{"id":78647,"date":"2018-05-07T21:48:06","date_gmt":"2018-05-08T00:48:06","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=78647"},"modified":"2018-05-07T21:48:06","modified_gmt":"2018-05-08T00:48:06","slug":"disque-100-registra-142-mil-denuncias-de-violacoes-de-direitos-de-criancas-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/disque-100-registra-142-mil-denuncias-de-violacoes-de-direitos-de-criancas-em-2017\/","title":{"rendered":"Disque 100 registra 142 mil den\u00fancias de viola\u00e7\u00f5es de direitos de crian\u00e7as em 2017"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>O Disque 100 &#8211; principal meio para comunicar viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos no pa\u00eds &#8211; recebeu 142.665 den\u00fancias no \u00faltimo ano, n\u00famero superior \u00e0s 133.061 registradas\u00a0em 2016. Viola\u00e7\u00f5es contra crian\u00e7as e adolescentes lideram a lista de den\u00fancias, como ocorre desde a cria\u00e7\u00e3o do canal, seguidas por viola\u00e7\u00f5es contra idosos e pessoas com defici\u00eancia. Os dados foram divulgados pela Ouvidoria Nacional do Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos.<br \/>\nEm 2017, foram feitas 84.049 den\u00fancias de viola\u00e7\u00f5es contra crian\u00e7as e adolescentes &#8211; 10% a mais do que o registrado em 2016. Muitas den\u00fancias envolvem mais de um tipo de viola\u00e7\u00e3o e mais de uma v\u00edtima. Foram contabilizadas 130.224 crian\u00e7as e adolescentes v\u00edtimas de viola\u00e7\u00f5es em 2017 e 166.356 casos de viola\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Maioria contra crian\u00e7as<br \/>\nO maior n\u00famero de den\u00fancias envolve crian\u00e7as entre 4 e 7 anos de idade e em 45% das vezes ocorrem na casa da v\u00edtima.O tipo de viola\u00e7\u00e3o mais reportada foi neglig\u00eancia, com 61.416 casos, seguida de viol\u00eancia psicol\u00f3gica, com 39.561, e viol\u00eancia sexual, com 20.330 casos. Os dados de 2017 tamb\u00e9m revelam um aumento de 29,64% no n\u00famero de den\u00fancias de viola\u00e7\u00f5es contra pessoas com defici\u00eancia. Tamb\u00e9m cresceu 20% o n\u00famero de den\u00fancias de viola\u00e7\u00f5es contra pessoas em restri\u00e7\u00e3o de liberdade, que totalizou 4.655 em 2017, frente 3.861 em 2016.<br \/>\nA ouvidora nacional dos Direitos Humanos, \u00c9rica Queiroz, explicou que n\u00e3o h\u00e1 elementos que indiquem que o aumento de den\u00fancias seja decorrente, necessariamente, do crescimento da viol\u00eancia contra certos grupos, mas podem indicar um maior conhecimento sobre a exist\u00eancia do Disque 100. \u201cHouve campanhas no \u00faltimo ano, inclusive inser\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas em novelas, por exemplo, que tiveram grande repercuss\u00e3o\u201d, disse \u00c9rica.<\/p>\n<p>Den\u00fancia contra idosos<br \/>\nA viol\u00eancia contra pessoas idosas gerou 33.133 den\u00fancias e 68.870 viola\u00e7\u00f5es. Nas den\u00fancias de viola\u00e7\u00f5es, 76,84% envolvem neglig\u00eancia, 56,47%, viol\u00eancia psicol\u00f3gica, e 42,82%, abuso financeiro e econ\u00f4mico. A maior parte dos casos, 76,3%, ocorre na casa da pr\u00f3pria v\u00edtima.<br \/>\n&#8211;Pessoas com defici\u00eancia &#8211; Foram 11.682 den\u00fancias e 22.177 viola\u00e7\u00f5es contra pessoas com defici\u00eancia. Sessenta e sete por cento das den\u00fancias indicaram neglig\u00eancia; 50%, viol\u00eancia psicol\u00f3gica, e 30% dos casos envolviam viol\u00eancia f\u00edsica. Entre esse grupo, 63,82% das viola\u00e7\u00f5es foram registradas na casa da v\u00edtima.<br \/>\nLGBT &#8211; Em 2017 foram feitas 1.720 den\u00fancias de viola\u00e7\u00f5es contra l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, n\u00famero 8% menor que em 2016. No total, o balan\u00e7o diz que essas pessoas sofreram 2.998 viola\u00e7\u00f5es em 2017. Entre os tipos de viola\u00e7\u00e3o, 70% tinham elementos de discrimina\u00e7\u00e3o; 53%, viol\u00eancia psicol\u00f3gica e 31%, viol\u00eancia f\u00edsica.<\/p>\n<p>Atendimentos de viola\u00e7\u00f5es<br \/>\nA ouvidora nacional destacou que qualquer pessoa pode relatar viola\u00e7\u00f5es pelo Disque 100. O servi\u00e7o acolhe den\u00fancias relativas a viola\u00e7\u00f5es de diferentes tipos e grupos, sejam contra crian\u00e7as e adolescentes, pessoas idosas, pessoas com defici\u00eancia, pessoas em restri\u00e7\u00e3o de liberdade, viola\u00e7\u00f5es ligadas a racismo, g\u00eanero, entre outros, como viol\u00eancia policial.\u201cO objetivo principal desse relato n\u00e3o \u00e9 necessariamente fornecer elementos suficientes para identificar o suspeito ou come\u00e7ar uma persegui\u00e7\u00e3o penal, mas sim tirar a v\u00edtima daquele ciclo de viola\u00e7\u00e3o\u201d, explicou a ouvidora nacional, lembrando que a central de atendimento funciona 24 horas.<\/p>\n<p>Den\u00fancias por aplicativos<br \/>\nSegundo \u00c9rica, a equipe de atendimento tem forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de psicologia, assist\u00eancia social e outras \u00e1reas de humanas, para que possam conversar com as pessoas em momentos de fragilidade, extrair informa\u00e7\u00f5es suficientes para ir ao local onde ela est\u00e1 e tir\u00e1-la dessa situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. \u201cO principal objetivo \u00e9 cessar a viola\u00e7\u00e3o\u201d, disse. O Disque 100 tem tr\u00eas canais de atendimento. Por telefone, basta discar 100. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel fazer as den\u00fancias com a mesma seguran\u00e7a e rapidez por meio do aplicativo Proteja Brasil (dispon\u00edvel no\u00a0Google Play\u00a0e na\u00a0App Store) ou por meio do\u00a0site Humaniza Redes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Disque 100 &#8211; principal meio para comunicar viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos no pa\u00eds &#8211; recebeu 142.665 den\u00fancias no \u00faltimo ano, n\u00famero superior \u00e0s 133.061 registradas\u00a0em 2016. Viola\u00e7\u00f5es contra crian\u00e7as e adolescentes lideram a lista de den\u00fancias, como ocorre desde a cria\u00e7\u00e3o do canal, seguidas por viola\u00e7\u00f5es contra idosos e pessoas com defici\u00eancia. Os dados [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-78647","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78647","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78647"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78647\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":78648,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78647\/revisions\/78648"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78647"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78647"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78647"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}