{"id":45245,"date":"2017-04-13T12:12:52","date_gmt":"2017-04-13T15:12:52","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=45245"},"modified":"2017-04-13T12:12:52","modified_gmt":"2017-04-13T15:12:52","slug":"temer-comandou-reuniao-sobre-propina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/temer-comandou-reuniao-sobre-propina\/","title":{"rendered":"Temer comandou reuni\u00e3o sobre propina"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/h1-27.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-45246 alignleft\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/h1-27-300x180.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"180\" \/><\/a>O presidente Michel Temer comandou uma reuni\u00e3o com a Odebrecht na qual foi acertado pagamento de propina de 40 milh\u00f5es de d\u00f3lares ao PMDB em 2010, quando era candidato a vice-presidente da Rep\u00fablica, afirmou um dos delatores da empreiteira em depoimento no \u00e2mbito da opera\u00e7\u00e3o Lava Jato.<\/p>\n<p>Segundo o delator M\u00e1rcio Faria da Silva, o encontro aconteceu no escrit\u00f3rio pol\u00edtico de Temer em S\u00e3o Paulo, e o valor se referia a 5 por cento de um contrato da Odebrecht com a Petrobras.<\/p>\n<p>&#8220;Totalmente vantagem indevida, porque era um percentual em cima de um contrato&#8221;, disse Faria no depoimento, quando perguntado se havia ficado claro na reuni\u00e3o que o repasse era relativo a pagamento de propina.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Temer, tamb\u00e9m participaram da reuni\u00e3o os ex-deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), de acordo com o depoimento do delator, que foi divulgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira ap\u00f3s a retirada do sigilo sobre as dela\u00e7\u00f5es da Odebrecht.<\/p>\n<p>Segundo o delator, a reuni\u00e3o com a presen\u00e7a de Temer foi convocada como uma forma de &#8220;confirma\u00e7\u00e3o&#8221; para um acerto que j\u00e1 havia sido feito anteriormente por um intermedi\u00e1rio do PMDB junto \u00e0 Petrobras. O acordo dizia respeito a um contrato de 825 milh\u00f5es de d\u00f3lares para a manuten\u00e7\u00e3o de ativos da Petrobras em nove pa\u00edses, que foi vencido pela Odebrecht por meio de fraude no processo licitat\u00f3rio.<\/p>\n<p>&#8220;Um dia recebi um email convocando para uma reuni\u00e3o com a c\u00fapula do PMDB em S\u00e3o Paulo&#8230; Um contrato dessa magnitude, o que passou na minha cabe\u00e7a \u00e9 que o pessoal queria uma confirma\u00e7\u00e3o&#8221;, disse o delator, acrescentando que no encontro com a presen\u00e7a de Temer n\u00e3o se falou em valores, mas houve confirma\u00e7\u00e3o do acerto feito anteriormente.<\/p>\n<p>&#8220;O Eduardo Cunha tomou a palavra, explicou que est\u00e1vamos no processo de contrata\u00e7\u00e3o de um contrato da Petrobras, com o compromisso de que se fosse assinado iria haver uma contribui\u00e7\u00e3o muito importante para o partido&#8230; N\u00e3o se falou em valores, mas eu confirmei que honraria os compromissos&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Depois da assinatura do contrato, a propina foi paga em esp\u00e9cie no Brasil e em contas no exterior, segundo Faria, e o PMDB concordou durante as negocia\u00e7\u00f5es em reduzir seu percentual para 4 por cento, permitindo que o PT ficasse com 1 por cento, acrescentou.<\/p>\n<p>Em nota oficial, a Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica informou que Temer jamais tratou de valores com M\u00e1rcio Faria e que nunca houve encontro entre eles com a presen\u00e7a do ex-deputado Henrique Eduardo Alves. Reconheceu, no entanto, uma reuni\u00e3o em 2010 na qual Faria foi acompanhado de Eduardo Cunha.<\/p>\n<p>&#8220;A conversa, r\u00e1pida e superficial, n\u00e3o versou sobre valores ou contratos na Petrobras. E isso j\u00e1 foi esclarecido anteriormente, quando da divulga\u00e7\u00e3o dessa suposta reuni\u00e3o. O presidente contesta de forma categ\u00f3rica qualquer envolvimento de seu nome em neg\u00f3cios escusos. Nunca atuou em defesa de interesses particulares na Petrobras, nem defendeu pagamento de valores indevidos a terceiros&#8221;, disse a nota.<\/p>\n<p>Temer tamb\u00e9m foi citado na dela\u00e7\u00e3o de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da Odebrecht, que classificou como um &#8220;shake hands&#8221; o jantar no Pal\u00e1cio do Jaburu que teve com o ent\u00e3o vice-presidente em maio de 2014, no qual foi acertado uma contribui\u00e7\u00e3o no valor de 10 milh\u00f5es de reais da empreiteira para o PMDB.<\/p>\n<p>As declara\u00e7\u00f5es de Marcelo Odebrecht e M\u00e1rcio Faria da Silva fazem parte da \u00edntegra dos v\u00eddeos dos depoimentos prestados pelos executivos da Odebrecht divulgados pelo gabinete do ministro Edson Fachin, ap\u00f3s a abertura de 76 inqu\u00e9ritos contra autoridades no STF. Apenas dois dos inqu\u00e9ritos tiveram seu sigilo mantido.<\/p>\n<p>Temer n\u00e3o ser\u00e1 investigado no momento por esses casos porque, de acordo com o procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot, o presidente tem imunidade tempor\u00e1ria e n\u00e3o pode ser investigado por fatos anteriores ao mandato.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O presidente Michel Temer comandou uma reuni\u00e3o com a Odebrecht na qual foi acertado pagamento de propina de 40 milh\u00f5es de d\u00f3lares ao PMDB em 2010, quando era candidato a vice-presidente da Rep\u00fablica, afirmou um dos delatores da empreiteira em depoimento no \u00e2mbito da opera\u00e7\u00e3o Lava Jato. 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