{"id":77888,"date":"2018-04-24T20:42:05","date_gmt":"2018-04-24T23:42:05","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=77888"},"modified":"2018-04-24T20:42:05","modified_gmt":"2018-04-24T23:42:05","slug":"justica-nega-prorrogacao-de-contrato-da-rodrimar-no-porto-de-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/justica-nega-prorrogacao-de-contrato-da-rodrimar-no-porto-de-santos\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a nega prorroga\u00e7\u00e3o de contrato da Rodrimar no Porto de Santos"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>A Justi\u00e7a Federal negou o pedido da empresa Rodrimar de manuten\u00e7\u00e3o do contrato de arrendamento que tem no Porto de Santos (SP), junto \u00e0 Companhia Docas do Estado de S\u00e3o Paulo (Codesp). O contrato de arrendamento da Rodrimar com a Docas est\u00e1 vencido, e a companhia solicitava sua prorroga\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o \u00e9 do juiz federal D\u00e9cio Gabriel Gimenez, da 3a\u00a0Vara Federal em Santos.<br \/>\nNo pedido, a Rodrimar lembra que tornou-se arrendat\u00e1ria do terminal portu\u00e1rio Sabo\u00f3 em 1991, por meio do contrato 12\/91, que previa a armazenagem e movimenta\u00e7\u00e3o de mercadorias de importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o, pelo Porto de Santos, com prazo de 10 anos e uma prorroga\u00e7\u00e3o por igual per\u00edodo. O arrendamento n\u00e3o impunha licita\u00e7\u00e3o para esse tipo de servi\u00e7o.<br \/>\nContr\u00e1rio a legisla\u00e7\u00e3o<br \/>\nA empresa argumenta, na solicita\u00e7\u00e3o, que a Codesp descumpriu cl\u00e1usulas do contrato e que isso acarretou \u201cd\u00e9ficits operacionais em raz\u00e3o do desequil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro do contrato\u201d. Por isso, solicitava mais uma prorroga\u00e7\u00e3o contratual. Na decis\u00e3o, o juiz D\u00e9cio Gimenez diz que o pedido \u201cest\u00e1 em conflito com a legisla\u00e7\u00e3o vigente e com os princ\u00edpios aplic\u00e1veis \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica\u201d.<br \/>\nSegundo Gimenez, o Artigo 175 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal imp\u00f5e que a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos mediante o regime de concess\u00e3o seja sempre precedida de licita\u00e7\u00e3o. \u201cAssim, por qualquer \u00e2ngulo que se analise a quest\u00e3o, a pretens\u00e3o de prorroga\u00e7\u00e3o contratual \u00e0 revelia da legisla\u00e7\u00e3o vigente e em detrimento da moderniza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os portu\u00e1rios, da realiza\u00e7\u00e3o de licita\u00e7\u00e3o e de outorga do objeto ao vencedor \u00e9 ilegal, abusiva e contraria o interesse p\u00fablico\u201d, diz o juiz.Para D\u00e9cio Gimenez, se houve algum desequil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro em consequ\u00eancia do contrato de arrendamento, a empresa poderia pedir uma indeniza\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o a prorroga\u00e7\u00e3o de contrato.<br \/>\nNota\u00a0&#8211; A Rodrimar, em nota, afirma que respeita a decis\u00e3o da Justi\u00e7a Federal e que apresentar\u00e1 recurso, assim que for intimada. A empresa diz ainda que suas opera\u00e7\u00f5es &#8220;continuam normalmente at\u00e9 decis\u00e3o final da Justi\u00e7a\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a Federal negou o pedido da empresa Rodrimar de manuten\u00e7\u00e3o do contrato de arrendamento que tem no Porto de Santos (SP), junto \u00e0 Companhia Docas do Estado de S\u00e3o Paulo (Codesp). O contrato de arrendamento da Rodrimar com a Docas est\u00e1 vencido, e a companhia solicitava sua prorroga\u00e7\u00e3o. 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