{"id":80507,"date":"2018-05-30T21:14:03","date_gmt":"2018-05-31T00:14:03","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=80507"},"modified":"2018-05-30T21:14:03","modified_gmt":"2018-05-31T00:14:03","slug":"integrar-para-realizar-uma-leitura-sobre-o-high-level-regional-forum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/integrar-para-realizar-uma-leitura-sobre-o-high-level-regional-forum\/","title":{"rendered":"Integrar para realizar: uma leitura sobre o High Level Regional Forum"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>*Norman de Paula Arruda Filho<\/p>\n<p>O que as escolas, as empresas e os governantes podem fazer para atingirmos os ODS? Quantos projetos podem ser constru\u00eddos por meio de parcerias? Qual a for\u00e7a da integra\u00e7\u00e3o nesse processo? Como mobilizar diferentes setores da sociedade para se tornarem protagonistas na busca pelos Objetivos Globais? Essas foram algumas das perguntas que buscamos responder no encontro internacional High Level Regional Forum que aconteceu no Museu do Olho em Curitiba nos dias 17 ou 18 de maio.<br \/>\nDebater a implementa\u00e7\u00e3o dos ODS no \u00e2mbito das cidades na presen\u00e7a de autoridades governamentais e ainda discutir sobre o alinhamento entre as iniciativas da ONU: Pacto Global, PRME, PRI e Cities Program trouxeram \u00e0 tona a import\u00e2ncia e o poder da integra\u00e7\u00e3o de cada um desses atores para o desenvolvimento sustent\u00e1vel.<br \/>\nA ocasi\u00e3o tamb\u00e9m foi ideal para confirmarmos a posi\u00e7\u00e3o de destaque que o Paran\u00e1 possui visto sua atitude vanguardista nesse sentido. Haja vista, as empresas precursoras do Pacto Global no estado: a Copel foi primeira signat\u00e1ria paranaense, seguida de O Botic\u00e1rio, em terceiro contabilizamos nada menos que a Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Paran\u00e1 (ACP) e na sequ\u00eancia a FIEP (Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Paran\u00e1), seguidas de uma quantidade imensa de empresas que responderam a uma intensa mobiliza\u00e7\u00e3o liderada pela Prefeitura Municipal de Maring\u00e1 que, na \u00e9poca, se tornou a primeira prefeitura signat\u00e1ria da iniciativa das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<br \/>\nConforme pontuado por Carlo Pereira e Javier Cortez, Head do Pacto Global Brasil e do Pacto Global das Am\u00e9ricas, respectivamente, tais a\u00e7\u00f5es fizeram com que o Paran\u00e1 fosse respons\u00e1vel por 30% das empresas signat\u00e1rias do PG, nos colocando em uma posi\u00e7\u00e3o de destaque nacional e internacional.<br \/>\nComo um dos protagonistas desse movimento, vejo que a t\u00f4nica adotada com rela\u00e7\u00e3o a isso possui um forte car\u00e1ter dualista. Ou seja, a hist\u00f3ria que reflete esse quadro evidencia uma cultura paranaense que, se por um lado nos d\u00e1 certa vantagem nesse ranking mundial, por outro ponto reflete uma s\u00e9rie de desafios muitos grandes a serem enfrentados.<br \/>\nO Paran\u00e1 tem na sua realidade uma enorme capacidade de realiza\u00e7\u00e3o e de integra\u00e7\u00e3o &#8211; requisitos b\u00e1sicos para o PG e o PRME \u2013, mas que ir\u00e3o exigir muito mais no que tange \u00e0s articula\u00e7\u00f5es para a implementa\u00e7\u00e3o e, consequente evolu\u00e7\u00e3o UN Cities Program, cujo escrit\u00f3rio est\u00e1 baseado em Melbourne na Austr\u00e1lia e no evento do High Level foi representado por Michael Nolan.