{"id":52276,"date":"2017-06-28T22:56:01","date_gmt":"2017-06-29T01:56:01","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=52276"},"modified":"2017-06-28T22:56:01","modified_gmt":"2017-06-29T01:56:01","slug":"industrias-ativas-caem-de-333-mil-para-325-mil-em-2015-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/industrias-ativas-caem-de-333-mil-para-325-mil-em-2015-2\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastrias ativas caem de  333 mil para 325 mil em 2015"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<figure id=\"attachment_52270\" aria-describedby=\"caption-attachment-52270\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-52270 size-medium\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/170628-H61B-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-52270\" class=\"wp-caption-text\">Ind\u00fastrias tinham 8,2 milh\u00f5es de empregados, mas houve perda de 642.138 postos de trabalho<\/figcaption><\/figure>\n<p>A ind\u00fastria brasileira encolheu e sofreu perdas em 2015 em compara\u00e7\u00e3o a 2014, segundo a Pesquisa Industrial Anual (PIA) 2015, divulgada ontem, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<br \/>\nO n\u00famero de empresas ativas caiu de 333.739 para 325.277. O setor, que empregava 8,2 milh\u00f5es de pessoas, perdeu 642.138 postos de trabalho em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, sobretudo, nas \u00e1reas de vestu\u00e1rio, fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos e fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos.<br \/>\nAs empresas do setor industrial tiveram receita l\u00edquida de vendas de R$ 2,8 trilh\u00f5es, com uma m\u00e9dia de R$ 8,6 milh\u00f5es por companhia. O resultado foi liderado pelo desempenho das empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas, que mantiveram a maior participa\u00e7\u00e3o no total da ind\u00fastria brasileira em 2015 frente a 2014.<br \/>\nO valor da transforma\u00e7\u00e3o industrial, valor bruto da produ\u00e7\u00e3o menos o custo das opera\u00e7\u00f5es industriais, em valores correntes, passou de R$ 1.113 bilh\u00e3o para R$ 1.097 bilh\u00e3o. A ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o exerceu contribui\u00e7\u00e3o negativa para a evolu\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB \u2013 a soma de todas as riquezas produzidas pelo pa\u00eds) trimestral com recuo de 4,7% em 2014 e queda de 10,4% em 2015.<br \/>\nOs investimentos na ind\u00fastria ca\u00edram 13%, menos R$ 193,3 bilh\u00f5es, especialmente nos setores de refinaria de petr\u00f3leo, extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e de minerais.<br \/>\nAinda segundo a pesquisa do IBGE, diesel, carne bovina, autom\u00f3veis e petr\u00f3leo foram os quatro principais produtos industriais do pa\u00eds no per\u00edodo. A receita das vendas industriais em 2015 foi de R$ 2,16 trilh\u00f5es. Em 2014, havia sido de 2,17 trilh\u00f5es (valores nominais).<br \/>\nEm termos de valor das vendas, os produtos que se destacaram em 2015 foram \u00f3leo diesel, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, autom\u00f3veis de 1.500 a 3.000 cilindradas e \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo, que juntos geraram 9,9% da receita.<br \/>\nOs setores com as maiores participa\u00e7\u00f5es nas vendas industriais foram produtos aliment\u00edcios (16,9%), coque, derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis (10,6%), produtos qu\u00edmicos (10,5%), ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias (8,7%) e metalurgia (6,3%).