todo, nos cabe acompanhar a transforma\u00e7\u00e3o que j\u00e1 demos in\u00edcio com a chamada internet das coisas, nome dado \u00e0 futura gera\u00e7\u00e3o de eletroeletr\u00f4nicos, ve\u00edculos automotores e qualquer outro tipo de dispositivo capaz de se comunicar via TCP\/IP, compartilhando informa\u00e7\u00f5es e interagindo com outros dispositivos.<br \/>\nVeremos a conex\u00e3o inteligente entre pessoas, processos, dados e coisas. Cidad\u00e3os, empresas e governos j\u00e1 come\u00e7am a buscar a digitaliza\u00e7\u00e3o para obter mais efici\u00eancia. Praticamente tudo ser\u00e1 controlado pela internet, ocasionando numa gest\u00e3o digital para itens que v\u00e3o desde o b\u00e1sico, como a ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, consumo de energia el\u00e9trica e \u00e1gua, podendo chegar at\u00e9 ao controle de resid\u00eancias \u00e0 longa dist\u00e2ncia, sendo poss\u00edvel programar o uso de determinados aparelhos mesmo que ningu\u00e9m esteja presente no local.<br \/>\nEstima-se que nos pr\u00f3ximos dez anos veremos o n\u00famero de cidades inteligentes saltar de 21 em 2013, para 88 em 2025. Plataformas inovadoras, dados abertos e aplicativos ir\u00e3o atuar na redu\u00e7\u00e3o dos congestionamentos, no controle da polui\u00e7\u00e3o, no consumo de recursos naturais e at\u00e9 na redu\u00e7\u00e3o da criminalidade.<br \/>\nCertamente, muita coisa j\u00e1 mudou e ainda continuar\u00e1 mudando. \u00c9 \u00f3bvio que nem toda mudan\u00e7a \u00e9 positiva. A internet trouxe muito progresso, mas tamb\u00e9m criou crimes que nem conhec\u00edamos. Como praticamente tudo na vida, \u00e9 preciso estar atento e buscar um contraponto. Se de um lado teremos cidades, pessoas e governos com mais facilidades, teremos que trabalhar em paralelo no sentido de combater os poss\u00edveis problemas que todas elas poder\u00e3o nos trazer. Que venham mais 20 anos!<\/p>\n<p>*Dane Avanzi \u00e9 empres\u00e1rio, advogado e vice-presidente da Aerbras &#8211; Associa\u00e7\u00e3o das Empresas de Radiocomunica\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Dane Avanzi Recentemente, comemoramos os 20 anos da internet comercial no Brasil. O projeto que originou a rede surgiu na d\u00e9cada de 60, durante a Guerra Fria, marcado pela disputa militar entre Estados Unidos e a extinta Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. No entanto, a internet s\u00f3 deixou de ser privil\u00e9gio das universidades e da iniciativa privada no Brasil em maio de 1995. Naquele mesmo ano, nos EUA, uma pesquisa realizada pelo Pew Research mostrou que 42% dos adultos norte-americanos nunca tinham ouvido falar na rede. Outros 21% tinham um vago conceito. Vinte anos depois, somos tr\u00eas bilh\u00f5es de pessoas conectadas pelo mundo. S\u00f3 em 2014, o equivalente a toda a popula\u00e7\u00e3o dos EUA entraram para o universo online. No \u00e2mbito dom\u00e9stico, vimos computadores \u201ctub\u00f5es\u201d entrarem na internet pela primeira vez, com uma conex\u00e3o discada, lenta e inst\u00e1vel. N\u00e3o demorou para que logo come\u00e7\u00e1ssemos a usar a rede para conhecer pessoas novas ou mesmo para nos comunicarmos com as que j\u00e1 conhec\u00edamos no mundo real. Em especial os brasileiros, logo se renderam ao advendo das m\u00eddias sociais. Os computadores diminuiram de tamanho e tornaram-se notebooks, sendo pela primeira vez, port\u00e1teis. Conhecemos a banda larga. Mais um pouco se passou e, a necessidade de se manter sempre online invadiu o celular, transformando-os de meros telefones m\u00f3veis a smartphones completos, onde sua fun\u00e7\u00e3o menos importante \u00e9 fazer ou receber chamadas. Se a internet mudou a maneira das pessoas se relacionarem, imagine ent\u00e3o o que ela fez na seara das corpora\u00e7\u00f5es e governos. Profiss\u00f5es deixaram de existir e muitas outras surgiram. Documentos que levam dias e at\u00e9 meses, hoje podem ser obtidos em segundos. Ineg\u00e1vel reconhecer todos os avan\u00e7os que tivemos na sociedade em fun\u00e7\u00e3o das facilidades que a rede mundial de computadores no trouxe. No entanto, engana-se quem pensa que j\u00e1 vimos a revolu\u00e7\u00e3o e que daqui para a frente, nada mais nos surpreender\u00e1. Relembrar o passado \u00e9 bom e importante. Isso nos ajuda a avaliar nosso progresso, nossa evolu\u00e7\u00e3o. Contudo, precisamos mesmo \u00e9 olhar para a frente. E, quando fazemos isso em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 internet e \u00e0 tecnologia como um todo, nos cabe acompanhar a transforma\u00e7\u00e3o que j\u00e1 demos in\u00edcio com a chamada internet das coisas, nome dado \u00e0 futura gera\u00e7\u00e3o de eletroeletr\u00f4nicos, ve\u00edculos automotores e qualquer outro tipo de dispositivo capaz de se comunicar via TCP\/IP, compartilhando informa\u00e7\u00f5es e interagindo com outros dispositivos. Veremos a conex\u00e3o inteligente entre pessoas, processos, dados e coisas. Cidad\u00e3os, empresas e governos j\u00e1 come\u00e7am a buscar a digitaliza\u00e7\u00e3o para obter mais efici\u00eancia. Praticamente tudo ser\u00e1 controlado pela internet, ocasionando numa gest\u00e3o digital para itens que v\u00e3o desde o b\u00e1sico, como a ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, consumo de energia el\u00e9trica e \u00e1gua, podendo chegar at\u00e9 ao controle de resid\u00eancias \u00e0 longa dist\u00e2ncia, sendo poss\u00edvel programar o uso de determinados aparelhos mesmo que ningu\u00e9m esteja presente no local. Estima-se que nos pr\u00f3ximos dez anos veremos o n\u00famero de cidades inteligentes saltar de 21 em 2013, para 88 em 2025. Plataformas inovadoras, dados abertos e aplicativos ir\u00e3o atuar na redu\u00e7\u00e3o dos congestionamentos, no controle da polui\u00e7\u00e3o, no consumo de recursos naturais e at\u00e9 na redu\u00e7\u00e3o da criminalidade. Certamente, muita coisa j\u00e1 mudou e ainda continuar\u00e1 mudando. \u00c9 \u00f3bvio que nem toda mudan\u00e7a \u00e9 positiva. A internet trouxe muito progresso, mas tamb\u00e9m criou crimes que nem conhec\u00edamos. Como praticamente tudo na vida, \u00e9 preciso estar atento e buscar um contraponto. Se de um lado teremos cidades, pessoas e governos com mais facilidades, teremos que trabalhar em paralelo no sentido de combater os poss\u00edveis problemas que todas elas poder\u00e3o nos trazer. Que venham mais 20 anos! *Dane Avanzi \u00e9 empres\u00e1rio, advogado e vice-presidente da Aerbras &#8211; Associa\u00e7\u00e3o das Empresas de Radiocomunica\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-4429","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4429","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4429"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4429\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4430,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4429\/revisions\/4430"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4429"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4429"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4429"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}