<br \/>\nIsto porque n\u00f3s vivemos e sentimos que o drama da evolu\u00e7\u00e3o do mundo acontece no \u00e2mbito das cidades e, portanto, precisamos pensar em solu\u00e7\u00f5es integradas que visem o bem-estar de todos os envolvidos nesse processo com foco no futuro. Nas coloca\u00e7\u00f5es de Rafael Greca, prefeito de Curitiba, e de Silvio Barros, representando o Governo do estado, ficou muito claro que as a\u00e7\u00f5es governamentais est\u00e3o focadas nessas melhorias e podem ser complementadas ao grande potencial das empresas e ind\u00fastrias que possuem uma capacidade de realiza\u00e7\u00e3o muito importante para a hist\u00f3ria do Paran\u00e1.<br \/>\nOu seja, ao unir representantes nacionais e internacionais da ONU; de empresas como a Copel, a Votorantim, a Itaipu; membros de iniciativas locais como o CPCE \u2013 Comit\u00ea Paranaense de Cidadania Empresarial e o CASEM \u2013 Comit\u00ea de Sustentabilidade Empresarial da ACP; representantes dos Governos municipal e estadual; e especialistas de institui\u00e7\u00f5es de ensino em um mesmo local e com o mesmo prop\u00f3sito, o High Level Regional Forum demonstrou que h\u00e1 cada dia mais atores nessas articula\u00e7\u00f5es e se consolidou como um marco da mobiliza\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para alcan\u00e7armos os Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel.<br \/>\nMelhor ainda foi conquistar isso frente a um audit\u00f3rio cheio de pessoas comprometidas com a transforma\u00e7\u00e3o para um futuro melhor. A grande ades\u00e3o do p\u00fablico ao evento s\u00f3 mostrou que estamos no caminho certo. Sem d\u00favida \u00e9 muito interessante quando as pessoas come\u00e7am a entender o processo da sustentabilidade. Come\u00e7am a buscar o porqu\u00ea dos Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel. Se questionam sobre qual o seu papel na din\u00e2mica dos ODS, o que isso pode fazer e qual resultado pode trazer para o futuro das novas gera\u00e7\u00f5es.<br \/>\nA partir disso, \u00e9 poss\u00edvel enxergar o poder das parcerias, das articula\u00e7\u00f5es e da integra\u00e7\u00e3o de diferentes segmentos sociais. Mas principalmente, \u00e9 fundamental para refor\u00e7ar a posi\u00e7\u00e3o da escola como articuladora, respons\u00e1vel por um papel fundamental na rela\u00e7\u00e3o sin\u00e9rgica necess\u00e1ria para o desenvolvimento da cidade, do estado, do pa\u00eds e at\u00e9 mesmo, no cen\u00e1rio internacional em projetos interculturais e interdisciplinares.<br \/>\nA import\u00e2ncia que vemos no andamento de um evento deste porte, onde a pluralidade das solu\u00e7\u00f5es que foram apresentadas busca traduzir o desafio da participa\u00e7\u00e3o de cada um de n\u00f3s para que consigamos atingir essa meta fant\u00e1stica chamada de Objetivos Globais, refor\u00e7a que n\u00e3o h\u00e1 regra geral. H\u00e1 sim inten\u00e7\u00f5es, iniciativas e aprendizados durante essa caminhada.<br \/>\nPara superarmos esse desafio existem v\u00e1rios passos. Eu acredito que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o caminho pelo qual mais r\u00e1pido se chega e que mais eficientemente contamina os demais setores e atores da sociedade a se envolverem nesse processo e se tornarem protagonistas da mudan\u00e7a. A educa\u00e7\u00e3o tem o poder de transformar, mas depende fundamentalmente de um neg\u00f3cio chamado \u201cgente\u201d. E a gente tem que acreditar para conseguir mudar.<\/p>\n<p>*Norman de Paula Arruda Filho \u00e9 Presidente do ISAE \u2013 Escola de Neg\u00f3cios, conveniado \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas, professor do Mestrado em Governan\u00e7a e Sustentabilidade do ISAE\/FGV, e Coordenador do Comit\u00ea de Sustentabilidade Empresarial da Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Paran\u00e1 (ACP).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Norman de Paula Arruda Filho O que as escolas, as empresas e os governantes podem fazer para atingirmos os ODS? Quantos projetos podem ser constru\u00eddos por meio de parcerias? 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