{"id":69316,"date":"2017-12-22T10:48:15","date_gmt":"2017-12-22T12:48:15","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=69316"},"modified":"2017-12-22T10:49:18","modified_gmt":"2017-12-22T12:49:18","slug":"investigacoes-sobre-mortes-em-sao-goncalo-nao-avancam-e-ong-internacional-critica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/investigacoes-sobre-mortes-em-sao-goncalo-nao-avancam-e-ong-internacional-critica\/","title":{"rendered":"Investiga\u00e7\u00f5es sobre mortes em S\u00e3o Gon\u00e7alo n\u00e3o avan\u00e7am, e ONG internacional critica"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<figure id=\"attachment_69318\" aria-describedby=\"caption-attachment-69318\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-69318\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/h2-27-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-69318\" class=\"wp-caption-text\"><em>Moradores fizeram protesto depois das mortes Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Um m\u00eas e duas semanas ap\u00f3s a opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Civil e do Ex\u00e9rcito que terminou com oito mortes no Complexo do Salgueiro, em S\u00e3o Gon\u00e7alo, as investiga\u00e7\u00f5es sobre o caso est\u00e3o paradas. Os militares que participaram da a\u00e7\u00e3o sequer foram ouvidos pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Militar (MPM). O confronto bal\u00edstico entre as armas dos militares e os proj\u00e9teis encontrados nos corpos de tr\u00eas v\u00edtimas e no local do crime ainda n\u00e3o foi requisitado. Al\u00e9m disso, o depoimento dos homens do Ex\u00e9rcito, como testemunhas, na investiga\u00e7\u00e3o aberta pelo MP estadual ainda n\u00e3o tem data para acontecer.<\/p>\n<p>Os \u00fanicos depoimentos que os militares prestaram foram dados internamente, no Ex\u00e9rcito, e enviados posteriormente ao MPM. O \u00f3rg\u00e3o alega que os relatos s\u00e3o suficientes porque \u201cos questionamentos que seriam feitos pelos procuradores j\u00e1 foram feitos\u201d. Os depoimentos e a lista com os militares que participaram da a\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o foram remetidos ao MP estadual, que investiga os homens da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) que participaram da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto as mortes seguem sem explica\u00e7\u00e3o, os \u00f3rg\u00e3os de investiga\u00e7\u00e3o s\u00e3o alvo de cr\u00edticas. Em nota, a ONG internacional Human Rights Watch afirmou que \u201co MPM pode e deve fazer mais para investigar esses crimes\u201d.<\/p>\n<p>A ONG tamb\u00e9m criticou, na nota, a lei sancionada pelo presidente Michel Temer, que estabelece a Justi\u00e7a Militar como o foro para julgamento de crimes contra a vida cometidos por militares contra civis durante opera\u00e7\u00f5es de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). De acordo com Maria Laura Canineu, diretora do Escrit\u00f3rio Brasil da Human Rights Watch, a nova lei \u00e9 um \u201cconvite \u00e0 impunidade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cCom as For\u00e7as Armadas envolvidas cada vez mais em opera\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a p\u00fablica no Rio, \u00e9 extremamente importante que essa lei seja revogada o mais r\u00e1pido poss\u00edvel\u201d, afirma Canineu. Por conta da lei, a investiga\u00e7\u00e3o dos militares que participaram da a\u00e7\u00e3o est\u00e1 a cargo do MPM.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es n\u00e3o avan\u00e7aram nem mesmo ap\u00f3s o EXTRA revelar o relato de um sobrevivente da a\u00e7\u00e3o: segundo o padeiro, de 19 anos, os tiros que atingiram as v\u00edtimas foram disparados por homens vestidos de preto, da mata. Ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da reportagem, o MP estadual ouviu o depoimento do padeiro. No entanto, nenhum \u00f3rg\u00e3o que investiga o caso esclareceu quem s\u00e3o os atiradores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um m\u00eas e duas semanas ap\u00f3s a opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Civil e do Ex\u00e9rcito que terminou com oito mortes no Complexo do Salgueiro, em S\u00e3o Gon\u00e7alo, as investiga\u00e7\u00f5es sobre o caso est\u00e3o paradas. Os militares que participaram da a\u00e7\u00e3o sequer foram ouvidos pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Militar (MPM). 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