{"id":67833,"date":"2017-12-07T11:32:43","date_gmt":"2017-12-07T13:32:43","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=67833"},"modified":"2017-12-07T11:32:43","modified_gmt":"2017-12-07T13:32:43","slug":"pesquisa-do-ibge-mostra-trabalho-invisivel-feito-em-2016-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/pesquisa-do-ibge-mostra-trabalho-invisivel-feito-em-2016-no-pais\/","title":{"rendered":"Pesquisa do IBGE mostra trabalho &#8220;invis\u00edvel&#8221; feito em 2016 no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<figure id=\"attachment_67834\" aria-describedby=\"caption-attachment-67834\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-67834\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/171207H61-300x201.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"201\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-67834\" class=\"wp-caption-text\"><em>S\u00e3o consideradas outras formas de trabalho a atividade na produ\u00e7\u00e3o de bens; os cuidados de pessoas, afazeres dom\u00e9sticos e o trabalho volunt\u00e1rio -Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>No ano passado, 6,3% dos 166,7 milh\u00f5es de brasileiros de 14 anos de idade ou mais &#8211; o equivalente a 10,5 milh\u00f5es de pessoas &#8211; trabalhavam na produ\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio consumo, voltada para uso exclusivo dos moradores do domic\u00edlio ou de parentes que viviam em outra moradia. \u00c9 o que mostra a pesquisa\u00a0Outras Formas de Trabalho 2016, divulgada nesta quinta (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A sondagem faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua) e abrange atividades que as pessoas fazem para benef\u00edcio pr\u00f3prio ou de terceiros, mas sem remunera\u00e7\u00e3o. A pesquisadora da Coordena\u00e7\u00e3o de Trabalho e Rendimentos do IBGE, economista Alessandra Brito, informou que o levantamento segue recomenda\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), que procura abordar formas mais amplas de trabalho do que aquelas voltadas exclusivamente para o mercado.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 um trabalho meio invis\u00edvel\u201d, observou Alessandra. \u201cAs atividades n\u00e3o entram na conta das pessoas ocupadas que a gente divulga\u201d. S\u00e3o consideradas outras formas de trabalho a atividade na produ\u00e7\u00e3o de bens; os cuidados de pessoas, afazeres dom\u00e9sticos e o trabalho volunt\u00e1rio.<\/p>\n<p>Na produ\u00e7\u00e3o de bens, os pesquisadores do IBGE constataram que essa atividade \u00e9 maior entre os homens (6,9%) do que entre as mulheres (5,8%). Por regi\u00e3o, a pesquisa revela que o percentual de pessoas que realizaram atividades de produ\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio consumo foi maior no Norte (10,1%), Nordeste (9,4%) e no Sul (8,1%). \u201cA gente v\u00ea que isso cresce com a idade\u201d. A faixa et\u00e1ria em que a taxa de realiza\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio consumo \u00e9 mais intensa \u00e9 a de 50 anos ou mais (46,1%). Apenas 11,2% tinham de 14 a 24 anos.<\/p>\n<p>A atividade que mais se destaca entre os quatro conjuntos analisados na produ\u00e7\u00e3o para consumo pr\u00f3prio \u00e9 a que engloba cultivo, pesca, ca\u00e7a e cria\u00e7\u00e3o de animais, com 77,6%. Nesse conjunto, observa-se que h\u00e1 grande ocorr\u00eancia tanto de pessoas do sexo masculino (79,2%), quanto do feminino (76%). A participa\u00e7\u00e3o dos homens \u00e9 maior na produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o, corte ou coleta de lenha, palha ou outro material (23,5%) e na constru\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dio, c\u00f4modo, po\u00e7o ou outras obras de constru\u00e7\u00e3o (12%); entre as mulheres, os percentuais s\u00e3o, respectivamente,10,6% e 1,5%. As mulheres se sobressaem na fabrica\u00e7\u00e3o de cal\u00e7ados, roupas, m\u00f3veis, cer\u00e2micas, alimentos ou outros produtos (23,2%), contra 0,8% de homens.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o IBGE, 48,8% das pessoas que fizeram essa forma de trabalho estavam ocupadas no mercado, sendo 61,7% homens e 35%, mulheres.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BOX<\/p>\n<p>Cuidar de pessoas em casa<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Do total de 166,7 milh\u00f5es de pessoas em idade de trabalhar em 2016, 26,9% cuidaram de moradores do domic\u00edlio ou de parentes n\u00e3o moradores, correspondendo a 44,9 milh\u00f5es de pessoas. Alessandra Brito informou que as mulheres t\u00eam uma taxa de participa\u00e7\u00e3o maior que a dos homens (32,4% contra 21,0%), com concentra\u00e7\u00e3o na faixa de 25 anos a 49 anos, tanto para homens (64,7%) quanto para mulheres (60,7%).<\/p>\n<p>A pesquisadora indicou que pela condi\u00e7\u00e3o do domic\u00edlio, a c\u00f4njuge tende a fazer mais que a mulher respons\u00e1vel pelo domic\u00edlio (39% contra 30,6%). O mesmo ocorre em rela\u00e7\u00e3o aos homens, mas em menor medida: 27,5% para o c\u00f4njuge, contra 25% para o principal respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Alessandra chamou a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que os maiores cuidados s\u00e3o dedicados a crian\u00e7as de 0 a 14 anos: 49,6% das pessoas disseram ter cuidado de moradores de 0 a 5 anos, enquanto 48,1% cuidaram de moradores de 6 a 14 anos. As principais atividades foram auxiliar nos cuidados pessoais (78,6%), com predomin\u00e2ncia de mulheres (86,9%), contra 65% de homens; e auxiliar nas atividades educacionais (66,8%), tamb\u00e9m destacando as mulheres, com 71,7%, contra 58,8% dos homens.