<br \/>\nDos 100 produtos com as maiores receitas, os tr\u00eas que mais ganharam participa\u00e7\u00e3o no total das vendas industriais em rela\u00e7\u00e3o a 2014 foram artigos de pl\u00e1stico para embalagens, ligas de alum\u00ednio em formas brutas e tubos flex\u00edveis e tubos trefilados de ferro e a\u00e7o. Os tr\u00eas produtos que mais perderam participa\u00e7\u00e3o foram caminh\u00e3o-trator para reboques, ve\u00edculos para transporte de mercadorias e tratores agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dados por regi\u00f5es brasileiras<\/p>\n<p>Em 2015, na Regi\u00e3o Norte, os tr\u00eas produtos com mais participa\u00e7\u00e3o de receita de vendas industriais foram min\u00e9rio de ferro e seus concentrados, em bruto ou beneficiados (9,5%), televisores (6,2%) e prepara\u00e7\u00f5es em xarope para elabora\u00e7\u00e3o de bebidas (6%).<br \/>\nNo Nordeste, \u00f3leo diesel (6,3%), autom\u00f3veis de 1.500 a 3.000 cilindradas (3,6%) e \u00f3leo combust\u00edveis (3,5%). No Sudeste, os tr\u00eas l\u00edderes foram \u00f3leo diesel (3,7%), \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo (3,3%) e autom\u00f3veis de 1500 a 3000 cilindradas (2,3%).<br \/>\nNa Regi\u00e3o Sul, estavam na lideran\u00e7a o \u00f3leo diesel (3,8%), as carnes e miudezas de aves congeladas (3,2%) e os autom\u00f3veis com menos de 1000 cilindradas (2,3%).<br \/>\nNo Centro-Oeste, os destaques ficaram com carnes de bovinos frescas ou refrigeradas (14%), tortas, baga\u00e7os, farelos e outros res\u00edduos da extra\u00e7\u00e3o do \u00f3leo de soja (9,1%) e \u00e1lcool et\u00edlico (etanol) (8,7%).<br \/>\nO Rio de Janeiro possu\u00eda a maior remunera\u00e7\u00e3o para empregados e patr\u00f5es no setor industrial do Brasil em 2015, com R$ 62.774,77 de m\u00e9dia anual. A Regi\u00e3o Sudeste concentrava o maior n\u00famero de empresas industriais (49%), representando 55% da receita na \u00e1rea do pa\u00eds.<br \/>\nOs pagamentos anuais aos trabalhadores das ind\u00fastrias no Distrito Federal aumentaram de R$ 27.204,19 para R$ 28.373,73, e a capital da Rep\u00fablica continua tendo a melhor remunera\u00e7\u00e3o para os trabalhadores do Centro-Oeste.<br \/>\nO aumento salarial, no entanto, foi acompanhado pelo fechamento de 7% das ind\u00fastrias, enquanto quase 4% dos trabalhadores perderam empregos na \u00e1rea. A maior receita industrial do Brasil \u00e9 de S\u00e3o Paulo com valor l\u00edquido aproximado de R$ 919 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria brasileira encolheu e sofreu perdas em 2015 em compara\u00e7\u00e3o a 2014, segundo a Pesquisa Industrial Anual (PIA) 2015, divulgada ontem, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O n\u00famero de empresas ativas caiu de 333.739 para 325.277. O setor, que empregava 8,2 milh\u00f5es de pessoas, perdeu 642.138 postos de trabalho em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, sobretudo, nas \u00e1reas de vestu\u00e1rio, fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos e fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos. As empresas do setor industrial tiveram receita l\u00edquida de vendas de R$ 2,8 trilh\u00f5es, com uma m\u00e9dia de R$ 8,6 milh\u00f5es por companhia. O resultado foi liderado pelo desempenho das empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas, que mantiveram a maior participa\u00e7\u00e3o no total da ind\u00fastria brasileira em 2015 frente a 2014. O valor da transforma\u00e7\u00e3o industrial, valor bruto da produ\u00e7\u00e3o menos o custo das opera\u00e7\u00f5es industriais, em valores correntes, passou de R$ 1.113 bilh\u00e3o para R$ 1.097 bilh\u00e3o. A ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o