{"id":76001,"date":"2018-03-20T20:45:13","date_gmt":"2018-03-20T23:45:13","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=76001"},"modified":"2018-03-20T20:45:13","modified_gmt":"2018-03-20T23:45:13","slug":"manifestacao-de-ambulantes-pode-barrar-mais-de-500-onibus-em-nova-iguacu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/manifestacao-de-ambulantes-pode-barrar-mais-de-500-onibus-em-nova-iguacu\/","title":{"rendered":"Manifesta\u00e7\u00e3o de ambulantes pode barrar mais de 500 \u00f4nibus em Nova Igua\u00e7u"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<figure id=\"attachment_76002\" aria-describedby=\"caption-attachment-76002\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-76002 size-medium\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/180320-H51-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/180320-H51-300x225.jpeg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/180320-H51.jpeg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-76002\" class=\"wp-caption-text\">Os trabalhadores solicitaram uma reuni\u00e3o com dirigentes da Ponte Coberta, em Edson Passos, mas n\u00e3o foram atendidos<br \/> Davi de Castro\/Jornal de Hoje<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mais de 500 \u00f4nibus poder\u00e3o ser impedidos de trafegar pelo corredor da Avenida Ab\u00edlio Augusto T\u00e1vora (antiga Estrada de Madureira). Ambulantes amea\u00e7am fechar um dos pontos estrat\u00e9gicos da via, a qualquer dia e hora desta semana, em protesto \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o da venda de produtos no interior dos coletivos. A manifesta\u00e7\u00e3o tem apoio de comunidades situadas \u00e0s margens da Estrada de Madureira, onde moraram dezenas de fam\u00edlias sustentadas pelos ambulantes.<br \/>\nA proibi\u00e7\u00e3o de entrar nos \u00f4nibus come\u00e7ou no final do ano passado e se tornou mais rigorosa a partir de fevereiro deste ano. Em busca de um poss\u00edvel acordo com a dire\u00e7\u00e3o da via\u00e7\u00e3o Ponte Coberta, v\u00e1rios ambulantes compareceram na segunda-feira (19) \u00e0 garagem da empresa, em Edson Passos, Mesquita. Permaneceram quatro horas de p\u00e9, no sol de 36 graus, em frente ao port\u00e3o e n\u00e3o foram recebidos. Ao sair de l\u00e1, iniciaram a mobiliza\u00e7\u00e3o para o protesto, com a presen\u00e7a da imprensa.<br \/>\nDona Cristina Farias de Oliveira, 54 anos, disse ao Jornal de Hoje que depende do trabalho de vendedora ambulante para manter a fam\u00edlia. \u201cComecei aqui \u2013 na Rua Bernardino de Mello, ao lado da esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria \u2013 aos 14 anos de idade. Tamb\u00e9m trouxe os meus filhos para aprender trabalhar como camel\u00f4. Ensinei a eles o bom caminho do trabalho, para aprender n\u00e3o botar a m\u00e3o naquilo que \u00e9 dos outros. Est\u00e3o aqui desde pequenos. Eu trazia eles e botava numa caixa. Depois comprei um carrinho\u201d, revela.<br \/>\nCom a pele queimada e castigada pelo sol do dia a dia, vendendo doces, balas, pipocas, \u00e1gua e refrigerante h\u00e1 40 anos no mesmo local, ela exibe como trof\u00e9u, um dos seus filhos, o Alexandre, de 33 anos. \u201cEstou aqui desde crian\u00e7a, sou casado, tenho mulher e dois filhos, sendo um de 13 anos e uma menina de nove anos. \u00c9 daqui que tiro o sustento da minha fam\u00edlia\u201d, diz.