<\/p>\n<p>Afazeres dom\u00e9sticos<\/p>\n<p>A pesquisa do IBGE revela que no ano passado, 81,3% da popula\u00e7\u00e3o acima de 14 anos de idade tinham afazeres dom\u00e9sticos no domic\u00edlio ou na casa de parentes, equivalendo a 135,5 milh\u00f5es de pessoas. Nesse conjunto de atividades, h\u00e1 predomin\u00e2ncia tamb\u00e9m de mulheres (89,8%) em rela\u00e7\u00e3o aos homens (71,9%). Por regi\u00e3o, a maior taxa foi encontrada no Sul do pa\u00eds (86,5%) e a menor no Nordeste (75,5%).<\/p>\n<p>Alessandra Brito ressaltou que a an\u00e1lise da intensidade de horas dedicadas \u00e0s atividades de cuidados de moradores ou parentes n\u00e3o moradores, afazeres dom\u00e9sticos ou em domic\u00edlio de parentes \u00e9 maior na Regi\u00e3o Nordeste (17,5 horas por semana) do que no Sul (16 horas por semana). No Brasil, a m\u00e9dia de horas dedicadas aos afazeres dom\u00e9sticos ou cuidados de pessoas \u00e9 16,7 horas, com predom\u00ednio de mulheres (20,9 horas por semana). Entre os homens, a m\u00e9dia alcan\u00e7a 11,1 horas por semana. \u201cAs mulheres, al\u00e9m de ter uma taxa de realiza\u00e7\u00e3o maior, dedicam mais horas a essas atividades do que os homens\u201d, disse a economista.<\/p>\n<p>No Brasil, a principal atividade em 2016 foi preparar ou servir alimentos, arrumar a mesa ou lavar a lou\u00e7a, com taxa de realiza\u00e7\u00e3o de 80%. As mulheres s\u00e3o de novo o destaque, com 95,7%, contra 58,5% dos homens. Em seguida, vem o cuidado com a limpeza ou a manuten\u00e7\u00e3o de roupas e sapatos, com 76% em n\u00edvel nacional, com participa\u00e7\u00e3o maior de mulheres (90,8%) do que de homens (55,7%). De acordo com a pesquisadora, a \u00fanica atividade de afazeres dom\u00e9sticos em que as mulheres perdem para os homens \u00e9 a de pequenos reparos ou de manuten\u00e7\u00e3o do domic\u00edlio: 65% para os homens, contra 33,9% para as representantes do sexo feminino.<\/p>\n<p>Trabalho volunt\u00e1rio<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que 6,5 milh\u00f5es de brasileiros, ou 3,9% da popula\u00e7\u00e3o de 14 anos ou mais de idade, realizam trabalho volunt\u00e1rio, que pode ser feito para uma organiza\u00e7\u00e3o ou uma pessoa, seja parente ou n\u00e3o, sem remunera\u00e7\u00e3o. \u201cVoc\u00ea pode cuidar de um vizinho ou fazer um pequeno reparo na casa de um vizinho sem cobrar. Isso \u00e9 considerado, para a pesquisa, trabalho volunt\u00e1rio. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ajudar em uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG). \u00c9 um conceito mais amplo de trabalho volunt\u00e1rio\u201d, afirmou a economista.<\/p>\n<p>A sondagem revela que o trabalho volunt\u00e1rio cresce com a idade, com maior taxa de realiza\u00e7\u00e3o entre as pessoas de 50 anos ou mais (4,6%); seguida do grupo de 25 a 49 anos (4,1%); e do grupo de 14 anos a 24 anos (2,5%). Em m\u00e9dia, as pessoas fazem seis ou sete horas de trabalho volunt\u00e1rio por semana.<\/p>\n<p>Por sexo, a taxa de realiza\u00e7\u00e3o de trabalho volunt\u00e1rio em 2016 era maior entre as mulheres (4,6%) do que entre os homens (3,1%). Em compensa\u00e7\u00e3o, os homens dedicam mais horas a essa atividade, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Sul (5,8 horas por semana, contra 6 horas semanais das mulheres). No Centro-Oeste, os dois sexos se equiparam, com 6,9 horas semanais de cada dedicadas ao trabalho volunt\u00e1rio.<\/p>\n<p>Outro dado mostrado pela pesquisa do IBGE \u00e9 que das 6,5 milh\u00f5es de pessoas que fizeram trabalho volunt\u00e1rio no ano passado, 6 milh\u00f5es (91,5%) foram por meio de empresa, organiza\u00e7\u00e3o ou institui\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, as pessoas ocupadas realizavam mais trabalho volunt\u00e1rio em 2016 do que as n\u00e3o ocupadas. Enquanto 4,2% dos ocupados no Brasil faziam trabalho volunt\u00e1rio, entre os n\u00e3o ocupados a taxa era de 3,6% no ano passado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano passado, 6,3% dos 166,7 milh\u00f5es de brasileiros de 14 anos de idade ou mais &#8211; o equivalente a 10,5 milh\u00f5es de pessoas &#8211; trabalhavam na produ\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio consumo, voltada para uso exclusivo dos moradores do domic\u00edlio ou de parentes que viviam em outra moradia. \u00c9 o que mostra a pesquisa\u00a0Outras Formas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[31],"tags":[],"class_list":["post-67833","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-principais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67833","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67833"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67833\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":67835,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67833\/revisions\/67835"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67833"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67833"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67833"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}