exerceu contribui\u00e7\u00e3o negativa para a evolu\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB \u2013 a soma de todas as riquezas produzidas pelo pa\u00eds) trimestral com recuo de 4,7% em 2014 e queda de 10,4% em 2015. Os investimentos na ind\u00fastria ca\u00edram 13%, menos R$ 193,3 bilh\u00f5es, especialmente nos setores de refinaria de petr\u00f3leo, extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e de minerais. Ainda segundo a pesquisa do IBGE, diesel, carne bovina, autom\u00f3veis e petr\u00f3leo foram os quatro principais produtos industriais do pa\u00eds no per\u00edodo. A receita das vendas industriais em 2015 foi de R$ 2,16 trilh\u00f5es. Em 2014, havia sido de 2,17 trilh\u00f5es (valores nominais). Em termos de valor das vendas, os produtos que se destacaram em 2015 foram \u00f3leo diesel, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, autom\u00f3veis de 1.500 a 3.000 cilindradas e \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo, que juntos geraram 9,9% da receita. Os setores com as maiores participa\u00e7\u00f5es nas vendas industriais foram produtos aliment\u00edcios (16,9%), coque, derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis (10,6%), produtos qu\u00edmicos (10,5%), ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias (8,7%) e metalurgia (6,3%). Dos 100 produtos com as maiores receitas, os tr\u00eas que mais ganharam participa\u00e7\u00e3o no total das vendas industriais em rela\u00e7\u00e3o a 2014 foram artigos de pl\u00e1stico para embalagens, ligas de alum\u00ednio em formas brutas e tubos flex\u00edveis e tubos trefilados de ferro e a\u00e7o. Os tr\u00eas produtos que mais perderam participa\u00e7\u00e3o foram caminh\u00e3o-trator para reboques, ve\u00edculos para transporte de mercadorias e tratores agr\u00edcolas. &nbsp; Dados por regi\u00f5es brasileiras Em 2015, na Regi\u00e3o Norte, os tr\u00eas produtos com mais participa\u00e7\u00e3o de receita de vendas industriais foram min\u00e9rio de ferro e seus concentrados, em bruto ou beneficiados (9,5%), televisores (6,2%) e prepara\u00e7\u00f5es em xarope para elabora\u00e7\u00e3o de bebidas (6%). No Nordeste, \u00f3leo diesel (6,3%), autom\u00f3veis de 1.500 a 3.000 cilindradas (3,6%) e \u00f3leo combust\u00edveis (3,5%). No Sudeste, os tr\u00eas l\u00edderes foram \u00f3leo diesel (3,7%), \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo (3,3%) e autom\u00f3veis de 1500 a 3000 cilindradas (2,3%). Na Regi\u00e3o Sul, estavam na lideran\u00e7a o \u00f3leo diesel (3,8%), as carnes e miudezas de aves congeladas (3,2%) e os autom\u00f3veis com menos de 1000 cilindradas (2,3%). No Centro-Oeste, os destaques ficaram com carnes de bovinos frescas ou refrigeradas (14%), tortas, baga\u00e7os, farelos e outros res\u00edduos da extra\u00e7\u00e3o do \u00f3leo de soja (9,1%) e \u00e1lcool et\u00edlico (etanol) (8,7%). O Rio de Janeiro possu\u00eda a maior remunera\u00e7\u00e3o para empregados e patr\u00f5es no setor industrial do Brasil em 2015, com R$ 62.774,77 de m\u00e9dia anual. A Regi\u00e3o Sudeste concentrava o maior n\u00famero de empresas industriais (49%), representando 55% da receita na \u00e1rea do pa\u00eds. Os pagamentos anuais aos trabalhadores das ind\u00fastrias no Distrito Federal aumentaram de R$ 27.204,19 para R$ 28.373,73, e a capital da Rep\u00fablica continua tendo a melhor remunera\u00e7\u00e3o para os trabalhadores do Centro-Oeste. O aumento salarial, no entanto, foi acompanhado pelo fechamento de 7% das ind\u00fastrias, enquanto quase 4% dos trabalhadores perderam empregos na \u00e1rea. 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