<\/p>\n<p>Passageiros defendem ambulantes<\/p>\n<figure id=\"attachment_76003\" aria-describedby=\"caption-attachment-76003\" style=\"width: 225px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-76003 size-medium\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/180320-H51B-225x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/180320-H51B-225x300.jpeg 225w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/180320-H51B.jpeg 500w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-76003\" class=\"wp-caption-text\">Saulo n\u00e3o pode entrar no ve\u00edculo para vender doces sem pagar a tarifa<br \/> Davi de Castro\/Jornal de Hoje<\/figcaption><\/figure>\n<p>Assim como todos os outros ambulantes que trabalham nos pontos de \u00f4nibus existentes no corredor Estrada de Madureira, dona Cristina e sua fam\u00edlia tamb\u00e9m est\u00e3o proibidas de entrar nos \u00f4nibus da empresa Ponte Coberta, Gl\u00f3ria ou qualquer outra que fa\u00e7a parte do grupo empresarial, para vender seus produtos. \u201c\u00c9 bom quando eles entram no ve\u00edculo. Muitas vezes a gente est\u00e1 com fome ou sede. Ou bebe \u00e1gua, refrigerante ou como um doce ou uma pipoca. A gente pode comprar pela janela, mas quando o \u00f4nibus est\u00e1 cheio, comprar pela janela torna-se imposs\u00edvel\u201d, disse a dona de casa Maria Celeste, 57 anos, que trafegava em um Ponte Coberta, com destino a Campo Grande. \u201cOs ambulantes s\u00e3o um quebra galho de quem tem fome ou sede. Proibir eles de entrar no \u00f4nibus \u00e9 uma desumanidade com eles e com quem precisa deles\u201d, dispara a estudante Camila Louras, 21 anos.<\/p>\n<p>Eles querem acordo com empresas<\/p>\n<p>O ambulante Edson Franklin, 39 anos, dos quais 20 s\u00f3 trabalhando em \u00f4nibus, \u00e9 mais um pai de fam\u00edlia triste com a decis\u00e3o do Grupo Ponte Coberta. \u201cEles querem que a gente pague a passagem ao entrar no \u00f4nibus. Ora, n\u00f3s entramos em mais de 100 ve\u00edculos por dia ou mais. N\u00e3o h\u00e1 dinheiro para isso. S\u00f3 queremos trabalhar honestamente e aceitamos negociar um acordo\u201d, diz. Com ele fazem coro outros vendedores na Estrada de Madureira, pr\u00f3ximo \u00e0 Universidade Igua\u00e7u. Cristiano Alves de Oliveira, 31 anos, h\u00e1 10 anos trabalha no mesmo setor, assim como Renata Ribeiro Ventura, 29 anos, Jefferson Garcia, 34, e o limpo e cheiroso Saulo de Freitas, 28 anos. \u201dCuido da imagem, afinal, sou vendedor ambulante\u201d, explica-se. Eles vendem doces, balas, pipocas, \u00e1gua, biscoitos e refrigerantes. Todos t\u00eam fam\u00edlia para sustentar. \u201cO que a gente faz aqui \u00e9 melhor do que roubar\u201d, define Renata.<br \/>\nSe a manifesta\u00e7\u00e3o acontecer, com ato de protesto para impedir o acesso de ve\u00edculos da Ponte Coberta ou de outra do grupo empresarial, como a Gl\u00f3ria, mais de 500 \u00f4nibus poder\u00e3o ser impedidos de trafegar pela Estrada de Madureira, a qualquer momento.<\/p>\n<p>Motoristas n\u00e3o podem ajudar<\/p>\n<p>Motoristas de \u00f4nibus disseram ao Jornal de Hoje que se sentem com \u201co cora\u00e7\u00e3o cortado\u201d, ao n\u00e3o permitir que os ambulantes vendam seus produtos no interior dos ve\u00edculos. \u201cN\u00f3s, motoristas, conhecemos todos eles e sabemos que s\u00e3o pais de fam\u00edlia que, desse trabalho, tiram o sustento da mulher e filhos, ou at\u00e9 dos pais que est\u00e3o muito idosos\u201d, disse um deles. \u201cMas se a gente for flagrado pelas c\u00e2meras instaladas no ve\u00edculo, a gente pode pegar um, dois ou tr\u00eas dias de gancho (suspens\u00e3o). E ainda perder o direito \u00e0 cesta b\u00e1sica. Sabe o que \u00e9 isso? Isso \u00e9 um preju\u00edzo de mais de R$ 500 no nosso sal\u00e1rio. Por isso, n\u00e3o podemos fazer nada por eles\u201d, diz outro motorista.<\/p>\n<p>por Davi de Castro &#8211; davi.castro@jornalhoje.inf.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 500 \u00f4nibus poder\u00e3o ser impedidos de trafegar pelo corredor da Avenida Ab\u00edlio Augusto T\u00e1vora (antiga Estrada de Madureira). Ambulantes amea\u00e7am fechar um dos pontos estrat\u00e9gicos da via, a qualquer dia e hora desta semana, em protesto \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o da venda de produtos no interior dos coletivos. 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