{"id":80412,"date":"2018-05-29T19:52:46","date_gmt":"2018-05-29T22:52:46","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=80412"},"modified":"2018-05-29T19:52:46","modified_gmt":"2018-05-29T22:52:46","slug":"empresas-argentinas-e-paraguaias-registram-prejuizos-com-a-paralisacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/empresas-argentinas-e-paraguaias-registram-prejuizos-com-a-paralisacao\/","title":{"rendered":"Empresas argentinas e paraguaias registram preju\u00edzos com a paralisa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>Empresas argentinas que fazem com\u00e9rcio com o Brasil deixaram de embarcar uma s\u00e9rie de mercadorias em decorr\u00eancia da paralisa\u00e7\u00e3o e dos protestos dos caminhoneiros nas estradas brasileiras. Situa\u00e7\u00e3o semelhante ocorre no Paraguai, onde 900 caminh\u00f5es do Brasil aguardam para fazer as entregas.<br \/>\nNo caso da Argentina, os produtos que aguardam o embarque para o Brasil s\u00e3o carregamentos de cosm\u00e9ticos, soro de leite e autope\u00e7as. A empresa Tito Smart Model Logistics, respons\u00e1vel pela log\u00edstica em transporte a\u00e9reo, mar\u00edtimo e rodovi\u00e1rio de empresas envolvidas no com\u00e9rcio entre Brasil e Argentina, informou que a paralisa\u00e7\u00e3o de caminhoneiros afetou essas exporta\u00e7\u00f5es argentinas.<br \/>\nO gerente comercial da empresa, Pablo Lagreca, lamentou os impactos da paralisa\u00e7\u00e3o. &#8220;O Brasil \u00e9 o principal cliente de produtos industrializados argentinos e a greve de caminh\u00f5es afeta tamb\u00e9m o transporte mar\u00edtimo e a\u00e9reo, porque as mercadorias precisam sair dos portos e aeroportos para serem distribu\u00eddas no mercado&#8221;, disse Lagreca \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<br \/>\nSurpresa<br \/>\nA Argentina \u00e9 um pa\u00eds de sindicatos fortes, historicamente acostumada a protestos e greves. Mas o que surpreendeu foi o que ocorreu em torno da paralisa\u00e7\u00e3o e dos protestos, com informa\u00e7\u00f5es desencontradas e a dificuldades em negociar um acordo, mantendo durante dias de rodovias bloqueadas. &#8220;O Brasil costuma ser mais previs\u00edvel&#8221;, disse Lagreca.<br \/>\nAt\u00e9 o momento, as embaixadas brasileiras nos pa\u00edses vizinhos n\u00e3o receberam queixas, mas a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo acompanhada com aten\u00e7\u00e3o pelos s\u00f3cios brasileiros no Mercosul (bloco regional integrado tambem por Argentina, Paraguai e Uruguai). Gustavo Segr\u00e9, s\u00f3cio e diretor do Center Group, que administra 53 empresas argentinas, afirmou que muitas companhias n\u00e3o carregaram os ve\u00edculos porque n\u00e3o sabem se ter\u00e3o combust\u00edvel para seguir viagem e retornar \u00e0 Argentina.<br \/>\nParaguai<br \/>\nNo Paraguai, a paralisa\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros causou queda na entrada de mercadorias brasileiras no pa\u00eds. A Dire\u00e7\u00e3o Nacional de Alf\u00e2ndegas (DNA) estima preju\u00edzo em torno de US$ 5 milh\u00f5es e US$ 7 milh\u00f5es na arrecada\u00e7\u00e3o aduaneira. Segundo a entidade, aproximadamente 900 caminh\u00f5es procedentes do Brasil que transportavam mercadorias e combust\u00edvel est\u00e3o parados. O posto alfandeg\u00e1rio de Ciudad del Este, situado na Ponte da Amizade, que conecta os dois pa\u00edses, \u00e9 a regi\u00e3o mais afetada, pois o fluxo de caminh\u00f5es costuma ser incessante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresas argentinas que fazem com\u00e9rcio com o Brasil deixaram de embarcar uma s\u00e9rie de mercadorias em decorr\u00eancia da paralisa\u00e7\u00e3o e dos protestos dos caminhoneiros nas estradas brasileiras. Situa\u00e7\u00e3o semelhante ocorre no Paraguai, onde 900 caminh\u00f5es do Brasil aguardam para fazer as entregas. 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